Sangue Vongola
1 Uma carta misteriosa.
Notas iniciais
Era um domingo agradável na sede principal da Vongola, na Itália, e Tsuna tinha acabado de dar um tempo no seu cansativo trabalho de chefe (que se estendia até aos domingos) para tomar uma xícara de café. Desde que acordou sua hiper intuição estava alertando sobre algo no qual ele não fazia ideia do que era.
A mansão estava bem tranquila, já que seus guardiões estavam fora, em missões. Tsuna desceu até a cozinha e pediu para seu cozinheiro preparar uma xicara de café.
Após terminar seu café, ele sente a presença de dois de seus guardiões chagarem levantou-se e foi até a porta recebe-los:
- Bem-vindos de volta, Gokudera-kun, Yamamoto-kun.
- Yo Tsuna! — cumprimentou o de cabelos negros.
- Estamos de volta, 10º! – disse o de cabelos cinza.
- Espero que tenha dado tudo certo! – disse o chefe com um caloroso sorriso no rosto.
- Claro que deu, e até amanhã teremos terminado o relatório, 10º!
- Alias Tsuna! Chegou uma carta para você. – o chefe pega a carta da mão de Yamamoto e percebe que não há remetente somente seu nome.
Ao olhar mais uma vez a carta, descobre que era ela o motivo de sua hiper intuição o estar incomodando, o que quer que esteja escrito naquela carta, parecia ser de grande importância.
Com cuidado abre a carta sobre os olhares curiosos e apreensivos de seus guardiões, ao ler o que estava escrito, congela, o que deixa seus guardiões nervosos perguntando que estava escrito, porém Tsuna amassa a carta e diz que precisa fazer uma ligação.
Chega ao seu escritório o mais rápido possível, pega o telefone e disca um numero familiar. Uma voz conhecida enche o ouvido de Tsuna:
- Alo?! – pergunta a voz feminina do outro lado.
- Oi mãe, sou eu. – fala com a voz calma, porém apreensiva.
- Ahh Tsu-kun! Quanto tempo que não ouço sua voz estava com saudade! — responde a mãe de Tsuna com uma voz alegre.
- Pois é mãe, eu ando meio ocupado ultimamente, porém tem algo que quero te perguntar.
-Pode falar querido.
- Mãe, você me mandou uma carta recentemente?
- Não que eu saiba, por quê?
- É que recebi uma carta dizendo que minha irmã não estava morta. Bom deve ser alguém me provocando, é meio comum depois que virei o Decimo Vongola. – diz Tsuna com um ar despreocupado, porém o mesmo não pode se dizer de sua mãe que depois de ouvir aquelas palavras, fica um bom tempo em silêncio, o que deixa seu filho um tanto preocupado. Quando ia perguntar o que tinha acontecido, sua voz retorna, porém um pouco diferente.
- Achei que nunca fosse precisar lhe contar isso, mas a verdade é que era para você ter uma irmã sim, Tsuna, só que ela morreu no parto. Bom foi o que o médico disse, mas nós nunca pudermos ver o corpo dela. Sinto muito por não termos te contado antes, só que era muito doloroso e você só tinha dois anos, não entenderia direito.
A temperatura da sala despenca e um calafrio percorre a espinha de Tsuna. Ele não estava bravo com sua mãe, claro que não, o que incomodava era o que a carta estava dizendo, será que era verdade? Será que ele realmente tinha uma irmã? Já que nunca tinham visto o corpo da criança, será que ela estava viva?
- Mãe, você pode me dizer o nome do médico que fez o parto.
- Claro querido! Se me lembro bem ele era italiano e se chamava Pietro.
Tsuna nem se despediu de sua mãe. Desligou o telefone e foi encontrar esse tal de Pietro. Se ele era italiano seria super fácil encontra-lo.
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