Notas iniciais
Eu disse que não demoraria a postar o segundo extra o/ Enfim, hoje estou completando 1 ano com essa conta no site, o que significa que amanhã a fanfic completa 1 ano também!! Só queria agradecer mesmo, por todos vocês que acompanham a história, tê-la feita no que se tornou *u* Sem falar mais muita coisa, amanhã vou viajar e só volto no final de semana, portanto vou demorar um pouco para responder os reviews... Talvez eu consiga dar uma escapada huehue Ok, estou atrasada para dormir... Qualquer dúvidas e informações, me contatem o/

Toshio Takasha

Completar treze anos de vida nunca é fácil, essa é uma idade que marca literalmente o fim da infância e inicia a pré-adolescência. Nesse tempo há coisas absurdas acontecendo com ambos os sexos, e na grande maioria das vezes nenhum deles sabem como devem agir diante dessas transformações. Antes trocar de fase, fosse o que estivesse acontecendo com ele.

– Como assim pai?! – ficou pasmo com o que acabara de descobrir.

– Toshio, você está crescendo, não posso ficar o tempo todo contigo. – seu pai lia o jornal do dia, sem se importar muito com a atitude exasperada do filho. – Aliás, o colégio para onde você vai é próprio para meninos como você, herdeiros de uma grande fortuna. – passou uma página. – Sem falar que você terá aulas de autodefesa, vai que você é sequestrado para me subornar?! – encarou o garoto sério.

– Você não daria nenhuma quantia pedida. – completou revirando os olhos.

– Exatamente. – voltou sua atenção ao jornal.

– Ainda sim pai, não que eu esteja rejeitando uma ordem sua... – comprimiu os lábios, mostrando-se nervoso. – Eu acho que é inútil eu ir estudar fora!

– Não vamos mais falar disso, filho. – fechou o jornal, largando-o na mesa de centro da sala em que estavam. – Reservei um jato particular para amanhã, é melhor arrumas suas coisas. Ou peça para Rosa fazer isso, que seja. – se direcionou ao cabideiro, retirando um jaleco branco e vestindo-o.

O menino apenas suspirou cansado, era tarde para rever seus conceitos. Seguiu para a varanda que dava vista para o mar, observando o sol se pôr gradativamente. Qualquer pessoa pararia seus afazeres apenas para notar essa beleza natural, menos quem mais convivia com isso todos os dias. Bufou irritado, tudo o que menos desejava era se afastar de seus colegas agora. Seu pai nunca se importara com suas vontades, sempre decidindo o que fazer de sua vida. Van Takasha era um ótimo cientista, se dedicava a carreira de uma forma surpreendente, mas se tratando de família, era um desastre sem tamanhos.

O garoto procurou a empregada estrangeira pela mansão, olhando todos os cantos e cômodos luxuosos mais de uma vez. Deveria estar vendo alguma novela do país dela, não queria incomodá-la no tempo de folga, resolveu arrumar suas malas sozinho.

Subiu pelo menos dois lances de escada até chegar ao andar de seu quarto. O lugar cheirava produtos de limpeza recentemente passados, ignorou esse fato indo até a cadeira do computador, arrastando-a para poder subir e pegar a mala de viagem em cima do enorme guarda roupa.

– X -

O despertador apitou, entrando em sua cabeça antes mesmo de acordar, demorou pelo menos três minutos para diferenciar o som da irrealidade que sonhava antes. Toshio levantou a cabeça sonolenta, coçando os olhos inchados devido ao sono que tivera. Sua pele morena se destacava com a pouca claridade que atravessava as cortinas. Logo baques soaram vindos da porta, provavelmente seu pai certificando-se do filho estar de pé.

– Estou acordado! – gritou colocando os pés no mármore gelado, fez uma careta ao sentir a diferença de temperatura.

Rosa o esperava sorridente ao lado da porta, mesmo não falando a mesma língua, ambos se gostavam e se tratavam incrivelmente bem. Ela estendeu uma bandeja com o café da manhã reforçado para o garoto, o mesmo voltou a se deitar para comer. Após isso, teve tempo somente de escovar os dentes e ser arrastado pelo pai, para chegarem ao aeroporto particular da cidade.

– Espero que tenha pegado tudo, não vou mandar nada de volta caso tenha esquecido. – estavam sentados no passageiro de um carro importado, algum motorista de preto dirigia no banco da frente. – Se der falta de algo, só compre outro. – dizia de olhos fechados.

