Sangue Maldito

49 Provocações


Notas iniciais
Yo, minna, eu sei que tô demorando bastante e espero que não estejam muito irritadas comigo! Bem, de qualquer forma eu vou dar um presentinho de Natal atrasadíssimo para vocês e vou fazer uma sequência de três capitulos: dois hoje, um agora de madrugada e outro de tarde e um amanhã... Espero que fiquem felizes com isso! Espero que tenham tido um ótimo Natal e desejo um ótimo Ano Novo!

Eu fui até uma caixa de som bem grande e conectei o meu mp3 nela, fui rolando a playlist até chegar a uma música que cairia perfeitamente, era Going to Hell de The Pretty Reckless, a letra falava sobre uma garota que fazia tantas coisas ruins que iria para o inferno sendo carregada pelo diabo. Irônico não?

Aumentei o som e coloquei a música, ela começava com um sussurro e eu apenas continuei de costas, mas logo que a guitarra começou eu me virei e fui rebolando até o Kou logo que a vocalista começou a cantar eu dei as costas para ele e fui me afastando e dançando.

Quanto mais eu rodopiava por aquele salão, mais percebia o quanto aquele uniforme era incômodo, então eu fui tirando o casaco, depois o colete, os laços e os sapatos também, tudo sem parar de dançar sequer uma vez. Abri dois botões da camiseta branca que eu estava usando, agora sim estava muito melhor.

Notei vagamente que agora todos os vampiros estavam dentro do salão, nem reparei muito na expressão deles. Foi então que passou uma parte que dizia: “Pelo jeito que eu machuco enquanto levanto a minha saia”, e eu parei bem de frente para eles e levantei minha saia bem lentamente mordendo os lábios, só que sem mostrar a calcinha. Então eles me olharam de um jeito predador e eu voltei a dançar sem dar atenção para eles.

Em uma parte um pouco lenta da música resolvi fazer algo especial para o Kou, já que era para ele que eu estava dançando. Fui andando sensualmente até ele, eu segurava a barra da minha saia um pouquinho levantada e um lado da minha blusa havia caído deixando o meu ombro a mostra, por sorte não era o lado que Reiji havia mordido. Quando estava cara a cara com o Kou e ainda dançando bem lentamente eu comecei a sussurrar a música no ouvido dele.

Please, forgive me Father (Por favor, me perdoe, padre) – cantei e fui para trás dele sussurrando no outro ouvido. –I didn’t mean to bother you (Não queria incomodá-lo) – voltei para frente dele e sussurrei em seu outro ouvido. – The devil’s in me, Father (O diabo está em mim, padre) – então eu fitei os olhos dele e cantei o último verso, Kou parecia hipnotizado. -He's inside of everything I do (Ele está dentro de tudo que eu faço) – a guitarra voltou com tudo e eu apenas dei as costas para ele como se não tivesse feito nada, voltei com toda minha dança louca.

Fazendo passos improvisados no ritmo e liberando tudo que eu sentia, então no finalzinho da música quando a guitarra e bateria estavam em sua força total eu comecei a girar sem sair do lugar com os braços erguidos, quando todos os instrumentos pararam eu parei também, eles deram uma pausa e tocaram a última nota da música comigo me ajoelhando de vez no chão com as mãos juntas e a cabeça baixa como se estivesse rezando.

Depois que qualquer vestígio de música sumiu do salão eu me deixei despencar no chão, completamente ofegante, suada e cansada.

– Ningyo-chan. – Kou chamou.

– Nyaaa! Kou-kun, não me faça dançar de novo eu estou morta! – implorei colocando as mãos no rosto e virando de lado. Ele seria mesmo tão cruel a ponto de me fazer dançar de novo?

– Eu só ia dizer que essa foi muito melhor que a outra. – disse e eu sabia que ele estava com um sorriso debochado. Fiquei surpresa com isso, o encarei ainda deitada.

– Por que você nunca me disse que dançava, Muchi-chan? – Laito me perguntou, parecia chateado.

– Ninguém nunca perguntou. – respondi simplesmente.

