Sangue Negro
1 I — Curiosidade
Notas iniciais
A Shingeki no Kyojin Fanfic
SNK © Hajime Isayama
© ShuitzLove
Levi & Ayame
Romance | Drama | Ação
O suor escorria por sua têmpora enquanto segurava a única espada que ela mal agüentava por conta de seu peso, segurava a mesma com suas duas mãos, a respiração estava pesada e ela quase não se agüentava em pé, respirava profundamente, mas estava tão cansada que acabou caindo em terra firme, o homem que a olhava fez uma cara reprovadora e pigarreou chamando a atenção da filha.
— Levante Ayame! — a menina gemeu, mas o homem não parou, parecia acostumado com aquela cena que se repetia amargamente, o homem levantou-se, pegou suas duas espadas e apontou em direção ao pescoço da menina que arregalou os olhos surpresa pelo movimento do pai que nem ao menos se importou. — Se eu fosse um inimigo, se eu fosse um gigante, você já estaria morta, se você não quer estar morta se reagrupe, levante-se e mantenha sua honra, mesmo que para isso, você acabe morrendo no meio do caminho.
A menina, ainda com as pernas tremendo levantou-se, cambaleando um pouco e levantou a espada com as mãos sangrando e o sangue pingando sobre o solo térreo, mas nenhum dos dois se importava com este detalhe, Ayame levantou os olhos de maneira determinada e fez diversos movimentos com a espada deixando o pai orgulhoso, mas um pouco depois a mesma caiu do solo cansado demais para se agüentar em pé.
O pai da menina suspirou e a pegou no colo, abriu a porta da casa — que era enorme —, e subiu as longas escadas com a filha no colo e abriu uma das cinco portas existentes e a colocou na cama de cocha roxa com chuvas de espadas, a, pois na cama e beijou a testa de Ayame fechando a porta logo em seguida, ele sabia, que mesmo ela ainda tendo cinco anos de idade, ela seria umas das melhores policiais já existentes, e ele se sentiu mais do que orgulhoso.
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Abaixou as duas espadas, acionando o gás e sobrevoando dentre as construções dos camponeses, mordeu o lábio inferior deixando algumas lágrimas deslizarem pelo seu rosto pálido vendo o desastre da cidade, e vendo a muralha de Maria completamente destruída, ela abaixou a cabeça, erguendo-a logo em seguida, determinada. Assim que viu um gigante de mais ou menos seis metros, rangeu os dentes e uma de suas cordas foi para o pescoço do mesmo fazendo-a sobrevoar e atacá-lo com suas duas espadas, e ele saiu matando a todos os gigantes, ela apenas queria matá-los, e finalmente exterminar toda a raça deles.
Já fazia parte da equipe, e era líder de uma, mas ela não ligava, ela não sabia agir em equipe, ela agia sozinha, e apenas sozinha e ainda por ser uma recruta já dera muito trabalho, além de ter apenas dezesseis anos, o que assustaram alguns dos recrutas que tinham, pelo menos dezoito anos, mas ela nem ao menos ligava, ela gostava, gostava de matar os gigantes, e era apenas isso que importava. Mas ela paralisou assim que viu um gigante de quinze metros, ela ainda não havia enfrentado um gigante deste tamanho, e sabendo que já estava em sua hora, ela apenas abaixou as espadas sorrindo amargamente lembrando-se das cenas de algumas horas atrás.
— Fuja Ayame! — a voz do pai estava trêmula, sem tempo, ela tinha medo, medo de perdê-lo, um de seus últimos parentes, e assim que mais alguns destroços caíram sobre o corpo do mesmo, seu choro aumentou assim como seus gritos, o pai nem ao menos ligou, como sempre fazia, sorriu levemente, como sempre fazia e apertou sua mão passando segurança. — Nunca se esqueça do que eu lhe ensinei, nunca desista, nem que você morra no meio de seus sonhos. Não se esqueça, eu sempre estarei ao seu lado em seus momentos de mais dificuldades. Prometa que nunca irá desistir.
— Eu prometo pai. Eu prometo que eu nunca irei desistir no meio do caminho.
Abriu os olhos determinada, levantou-se e assim que o gigante iria pegá-la, ela pulou brutalmente para trás acabando tropeçando, levantou-se e se decidiu, decidiu que nunca iria desistir no meio do caminho.
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Dois anos depois
Muralha Rose
14h18min
O médico suspirou dando uma pequena olhada, novamente, no exame, deixando a menina apreensiva, mordia o lábio inferior inchado, devido a uma briga que teve pouco antes de parar ali, estava machucada, mas não tanto quanto aquela menina, um sorriso apareceu-lhe com este pensamente, mas voltou a ficar apreensiva ao ver a expressão de pena no rosto do médico, ficou pensando se a outra menina fez algo com que a fizesse com que ficasse doente.
