Notas iniciais
sério, eu juro de pés juntos que escrevi um lindo pedido de desculpas por não postar faz tempo, mas a net caiu e foi tudo pelos ares! mas bem, não postei pois tive que reescrever o capitulo várias vezes pois quando eu estava bem no meio a energia acabou o resto é lenda. leia as notas finais

Arrastei-me apara a rua com o pouco de força que me restava, “me largaram para morrer sozinho...” pensei, “nem ao menos uma morte digna me deram...”. vi a trilha de sangue que se formava enquanto me esgueirava pela calçada. Até que não consegui mais me mexer, eu havia perdido muito sangue, então foi aí que eu ouvi. O som de um carro, alguém desceu. Eu estava quase perdendo a consciência, então apaguei.

Eu estava correndo por um longo corredor, sabia que estava sendo seguido, mas não me atrevi a olhar para trás. Continuei correndo pelo corredor que ao me parecia, não devia ter fim. Via as portas apenas como borrões marrons enquanto corria, no chão, conforme passava pelas diversas lâmpadas, podia ver minha sombra, mas porem, não havia só uma, havia algo grande me seguindo, algo realmente grande, sentia seu hálito quente em minhas costas, sentia estacas de gelo penetrando minhas roupas e seguindo a extensão de minha coluna Estava frio, via minha respiração se condensar em uma nuvem branca a minha frente. Estava cansado, meu joelhos doíam e minha cabeça latejava como se houvesse um sino dentro de meu crânio, cada um dos ossos do meu corpo me pedia para parar de correr e me entregar ao que quer que fosse que estivesse correndo atrás de mim. Cheguei ao final do corredor e encontrei uma porta, diferente das outras essa era vermelho-escuro, a cor do sangue. Girei desesperadamente a maçaneta, mas estava trancada, ouvi o som de uma respiração, alta e ofegante, senti uma mão em meu ombro, as garras penetraram em minha carne e senti o sangue escorrer. Empurrei com força a porta e consegui entrar trancando-a atrás de mim e coloquei todo o meu peso contra a porta. Então... Pela primeira vez olhei para trás. Arrependi-me no momento que virei os olhos. A criatura estava lá... E atrás de si, o mesmo corredor...

Acordei com dores insuportáveis no abdômen e na cabeça, olhei para os lados e me senti surpreso com o que vi, eu estava em uma cama macia em um quarto de paredes laranja. Havia três camas neste quarto com cômodas ao lado de todas e um sofá ao lado de uma porta de madeira. Também havia uma janela pela qual eu vi a luz da lua e de alguns postes. Tentei me sentar, mas a dor aumentou acabei soltando um som estranho entre um rosnado e um gemido, me contorci na cama e vi a maçaneta da porta girar, então entrou alguém, não pude ver direito quem era, pois estava escuro então tentei me sentar novamente e as dores voltaram. Levei a mão á cabeça e criei forças para perguntar:

— Arg... Onde eu estou?

***

Dou uma espreguiçada longa e merecida após acordar, eu sempre sou a primeira da casa a acordar mesmo em sábados, então tenho a casa só para mim. Sento na cama e me lembro arrependida das mentiras que contei ao meu irmão, eu não deveria mentir assim para ele, lembrei-me do dia que eu quebrei um dos vasos de flores da sala e ele correu para o quarto pegar sua bola de futebol para dizer á mamãe que foi ele. Ele sempre afastou os garotos da escola quando tentavam “simpatizar” comigo, imagino o que ele faria se descobrisse que quase beijei um lobisomem, aposto que sairia correndo para comprar uma espingarda e balas de prata.

Levantei-me da cama e me equilibrei um pouco sonolenta segurando na parede, então esfrego os olhos e vou para o banheiro, no caminho vejo a porta do quarto do meu irmão entreaberta possibilitando vê-lo dormindo. Seus cabelos castanho-avermelhados estavam um pouco emaranhados e usava uma bermuda cinza de algodão. Diferente de mim ele tem o físico bem desenvolvido, pois é capitão do time de futebol Americano de sua escola e treina quase todas as tardes. Ele estava se mexendo um pouco então provavelmente iria acordar muito em breve. Fui para o banheiro onde tomei um banho e saí enrolada em minha toalha as pressas para o meu quarto, tranquei a porta e me enxuguei de maneira mais adequada. Após seca e vestida, desço as escadas para chegar á cozinha. Ao chegar, me deparo com Arthur preparando o café da manhã, ele quase nunca prepara o café da manhã, exceto quando não tem ninguém em casa, o que não é o caso de hoje.

— O que te deu para preparar o café da manhã sem ninguém te oferecer dinheiro? — Perguntei provocando-o

— Eu estava com fome, você estava tomando banho e os dois lá em cima ainda estão dormindo

— Okay, eu vou ao shopping mais tarde com Judy, Max e Will, vossa graça nos permite a sua honrosa presença, rei Arthur— Fiz uma reverencia recheada de pura ironia

— Ha Ha!— Riu sarcástico— Estou ocupado hoje, e sabe que nunca gostei deste tal de William!

