Notas iniciais
Longe dos portões de Yuria, jaziam naves gems enormes, com sinais de explosões em diversos pontos que ainda pegavam fogo. As naves variavam desde as pequenas sondas em formato de olho até grandes naves de batalha em formato de mãos, que tiveram a maior parte de seus dedos dilacerados nas dobradiças. Espalhado também, em meio as naves e formando uma espécie de rastro em direção a uma pequena floresta, estavam milhares de estilhaços gems por toda parte. A maioria eram quartzos rosa, mas também haviam citrinas, jaspes, ametistas, lignitas, entre muitas outras. Tamanho era a extensão pela qual se espalhava este rastro de estilhaços que, ao refletir o sol, quem visse aquilo ao longe poderia achar que era um rio com as águas reluzindo à luz do dia.
Um grupo de índios apaches cavalgava calmamente entre aquele enorme cemitério, parando apenas para pegar blasters de lignitas estilhaçadas ou realçadores de membro que uma peridote infeliz talvez tivesse deixado lá. Após recolherem um grande número dessas armas, eles pegaram os blasters e sacudiram ao ar, junto com suas lanças, sendo vistos por um enorme contingente de guerreiros humanos que, ao verem a cena, deram um brado de triunfo.
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Afastado de Yuria, um pouco mais ao sul, estava uma cidade abandonada chamada Zoar. Era uma cidade pequena, que os humanos abandonaram em algum momento durante o decorrer da Guerra Gem. Posteriormente, um grupo de gems de Homeworld ocupou o lugar, transformando-o provisoriamente num lugar de refúgio para gems rachadas e planejando posteriormente transformar o lugar num centro de comunicações. A ideia era promissora, haja vista que nenhum humano havia estado ali por muito tempo, mesmo a cidade estando a uma distância razoável do vale de Sidim, que era cheio de humanos.
Dentro de uma das casas, estavam diversas gems, de diferentes castas, que serviam diferentes Diamantes. A maioria das gems tinha alguma rachadura em sua pedra. Uma dessas gems “rachadas”, uma lignita, deitada numa esteira, começou a balbuciar coisas sem sentido.
(Lignita): Olha... é tão linda... parece uma borboleta! É soberba... como uma garça... ela é a minha... D-Diaman...
Uma rubi mal-humorada, com sua pedra localizada no olho esquerdo (https://pre00.deviantart.net/4942/th/pre/i/2016/155/0/1/steven_universe___ruby__eyeball__by_theeyzmaster-da5026c.png) não demorou em perder a paciência e calar a pobre lignita a pontapés.
(Rubi “Olho”): Cala a boca, sua descolorida!
Mas a lignita ainda assim continuou gritando!
(Lignita): Humanos! Humanos! Carregar blasters! Apontar! Tiros independentes!
(Rubi “Olho”, estrangulando a lignita): Mas que lignita imprestável! Eu não aguento mais você berrando feito uma idiota!
Uma ametista, incomodada com a situação, agarrou a Rubi e a afastou da gem rachada.
(Ametista): Pare com isso! Você vai terminar de estilhaça-la! Não vê que ela está rachada?
(Quartzo Rosa): É claro que ela vê, mas acha que ela liga? Como todas as gems da Diamante Amarelo, ela pouco se importa se gems de outras cortes são estilhaçadas!
(Rubi “Olho”): Escuta aqui, não meta minha diamante nisso, ouviu?
Diversas gems andavam de um lado para o outro, fazendo patrulhas ou fazendo reparos nas casas, para que elas fossem minimamente aconchegantes para as gems rachadas. Observando tudo aquilo, estava uma cornalina laranja (https://pre00.deviantart.net/42e5/th/pre/i/2015/255/9/3/carnelian_by_rockzillahh-d99dk0v.jpg) acompanhada de uma jade com cara de poucos amigos (https://pre00.deviantart.net/22e0/th/pre/i/2015/255/c/2/jade_by_rockzillahh-d99derj.jpg). No meio do caminho, a cornalina parou em frente a uma ametista (https://vignette.wikia.nocookie.net/sufanon/images/8/8e/Amethyst_-_Right_Shoulder_byDavi.png/revision/latest?cb=20170205015932) que estava carregando alguns entulhos nas costas, acompanhada de algumas citrinas.
(Cornalina, com um olhar de deboche): Trabalho duro, não?
(Ametista): E como.
(Cornalina): Onde está sua comandante?
(Ametista): Está no campo de batalha, liderando outras guerreiras contra os humanos. Então fiquei aqui ajudando a limpar tudo.
(Cornalina): E quem disse que podia chamar minhas citrinas para isso?
(Ametista, dando de ombros): Estavam espalhadas por aí, sem fazer nada.
(Cornalina): Bom, mas pedi-las não custava nada, não acha?
(Ametista): Eu perguntei, elas disseram que a comandante delas estava ocupada cuidando da logística dessa cidade abandonada.
(Cornalina): Entendo... bom, não vou mais incomodá-la. Continue com seu trabalho de formiguinha, carregando pedras para lá e para cá.
Dito isso, a Cornalina laranja e a Jade que a acompanhava se afastaram do lugar e continuaram sua patrulha. Porém, novamente tiveram que interrompê-la, pois viram chegando ao longe um grupo de gems. Lignitas, fracas e mancas, carregando sua comandante, uma Ônix, cujos pedaços restantes de sua armadura estavam se soltando de seu corpo.
