MUTANO: O que Estelar?

ESTELAR: O Robin acordou, mas ele não se lembra do que aconteceu com ele nem de nada...

Estelar ficou no vaco enquanto o transmorfo correu para a enfermaria.Ciborgue notando o que a princesa iria dizer saiu atrás de Mutano acompanhado de Estelar; chegando lá o garoto verde estava dizendo:

-Cara, como você não se lembra da Ravena?!Vocês eram casados até ela morrer e tal, depois deu doida em você que queria se matar em qualquer oportunidade que surgisse...

Robin paralisou e com uma expressão triste, disse enquanto Ciborgue e Estelar davam broncas em Mutano:

-Como não me lembrei?Agora vei tudo à tona...

Quando terminou de falar houve um breve silêncio cortado por soluços do garoto-prodígio.

ROBIN: O q-que aconteceu com o corpo dela?!

CIBORGUE: Ela foi enterrada e nós três -apontou para Mutano e Estelar- já visitamo-as, se quiser vê-la, está no cemitério principal.

[AGORA A HISTÓRIA PASSA A SER CONTADA PELO ROBIN]

Senti uma dor imença tomar conta da minha alma, meus olhos começaram a lacremejar e pensei pra mim mesmo \"Ela morreu!\"; olhei para volte de mim e foi senti uma dor imensa de cabeça, por alguns instantes tudo ficou branco e quando voltei a enxergar, vi três rostos irreconhecíveis.

\"Quem são vocês?\"

Robin, sou eu: Estelar!\" -fiquei confuso pois me lembrava daquele nome mas não quem ela era...Um menino verde se aproximou de mim e disse.

\"Passarinho, você tá com falha de memória!Primeiro não se lembra da Ravena agora da Estelar?!Qual é o seu problema com o sexo oposto?\" -como se tivessem retirado um revestimento de meus olhos, reconheci as pessoas que ali estavam:Mutano, Cibrogue e Estelar.

\"Agora me lembro de t-o-d-o o ocorrido!Devo ter batido muito forte na pedra quando cai da janela...\" -falei solenemente.

\"Urra!Agora vamos comemorar a sua volta comendo uns bacons que vou fazer!\" -comemorou Ciborgue.Ele e Mutano foram indo para a cozinha e dava para ouvir ambos discutirem.

Porém Estelar continuou ali me fitando, a garota se aproximou e me beijou.Senti seus lábios carnudos tocarem o meu com um calor que nunca havia sentido com Ravena, isso Ravena, eu ainda a amo.Tentei soltar-me dela mas com sua força alienigena meus esforço era débil.

Quando ela parou de me beijar, me afastei e ela deu um sorriso sagaz.Olhei-a com desprezo, mas creio que seria mais conveniente de minha parte dizer que senti nojo, ela sabia que eu ainda amava Ravena.Tanto pra mim quanto pra ela foi erro ter feito aquilo, Estelar notou no meu olhar e logo virei a cara, sua expressão se fechou, então sai do comodo e fui para a cozinha deixando-a ali sozinha com sua conciência, lá encontrei Mutano e Ciborgue discutindo sobre a comida.

\"Eu já disse um milhão de vezes: NÃO COMO CARNE!\" -gritava Mutano.

\"O problema é seu!Não vou comer carne de mentira.\" -rebateu Ciborgue no mesmo tom.

\"Por que as duas crianças não vão brincar lá fora?\" -perguntei secamente.Ambos entroalharam-se entre eles e acabaram por quietos ficarem.Ciborgue devorou seu bacon com apenas uma bocada e Mutano começou a preparar seu tofu, depois disse:

\"Onde tá a Estelar, Robin?\"

\"Não sei e nem quero saber...\" -respondi enquanto abria a geladeira à procura de algum refrigerante.

\"O que a gente vai fazer com tantas ervas?Só a Rae comia isso aí!\" -falou Ciborgue.Com uma lata de água gaseificada na mão, encarei o meio-rôbo por alguns segundos e por fim disse:

\"Vamos dar para os necessitados!Quando estiver indo para o cemitério deixo na prefeitura!\" -Ciborgue concordou.

Depois de beber toda a água, fui para a garagem e apanhei minha moto; parti para o cemitério.O dia estava cinzento e tinha uma temperatura fria; quando cheguei no cemitério perguntei ao coveiro onde estava o túmulo de Rachel Roth, o homem me mostrou o caminho e fui pra lá.

O túmulo era pequeno, me aproximei dele e dei um forte suspiro seguido de lágrimas incrivelmente salgadas, senti um ódio arder em meu corpo a culpa da morte dela era minha, só minha.Se tivesse a impedido de ir junto da equipe Slade não teria matado-a.Com o sentimento em mim coloquei o maço de ervas -que era pra ter levado para a prefeitura- no chão repleto de gramíneas esverdeadas.

Saí de lá e vim para a Torre agora com uma leve chuva que já estava começando a me ensopar durante o percurso, a melodia das gotas d\'água que pingavam me lembravam a tonalidade fina da voz da Ravena...Chegando na sede sorri e entrei.Era fevereiro, não havia muita coisa para se fazer, só cuidar dos poucos vilões que decidiam pertubar Jump City, que no fim sempre acabavam como meus sacos-de-pancada.

Março

Abril

Maio finalmente chegou, apesar de ter parecido uma eternidade, com a monotomia de sempre...Até que um decidi sair um pouco, passei por uma viela com um bar ainda aberto -já eram 0:30- entrei nele e acabei bebendo algumas doses que acabaram me transformando num completo bêbado.Notei que um homem chegou perto de mim e disse:

-Aê mané, desse jeito você vai acabar acabando com toda a bebida daqui!\"

\"Não ligo!\" -respondi.

O cara ficou bravo -dava pra ver em sua face- e chamou três nomes que logo apareceram.

\"Se você não liga pra bebida da gente eu e eles também não ligamos com a sua morte!\"

Os quatro apontaram as armas pra mim que disse:

-Podem me matar...Não faz diferença! -eles riram e atiraram, não senti minha perna e uma dor aguda fez com que tombasse da cadeira, caí no chão e já com a visão fraca vi o líder deles se aproximar de ouvi dizer \"Não vou matar você...Não dessa vez!\".Meus olhos se fecharam e quando acordei estava na Torre, vi minha perna enfachada e novamente estava na enfermaria, levantei de lá e sai.Senti a monotomia chegar.