– Eu sei, eu sei. – apressou-se em falar. – Ainda não entendo o porquê tenho que ir para uma escola gringa, tem tantas do mesmo tipo aqui no país... – torceu os lábios, esperando não receber uma bronca.

O homem robusto soltou um sorriso singelo encarando o teto de couro italiano. Ficou assim por alguns segundos antes de se inclinar no banco, para poder encarar o filho nos olhos.

– A cada dia você se parece mais com sua mãe. – sorriu para o garoto.

– Não quero falar dela. – Toshio murmurou virando o rosto para olhar qualquer outro lugar.

– Você quem sabe. – o cientista se recompôs no banco, voltando ao semblante sério comum. – A questão é que estou mexendo com um novo trabalho, e duvido que dê muito certo. Caso isso ocorra, quero você longe e seguro.

Toshio fez menção de continuar essa conversa, mas teve um dedo calando sua boca e impedindo-o de saber mais sobre o assunto.

Continuaram o pequeno percurso em silêncio. Somente o motor em funcionamento, e os pneus rodando sobre a rua ecoavam pelo ambiente fechado. O garoto via as construções passar rápido, tentando memorizar a maioria delas, para quando voltasse ver a diferença que o tempo faria. Excluindo férias e feriados, ele só voltaria para o país depois de finalizar o ensino médio completo, talvez fizesse alguma faculdade por lá também.

– Senhor, chegamos. – o motorista anunciou desligando a chave do carro, pronto para sair e abrir as portas traseiras para o chefe.

– Não, tudo bem. – Van recusou a gentileza do homem, puxando sozinho o trave.

Guiou o filho até a plataforma de embarque, dando um abraço desajeitado e sussurrando algo como é para o seu bem antes de deixá-lo com as aeromoças. O homem continuou onde estava antes da despedida, observando o jato levantar vôo.

Não era a primeira viagem de avião de Toshio, estava acostumado com as pequenas turbulências do percurso e até a hospitalidade de todos os funcionários pelo fato de ser filho de Van Takasha. Dessa vez, preferiu apenas fechar os olhos e descansar, entrando em uma dimensão criada somente por ele. Tentou imaginar uma escola boa, com alunos bons e quem sabe até garotas bonitas. Seu sono chegou calmamente, apagando seus pensamentos aos poucos, fazendo-o por fim adormecer.

Acordou novamente com uma mulher incrivelmente loira lhe acordando. Abriu os olhos assustados diante de toda aquela beleza, se sentiu envergonhado dando respostas curtas para a mesma. Sua alegria acabou quando percebeu que ela ainda o seguia mesmo depois de ter deixado o jatinho. Apressou os passos pela pista, atravessando até um lugar seguro, não se sentia confortável com uma mulher dessas o seguindo.

– Sr. Takasha! – a loira o chamou. – Por favor, espere! – vinha ofegante, parecia ter realmente para trás.

– Porque está me seguindo?! – indagou indiscretamente. – Tipo, você é aeromoça, não tem que ficar atrás de mim já que saímos do avião! – gesticulou nervoso, apontava para o jatinho pousado na pista.

– Aquilo é um jato particular, senhor. E também não sou aeromoça. – sorriu meigamente enquanto o corrigia. – Seu pai me escolheu como sua guia. Vamos para o hotel?! – alargou os lábios melados de brilho labial, mostrando seus dentes bem cuidados.

Toshio amaldiçoava seu pai mentalmente, o xingava de palavrões que nem mesmo sabia o significado. Tudo só podia ser uma brincadeira de mau gosto, é claro. O cientista sabia muito bem da dificuldade do filho de se entrosar com mulheres, e escolher uma guia loira e gostosa com certeza estava na lista de foda com a vida de seu filho dele. Não que o mais novo sentisse atração pelo mesmo sexo, apenas se sentia terrivelmente incomodado na presença de mulheres, e isso piorava quando se tratava das mais bonitas. Isso pôde ter se originado devido à falta do sexo feminino em sua vida. Não via sua mãe desde o rompimento do casamento dela, culpa do pai que preferiu ficar enfiado num laboratório a deitar-se com a esposa.

Desembarcaram e pegaram as bagagens ainda dentro do pequeno aeroporto. Realmente a guia era útil, além de dominar a língua local, se entendia muito bem com os funcionários.