(Cornalina laranja, se aproximando da Ônix): Minha Diamante, o que significa isso?
(Ônix): Foi um massacre... um humano... enfrentou a frota principal e derrubou duas naves... o resto bateu em retirada... urgh...
A Ônix ameaçava perder sua forma física a qualquer momento, o que deixou a Cornalina bastante tensa.
(Cornalina, se dirigindo a uma das lignitas): Vocês aí! Levem a comandante de vocês até a Esmeralda! Ela saberá o que fazer!
A Ônix foi levada até uma pequena casa, onde estava uma Esmeralda da Diamante Rosa, com tamanho um tanto diminuto em comparação a uma esmeralda normal (https://img00.deviantart.net/8bee/i/2016/014/0/9/emerald_s_cleo_outfit_by_faith_wolff-d9nzk8n.png). A pedra dela brilhava enquanto ela massageava a pedra rachada da Ônix até que ela voltasse ao normal. Depois de restabelecer sua forma física original (https://pre00.deviantart.net/4b8b/th/pre/i/2015/256/7/b/gemsona__onyx_by_lopoddity-d99jf7x.png), a Ônix começou a contar sobre o que havia acontecido com sua divisão.
(Cornalina): Então é verdade...? Toda a frota principal fugiu da batalha, e todas aquelas gems estilhaçadas?
(Ônix): Algumas naves foram abatidas antes da frota se dispersar.
(Cornalina): M-Mas mesmo assim seria impossível! Eram 10.000 gems...
(Ônix): 20.000, mais 5000 ametistas.
(Cornalina, nervosa): Ora, danem-se as ametistas! Um bando de terráqueas burras incapazes de dar um jeito naqueles macacos desmiolados!
Ouvindo isso, Ônix ficou extremamente aborrecida e levantou a voz.
(Ônix): Como assim “terráqueas burras”? Elas foram estilhaçadas lutando por sua Diamante, como qualquer gem honrada faria! Outra coisa, quem você acha que está vindo para cá terminar de destruir o que restou de nosso contingente? Rose Quartz e suas Crystal Gems?
(Cornalina): Que seja. Jade, você e Ônix reúnam todas as gems que puderem ficar de pé para planejarmos uma defesa.
(Jade): Sim, comandante.
(Ônix, chocada): Você por acaso ouviu alguma coisa do que acabei de dizer! 20.000 gems foram estilhaçadas, droga! O que você acha que vamos conseguir fazer com pouco mais de 150, sendo que a maioria está rachada?
(Cornalina): Ônix, com todo o respeito, mas só porque você fracassou na sua missão, não significa que eu deva fracassar na minha! Minha Diamante me ordenou a construir um posto avançado neste lugar e é exatamente isto o que vou fazer! Eu estou no comando agora, entendeu?
(Ônix, aborrecida): Sim, c-comandante.
(Cornalina): Ótimo, agora vá buscar algumas gems, e principalmente a Celestita.
(Jade): Deixe que eu vou atrás da Celestita. Sei como amansar aquele desperdício de gem.
A tal Celestita era uma gem de muito destaque... no mau sentido: era uma brutamontes azulada, de 2,5 metros de altura, que vinha da corte da Diamante Azul (https://pre00.deviantart.net/44e8/th/pre/i/2016/289/9/6/celestite__gemsona__by_destinytomoon-dal7xcz.png). O passatempo favorito dela era esmagar coisas ou treinar luta com outras gems de batalha, e quando eu digo treinar luta eu quero dizer que este era só um pretexto para surrar as coitadas sem piedade. Nesse momento, ela estava num canto da cidade, cercada por uma roda de gems que torciam freneticamente enquanto ela e um Quartzo Amarelo (https://pre00.deviantart.net/eb36/th/pre/i/2017/074/1/2/su_oc_yellow_quartz__remade__by_jchanel404-db2f1k6.png) trocavam murros.
(Ametista): É isso aí, acerta essa amarelona! Bate nela, Celly!
(Quartzo Amarelo): Sabe, para uma gem insignificante que foi trocada de corte, você até que luta bem.
A Quartzo Amarelo revidou com um poderoso gancho de esquerda, jogando a Celestita contra a parede de gems que a cercava, depois lhe acertou mais dois socos na altura das costelas.
(Celestita): E aí, como é estar em uma luta de verdade? Os cabelos caindo no rosto incomodam?
A Quartzo Amarelo deu um murro tão forte no supercílio direito da Celestita que, se ela fosse orgânica, certamente ficaria com um belo sangramento no lugar.
(Ametista): A Celly está sendo massacrada!
Um intervalo curto foi declarado, enquanto cada uma das gems voltava para seu canto. Enquanto isso, as ametistas que torciam pela Celestita começaram a chamar ela.
(Ametista): Escuta aqui, o que você está fazendo lá? Não pode deixar aquela nariz em pé bater em você!
(Celestita): Eu posso sim, e ela bate forte, bate muito forte!
(Ametista): Chama aquilo de bater forte? Uma pérola bateria com mais vontade que ela! Escuta aqui, essas quartzos imbecis nunca levam a gente a sério, sempre olham para nós como se fôssemos um bando de descoloridas! E sabe o que é pior? Olham para você do mesmo jeito, porque a Diamante Azul mandou uma gem da guarda pessoal dela para lutar por uma Diamante considerada jovem e inferior! Você é uma de nós agora, vai deixar que te tratem como uma gem inferior? Vai lá e acerta ela!
