Notas iniciais
Yoo! :)
Mais um capítulo, meio fora do prazo porque era ontem e tals, mas vai valer a pena!! hehe
Bom, eu estou trabalhando em (mentira, porque nem comecei, essa suposição ficaria melhor com "estou pensando em...") uma "arte" do grupo... Seria um desenho, de todos os personagens, até os mortos, pra usar como capa. Eu já fiz várias vezes a Azami, mas nunca fica legal nem do meu agrado. Eu já fiz o Rin também, mas ficou uma bostinha... kkkk
Anyways, SE me der coragem, SE eu conseguir, SE eu tiver criatividade, até o final da fanfic eu posto como capa ou no capítulo final sei lá, todos os personagens como eu criei e como eu sempre imaginei! XD

Leon- Yale?! Como assim uma ilha que não tem infecção?

Dave- Bem, só sabemos disso e que ela fica no Pacífico. Estamos indo para lá, gostaria de se juntar a nós? – sorria firme.

–X-

Maya saiu à procura de algum tapa olho para o irmão, era seguida por Toshio.

A cidade estava deserta ainda, como a deixaram. As vezes encontravam um ou dois zumbis pelo asfalto, mas nada preocupante. Rodaram por bares, comércios de roupas e até farmácias. Nada.

A menina não queria voltar para a casa do Doutor sem ter o que o irmãozinho lhe pediu, mas não havia encontrado nada. Aproveitou para trocar o vestido que usava ainda do laboratório, por calça jeans e uma camisa meio social de botão fechada. Tinha um tecido fino e leve parecia seda, era amarelada e de mangas comprimidas.

Toshio- Você vai ficar com calor. – entrou no vestuário que ela estava.

Maya- Você deveria pedir licença. – ria fechando os últimos botões da camisa, deixando três abertos. – E pode ficar tranquilo, minha intenção é outra. – finalizou, rasgando as mangas da camisa.

O arqueiro sorriu para ela e saíram fechando as portas da loja.

Chegaram em minutos a casa do Doutor Lee, entraram e viram Rin brincando com alguns carrinhos em cima da cama. Ele se virou e mostrou seu novo tapa olho.

Maya- Procuramos a cidade inteira atrás de um! Onde arranjou? – se surpreendeu, não esperava ver um com o irmão.

Lee- Eu tinha um do meu bisavô, ele era cego também. – surgiu entre o batente da porta.

Rin- Não estou estiloso? – brincou desfilando e apontando para o tapa olho preto que cobria seu olho direito.

Ficaram ali no consultório apenas por mais duas horas, depois voltaram para a estrada. Parando para dormir de noite, chegariam ao mínimo em dois dias na casa combinada para se reencontrarem com Leon e Azami.

–X-

Já era dia, todos estavam acordando aos poucos com os raios que passavam pelas árvores da mata ao lado da fortaleza da Capital. Leon não dormira direito esta noite, sua mente estava a mil, com pensamentos sobre a tal ilha. E ainda não vira Azami acordar, estava preocupado se havia dado sedativo demais a amiga.

Beth- Bom dia! – sorria se despreguiçando e mexendo com Dave ao seu lado. – Acha bom acordar as crianças?

Dave- Para de falar assim, não são nossos filhos. – resmungou bravo.

Beth- Nós cuidamos deles! E... Eu adoraria ter filhos. – hesitou. – Não tenho condições e o mundo também não. – concluiu virando o rosto, talvez não quisesse que seu marido a visse vulnerável.

Gabe observou de longe o irmão e a cunhada, acordou mais cedo para pegar água. Fazia tempo que não via o casal trocar carinhos ou até mesmo beijos. Eles sempre foram apaixonados, mas depois que receberam a notícia que Beth era estéril, a relação dos dois esfriou.

O irmão mais novo de Dave se aproximou oferecendo água que estava numa garrafa plástica, fez apenas gestos. Não era de falar muito.

Ling se mexeu no colo de Riko, a fazendo acordar e deixar a criança deitada em cima do cobertor na grama. A ruiva foi até Wally e o chamou para pegar lenha.

Wally- Que foi sardenta? – falava sem abrir os olhos.

Riko- Todo mundo já está de pé! Vamos ajudar Beth no almoço e pegar lenha. – seu tom saia sério, só assim poderia lidar com Wally.

Wally- Pede pro novato! – se virou de costas deitado ainda.

Riko suspirou alto, se rendendo ao tormento que o menino era. Não teria opções, assim como não poderia sair sozinha e desarmada no meio da mata.