– Seu pai não deveria te mandar para um lugar tão longe, ainda mais quando você não entende nada, senhor. – conferia alguns papéis do check-in sem olhá-lo diretamente

– Eu falo a língua daqui, não como você, mas falo. – respondeu inquieto. Caminhavam lado a lado, desviando de poucas pessoas pelo saguão.

– Não é o que parece. – virou-se sorridente. – Prazer, sou Ellie! – estendeu a mão desocupada para o garoto.

Toshio encarou aquela mão delicada, com unhas feitas e coloridas de vermelho sangue. Uma tonalidade um pouco mais clara tingia sua boca delineada, numa grossa camada de gloss. Sua pele era tão alva, que podia ser facilmente considerada semi-albina, mas tudo caía em um perfeito contraste com seus fios dourados e seus olhos azuis piscina. O garoto sentiu seu coração palpitar desenfreado dentro do peito, por acaso visitara o paraíso mais cedo? Seus olhos percorreram o corpo escultural da moça, notando uma camisa social branca apertada na região do busto. Piscou algumas vezes, se trazendo de volta a realidade.

Colocou sua mão sobre a dela, sentindo um aperto com firmeza.

Ela falava o tempo inteiro. Não que isso fosse ruim, ouvir sua voz era quase como ouvir a melhor música, tocada pelo melhor músico. Não conseguia se manter acordado perto dela, trancafiava sua respiração descompassada para não demonstrar qualquer sentimento que pudera existir, mas tudo em vão. Ainda que fizesse tudo isso, parecia somente um palerma controlando a excitação de ter uma linda mulher guiando-o a frente.

Ellie parou de caminhar próxima ao meio fio da rua, esperando o garoto que vinha mais a atrás. Fitou-o se achegar timidamente, estava nervoso com alguma coisa, manteve seus olhos sobre o mais novo.

– E-eu não gosto de v-você! – gaguejou alto, agarrando suas próprias mãos pela costa. Sentia seu rosto esquentar.

– Mas eu não falei nada, Sr. Takasha! – suas mãos escondiam um riso na boca. – Aliás, vamos pedir um táxi, – recompôs-se. – seu hotel fica a pelo menos duas quadras e...

– Duas quadras? – questionou. – Vamos andando. – puxou as bagagens etiquetadas do chão, voltando a caminhar.

– Sr. Takasha, o hotel fica para esse lado. – apontou a direção oposta que o menino seguia.

– Que seja. – girou sobre calcanhares bufando, queria apenas se livrar dessa loira.

– X –

No curto percurso em que percorriam, gotas de chuva pingaram do céu molhando-os aos poucos. Ellie comentou algo sobre se esconderem em algum comércio e esperar a chuva passar, mas o temperamento de Toshio os impediram.

As calçadas antes aglomerada de pessoas correndo, se encontrava vazia agora. Dando passagem aos únicos idiotas que persistiam em caminhar na chuva, que não estava mais tão leve. Toshio contornou o olhar para poder enxergar a loira ao seu lado, ela sorria levemente. Pensou na quantia que seu pai pudera ter dado a ela, talvez fosse o suficiente para não se irritar com um cliente mais novo e mandão, ou talvez ela só gostasse de seu trabalho. A primeira alternativa parecia mais correta. Sua visão localizou uma cor radiante vindo do busto da moça, se obrigando a descer o olhar e notar que o sutiã roxo mesclado com estampas de oncinha transparecia na camisa social branca encharcada. Tentou disfarçar, mas era quase impossível.

– O senhor parece estar com febre, Sr. Takasha! – virou-se ficando de frente para o menino. – Acho que não foi uma boa ideia termos continuado na chuva... – se aproximou inclinando o tronco para tocá-lo na testa, tentando sentir sua temperatura.

O garoto torceu os lábios, ela estava a sua frente, inclinada para si, numa posição que avantajava seu decote. A camisa social encharcada não fazia mais seu trabalho de esconder o tesouro guardado debaixo de seu tecido, e aquilo era estranhamente constrangedor.

– Me solta, cacete! – tirou a mão da moça bruscamente. – Esconde seus peitos, porra!! – apontou para o local molhado, fazendo Ellie rir e corar ao mesmo tempo.

– Ah, você estava só com vergonha?! – tampou o que pôde com as mãos, voltando a caminhar à frente. – Acho que não tive tempo para explicar, mas sua escola tem uma porcentagem de 87% de garotas.