(Celestita): Eu vou acertar! Eu vou acertar aquela imbecil!
Celestita voltou para a luta com todo o gás, encaixando soco atrás de soco no rosto e na barriga. Apesar do esforço da Quartzo Amarelo em se manter em pé e defender os socos, a gem amarelada caiu dura no chão, quase desfazendo sua forma física.
As Ametistas que torciam pela Celestita logo começaram a comemorar com a maior empolgação, porém a comemoração foi interrompida quando a Jade chegou, extremamente mal-humorada e começou a dar tapas no rosto de cada gem ali. Porém, ao chegar na Celestita, fez questão de dar um tapa com mais força ainda no rosto dela. Celestita cerrou os punhos, mas segurou a vontade de retribuir o tapa pelo fato de ela ser sua superior.
(Jade): Será possível que vocês não criam juízo? O que pensam que estão fazendo? Tem um exército enorme vindo para cá e vocês só sabem ficar aí se batendo? Andem logo e se apresentem para a Comandante Cornalina!
Todas as gems obedeceram a ordem sem contestar, mas quando a Celestita estava se preparando para ir, ela simplesmente levou um puxão de cabelo.
(Jade): Por aí não, sua brutamontes sem cérebro! Por mais que eu odeie admitir, precisamos de você inteira! Procure a Esmeralda para ela checar se você não quebrou nada!
Depois de berrar ordens desconexas para a Celestita, Jade foi procurar outras gems ainda ociosas para preparar a defesa. Uma das gems que ela achou era uma lignita que havia ficado no posto avançado, ao invés de ir para a batalha com Ônix(https://img00.deviantart.net/3b25/i/2016/002/a/5/jet_model_sheet_by_thegraffitisoul-d9mfqv7.png). A lignita estava sentada dentro de um curral, acariciando uma ovelhinha de lã negra que estava em seu colo.
(Lignita): Você é um animalzinho adorável, sabia disso? Sabe o que mais? Você me lembra muito uma grande amiga que eu tinha. Ela era fofa igual a você.
— LIGNITA J3T1!!!
(Lignita J3T1): S-Sim senhorita Jade?
(Jade): O que você está fazendo aqui com esse animal fedorento? Sua superior acabou de retornar! Apresente-se a ela imediatamente!
(Lignita J3T1): S-Sim senhorita Jade!
(Jade): Ei, não esqueça sua espada aqui! Terráquea burra!
Enquanto Jade saía hostilizando gems a torto e a direito, com a desculpa de convoca-las para a batalha vindoura, Ônix explicava para Cornalina tudo o que aprendera com sua derrota anterior.
(Ônix): O plano de ataque dos terráqueos é baseado na nossa reação. Os terráqueos assumem uma postura fixa então lançam ataques de longa distância. Nossos quartzos, gems temperamentais de pavio curto, se lançam ao ataque contra os inimigos menores e mais fracos, enquanto eles também investem de cabeça baixa, mas isso tudo é só um truque. Na hora certa, eles desfazem a formação, indo para a esquerda e para a direita, enquanto nossas gems são empurradas para o centro. Por último, eles fecham um círculo em volta de nossas gems, aí a batalha acaba.
(Cornalina): Um truque um tanto simples. Foi nisso que você caiu?
(Ônix): Um truque mortal, comandante, que pegou 25.000 gems como se fosse uma brincadeira. Meu plano é o seguinte: não tomaremos a iniciativa nessa batalha.
Desenhando uma planta rústica da cidade de Zoar, Ônix foi explicando sua estratégia.
(Ônix): As construções dessa cidade são alinhadas em torno de duas estradas principais, formando um cruzamento que converge numa grande praça. Os terráqueos não terão como conduzir um exército tão grande pelas estradas minúsculas espalhadas entre as construções, então eles terão que seguir por um dos quatro cantos do cruzamento. Barricaremos cada um desses cantos e repeliremos seus ataques. A que altura acha que nossas gems conseguiriam construir uma barricada?
(Cornalina): Bem, a Celestita que nós temos conseguiria levantar uma muralha de terra até uns 2 metros. Se ela fizer maior que isso, num terreno tão arenoso quanto esse, ela ficaria instável. Mas a essa altura os humanos que vamos enfrentar já devem estar chegando em, mais ou menos, 1 hora, quem sabe 2.
(Ônix): Então vamos trabalhar rápido e depois espera-los.
(Cornalina): Está me dizendo que seu único plano é se entocar atrás de barricadas e deixar aqueles macacos desmiolados virem até nós?
(Ônix): O que você sugere?
(Cornalina): Mais de 20.000 gems não conseguiram detê-los numa batalha frontal e você acha que vamos conseguir com 150? Pela Autoridade Diamante, vamos emboscá-los! O terreno é cheio de colinas, com algumas gems bem posicionadas com blasters, nós poderíamos...
(Ônix): Você perguntou minha ideia, e eu dei. Agora, se prefere ignorar o conselho de alguém que esteve frente a frente com aqueles malditos e se jogar de cabeça, faça o que quiser.
(Cornalina): Está bem, faremos do seu jeito... por ora. Eu vou atrás da Celestita.
