Notas iniciais
Oi, oi! Geralmente posto terça a noite, ou quarta de manhã. Estou eu aqui, quarta de noite, então ainda está no dia o/
10 RECOMENDAÇÕES! Atingimos galera, atingimos!!! Agradeço de coração a Maria Beatriz, que foi a dona da nossa décima recomendação, e claro a todos que já recomendaram, porque sem vocês, não teríamos chegado nesse número! *-*
O fato de termos cumprido essa meta, não significa que temos que parar, se sentirem recomendem, e me façam feliz u.ú
Enfim, adorei o que escrevi hoje... Aproveitem! E no final, uma coisa que venho prometendo a muitoo tempo ¬¬

Há quem dizia que aqueles dois maltratavam a criança. Uma criança indisciplinada, com tapa olhos. Leon permanecia Rin no ar, o segurando pelos ombros. Azami o fuzilava com os olhos, e o garoto mal entendia sua situação.

Azami- Ficou louco, menino?! – estressava-se. – Não é pra sair contando pra todo mundo o que te aconteceu! Já estamos tendo problemas com isso. – balançava a cabeça negativamente.

Rin- Desculpa, mas é que eles pareciam legais. – fez biquinho, se referindo as crianças na piscina.

Leon- Sim, mas você precisa tomar todo o cuidado! Isso seria mesma coisa que a Azami sair por aí, dizendo ter uma katana e matar loucamente zumbis! – trazia um tom sarcástico a sua voz.

Ouviram mais um “desculpe” da criança, e finalmente o levaram ao chão. Rin voltou para se divertir na água, dessa vez com mais cautela em suas conversas.

Azami- Eles sabem sobre nós. – comentou disfarçando.

Leon- Sobre nós como? – encostou-se à grade que cercava o parque aquático.

Azami- Sobre nós, porra! – encarava-o. – Principalmente, sobre o que fizemos na Capital. Eles só têm dúvidas sobre quem somos nós. – concluiu.

-X-

A tarde passara rápido, e o sol se escondera atrás de uma grande nuvem, não voltando a exibir seu brilho ardente pelo resto do dia. O grupo cansou de ficar esperando por ele, e deixou as piscinas no horário do café da tarde.

Em Yale, você tinha direito a três refeições diárias, sem contar os lanchinhos que eram distribuídos o tempo todo. Nada era cobrado. Nada era citado. Mesmo com suas grandes hospedagens, e sua tamanha gentileza, a ilha permanecia quieta quanto às vacinas e os micro-chips.

O grupo se perguntava, se pelo menos alguém da população refugiada, sabia a verdadeira história por trás da infecção. Não que eles soubessem o que realmente acontecera, mas pelo menos não eram ignorantes a esse ponto.

Sentaram-se em uma mesa mais afastada do refeitório, Leon falara sobre o acontecido de Azami.

Toshio- Isso não é impossível. – apalpou seu queixo. – Talvez o Governo migre seus funcionários de um estabelecimento para outro, assim não precisaria contar novamente suas informações. – deduzia intrigado.

Riko- Mas isso é estranho, eles não iriam por uma recompensa por suas cabeça em um cartaz de procurado, onde os pedem vivos ou mortos! – deu de ombros.

Maya- Isso é óbvio que não. – lançou-lhe um olhar de desaprovação. – Mas eles sabem que estamos aqui, e vão procurar o nosso grupo, até encontrar.

Leon- O que devemos fazer? – perguntou largando um copo vazio na mesa.

Azami- Esconder qualquer suspeita sobre nós. – cruzou os braços, elevando seu tronco para trás. – Começando pelas armas! Fiz isso ontem quando sai, podem escondê-las onde eu deixei as minhas.

Leon- Então foi por isso que você saiu? – sorriu torto.

Azami assentiu com a cabeça e saiu da mesa. Foi seguida por todos, e foram aos dormitórios femininos primeiro. Riko e Maya pegaram o que tinham e esconderam em mochilas velhas, tentando disfarçar ao máximo os armamentos.

Gabe e Rin estavam juntos, quietos apenas aguardando a vez que eles iriam carregar suas armas. Chegaram ao dormitório masculino e bateram na porta, avisando a Wally que estavam entrando.

Rin- Wally?! – abriu a porta lentamente. – Vamos precisar das suas armas.

O viram deitado e coberto de costas, decidiram não o atormentar. Gabe abria os armários, procurando com os olhos seu machado e o revólver, Rin procurava sua pistola e a de Wally. Toshio e Leon já tinham tudo o que precisavam em mãos.

Os jovens haviam deixado as garotas esperando do lado de fora, não queriam que vissem o estado do garoto de bandana.

Wally sangrava pelas entradas nasais, seus olhos estavam avermelhados e sua pele estava flácida e pálida. O mesmo não queria ajudas médicas, e nem ter a atenção que merecia, desejava apenas apodrecer em seu leito. Gabe era o que mais o ajudava, mesmo não entendendo sua situação, fazia tudo o que lhe pedia.

