Notas iniciais
Sim, o dia de atualizar era ontem. Acontece que esse capítulo me deu muita dor de cabeça, foi muita coisa pra minha cabecinha pensar... Por isso só estou postando hoje!! ^^
Sugiro que vocês ouçam duas músicas lendo esse capítulo... (não me chamem de doida, ok?) Devem saber que isso é um (deveria ser... kk) mangá, e como todo mangá um dia vira anime, eu escolhi duas músicas que na minha opinião ficariam perfeitas como opening/abertura. Elas não são japonesas, eu sei, mas elas são demais!! Vou deixar o link das duas para colocarem enquanto lêem ^^
http://www.youtube.com/watch?v=H0s44fMZ23E
http://www.youtube.com/watch?v=oTpw5XMnJig
Claro, faça isso quem quiser... kkkk

Dave- Como assim eles não morrem?! — levantou-se exaltado do sofá. Gabe que estava ao lado do irmão, o puxou para sentar-se novamente.

Toshio- Em partes. Encontramos dois dos novos zumbis, e é literalmente impossível matá-los. Mesmo se cortar a cabeça, é capaz do corpo ainda se mexer. — alisava a calça com as mãos aflitas.

Leon- Mas porque isso só aconteceu agora? — sua expressão estava mais séria. — Quero dizer, sempre matamos esses bichos da mesma forma!

Maya- Se lembra dos micro-chips que tinham luzes externas? — o loiro afirmou. — Acho que eles receberam um "upgrade", já que eram mais novos e mais tecnológicos.

A menina não havia lido muito da pesquisa quando estava na sala do Centro de Pesquisas, mas leu o suficiente para julgar ser algo do tipo.

Toshio- Essa nova geração de micro-chips, estaria integrada ao Projeto V8. — olhou todos nos olhos, esperando alguém fazer alguma pergunta, mas não aconteceu. — Ele teria a função de fazer as pessoas viverem mais, ou até mesmo não morrerem.

Rin- Eu e a Maya vimos uma propaganda desse projeto, com um casal abraçado num túmulo. — comentou.

Toshio- Pois é. Ao contrário da vacina GNM que veio para nos curar de vírus mortais, esse projeto veio para nos prolongar a vida. A pasta que continha o arquivo do diário de experimentos estava encriptado... Não consegui ler o motivo desse trabalho ter dado errado e muito menos qual o ponto fraco do novo chip.

O pessoal do Leste estavam assustados com todas essas informações, afinal, não sabiamda existência do micro-chip. Era um choque descobrir tantos segredos da vacina e agora do misterioso Projeto V8.

Leon- Certo, mas até agora vocês só falaram da vacina e do projeto! — perguntava inquieto. — Como fica a merda do Governo?! Porque foram eles que foderam com nossa vida!!

Maya- Eles são sigilosos, não conseguimos muito além de informações sobre os possíveis responsáveis pela encomenda.

-X-

O resto da tarde foi usado em conversas para teorias de como matar os zumbis do V8, porque o Governo assinou o contrato de extermínio do país e sobre a tal Yale. Dave e sua esposa, dominaram o assunto sobre a ilha da salvação. Explicaram que o lugar seria isolado e lacrado para que nenhuma infecção chegasse ao seus arredores. E que todos que chegassem a salvo, sem nenhum sinal de estar com o chip dentro de si, seria abrigado para dentro de Yale e teria o direito de viver uma vida comum lá.

Uma parte do grupo achou ironia demais o fato do Governo primeiro criar uma vacina que transforma um ser humano num morto-vivo e depois simplesmente apropriar uma ilha onde não tem o vírus que eles próprios criaram. Ironia demais. Talvez fosse uma armadilha! Ou talvez fosse simplesmente uma ilha com a salvação do mundo mesmo. Nenhum do grupo estava confortável com essas ideias.

Como tudo acontecera tão rápido? Estariam completando em breve o quinto mês depois que os mortos voltaram a vida, e nada era realmente explicado à eles. Se eles vencessem essas dificuldades, quem sabe daqui uns anos, até entrassem para os livros de história. Claro que é uma hipocrisia imaginar um futuro sem os cabeças-mole, não conseguiam imaginar o próximo dia deles a salvo.