Cornalina voltou a uma das casas, onde Celestita estava sendo tratada pela Esmeralda.
(Cornalina): Celestita, precisamos de você para erguer as barricadas. Os humanos estão chegando.
(Esmeralda): Ela já está indo comandante. (se dirigindo à Celestita): Boa sorte, Celestita.
(Celestita): Obrigada.
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Alguns instantes depois, as quatro estradas que ficavam à entrada da estrada haviam sido barricadas por Celestita, que agora segurava um enorme machado sobre os ombros. As 150 gems disponíveis para combate, sendo elas ametistas, citrinas, jaspes, topázios, lignitas e umas poucas rubis e peridotes, estavam divididas em grupos, protegendo as barricadas. As comandantes dos quatro grupos eram Cornalina ao norte, Jade ao leste, Ônix ao oeste e, apesar dos protestos das duas primeiras gems, Ônix indicou Celestita para liderar o grupo da barricada sul, já que ela havia ajudado a construir as barricadas com sua habilidade de controlar terra e era uma das poucas veteranas em combate com humanos.
(Ônix): Lignitas, olhem para a frente, mantenham os blasters a postos. Só atirem quando puderem ver os humanos.
(Jade): Ametistas, sacar armas!
As ametistas “acenderam” suas pedras e puxaram suas armas, mas uma, meio nervosa, se atrapalhou e deixou ela cair.
(Jade, cochichando perto da desastrada): Vocês ametistas não se ajeitam mesmo, né?
À distância, já era possível avistar em uma das colinas o enorme exército dos humanos. Eram aproximadamente 5000, mas a probabilidade de haverem mais era muito grande. Havia guerreiros de diversas raças, mas todos divididos em batalhões organizados. Um batalhão era composto só por índios Sioux montados a cavalo, outro era composto por legionários romanos, o terceiro era formado por samurais, o quarto era formado por zulus e o quinto, por arqueiros hunos.
(Ônix): Guerreiras, a postos! Não atirem até receberem a ordem!
Os humanos ficaram alinhados em frente à barricada chefiada pela Cornalina laranja e começaram a bater suas espadas nos escudos, produzindo um som parecido com o trotar de centenas de cavalos, emitindo em seguida um uivo parecido com o de vários fantasmas.
— UUUUUUUUUUUUUU!!!
Afastado do campo de batalha principal estavam, em cavalos, um comandante para cada batalhão, representando também a sua raça. Um oficial romano sacou um apito e emitiu um silvo longo. Os soldados romanos começaram a se juntar em uma formação intimidadora, que lembrava uma tartaruga (http://lh4.ggpht.com/-IPdcMPCHKeY/Ufmbm9Gj1yI/AAAAAAAANns/SSZbBTL9dI4/turtle-fact-testudo_thumb2.jpg?imgmax=800). Logo atrás deles, marchavam hunos, carregando arcos e flechas e algumas caldeiras com fogo aceso.
Essa formação marchava em direção à barricada de Cornalina sem mostrar pressa.
(Cornalina): Barricada, preparar blasters! Apontar! Tiros simultâneos ao meu sinal!
As lignitas engatilharam seus blasters e os apontaram à formação inimiga, aguardando a hora para dispararem.
(Cornalina): Fogo!
As lignitas dispararam os blasters, cujos raios atravessaram o campo de batalha. Porém, ao invés de causarem a carnificina da outra vez e saírem atravessando os corpos dos guerreiros, a maioria dos tiros ricochetearam nos escudos e só uns poucos guerreiros caíram mortos. Os arqueiros hunos que iam pela retaguarda do batalhão romano acenderam suas flechas nas caldeiras e começaram a disparar.
(Cornalina): Ametistas, apaguem as malditas flechas antes que incendeiem tudo. Lignitas, tiro independente, fogo!
A troca de tiros começou. De um lado, blasters atirando plasma, do outro, flechas incendiárias. Os romanos começaram a cair em números cada vez maiores, enquanto que as gems continuavam invictas.
(Ônix): Cornalina, continue assim. Os humanos estão tentando nos fazer sair das barricadas, continue atirando até que desistam!
Após algumas dezenas de humanos caírem, os comandantes romano e huno ordenaram que seus guerreiros se afastassem da linha de tiro.
Silêncio. As gems continuam posicionadas sabendo que o inimigo, embora não visível, não está ausente. De repente, um grito da Celestita.
(Celestita): Estão vindo pelo lado sul!
(Ônix): O ataque pelo norte devia ser uma distração. Não temos gems bastante para reforçar a barricada.
(Cornalina): Jade, preciso que algumas de suas gems reforcem o lado da Celestita. Uma seção a cada três.
Os inimigos que Celestita viram pelo lado sul eram apaches, índios peritos em táticas de guerrilha. Embora tentassem ser furtivos, permitiram propositalmente que uma pequena parte de seu contingente fosse visto pelas defensoras, a fim de que redirecionassem suas tropas para a ala sul. Após essa manobra, os apaches voltaram a ficar na furtividade, então subiram numa das colinas e pegaram os blasters que tiraram das lignitas estilhaçadas e começaram a atirar.
(Celestita): Atenção, todas as lignitas, apontem seus blasters para a direção de onde vêm os traços de luz, e não se exponham!
