Sangue Maldito
37 Punida e Analisada
Notas iniciais

Depois de contar tudo o que havia acontecido para Yui voltei para o meu quarto, mas minha paz não durou muito, pois logo o Edgar apareceu e disse que o Reiji queria que eu fosse até a sala dele, nessa hora me subiu um frio na espinha e eu comecei a rezar para que o Reiji não fizesse nada.
Dirigi-me até a sala dele e bati na porta, Reiji pediu que eu entrasse e foi o que eu fiz, porém continuei perto da porta para o caso de precisar – inutilmente – fugir.
– Sente-se. – mandou calmamente. Ele parecia calmo demais para o meu gosto.
– Não precisa, está bom aqui! – retruquei dando um sorrisinho amarelo.
– Não seja mal-educada em minha presença! – avisou com um olhar ameaçador, na mesma hora eu corri até a poltrona a frente dele e me sentei. – Ótimo!
– E então, o que você quer falar comigo, Reiji-san? – perguntei apreensiva. Eu já estava preparada para ouvi-lo dizer que me puniria pelo que eu fiz no salão de jogos.
– Ultimamente suas atitudes têm me trazido grandes problemas. Eu sou um homem ocupado e não posso gastar todo o meu tempo concertando suas confusões, por isso a partir de agora qualquer pequena intriga que você causar terá uma punição. Estou sendo claro? – disse completamente sério. Eu engoli em seco, infelizmente eu não consigo não me meter em confusões, por isso algo me dizia que eu seria constantemente castigada.
– Sim, Reiji-san. – respondi de cabeça abaixada.
– Excelente. – disse se levantando e parando na minha frente. – Agora vamos à sua primeira punição. – anunciou e na hora eu ergui minha cabeça com um olhar assustado. Como assim? Ele já iria me punir? Não era justo, afinal ele devia ter avisado isso antes. – Levante-se! – ordenou. Fiz o que ele disse e o encarei.
– O que você pretende, Reiji-san? – perguntei receosa. Por favor, que não seja uma coisa muito dolorosa!
– Quieta agora! Fale uma palavra e sua punição será mais severa. – avisou com um olhar superior. Gente, o Reiji está me dando muito medo com todo esse suspense. Fiquei calada e logo ele agarrou meu pulso e me puxou para ficar perto dele. – Eu poderia te açoitar, mas seu corpo já está tão marcado que não teria a menor graça! – sussurrou sadicamente. Ele disse “açoitar”? Minhas pernas bambearam e eu estava prestes a cair quando Reiji me segurou.
– Por favor, Reiji-san, não me chicoteie. – implorei com a voz num murmúrio assustado. Ele deu uma risada debochada e me empurrou até uma estante de livros.
– Sua expressão de medo me agrada, no entanto eu ainda prefiro sua expressão de dor. – disse com um sorriso sádico e ameaçador. Ele deslizou a mão pelo meu pescoço até o fecho da jardineira e o abriu fazendo a parte da frente cair, depois foi aproximando sua boca do meu pescoço, eu fechei os olhos e esperei, entretanto de repente ele me virou de costas e mordeu minha nuca com violência eu gritei tanto de surpresa quanto de dor.
Pude sentir o sorriso do Reiji contra minha pele enquanto ele bebia o meu sangue de forma veloz e brusca, a cada gole que ele dava eu gemia de dor. Essa foi a mordida que mais me atingiu desde que eu saí daquela Dama de Ferro. Um longo tempo depois – pelo menos para mim – Reiji tirou as presas da minha pele e me virou, estávamos novamente cara-a-cara e ele segurou meu queixo de forma a encará-lo.
– Espero que tenha aprendido a lição. – disse sério, eu apenas assenti. – Da próxima vez será pior. – avisou e novamente eu apenas assenti, então Reiji simplesmente me beijou e foi ainda mais quente que o anterior. Eu agarrei a cintura dele puxando seu corpo para o meu e ousei adentrar minha mão por baixo da roupa dele, deslizando-a pela sua barriga fria e definida. Reiji fez o mesmo, com a pequena diferença que ele estava deslizando a mão pela minha coluna, o que me fez ficar toda arrepiada. Então do nada ele me soltou e disse com seu tom usual. – Retire-se.
Eu saí dali cambaleante e ofegando que nem louca, arrumei minha roupa rapidamente. Caramba, o que é que o Reiji estava fazendo comigo? Suspirei e segui para o jardim. Nem mesmo em toda minha vida eu poderia imaginar que o Reiji, repetindo “o Reiji”, era capaz de me deixar dessa forma com apenas um beijo.
– Que fogo é esse? – perguntei para mim mesma enquanto me jogava em um banco do jardim e me abanava.
– Com calor? – alguém perguntou atrás de mim. Eu me sentei e encarei Ruki que me analisava com um sorriso de canto.
– Pois é, hoje está bem quente. – respondi normalmente, na realidade hoje estava era bem frio. Ruki se sentou ao meu lado e disse sedutoramente.
– Quem sabe eu não apago esse seu fogo.
– Não, obrigada! – recusei irritada e me levantei para entrar na mansão, havia algo nesse homem que me incomodava. Infelizmente ele me agarrou e me jogou no banco segurando meus pulsos para eu não fugir.
– Você não tem escolha. – falou com um sorriso calmo. Eu suspirei em sinal de desistência, eu realmente não tinha escolha. Ruki sorriu vitorioso e levou meu pulso sem ataduras até sua boca mordendo-o em seguida, cerrei meus olhos ignorando a dor. Logo que parou de beber o sangue do meu pulso foi diretamente ao meu pescoço, contudo não o mordeu, apenas começou a beijá-lo e chupá-lo arrancando de mim alguns suspiros e gemidos baixinhos.
– Ruki-san, não faça isso. – falei meio que suspirando. Ele mordiscou minha orelha e eu soltei uma exclamação de surpresa junto com um gemido, Ruki riu e me soltou ficando de pé.
– Você é mesmo uma garota intrigante. – comentou esboçando um sorriso e sumiu em seguida. Quê? Quer dizer que ele fez tudo isso só para analisar minhas reações? Ele é mesmo um sacana manipulador!
Voltei para o meu quarto, estava precisando urgentemente de um pouco de descanso de toda essa loucura, tirei as sapatilhas e a jardineira ficando somente com a blusa de frio e com as meias e deitei-me na cama. Estava quase adormecendo quando me sinto ser abraçada, não me dou o trabalho de ver quem é, apenas me aconchego mais no corpo frio e durmo.
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