Viver num mundo pós apocalíptico onde zumbis estão no topo da cadeia alimentar é assim, não ter certeza do próprio amanhã. Onde tudo pode acabar na sua tranquila noite de sono com uma simples invasão. Mas não podiam perder a esperança.

Dave decidira junto de Leon que ficariam mais uma noite na casa, depois sairiam em destino à Yale.

Psico estava mais estranha que o normal nessa tarde. Não havia dito muitas palavras, não havia distribuído respostas brutas e muito menos usado seu olhar assustador. Algo a incomodava e isso era fato.

Já escurecera, todos se preparavam para jantar e decidiam os turnos de vigia.

Wally- Eu nem sei atirar! — recusava a todas as investidas de Dave.

Leon- Precisamos de você! Ou acha que a casa vai se proteger sozinha? — viu o menino de bandana revirar os olhos.

Dave- Olha estou pensando em realmente não usá-lo. Ele consegue ser pior que a Riko em pontaria! — caçoava.

Wally- Seus merdas! Não me comparem com uma mulher, — odiava comparações. — vou participar. — arrancou das mãos de Gabe uma das pistolas de Rin.

Beth- Eu adoraria ser melhor no que faço para acompanhá-los, mas só atrapalharia... — entristeceu-se, mas foi consolada por um abraço amigável do cunhado.

Rin brincava com Ling na sala, o ensinava como matar zumbis. Riko estava sentada assistindo de longe os homens conversarem na cozinha, enquanto Beth preparava a janta improvisada.

Uma garota emburrada, com a franja cobrindo um de seus olhos era vista sentada na entrada do lado de fora da casa. Estava sozinha com um vento que lhe levava alguns fios castanhos escuros pelo rosto. Tinha os cotovelos sobre os joelhos, as mãos seguravam seu frio e detalhado rosto.

Estava sentada no último degrau da pequena escada. Pode-se ouvir um grunhido da porta sendo aberta e depois um baque ao ser fechada. Azami não se deu o trabalho de ver quem era.

Toshio- O que faz aqui? — se sentou ao lado da amiga.

Azami- Nada. — sussurrou.

Toshio- Eu trouxe suas coisas... — tentava enxergar além daquele céu estrelado. Sentiu psico virar o pescoço mostrando-se interessada no assunto.

O arqueiro se levantou e puxou Azami pelo punho, a levando de volta para sala num canto onde estavam o saco e as velhas mochilas do grupo. Retirou do saco, primeiro seu sobre tudo, depois o cinto com quatro das adagas.

Azami- Está faltando uma. — resmungou levantando o cinto.

Toshio- Você matou um guarda com ela pra savar o Leon, e esqueceu de pegar depois que saímos da capital. — tentava ser calmo para não estressá-la.

Azami- Porra! — reclamou baixo. — Cadê a mais importante? — pronunciou seca.

Não precisou terminar a frase, para ver Toshio colocar a mão dentro do saco e tirar um objeto grande e comprido com a maior cautela. Azami quase sorria de emoção (N/A: sqñ) ao ver sua katana. Estava em perfeito estado como deixara, sua lâmina era protegida pela mesma bainha de antes.

O grupo do leste se deparou com aquela assustadora cena, de uma mulher assustadora, movendo assustadoramente uma espada oriental pelo ar. Já haviam a visto usar o facão inúmeras vezes pelo caminho, mas nunca imaginaram que a mesma manuseava uma espada.

Dave- Ela u-usa uma espa-da? — dizia com orbes alargadas.

Maya- Você não viu nada... — tinha um leve sorriso nos lábios.

Azami subiu para o quarto trocar de roupa, e poder usar seu costumeiro short jeans, regata branca, sobre tudo de couro e o coturno. Voltou ainda com a camisa cortada do Nirvana e o all-star cano alto, mas já vestia o resto de suas roupas.

Leon que estava conversando com Riko no sofá, viu a amiga prendendo o cinto de adagas na coxa, e se lembrou uma coisa. Correu até sua maleta de primeiro-socorros pegando algo de lá, e depois foi em direção de psico.