(Cornalina): Celestita, você não tem boas atiradoras, mas mantenha elas disparando para distrai-los, eu vou tentar dar a volta com um destacamento e surpreender os atiradores.
(Ônix): Não faça isso, Cornalina. É exatamente o que querem e estão tentando mudar a forma de conseguir esse objetivo! Vamos manter a postura defensiva!
Os tiros continuavam soando de ambos os lados, mas sem vítimas visíveis. Uma lignita impaciente, que tinha a pedra localizada na coxa esquerda, subiu na barricada para ter uma visão de tiro melhor, sendo censurada por uma ametista que tinha a pedra no lado direito do peito.
(ametista): Você é louca? Desça daí!
(lignita): Como vou acertá-los sem vê-los?
Num dos disparos, um dos apaches conseguiu acertar a pedra na coxa da lignita.
(lignita): AAAAAHHHHHH, MINHA PEDRA!!!
A ametista de antes tentou socorrer a companheira mas acabou sendo atingida também na sua pedra. Uma terceira gem foi atingida na testa, perdendo sua forma física.
(Celestita): Gems atingidas! Levem-nas para a Esmeralda!
(Cornalina): Mais humanos vindo pela ala norte!
(Ônix): É um ataque de duas direções! Querem nos pinçar!
(Cornalina): Todas as lignitas, abrir fogo independente! Atirem à vontade!
As lignitas começaram a atirar seus blasters contra o enorme contingente de humanos que se aproximavam e, embora alguns tiros ricocheteassem nos escudos, não eram poucos os que abriam buracos nos inimigos ou mesmo arrancavam fora braços, pernas e mesmo cabeças. Apesar dos disparos, os humanos se amontoaram contra a barricada norte, obrigando as ametistas a se juntarem ao combate para ajudar as atiradoras lignitas.
Colados na barricada, estavam romanos, zulus, sioux e samurais. Eles não só usavam lanças e espadas, como também atiravam shurikens, kunais e machadinhas tomahawk, acertando as ametistas, na maioria das vezes, nos olhos ou bem próximo às pedras delas. Cornalina, sacou sua arma, uma foice gigante, e entrou no combate. 3 samurais cercaram ela, mas com um movimento ela cortou a garganta dos três.
Mais e mais humanos invadiam a barricada e adentravam na cidade, derrubando as ametistas e lignitas em seu caminho. Alguns pesos-pesados romanos até conseguiram abrir fendas na barricada erguida pela Celestita para permitirem a passagem de cavaleiros. De uma das barricadas, que havia sido derrubada por sapadores romanos, começaram a surgir cavaleiros hunos para se juntar ao ataque. Ônix, que estava no meio do contingente gem que tentava defender as estradas, apertou alguns botões num bracelete que ficava no seu pulso direito, transformando sua mão num canhão. Ela começou a atirar contra os cavaleiros que surgiam, derrubando cinco deles, até ficar sem munição. Depois sacou de sua pedra um mangual e começou a balança-lo contra dois índios sioux. Ônix derrubou um deles com seu mangual, mas o outro a atingiu na nuca com uma clava de pedra, fazendo-a cair de cara no chão. O visor que ela usava começou a emitir umas imagens estranhas, como se fosse a tela de um computador travando.
Antes do Sioux dar o golpe final, a mesma Rubi do início, com a pedra localizada no olho esquerdo, apareceu do nada e enfiou uma faca-cinzel na barriga do inimigo, rasgando-o todo.
(Rubi “Olho”, socorrendo a Ônix): Ônix, venha comigo, eu vou chamar ajuda.
Puxando a oficial superior pela gola, a Rubi foi abrindo caminho entre os combatentes até Cornalina, que junto de Jade, tentava assumir o controle da batalha que se instalara na cidadela.
(Cornalina, preocupada): Ônix, você está bem?
(Ônix): A-Acabou... para mim... assuma minhas lignitas... C-Cor... V-Você é a favorita da D-Diam...
(Cornalina): Escuta, eles não acertaram sua pedra, você vai ficar bem! Nós precisamos de você! Jade, leve-a para a Esmeralda!
De fato, a situação da Ônix não era tão ruim assim, tanto que ela se recuperou parcialmente enquanto era carregada até o alojamento de Esmeralda. A pequena gem, apesar de ser costumeiramente meiga e doce, estava descabelada e com cara de quem poderia matar alguém só com o olhar.
(Esmeralda, com raiva): Olhe o que vocês estão fazendo! Suas malditas joalheiras! Vão matar a todas nós!
Uma nefrita, com os olhos arregalados, se levantou e agarrou Esmeralda pelos ombros. A forma física instável dela já prenunciava o pior.
(Nefrita, balbuciando coisas sem sentido): Por quê?
(Esmeralda): Eu não sei... e que a maldita Rose Quartz me estilhace se eu souber...
Dito isso, a rachadura da Nefrita atingiu níveis críticos e ela se estilhaçou nas mãos da Esmeralda.
Apesar do estresse que estava sentindo, que a fez gritar de raiva, Esmeralda não negou socorro à sua superior. Depois de fazer um exame em Ônix e consertar sua viseira, ela recuperou sua compostura.
(Esmeralda): Está tudo bem, comandante?
(Ônix): S-Sim. Obrigada Esmeralda.
(Esmeralda): Não quer descansar um pouco?