Leon- Gabe, você não tinha um facão também? – perguntou ao ver o colega fechar a bolsa com apenas o machado e o revólver. O homem assentiu franzindo o cenho, não lembrava onde o colocara.

Começaram uma busca pelo quarto, revirando armários e gavetas. Até seus colchões haviam sido retirados para procurarem melhor. Não encontraram o maldito facão. O quarto se tornou uma baderna, com mais roupas espalhadas e mais sujeira.

Ouviam Riko e Maya gritarem do lado de fora impacientes, e não tinham mais esperança, quando Gabe lançou um olhar desconfiado para Toshio. O arqueiro entendera o recado e se direcionou até o local.

Toshio- Cara, eu sei que você só quer dormir e descansar. – conversava com Wally. – Mas poderia se levantar um pouco?

O garoto resmungou algo, e fingiu não tê-lo escutado voltando a virar-se em sua cama. Toshio tornou a insistir mais vezes, tendo todas as tentativas falhas. A criança que acompanhava os garotos mudou sua feição trazendo um ar mais sério para seu rosto infantil.

Rin- Wally, não estamos brincando. Sai da cama. – disse autoritário. O rockeiro continuou a enrolar, e não se manifestou.

Leon e Rin pareceram ter a mesma ideia, se movimentando juntos. Se aproximaram da cama em cada ângulo, e puxaram o cobertor. Revelando um Wally cortado, magro e segurando com força um facão contra o tórax.

-X-

Riko batia os pés em um ritmo irritante, deixando Azami de cenho franzido. Maya a fizera prometer que não brigaria mais com a garota ruiva, era uma questão de honra, já que a mesma se ridicularizou antes ao pedir desculpas. Riko não se importava em chatear as pessoas a sua volta, tirando o fato de ser uma garota extremamente dócil e gentil, suas qualidades não eram lá as melhores. Seu maior dom era a chatice. Conseguia irritar até com seu jeito meigo de ser, Azami quem o diga. Maya a aturava sem muitos esforços, falando o necessário quando preciso e tendo a liberdade de mandá-la se calar caso irrite alguém.

Sons e baques pesados na madeira eram escutados vindo da porta do dormitório masculino. Elas se olhavam desconfiadas, mas esqueciam a possibilidade já pensando em que seria impossível alguém invadir os quartos sem o cartão de registro. Azami se desencostou da parede do estreito corredor, socando a porta de madeira.

Maya- Vamos entrar! – sugeriu a psico.

Azami pareceu aceitar a ideia. Descruzou os braços, se pondo a puxar o trinco da porta, lentamente e calmamente. Logo uma fresta apareceu, iluminando o rosto das meninas curiosas.

Primeiramente suas faces tinham expressões duvidosas, depois a dúvida tomou lugar por um susto. Sim, estavam assustadas com o que vinham, não esperavam aquilo.

Riko- Mas o que vocês fizeram aqui?! – enfatizou pausadamente.

Gabe segurava Wally nos braços, como um peso morto. O garoto tinha marcas ensanguentadas nos pulsos e no pescoço, e o ferimento que mais os preocupava era um corte superficial em seu peito nu. A ruiva não precisou saber de muito para cair em lágrimas, nunca fora resistente a essas coisas.

Leon- Ele se cortou enquanto não estávamos... – explicou inspirando ar.

Maya- Mas ele morreu?! – olhou distante.

Toshio- Não, somente está desacordado. – cruzou os braços, encostando-se na parede branca. – Mas não sabemos o que ele tem.

Rin- Estávamos procurando o facão e o único lugar que não tínhamos revirado era com ele. – ajeitava o tapa olho sem alterações na face.

Riko- Façam alguma coisa!! – disse entre soluços. – Você é médico, não é?! – agarrou a gola da camisa de Leon. – Ajude ele!

Leon- Já parei o sangramento. – a segurou pelos pulsos. – Não posso fazer mais nada quanto ao motivo do que ele fez! – encarou os doces olhos verdes de Riko.

Continuaram ali, observando o garoto de bandana dormir tranquilamente, como se nada tivesse acontecido. A ruiva enxugava seu rosto molhado com as costas da mão, sem chorar mais e Maya permanecia ao lado de Rin em uma das camas.

Azami- Eu sei o que ele tem. – balbuciou cruzando a perna sentada.

A olharam amedrontados, quase imploraram com os olhos para que continuasse. Psico apenas se levantou, indo em direção a cama onde se situava o garoto. Abaixo seu tronco, levando a mão até a cabeça com bandana dele. Em um simples movimento, desfez o nó e a puxou com facilidade.

Leon- Câncer? – diagnosticou olhando a cabeça de Wally.

Toshio- Por isso ele não tirava a bandana... – afirmou com o olhar fixo.