Leon- Pra você. — estendeu a mão com a kunai que já esteve cravada na barriga da garota. Azami não recusou, mas pegou da mão do rapaz sem olhá-lo e sem agradecer.

Seu cinto se situava na mesma perna da ferida do laboratório, ficando apenas alguns centímetros acima do local enfaixado. O mesmo cinto agora era composto por quatro adagas e uma kunai. Não que isso deixasse psico mais feliz, mas pelo menos não teria problemas com falta de objetos arremessáveis em uma infestação.

-X-

O primeiro turno de vigia seria Azami, Gabe e Toshio. O arqueiro sugeriu ficar na varando do segundo andar, já que sua arma era de longa distância.

Azami e o homem calado ficariam do lado de fora no terreno. Gabe usava um machado, assim como psico, uma arma de curta distância. Os dois deixavam a maior parte do trabalho para Toshio que atirava flechas de cima, depois as arrancavam dos crânios podres dos zumbis e as devolviam.

Até agora, não tiveram o azar de encontrar com algum zumbi do V8, mas certamente tentariam estraçalha-los caso os vissem.

O resto do grupo dormia despreocupadamente dentro da casa. Essa noite estivera um pouco mais quente, não dormiram de cobertores e Azami saíra para vigiar apenas de short e a camisetas cortada.

Gabe- Você usa essa espada muito bem. — pronunciou tímido se encostando em um tronco de árvore.

Azami- Fui campeã de esgrima da minha cidade, mas o principal aprendi a usando. — olhava sua katana. O homem ao seu lado deu um leve sorriso de canto, encerrando a conversa deles.

Sempre o acharam misterioso demais. Gabe falava uma frase por dia, tinha um olhar amigavel, e mesmo assim conseguia deixar muitas pessoas espantadas. Não aparentava ter mais que uns 28 anos, e seus cabelos eram castanhos levemente dourados, assim como os de seu irmão mais velho. Parecia ter um grande afeto pela cunhada, onde sempre a protege quando Dave está ocupado em outras coisas. Muitos da família já desconfiaram de algo, mas ele apenas a tratava com o respeito que merecia, afinal é quase dez anos mais velha que Gabe.

-X-

Faltaria mais dez minutos para seu turno acabar, e Toshio já largava sua posição mas ouviu um barulho de lâmina sendo retirada da bainha. Correu de volta ao cercado da varanda e se preparou.

Toshio- Último, para dormimos felizes! — brincou gritando.

Soltou a flecha, que percorreu uma distância de metros em segundos e milésimos, atingindo a cabeça do zumbi. O bicho foi jogado à alguns passos e caiu sobre o gramado seco.

Azami devolveu a katana a sua capa e se virou para subir a escada da entrada e assim encerrar seu turno. Uma mão pesada pousou sobre seu ombro a impedindo de prosseguir, após isso uma voz pouca conhecida se pronunciou.

Gabe- Acho melhor estendermos o turno. — olhava fixo no zumbi que se levantava gemendo com uma flecha que atravessada de fora a fora em seu crânio. Toshio se apressou em chamar os outros que também ficariam de vigia.

-X-

Já haviam cortado seus braços e pernas. Sem falar em seu tronco que fora fuzilado. O morto continuava a se mexer, sua cabeça estava enfincada juntamente a terra, para não morder ninguém. Mas a questão seria: o que fazer para matá-lo?

To be continued.

Notas finais
Oeee, gostaram?? Dúvidas sobre as teorias que indiquei? Qualquer coisa, por favor me contatem nos reviews!
Ah, só mais um recadinho, eu troquei a foto de capa... Dessa vez, espero que seja definitivo! kkk Acontece que essa foi editada por um amigo meu que manja em Photoshop e tals, ficou simples mas bem grotesca... ^^
E mais uma música, ainda do Skillet (eu amo ♥), que eu achei PERFEITA pra ser o tema da Azami, se não escutaram aquelas duas do começo, escutem pelo menos essa e depois quem não entende inglês (eu entendo, bitch please ^^) procurem pela tradução, que vão concordar comigo... Parece que essa música foi feita pra ela!! huehue
Circus for a Psycho: http://www.youtube.com/watch?v=8Gedj6URev0