(Ônix): A batalha ainda não acabou.
Ao sair do alojamento, Ônix viu Celestita e Jade berrando ordens para suas subordinadas, visivelmente descontroladas.
— RESISTAM, RESISTAM DROGA! NÃO DEIXEM QUE ENTREM!!!
(Ônix): Celestita, as suas atiradoras que estão nos telhados das casas atirando contra a tropa invasora, mandem que dirijam seus blasters aos atiradores inimigos nas colinas. E Jade, as gems nos buracos das casas não tem em quem atirar. Traga para mim todas as que puderem ficar de pé e andar.
Uma nova onda de inimigos avançava contra a ala norte, dessa vez estavam todos montados em cavalos e prontos para dar a investida que poderia lhes garantir a vitória. Depois que Jade trouxe todas as gems que Ônix pediu, a comandante negra acionou o canhão de seu braço e assumiu postura de combate.
(Ônix): Lignitas, ametistas, sacar blasters e assumir postura de combate! Unidades da barricada, recuem imediatamente.
Após essa ordem, a cavalaria inimiga terminou de derrubar a barricada que antes era comandada pela Cornalina e se dirigiu rumo ao minúsculo pelotão de Ônix.
(Ônix): Linha de Frente, fogo! Linha de trás fogo! Avançar!
Seguindo um minuncioso esquema de atirar e avançar, as duas fileiras comandadas por Ônix começaram a rechaçar o ataque da cavalaria inimiga. As atiradoras miravam primeiro nos cavalos, derrubando os inimigos e atordoando-os, depois derrubava os inimigos em si. O Resultado foi que vários cavaleiros foram mortos e os corpos deles e dos cavalos ficaram acumulados na estrada de onde vinham, dificultando o avanço do resto da cavalaria e tornando-os vulneráveis ao fogo das lignitas. Os poucos que sobreviveram logo bateram em retirada.
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Após a batalha, a Lignita J3T1 voltou ao mesmo lugar onde havia deixado a ovelhinha negra que antes estava acariciando. Infelizmente, o dócil animalzinho estava morto, com uma mancha negra de queimadura de blaster na lateral de seu corpo.
(Lignita J3T1, acariciando o animalzinho morto): Você realmente lembra minha antiga amiga... ela teve esse mesmo fim... em um dos... Zoológicos Gem... foi atingida, por um blaster... disparado por um maldito humano...
A fala da Lignita começou a ser recortada por soluços e lágrimas que teimavam em descer, por mais que ela se esforçasse em transformar aquela dor e tristeza em fúria.
— Voltem às formações! Os humanos estão voltando!
(Lignita J3T1, soluçando): Eu não vinguei ela, mas vou vingar você.
Emitindo o terrível grito de guerra em forma de “UUUUUUUU”, os humanos voltaram a atacar a cidadela que, devido às defesas estarem enfraquecidas, acabou sendo mais fácil entrar lá com cavalria e atiradores de blaster. O que começou com um combate de barricadas acabou se transformando em um combate ambos os lados se entocavam entre as casas e trocavam tiros. As gems que estavam em cima dos telhados começaram a ser atingidas por atiradores apaches que também resolveram subir. Um deles tentou surpreender a Jade, mas ela o agarrou pelo pescoço e deu-lhe um murro na cara, derrubando, depois ela rolou pelo telhado e chutou outro para baixo.
Um destacamento de vikings encontrou o alojamento onde Esmeralda estava e mantinha algumas gems rachadas e começaram a golpear o telhado. Uma peridote, prevendo o pior, transformou uma de suas próteses em um blaster e atirou no viking, porém acabou sendo atingida por uma faca de arremesso que pegou em sua garganta. Um terceiro viking começou a entrar pelo buraco do telhado, mas foi esfaqueado na barriga pela Rubi “Olho”. A Rubi abriu a porta do quarto para ver a situação e notou que, do lado de fora, várias lanças e machadinhas tomahawk golpeavam a porta, tentando abrir um buraco para entrarem.
(Rubi “Olho”): Nós temos que sair daqui! Eles vão entrar!
Os guerreiros humanos entraram na casa e começaram a golpear a porta do quarto onde estavam as gems rachadas.
Sabendo que várias inimigas estavam cercadas, arqueiros hunos começaram a jogar flechas incendiárias no alojamento, incendiando o telhado. Correndo contra o tempo, as gems começaram a abrir um buraco na parede do quarto, a fim de chegarem até outro quarto, torcendo para que já não estivesse cheio de humanos. Ao passarem, foram recebidas pela Celestita, que começou a puxar para dentro as gems que passavam pelo buraco.
(Celestita): Vão embora, vão embora logo!
(Rubi “Olho”): Espera, cadê a Esmeralda?
(Celestita): Vão logo, eu pego ela!
Celestita voltou para um dos quartos, onde Esmeralda ainda se empenhava em curar as gems rachadas, tanto que nem percebeu um ninja entrando pela janela com uma espada sai na mão. Usando suas habilidades de controle de terra, Celestita fez a janela se fechar em torno do corpo do ninja, transformando-a numa guilhotina e fraturando sua coluna. Depois a gem azulada agarrou Esmeralda e saiu correndo.
(Esmeralda): Não, não, não! O que você está fazendo? Aquelas gems precisam da minha ajuda!