Gabe- Deveríamos ter percebido. – entristeceu-se.

Azami- Cala sua boca. – o repreendeu. – Ninguém desconfiava. Só sei, porque ele próprio me disse. – largou o pano da bandana em qualquer lugar.

Toshio- E o que faremos? – indagou.

Maya- Esperamos ele acordar. – falou apenas isso.

-X-

Seus olhos abriam lentamente, sentia algo como um imã atrair suas pálpebras pesadas, não queria acordar para o mundo atual. Dormir talvez fora sua melhor tentativa para fugir da realidade, fugir dos zumbis, fugir do câncer. Tateou a cama permanecendo com olhos fechados, procurando o objeto cortante que usava para tirar sua vida lentamente.

Desde ontem quando foi avisado que tinha sangue escorrendo pelas narinas, decidira não viver mais. Wally Spenter não queria mais viver.

Ele simplesmente havia se acostumado a viver com seu tumor, com as quimioterapias e os medicamentos de tarja preta. Era tudo tão fácil, tudo estaria resolvido na sua vida, se os zumbis não tivessem aparecido, seu tumor poderia ser curado. Poderia.

Vivendo sem tudo o que precisava, morreria em sete meses. A vacina fora dada há quase um semestre, e os primeiros sinais acabaram de aparecer. Sangramentos nasais, retinas absurdamente vermelhas e a grande vontade de se matar.

Não fora fácil tomar essa decisão, mas faria isso sem ajuda de qualquer companheiro. Do que adiantaria? Agora estragavam todo seu perfeito plano.

Leon- Ei Wally?! – dava leves tapas em seu rosto para acordá-lo. – Cara, nem te dopamos! Acorda...

O rockeiro resmungava enquanto abria os olhos calmamente, queria não os ver ali, queria não ter encontrado ninguém depois da vacina.

Riko- Wally! – empurrou Leon, e o tomou nos braços, o apertando contra seu pescoço. – Pensei que... Que... – hesitou entre lágrimas. – Não faça mais isso!!

Wally- Porque não me deixaram... – tossiu. – Não preciso de vocês. – se afastou com dificuldade da ruiva, sua voz não tinha forças.

Rin- Nos importamos com você! – elevou o tom.

Toshio- Seu idiota! – xingou nervoso. – Foda-se, você quer morrer. Mas não queremos que você morra, então aceite isso! – era egoísta.

Leon- Eu preciso que você me conte tudo. – sibilou olhando o garoto ainda deitado. Wally contou o como descobrira ter câncer, e se lembrou da maioria dos remédios que tomava. Sua voz saia sem esperança, esperando o pior de tudo isso. – E se... Fôssemos atrás de seus medicamentos? – sugeriu confiante.

Wally- Porra, depois eu que sou idiota! – já se sentia melhor, comparado a quando acordara.

Maya- Não tem como fazer isso. Tem funcionários entrando o tempo todo no hospital, mesmo sabendo os remédios, isso não funcionaria! – era realista.

Rin- Não importa, mana! Não quero perder mais um amigo... – apertou o tecido de sua camisa.

Não comentaram mais nada, pensaram no quanto devia ser difícil viver a situação de Rin. Apenas um garoto com menos de dez anos, que perdera os pais, o olho direito, amigos e ainda vivia num mundo onde zumbis são comuns. Alguém se manifestou.

Gabe- Nós vamos atrás dos medicamentos, e vamos te curar. – levantou-se em um único movimento, retirando as bolsas do chão.

Azami- Nós?! – ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços sobre o busto. – O máximo que posso fazer, é assistir ele apodrecer.

Riko- Cala sua boca, não deveria... – foi surpreendida.

Azami segurou o queixo de Riko nas mãos, tampando com os dedos seus lábios também. A empurrou contra parede, pressionando sua cabeça com força. Um certo volume de cabelo caía sobre seu rosto, tampando a visão de um dos olhos.

Azami- Viu, me mandou calar a boca... – ria bizarra. – Sua vadia, presta atenção! – a apertou mais contra parede. – Se eu quiser, eu te mato aqui e agora. Se eu quiser, ajudo vocês. Então não me dê ordens! – socou seu crânio em uma batida definitiva, depois finalmente a soltou. – Eu vou ir nessa merda, mas porque me importo com o careca, não porque recebi ordens. – saiu batendo a porta estressada.

Rin- Vamos todos então... – saiu junto, sendo seguido pelos demais.

Ignoraram o acontecimento, achando justo pelo que a ruiva fizera.

To be continued.

Notas finais
Sim sim, aquela lindoca ali é a psico! u.ú
Foi desenhada por mim, tia Bats, por isso a péssima qualidade... kkkk, eu fiz o Leon e a Riko também, mas meu amor pela Azami é tão grande, que só lembrei de scanear ela T.T
Críticas? Sugestões? Erros?! Informem nos reviews, até semana que vem!! ^^