— Você nunca gostou de menino nenhum que se aproximasse de mim, nem Will, nem Max, e até mesmo o zelador da escola!

— Ainda não vou com a cara daquele zelador... — Falou olhando para o lado

— Para de desviar do assunto! Vem com a gente, faz tempo que não saímos juntos

— Ah, ok, já que você insiste tanto!

— Então ta, vai se arrumar que eu termino o café da manhã

Ele saiu pelo corredor em direção ou seu quarto ou banheiro, não reparei bem. Enquanto eu terminava o meu café com leite e pensava sobre coisas avulsas, a maioria sobre Nick, nem reparei que Arthur estava m encostado na parede da cozinha. Ele estava vestindo uma calça jeans e tênis all stars vermelhos.

— Grace, você viu minha camiseta preta? Aquela dos Beatles?

— Você já procurou na lavanderia?— Reparei que havia uma mancha roxa em sua barriga, “onde será que ele conseguiu aquele hematoma” pensei— Hey! Que marca é essa aí?

— Qual, essa? Não foi nada não

—Ah fala! Bobo!

— Você tem seus segredos e eu tenho os meus, não é assim que funciona?

— Então admite que é um segredo? Entrou em confusão de novo? Não me diga que você voltou a... — Parei ao ver que ele virou o rosto e serrou os punhos. “eu não devia ter tocado nesse assunto” pensei

— Eu... Eu vou pegar minha camisa...

Arthur saiu pela porta e foi em direção a lavanderia em passos largos. Senti-me culpada por desconfiar dele, mas eu estava preocupada, fazer o que? Mesmo que ele tenha jurado parar, não é o tipo de coisa que se deixa pra lá der repente. Terminei o café e fui para o meu quarto me arrumar. Depois de vestida e perfeitamente— Ou quase isso— arrumada, peguei meu ipod e fui para fora encontrar meu irmão que me esperava em frente á casa. Ele pegou o carro do meu pai e saímos para encontrar Judy, Max e Will no shopping.

***

— Will! Acorda!— Gritou minha mãe— Se você não sair da cama agora você fica sem café da manhã!

Esfreguei os olhos e passei a mão nos cabelos. Então me espreguicei e rolei na cama, ou melhor, para fora dela. Levantei-me de chão e olhei as horas no meu relógio de pulso que deixei em cima da escrivaninha.

— Droga! Vou me atrasar!— Falei, lembrando-me do compromisso que marquei hoje, não que ir ao shopping fosse um compromisso— Não vai dar tempo de me arrumar direito

Corri para o banheiro e tratei de arrancar as roupas e ir para debaixo do chuveiro. Liguei-o e tomei o jato de água mais quente que já tomei na vida, com um urro de irritação eu me afasto do chuveiro. “minha mãe e seus banhos quentes, ninguém merece”, coloquei o chuveiro na temperatura média e tomei meu banho. Saí do chuveiro e corri para o meu quarto enrolado em minha toalha. Abri o guarda roupas e para minha surpresa... Era dia de lavar roupa, apenas algumas roupas velhas estavam limpas já que não me atrevia a usá-las em publico ”hoje é meu dia de sorte” resmunguei nervoso. Peguei uma camiseta que estava com uma manga rasgada e cobri com uma jaqueta jeans, as calças ao menos estavam boas tirando os rasgados nos joelhos, “mas todo mundo está usando assim hoje” pensei, então calcei uns tênis velhos que uso para correr no final da tarde e coloquei um boné qualquer na cabeça para não precisar pentear os cabelos. Saí correndo do meu quarto lembrando-me apenas de pegar a carteira e o celular, então passei pela cozinha e peguei dois pães que estavam na mesa.

Cheguei a tempo de ver o ônibus que pretendia pegar virar a esquina, “não! o próximo é só daqui a meia hora!”. Não tive outra solução se não pedir um taxi. Após mais cinco minutos sem sucesso finalmente peguei o maldito carro amarelo e dei o endereço do shopping. Ao chegar a primeira coisa que vi foi o grupo completo sentado em um banco, provavelmente estavam me esperando. Desci do taxi e paguei a fortuna que o golpista maldito me pediu.

— Will! Onde você estava?— Perguntou Grace vindo em minha direção

— Desculpe a demora, tive uma manhã horrível, me parece que acordei com o pé esquerdo, ou nenhum dos dois...

— Que seja, vamos logo!— Gritou Judy se levantado do banco— Quero ver uma bolsa nova antes de irmos ao cinema

Ela foi a primeira a entrar no shopping, então a seguimos, Judy sempre teve essa mania de liderança, mas como nenhum de nós nunca quis se opor, deixamos assim. Judy, Grace e Max entraram em uma loja de bolsas e sapatos, não que Max quisesse entrar, Judy simplesmente o arrastou pelo pulso enquanto ele lançava um olhar que dizia claramente “socorro!”, mas Arthur e eu simplesmente rimos e o deixamos ir. Alguns segundos depois me arrependi de tê-lo deixado ser arrastado para a loja após ver Arthur lançar olhares estranhos para mim. Ele sempre implicou comigo, mas desta vez parecia ser sério.