Esmeralda ainda teve tempo de ver outros guerreiros entrando no quarto onde estavam diversas gems rachadas e ouvir o perturbador som delas sendo estilhaçadas. Já com ambas do lado de fora, Esmeralda continuava praguejando e socando as costas de sua salvadora.
(Esmeralda, surtando): Sua maldita, olha o que você fez! Aquelas gems foram estilhaçadas por sua causa!
Celestita perdeu a paciência e jogou a Esmeralda no chão, sem dizer uma única palavra.
(Jade): Celestita, já saíram todas as gems?
(Celestita): Infelizmente não, muitas gems foram estilhaçadas. Mas POR SORTE a nossa curadora está inteira, mesmo não estando feliz com isso, né Esmeralda.
Jade ignorou a indireta bastante direta que foi feita e ordenou que todas as gems recuassem para o reduto. Os humanos tentavam prosseguir, mas o incêndio causado pelos guerreiros hunos no alojamento da Esmeralda começou a se espalhar pelas casas, criando uma barricada que impedia o avanço dos atacantes, então resolveram bater em retirada.
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Anoiteceu. O incêndio ainda queimava em diversos pontos da cidadela de Zoar e muitas gems se empenhavam para contê-lo e impedir que chegasse até a praça principal. As que não estavam empenhadas nisso continuavam de guarda, lutando contra eventuais humanos que atacavam usando táticas de guerrilha. No intervalo entre um ataque e outro, as gems conversavam entre si. Num dos becos, segurando um blaster e uma espada, estava a lignita J3T1, conversando com a Ônix.
(Lignita J3T1): Ônix... você está bem?
(Ônix): Hã, o quê?
(Lignita J3T1): Eu... não pensei que ela fosse morrer.
(Ônix): Quem morreu?
(Lignita J3T1): A ovelhinha.
(Ônix): Eu sinto muito. Sei o quanto você gostava dela.
(Lignita J3T1): Ela me lembrava a minha Pérola Negra... aquela que você me deu de presente...
(Ônix): É... incrível como você se apegou àquela Pérola Negra... foi uma pena o que houve com ela.
Instalada num outro prédio, estava a Esmeralda, cuidando de umas poucas gems rachadas que haviam sido salvas do incêndio causado pelos arqueiros hunos. Duas lignitas vigiavam as janelas, para que a curandeira não fosse surpreendida. Os humanos avançavam rápida e furtivamente e, no meio do tiroteio com blasters, uma das lignitas foi poofada por um tiro e a outra, se distraindo, levou um golpe de machadinha na têmpora, poofando também. Novamente, a janela se fechou em forma de guilhotina sobre os dois guerreiros que tentavam entrar para atacar Esmeralda, e novamente lá estava a Celestita.
(Esmeralda): Já é a segunda vez que você me salva.
Celestita pegou as pedras das duas gems poofadas e as pôs na mesa com rispidez. Depois deu meia volta e se preparou para sair.
(Celestita, ríspida): Só faça a droga do seu trabalho.
(Esmeralda): Desculpa!
(Celestita, parando e se virando): O que você disse?
(Esmeralda): Me desculpe pela forma que eu te tratei mais cedo hoje, e obrigada pelo seu ótimo trabalho.
Celestita não respondeu nada e seguiu em frente, mas sua postura corporal havia mudado um pouco. Esmeralda só não sabia dizer em que sentido.
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Amanhece o dia. As últimas defensoras de Zoar jazem no chão, caídas, como se estivessem mortas, mas sua forma física ainda visível refuta tal hipótese. Elas estavam meramente dormindo.
A priori, gems não precisam comer nem beber nem mesmo dormir, mas o estresse causado por ficar mais de 10 horas combatendo os guerreiros humanos que chegavam às centenas fez com que as gems sucumbissem à exaustão. Ao sentir os primeiros raios de sol, as gems começaram a despertar. A Cornalina Laranja cutucou no ombro de Jade e Ônix para que ambas acordassem.
(Cornalina): Jade, poderia por favor acordar as outras gems?
(Jade): Sim, comandante.
Quando Jade saiu, Cornalina começou a ouvir algumas risadinhas.
(Cornalina): Por que você está rindo, Ônix?
(Ônix): Você acabou de dizer “por favor”. Pensei que não soubesse pronunciar essa frase.
As duas começaram a rir de forma boba e descompromissada, até que Ônix retomou o diálogo.
(Ônix): Obrigada pelo que você disse ontem.
(Cornalina): Sobre precisarmos de você? Bem... é a verdade... agora vamos para o reduto que montamos na praça, está bem?
Poucas gems haviam restado: com exceção de Ônix, Cornalina, Jade e Celestita, só haviam mais ou menos 50 combatentes, amontoadas no minúsculo reduto na praça central da cidade. Do lado de fora, se aproximava mais algumas dezenas de guerreiros humanos, dessa vez eram todos nórdicos.
Os guerreiros nórdicos marchavam lentamente, como se fossem mais uma procissão fúnebre que um batalhão. Suas vozes começaram a ecoar um cântico triste, de lamento, que parecia combinar bem com o estado de espírito das pobres gems que haviam restado.