Aquela informação fez Toshio paralisar na calçada. Seu mundo de repente perdera o chão, asfixiando-o aos poucos com a falta de oxigênio em seus pulmões. Nem a chuva forte, batendo contra sua cabeça o fizera sentir o frio do momento, nem os seios à mostra de Ellie o fez se sentir quente, simplesmente perdera o sentido de sentir. Sua boca formara um perfeito círculo esperando uma completa explicação da loira.

– Bem, você veio para um dos únicos países que ainda são governados por um rei e uma rainha. – continuou falando, ignorando o susto do cliente. – É claro que existe o pessoal nobre e mais rico, que temem perder suas filhas em sequestros. Assim como o seu pai, colocaram-nas em uma escola especial para estudar e aprender habilidades... – pensava numa boa colocação. – Extracurriculares! — sorriu gentilmente, suas mãos ainda pousadas sobre o busto. – Mas não se preocupe, há meninos por lá. Apenas é uma grande minoria...

Suas últimas frases martelavam insistentes na cabeça de Toshio. Era tudo ou nada.

Ou admitia ser dominado pelo medo, ou o dominava.

[...]

Maya Kazume e Rin Kazume

– Mana!! – berrou de dentro da casa. – Tem mais bicho vindo! – suas mãos abafavam o grito.

– Para de gritar, idiota! – parou desajeitada ao lado do mais novo, mirava na cabeça dos zumbis que vinham aos montes. – A munição está acabando, vai pegar a caixa em cima da cama! – continuava atirando com a espingarda do pai.

– Claro! Você mais erra do que acerta... – disparou em direção ao quarto para dentro da casa.

Depois que a vacina chegara à pequena cidade dos irmãos, perderam o rumo de suas vidas. Tudo o que conheciam se tornou sangue e morte, aquilo era um assunto delicado ao qual preferiam não conversar sobre. Rin tinha apenas seus oito anos, não sabia como agir diante de tal situação, às vezes sentia-se mal por pensar em ser um inútil comparado a irmã mais velha.

Seus pais haviam ido viajar no final de semana da vacina, e deixaram-nos a ordem de esperarem eles voltar para tomarem juntos. Cidades menores e do interior como a deles, teria alguns dias de diferença para a chegada da campanha, talvez fosse o difícil acesso que o transporte enfrentaria para chegar nelas. Deram graças por terem que esperar e não tomar a vacina, depois que viram os efeitos que ela causaria.

Maya usava apenas a velha espingarda que seu pai guardara para o caso de um pervertido pedi-la em namoro ou algo do gênero. Mas somente isso não seria necessário, por isso armaram ciladas pela cidade para poder pegar sobreviventes desse apocalipse. A ideia inicial era roubar idiotas despercebidos pela rua, mas isso não funcionaria em caso deles estarem armados. Então passaram a simplesmente atuar, área a qual Rin se saía muito bem.

– Rin, o doutor Lee não poderá mais tomar conta da gente. – sentou-se na guia entre a rua e a calçada. – Ele é um bom médico, mas não podemos depender sempre dele! – tentava explicar ao moreno o porquê não iriam mais dormir na casa do homem.

– Eu não acho isso justo! Nós sempre pagamos todas as consultas. – formava um bico emburrado. – Pelo menos era o que papai dizia... Agora ele não pode nem mais deixar a gente dormir na casa dele?

– Não é isso... – revirou os olhos impaciente. – Estamos sendo um incômodo, e depois de tudo o que aconteceu, duvido que tenha volta. Então precisamos aprender a viver sozinhos. – encarou a criança, esperando algum sinal que tivesse compreendido.

Maya sentava-se com os joelhos friccionados e suas mãos o agarravam dando uma volta por eles, suas mãos pendiam a espingarda recém carregada. Rin tinha as mãos segurando o rosto, numa expressão típica de tédio. Sua irmã sempre reclamava que ele não agia corretamente nas circunstâncias adequadas, quase sempre podo suas vidas em jogo por atos infantis. O que ele poderia fazer? Tinha acabado de perder sua infância para mortos andantes.

O lugar pacato, permanecia com um silêncio irritante. Sem sinal de vida algum. Uma vez ou outra algum bicho aparecia mancando, mas Maya logo tratava de lhe quebrar o pescoço ou simplesmente cortar-lhe a cabeça.