– Nunca vi alguém dançando assim. – Ruki comentou meio pensativo.

– É porque eu não sigo uma dança específica, apenas vou no ritmo que a música me levar. – esclareci olhando para o teto abobadado do salão.

– O seu jeito de dançar é muito inadequado. – Reiji disse com seu tom rígido, eu apenas ri e me lembrei de como ele não foi nem um pouco adequado naquela sala de aula.

– Tora-san, você gosta muito de dançar, não é? – Azusa conjecturou com aquele jeito fofo dele.

– Ah, gosto muito, Azusa-kun, mas eu não sei dançar nada específico como o Kou-kun. – respondi com um sorriso, eu queria muito olhar para eles enquanto respondia, porém não conseguia nem me mover direito com todo aquele cansaço.

– Mesmo assim gostei da sua dança, Tora-chan. – Kanato falou com aquele jeito fofo dele. – E o Teddy também, não é Teddy? – acrescentou.

– Se você gostou, Kanato-kun, eu posso dançar para você outra hora. – ofereci gentilmente e consegui forças para olhá-lo, ele estava com os olhos brilhantes e com um sorriso fofo.

– Se é assim, então você também vai ter que dançar para mim, Jujuba! – Ayato exigiu. Revirei os olhos.

– Hai, hai! Eu danço para todo mundo que quiser! – declarei, não queria que começassem a brigar por causa disso.

– Oe, Ningyo-chan, isso não é justo! Você fez um acordo comigo! – Kou se revoltou. Eu cocei meus olhos e bocejei.

– Eu vou continuar dançando para você, mas saiba que eu nem precisava fazer mais isso já que tirei minhas ataduras. – retruquei me espreguiçando.

– Ah, é? Deixa eu ver! – disse todo curioso e apareceu ao meu lado. Eu suspirei e me sentei com certa dificuldade, Kou esticou as mãos em direção aos botões da minha camiseta, mas eu as afastei com um tapa.

– Eu tiro, seu pervertido! – falei irritada e comecei a desabotoar a blusa.

– Vai tirar a roupa no meio do salão de festas? – Shu perguntou erguendo uma sobrancelha.

– Aff, todos aqui já me viram de lingerie! – retruquei revirando os olhos e continuando a desabotoar a camisa.

– É claro, você não se dá o respeito. – Subaru disse maldosamente. Eu parei de fazer o que estava fazendo no mesmo segundo.

– Eu não me dou o respeito? – sussurrei para mim mesma, aquilo tinha doído bastante, no entanto tinha me deixado com mais raiva ainda. Levantei-me com os punhos cerrados.

– Você não deveria ter dito isso, Subaru. – Yuma disse com um meio sorriso, divertindo-se com a desgraça que cairia sobre o Subaru. Eu respirei fundo, e o encarei friamente.

– Tem razão, Subaru-kun, eu sou uma vadia muito louca. E se você não gosta, com certeza, há quem goste! – falei do jeito mais calmo e com o sorriso mais frio que consegui. – Vem, Kou-kun, não estou aguentando esse ambiente. – chamei o Kou e fui andando pela sala pegando minhas roupas e me dirigindo à saída, porém antes de sair me virei e disse. – Ah, sim! Eu aposto que aquela mulher de rosto triste no salão de noivas não estaria nem um pouco feliz com sua atitude.

– O QUE VOCÊ SABE SOBRE ELA? – gritou furioso, eu apenas dei um sorriso triste sem nada dizer e fui embora.

Kou havia sumido para algum lugar, então eu decidi tomar um banho, peguei uma calcinha e uma camisola no quarto e fui para o banheiro. Usei a ducha em vez da banheira e cantava Scarborough Fair enquanto me banhava, ao terminar vesti-me e voltei ao quarto.

– Pelas suas cicatrizes já sei o que aconteceu. – Kou disse assim que eu fechei a porta. Eu suspirei.

– É tão óbvio assim? – perguntei cansada.