Ajoelhou-se próximo ao garoto loiro, que dormia tranquilamente segurando sua M4. Seus cabelos alaranjados e compridos caíram passando seu rosto delicado quando se curvou para chamar Leon.

Riko- Leon? Leon? – quase sussurrava. – Acorde, preciso da sua ajuda!

Leon- Hum? Quem está aí? – acordou lentamente e deu um pulo quando viu os olhos de Riko lhe encarando. Ficaram parados se olhando por um momento, até a menina corar e se levantar.

Riko- Desculpa... – não o olhava, estava envergonhada demais para tal ato. – É que preciso de ajuda pra pegar lenha, e o Wally é um chato.

Leon- Tudo bem. – riu se levantado. – Vamos por ali. – apontou para direita.

Riko saiu segurando seu vestido para o vento não levantar, Leon apenas apontou para Azami mostrando que queria que Dave cuidasse dela.

Os dois não conversavam muito, se ajudavam pegando alguns galhos e ajeitando no colo do outro.

Riko- Ér... Você conhece sua amiga há muito tempo? – puxava assunto.

Leon- Sim, crescemos juntos.

Riko- Qual é o nome dela? – sentou em uma raiz de árvore elevada.

Leon- Azami Curtis, mas caso queira ter sua cabeça no lugar, nunca pronuncie o sobrenome. – fez a ruiva rir.

Riko- Mas porque ela não gosta? – questionou ainda rindo levemente.

Leon- Acho que a faz lembrar dos pais, — hesitou e voltou a falar. – eles não foram muito legais com ela na infância. – se rendeu e sentou-se ao lado da menina.

Riko- Como assim? – o olhava nos olhos.

Leon- Ela sofreu muito, e quando mais precisou de ajuda, eles foram os primeiros a não acreditarem nela, isso a fez se afastar de todos. Por isso é tão... – faltavam palavras para descrevê-la. – Fria.

Riko- Entendo. Eu perdi meus pais com oito anos, e fui morar com uma tia. Ela saiu para tomar a vacina mais cedo e eu fiquei cuidando do meu primo que sempre fora muito apegado a mim. Quando ela voltou, os efeitos da vacina já tinham começado. – seus olhos mel brilhavam, tentava ser forte para não chorar. – Eu quase perdi Ling, e... – não aguentou e desabou sobre suas mãos que tentavam inutilmente conter suas lágrimas molhadas e abafadas.

Leon fitou tristemente a menina ruiva e a puxou para um abraço confortante, logo ela retribuiu e encostou a cabeça na curva de seu pescoço.

Ouviram-se passos no meio do mato, o médico se colocou de pé e puxou a M4 das suas costas ficando atento a qualquer coisa que aparecesse. Sentiu a mãos macias de Riko apertarem seu ombro por trás, em sinal de medo. Entre uma moita apareceu um homem com um machado.

Gabe- Sua amiga acordou. – não precisou falar muito para deixar Leon aflito.

O médico segurou a mesma mão de antes de Riko, e a puxou enquanto corria na direção que o acampamento estava.

Riko- Porque estamos correndo?! – tentava limpar as lágrimas ainda no rosto com a costa da mão livre.

Leon- Azami acordada, no meio de um grupo que ela não conhece, é problema. – preocupou-se.

Gabe estava logo atrás deles, correndo com o machado em mãos.

–X-

Azami abriu seus olhos ônix lentamente, e distinguiu vozes não conhecidas vindo logo a sua frente. Tentou permanecer parada, para que não percebessem que ela acordara. Ainda deitada, tentava percorrer com sua visão o local que estava, o mesmo de quando Leon a operava inconsciente. Seria possível ele ter a abandonado com pessoas desconhecidas? Não, o amigo não era disso.

Deduziu estar cercada por dois homens, uma criança e uma mulher. Moveu suas mãos pelo lado, no intuito de sentir sua katana ou seu sobre tudo já que estava semi-nua ainda. Mas não encontrou nada.

Ouviu um barulho comum, de algo metálico raspando em pedra. Atiçou sua audição, e percebeu ser uma lâmina, uma faca talvez sendo afiada. Deu um leve sorriso, se levantando calmamente e indo na direção do som.

Foi alvo de olhares inquietos, não se incomodou. Tirou bruscamente da mão da mulher um facão como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e se posicionou para ataque. Notou ser três homens, sua dedução estava errada, mas não tinha ouvido a voz de um deles.

Um dos homens correu para dentro da mata, e outro segurou um revólver com as mãos trêmulas.