Enquanto repousavam no silêncio diurno, ouviram sons de tiro vindo do portal de entrada da cidade. Não bastou mais que uma troca de olhares para os irmãos entenderem que havia trabalho a ser feito. A garota levantou com pressa, soltando seus longos fios escuros e prendendo-os novamente com mais alento em um coque desajeitado. Conferiu o estoque de munição nos bolsos da calça, caminhando de esguelha pelos vãos das casas que bem conhecia. O irmão mais novo repetia seus passos se esforçando para não fazer mais barulho.

Notaram um trio de mulheres armadas, era ridículo ver dondocas empenhando pistolas e o que parecia ser um fuzil. Como conseguiram essa artilharia? Era pesado demais para se encontrar exclusivamente caído junto com algum morto. Mesmo com essas dúvidas, Maya mantinha com esforço a atenção no plano.

Os irmãos estavam em um beco escuro entre dois prédios médios, se escondendo para as moças não os verem. O plano seria simples, Rin distrairia pela frente e Maya daria a volta, surpreendendo as viajantes. A morena lançou um olhar de ordem para o garoto, encarando aqueles olhos claros da mesma cor que a dela, mandando-o se adiantar. Aquilo foi muito bem entendido por Rin, que logo correu para frente das mulheres fingindo chorar.

– Mãe?! – sua voz era chorosa, mantendo as mãos perto dos olhos, como se enxugasse lágrimas inexistentes. – Manhê!!!– continuava a cena, se conservando parado diante as mulheres.

– Aí meu Deus! – uma das mulheres do trio correu abraçando o menino. – Não podemos deixar um menininho como esse sozinho!! – acariciava o cabelo negro e curto dele.

– Lara, não sei se devemos... – a que segurava o fuzil desajeitadamente sentia-se receosa quanto ao garoto.

Por elas estarem de costas, não perceberam a aproximação da irmã do menino.

– Deixem as armas e munição. – encostou o cano da espingarda na cabeça da mulher mais afastada.

– X –

– Eu não acho isso muito certo, mana... – comentou vendo-a checar os novos brinquedos que conseguiram.

– Não precisa ser certo, é o que precisamos para sobreviver. – guardava o fuzil debaixo da cama velha, haviam arrombado uma casa provisória.

Saíram mais uma vez para frente da casa, sentando-se na guia. Esperavam algum movimento, às vezes ficavam dias sem ver um ser vivo de verdade diante de si. Mas hoje parecia ser diferente.

Ouviram sons de passos, fazendo Maya empurrar o irmão de volta para dentro da casa.

– Ouviu isso? – sorriu malignamente. – Temos um dia agitado hoje, irmãozinho!

– O que vamos fazer?! – perguntou aflito.

– Arraste o berço do outro quarto para cá, sobe nele e espera eu dar o sinal. – avisou saindo do local apressada.

A garota corria tentando esconder até a própria sombra. Avistou outro trio, dessa vez composto por uma garota mal encarada e dois meninos, sendo um deles um arqueiro. Riu daquela visão, quem usaria arco nos dias de hoje? Continuou correndo e se esquivando para eles não a verem, por fim os viu esperando a garota sair de uma loja. Era o momento perfeito. Fez um som que facilmente seu irmão reconheceria, e logo pôde ouvi-lo em ação. Chorando.

Seguiu com o olhar o grupo de três pessoas procurando de onde vinha o choro infantil, um loiro sacou a arma das costas, indo diretamente onde Rin estava, a garota séria o acompanhou. Perdeu de vista o tal arqueiro, mas cria que isso não fosse importante.

Entrou na casa velha um pouco depois deles, mantendo os passos leves para não chamar atenção. Apontou o cano da espingarda mais uma vez, mirando a cabeça da garota de cabelos castanhos.

– Larga as armas e munições, e vaza daqui. – falou rouca.

[...]

Notas finais
Kraio, eu adorei escrever o extra do Tosh! *u* Foi como escrever um outro personagem com apenas o mesmo nome kkkkk, espero que tenha ficado claro, o porquê ele é tão pervertido na história!! Estava completamente sem ideias para escrever sobre a Maya, e o que eu tinha ia ficar muito chato!! O que tinha pensado, era algo sobre um passeio chato, num parque chato, em que ela ia perder o irmão chato ~zoa~ achei que ficou muito melhor assim XD Deixem suas opiniões, o próximo extra está pronto, creio eu que até sexta ou sábado que vem posto ele e finalizo de vez a história :s Até semana que vem gente *u*