– Cicatrizes como essas não são comuns e os objetos que as causam muito menos. – respondeu com um sorriso convencido. – Venha aqui. – chamou batendo o espaço ao seu lado da cama. Eu estava cansada demais para tentar fugir ou para manda-lo sair, então só fiz o que ele pediu e me sentei ao lado dele. Kou pegou o meu braço coberto de linhas rosadas e examinou, eu estava estranhando o jeito dele de não estar tentando nada, só que não durou muito já que ele começou a deslizar a mão pelo meu braço, chegou ao ombro e subiu para o meu pescoço. Aquilo era tão bom e relaxante que decidi não para-lo. – Você sempre fica machucada, não é? – perguntou suavemente, essa voz não combinava com ele.

– Fazer o quê se moro com dez vampiros sádicos? – respondi distraidamente.

– O que você acha se eu te machucar um pouco mais? – sussurrou em meu ouvido.

– Vá em frente, eu estou muito cansada para fugir ou protestar. – respondi dando de ombros, Kou me deitou na cama e desceu até o colo do meu seio onde mordeu não muito forte.

Ele ficou lá bebendo meu sangue por algum tempo e eu já estava quase dormindo, não é desmaiando é dormindo mesmo. Estava praticamente adormecida quando Kou tirou as presas dele de mim e começou a dar beijos pelo meu colo e pelo meu pescoço, uma mão acariciava minha perna e a outra o meu braço. Despertei no mesmo instante.

– Kou-kun, o que... – nem tive tempo de terminar a pergunta e os lábios dele já estavam colados aos meus. Sabe aquele beijo que você vê nos filmes e pensa: “É lógico que não existe um beijo como esse!”, pois bem... Ele existe e o Kou é o dono dele.

Não é um beijo experiente, mas sim cheio de desejo e completamente sem controle, nossos lábios se separavam e se juntavam em questão de segundos, nossas línguas se entrelaçavam loucamente. Eu não tinha tempo para pensar, tudo que eu podia fazer era seguir meus instintos. Agarrei o cabelo do Kou e ele apertou minha coxa puxando minha perna até sua cintura, desci minhas mãos pelas costas dele e enfiei-as por baixo da roupa então fui subindo-as novamente e levando a roupa junto, deslizando minhas mãos por aquelas costas fortes.

Kou deslizou a mão da minha coxa até minha bunda e com a mão livre ele segurou minha cabeça e nos virou me fazendo ficar em cima dele. Fiquei com falta de ar e me separei um pouco dele, o encarei por um momento e decidi tirar a franja dele do seu olho, quando o fiz fiquei intrigada, pois não era azul e sim vermelho.

– É tão bonito! – elogiei hipnotizada. As duas mãos do Kou agora apertavam meu bumbum, entretanto eu preferi deixar como estava.

– É uma joia, lógico que é bonito. – disse azedo.

– O que houve com seu olho de verdade? – perguntei preocupada.

– Eu o arranquei. – respondeu simplesmente. Eu fiquei chocada, queria saber porque ele havia feito aquilo, mas não queria forçar então só disse.

– Quer me falar sobre isso?

– Não. – negou amargamente. Eu sorri e encostei minha testa na dele.

– Tudo bem. – falei suavemente, não queria deixa-lo irritado para acabar sobrando para mim. – Quer dormir aqui? – questionei fitando-o.

– Só se voltarmos ao que estávamos fazendo. – respondeu com um sorriso malicioso enquanto apalpava minha bunda.

– Não, mas eu deixo você me dar um beijo de boa noite. – retruquei firmemente.

– Acho que isso está bom por hoje.

Notas finais
Going to Hell - The Pretty Reckless: https://www.youtube.com/watch?v=bmtbg5b7_Aw Tradução: http://www.vagalume.com.br/the-pretty-reckless/going-to-hell-traducao.html Eu vou tomar todo o seu corpo. Você sabe que me deseja e eu vou te dar todo o prazer que quiser, mas também vou te fazer sentir toda dor que eu puder. Não fique com medo, você só precisa ser um pouco maus masoquista esta noite! Kou Mukami