Dave- Azami não é? Olha, fica calma somos amigos! – suas mãos estavam altas, querendo mostrar que não a faria mal.

Azami- Como sabe meu nome, seu puto? – falava manuseando o facão apontava pra mulher e para a criança.

Dave- Leon! Ele deixou você conosco!

Azami- Mas o que? – estava incrédula. – Aquela idiota me deixou sozinha?

Beth- Calma querida! Somos um grupo e...

Leon chegou ofegante de mãos dadas com Riko, atrás estava Gabe olhando com sobrancelhas erguidas para Azami.

Psico olhou para aqueles dois com seu famoso olhar de assassina, depois soltou uma risada irônica.

Azami- Ah claro! E o médico aparece. – jogou o facão no chão, e saiu caminhando pra longe do grupo, foi seguida por Leon.

Leon- Pensei que você ia matar alguém! – suspirava aliviado.

Azami- A única pessoa que eu quero matar aqui, é você! – seus olhos escuros quase penetravam a alma de Leon. – Primeiramente, cadê meu sobre tudo e minha katana? – cruzou os braços sobre os seios.

Leon- Então...Ér, ficou com o Toshio. – passava as mãos confusas pelos fios loiros.

Azami- Cadê ele? – ela ainda não sabia do que havia acontecido depois que saíram da Capital.

Leon- Longa história.

Azami- E porque você saiu com aquela ruiva pela mata? – encostou-se à parede da muralha.

Leon- Ficou com ciúmes?! – sorria malandro.

Azami- Claro que não, você estava na seca. Nada melhor que dar uns pegas pela floresta, não acha?! – falava sério. – Eu preciso de uma roupa.

Leon retirou a camisa que emprestou do grupo, e entregou para a amiga vestir. Ficou meio tímido por estar com o peito nu na frente de Azami.

Azami- Não vou vestir isso. – jogou no rosto dele, se negando completamente do ato gentil de Leon. Ela saiu andando, dando as costas para o médico que ficou paralisado com o que a mesma fez.

Ao chegar de volta ao grupo, pediu para que dessem alguma roupa pra ela. Riko a ajudou com uma calça jeans e Wally choramingou por ter que emprestar sua camiseta preferida. Azami se vestiu com a calça, que por sorte ficou colada. Se ficasse larga, iria raspar no ferimento que a adaga tinha feito na perna. E depois colocou uma camiseta com o smile do Nirvana que era de Wally. Também pegou sem pedir um all-star do mesmo.

Leon- Azami, você precisa cortar a camiseta. – se aproximou com uma faca.

Azami- Porque? – não entendia o motivo.

Dave- Pode pegar no ferimento da barriga e abrir os pontos. – conclui, ajudando Leon a cortar metade da camiseta e expondo a lisa e branca região lombar da menina com uma cicatriz de pelo menos 10 cm.

Wally- Ah meu!! Minha camiseta do Nirvana, que porra. – reclamou com as mãos na cabeça.

Beth e Riko riam da cena, preparando a fogueira para cozinhar o almoço. Ling brincava perto de Azami com um carrinho, de vez em quando olhava para ela fazendo caretas para assustá-lo.

Mais tarde, Leon contaria tudo o que aconteceu com eles desde que ela estava inconsciente. E principalmente, sobre Yale.

–X-

Maya- Vamos parar para descansar. – se sentou na guia da estrada.

Rin- Eu estou com fome. – fazia biquinho.

Toshio- Nós podíamos ter pedido comida para o Lee... – se sentava ao lado de Maya.

Maya- Toshio... O que você descobriu sobre a vacina GNM lá no laboratório? – o olhou firme.

Toshio- Acho melhor deixar pra contar quando estivermos todos juntos. – concluiu ajeitando seu arco.

Maya assentiu com a cabeça. Viram de longe um zumbi se aproximar, mancando e batendo seus dentes. A menina riu, e fez sinal para que deixasse esse com ela. Carregou a espingarda e mirou na cabeça do bicho. No alvo.

Rin comemorou parabenizando a irmã pela ação bem feita. Mas se surpreenderam ao ver que o zumbi que estava atirado no chão, se levantou com um buraco que rasgava seu crânio de fora a fora. Toshio se levantou e atirou uma flecha no olho do zumbi. Mais uma vez ele caiu e se levantou, agora andando mais rápido já que percebera suas presas vivas.

Toshio- Mas que porra, é essa? – olhava incrédulo para a criatura que mancava com um buraco e uma flecha cravada na cabeça.


To be continued.

Notas finais
Até próxima pessoal!!!! ^^
Não esqueçam os reviews, okay??! :*