Música de base: https://www.youtube.com/watch?v=u0FA1yENqDU
(Guerreiros nórdicos): Mit Trauer und Entscheidng im Herzen
Zeigen wir den Willen weiterzugehen
Niemand darf eigensinnig
Seines Lebens beraubt werden
Os guerreiros humanos repetiam essa estrofe, cantando-a como se fosse uma marcha fúnebre tanto para eles quanto para as gems restantes. Ônix se aproximou de uma ametista que, embora mantivesse sua postura de batalha, já estava praticamente chorando (https://vignette.wikia.nocookie.net/gemcrust/images/1/1b/Cracked_navel_Amethyst.png/revision/latest?cb=20160812135821).
(Ônix): Os humanos cantam muito bem, não cantam?
(ametista terráquea): Cantam, Comandante Ônix.
(Ônix): Será que uma ametista faria melhor?
A Ametista não respondeu, só começou a fazer uns sons mudos com a boca, como se quisesse tirar uma música de sua cabeça.
Música de base: https://www.youtube.com/watch?v=hZmrS_w6s7s
(ametista terráquea): Gems da Terra, chega de sonhar!
Vejam as rebeldes, em furor a urrar!
Suas armas a luzir
Querem nos destruir!
(Ônix): Cantem! Todas vocês, vamos, cantem!
Bastou aquilo para que todas as gems terráqueas, não apenas as ametistas, se juntassem ao coro.
— Gems da Terra, sejam fortes.
Não recuem, enfrentem a morte.
As rebeldes jamais ouvirão
A nossa rendição
Façam nossas vozes ecoarem
Pelas colinas anunciarem:
A saga de nossas irmãs a lutarem
Contra inimigos em vantagem!
Gems da Terra, marchem à glória
Esta será pra sempre a nossa história!
Que este brasão possa te fortalecer
E nunca te deixar se render!
O coro das ametistas chegou aos ouvidos dos guerreiros nórdicos, que pararam de cantar a música e voltaram a bater suas armas, elevando um novo grito de guerra: https://www.youtube.com/watch?v=dz0pj4fIvZc
Os guerreiros nórdicos começaram a avançar contra o reduto na praça central, brandindo suas armas, prontos para a investida final!
(Ônix): Viva a grande Diamante Rosa!
O grito de guerra de ônix foi engolido pelo impacto dos guerreiros contra a barricada. Novamente, ametistas e humanos brandiam suas armas uns contra os outros, caindo em grande quantidade dos dois lados.
(Ônix): Ametistas, recuar!
As ametistas recuaram, deixando que os nórdicos entrassem na barricada do reduto, sendo surpreendidos por lignitas que disparavam seus blasters em sincronia impecável.
(Ônix e Cornalina): Tiros simultâneos! Primeira fileira, fogo! Segunda fileira, fogo! Terceira fileira, fogo! Primeira fileira...
Em questão de minutos o chão da cidadela de Zoar ficou cheio de cartuchos vazios de blasters e mortos. Só as gems de Homeworld sobraram vivas.
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3 horas se passaram e as gems começaram a recolher os corpos dos humanos mortos e desovar fora da cidade. Jade veio até Ônix e Cornalina, para dar notícias.
(Jade): As Ametistas voltaram. Não há nenhum sinal de humanos, eles se foram. É um milagre.
(Cornalina): Se é um milagre Jade, é o milagre de um blaster de Homeworld carregado com pentes de plasma ionizável.
(Ônix): E umas boas ametistas, com uns machados com tripas penduradas do outro lado.
As duas comandantes, Ônix e Cornalina, começaram a passear pelo lugar, até voltarem ao ponto onde o alojamento da Esmeralda havia pegado fogo.
(Cornalina): Quantas gems foram estilhaçadas nesse incêndio?
(Ônix): Eu não sei...
(Cornalina): Bom, o que importa é que acabou. Como você se sente, ao vingar a derrota que sofreu?
(Ônix, abraçando o próprio corpo com desconforto): Me sinto enojada... e com vergonha... E você? Essa foi sua primeira vez, não foi?
(Cornalina): Primeira? E você acha que eu aguentaria outra carnificina como essa?
(Ônix): Desculpe.
(Cornalina): Eu lhe disse antes: vim aqui para construir um posto de comando avançado. Mas sabe, até que não fomos tão...!
Cornalina ficou gélida ao olhar para o horizonte, e quando Ônix viu o porquê, ficou igualmente aterrorizada: ao redor das colinas, haviam pelo menos 10.000 soldados humanos em cavalos, todos samurais. Eles brandiam suas espadas enquanto emitiam um grito de guerra, porém as espadas ainda estavam nas bainhas.
(Ônix): Acabou. Seremos estilhaçadas.
(Cornalina, gritando): O que estão esperando, malditos animais? Venham, terminem o serviço.
(Samurais, erguendo o grito de guerra): Yūsha ni aisatsu! Yūsha ni aisatsu! Yūsha ni aisatsu!
(Cornalina): Animais imundos... estão zombando de nós!
(Ônix, rindo): Você não poderia estar mais errada... eles estão balançando espadas embainhadas e bandeiras em nossa direção... estão nos saudando! Saudando às valorosas guerreiras!
Cumprindo a previsão de Ônix, os guerreiros japoneses terminaram o grito de guerra dando meia volta e indo embora. Nenhum deles investiu contra as gems sobreviventes. As quatro líderes Cornalina, Ônix, Jade e Celestita não salvaram o posto de comando avançado, mas ali estavam, vivas. E isso era o bastante.
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