— Há algo de errado, doutor? — remexeu-se de modo desconfortável na poltrona, o médico suspirou entregando-lhe o exame, pigarreou, e vendo que ele começaria a falar, desistiu de lê-lo, esperou explicações vindas do médico experiente.
— Bom, senhorita, você tem sentindo alguns desses sintomas: tosse constantemente, dispnéia¹, dor torácica², perdido peso, cansaço? — Ayame não entendeu o motivo da pergunta, mas resolveu ignorar a dúvida em sua cabeça e responder o médico que esperava uma resposta concreta.
— Sim, na verdade eu comecei a sentir isso faz poucos meses, para mim, isso pareceu normal, achei que estivesse gripada ou algo do tipo. — o médico suspirou encarando-a e a garota de cabelos róseos não sabia mais o que fazer, aquela expressão de pena e compaixão no rosto do médico assustou a menina, engoliu em seco, já esperando algo pior.
— Senhorita Ayame, você está com câncer no pulmão. — o choque das palavras do médico fez à rosada ficar tonta, sua cabeça rodava, ela nunca imaginaria que teria uma doença tão trágica assim, piscou repetidas vezes, tentando controlar sua mente que negava a acreditar naquele absurdo, certo que sua avó morrera de câncer no pâncreas, mas ela não imaginaria que acabaria por ter câncer assim como ela, e talvez, também morra de câncer, assim como ela.
— Como...? — sua voz saíra tão fraca que assustara a mesma, seu mundo parecia ter acabado ali, e agora, ela não teria mais vida.
— O câncer de pulmão é um dos tumores malignos mais comuns. A doença pode ser de dois tipos diferentes: o de pequenas células e o de não pequenas células (o mais freqüente), o tabagismo³ é o principal fator de risco para o câncer de pulmão e é responsável por 90% dos casos; o câncer pulmonar primário é raro para não fumantes. — o médico respirou fundo, pausando. — Entre os outros fatores que devem ser considerados estão à exposição de certos agentes químicos (asbesto, arsênico), a metais pesados (níquel, cromo), os fatores genéticos, a presença de doença obstrutiva crônica, como enfisema pulmonar e bronquite, e história familiar de câncer de pulmão. Em sua família, ouve alguém que teve câncer?
— Minha avó, ela morreu de câncer no pâncreas. — disse-lhe sem emoção na voz, os olhos estavam sem vida, como se lembrasse de algo que ela odiava, a menina abaixou o olhar. Cabisbaixa, e de modo baixinho, ela perguntou ao médico: — Tem como evitar minha morte?
— Claro que sim! — se exaltou encaixando seu olhar no dela. — Se você tomar o medicamente corretamente, três vezes ao dia, não é comprimido que você simplesmente toma, é um líquido que deve ser injetado por uma seringa. Mas o medicamento é muito caro.
— Isso não é problema para mim. — exclamou levando-se da maca o que assustou o médico, mas o mesmo não disse nada, sabendo que de nada adiantaria falar isso para a neta de Pixes. — Passo aqui amanhã para pegar os medicamentos, e trarei o dinheiro.
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Dois anos depois
Muralha Rose
Tropas de Exploração
— Eu nunca entendi o porquê da Ayame só aparecer quando estamos em apuros, ela apenas aparece quando quer, ela deve ter algum tipo de privilégio por ser a neta de Pixes. — retrucou a mulher de cabelo marrom, usava óculos e tinha uma expressão cansada na face, o homem resmungou sentindo a brisa bagunçar-lhe seus cabelos negros curtos, uma carranca forte se formou em seu rosto e seus olhos negros não tinham brilho. — Se bem que ela não tem cara de quem faria isso, parece tão concentrada, séria, não fala com ninguém, acho que ela não faria isso.
— Deixe-a em paz, Hanji. — reclamou com a garota, apesar de também estar curioso para descobrir o porquê que a garota quase nunca aparecia na base, um curto sorriso apareceu em sua face ao lembrar-se dos olhos negros de Ayame, ele iria descobrir, ele sabia que sim.
Notas finais
Dor torácica²: Dor ou desconforto de qualquer jeito, mas que se localiza na região do tórax.
Tabagismo³: Pessoa que fuma, fumante.
Bom, gente, eu espero que vocês tenham gostado. Até o próximo capítulo.
Então gente, se vocês quiserem fazer perguntas sobre Ayame, Levi ou sobre qualquer outro personagem, é só me perguntar que eu irei responder vocês pelos comentários mesmo. Até o próximo capítulo.
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