— Olha... —Finalmente disse— Eu sei que você gosta da Grace

— Eu... Eu gosto, ela é minha melhor amiga não?

— Não se faça de bobo!

— C-como assim?

— Você sabe muito bem do que eu to falando!

— E-eu...

— Não precisa dar desculpas esfarrapadas. Já venho reparando faz algum tempo, mas preciso de sua ajuda

— O que quer que eu faça?

— A Grace vem me escondendo alguma coisa, tenho quase certeza que tem a ver com o garoto novo

— Ela... Ela gosta dele... Só isso que eu sei, ela não me contou mais nada

— Certeza?

— Sim, mais nada...

Olhei para Grace através da vitrine de vidro da loja, “eu a conheço á anos, como pode preferir o Nick? Ah é... como irmãos...” suspirei e vi Arthur se afastar em passos largos em direção a uma sorveteria. Grace e o recente casal de namorados saíram da loja, Max carregava meia dúzia de sacolas enquanto Judy e Grace tinham as mãos vazias. Arthur voltou com dois sorvetes e deu um para Grace.

— E o Will, não ganha?— Perguntou remexendo nos cabelos ruivos com a mão desocupada

— Não tinha dinheiro trocado para três, da próxima eu compro pra ele ok?

— Pega Will, divide este comigo, afinal, você é quase meu irmão também, lembra?

— sim— fiz força para sorrir— quase irmãos...

***

Estava em meu quarto na sede quando ouço um barulho na porta, interrompi minha leitura e coloquei o livro na estante então me dirigi á porta. Ao abrir encontrei exatamente o que eu esperava. Sam estava de braços cruzados e trazia em seu rosto um semblante serio que revelava sem sutileza alguma a seriedade da notícia. Após a confirmação do que eu já esperava, me dirijo ao escritório de meu pai e ao chegar o encontrei como sempre, arrumando uns papeis. Ele desvia os olhos da papelada ao perceber que cheguei.

— Filho. Imagino que já saiba o motivo de ter lhe chamado aqui

— Sim pai, o interrogatório, mas Angel disse que ele podia ter amnésia, não seria melhor aguardar um ou dois dias?

— Um ou dois dias para ele imaginar e preparar as mentiras? Não mesmo!

— Sim senhor

Meu pai se levantou da cadeira e saiu pela porta. Segui-o até a ala medica, então entramos. O rapaz estava acordado olhando pela janela, foi meio difícil convencê-lo a voltar para a cama no dia anterior, estranhamente ele queria ir embora. Ao nos ver entrar ele se virou e encarou meu pai nos olhos. Os dois estavam sérios e com expressões fechadas, então achei melhor intervir.

— Pai, eu acho que já podemos começar. Quanto o mais cedo começarmos mais cedo terminamos

— Começar o que?— Ele parecia agora confuso. Levou a mão a cabeça e mexeu nos cabelos. Meu pai se aproximou e puxou uma cadeira para se sentar

— Sou Natan Grant Carter, meu filho, Nicholas o encontrou no meio da rua quase morto, e seus ferimentos foram causados por lobisomens, pode nos dizer como isso aconteceu? E a propósito, qual o seu nome?

— Meu nome é Joseph e não, não posso, e preciso sair daqui o mais rápido o possível, mas seu filho— Me fitou— Não me deixa sair da cama

— E não deveria— Foi a vez de Angel se intrometer— Seus ferimentos não se cicatrizaram por completo, podem reabrir com extrema facilidade, e se tirarmos mais uma gota de sangue de Sam, receio que ele se encontrará na cama ao lado

— Não me lembro de pedir o sangue de ninguém

— Mas precisava, ou então não estaria falando isso agora

— Então ta, muito obrigado, eu não sei como retribuir, mas me deixem ir, é melhor para todos

— Você foi expulso de uma alcatéia não foi?— Perguntou meu pai— O que você fez para ser expulso?

— Primeiro, eu não fui expulso— Olhou para a janela novamente— Eu fugi, e segundo tem de me deixar ir logo, estão atrás de mim

— Sua alcatéia?— Perguntei

— Receio que não... Uma outra...

— Qual?— Perguntou meu pai— Sabe o nome do alfa?

— Sei, e tenho uma leve impressão que você o conhece, senhor Carter

— Vamos fale o nome! Pare de enrolar!

— Seu nome é Taylor... — meu pai pressionou os olhos e cerrou o punho em cima da beirada da cama— Taylor Grant Carter...

Notas finais
comente, compartilhe, favorite, recomende, tudo isso me ajuda muito! de sugestões e chute o que vai acontecer nos próximos capítulos, quem sabe você não acerta? então, até a próxima, fui!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.