Sangue Frio

32 Olá Columbia


PDV Cat

No outro dia , Carlos levanta com uma animação diferente . Eu não o compreendia . Seu irmão não havia falecido ontem ? Pensei . Deixa , percebi em seu olhar que a realidade era que ele veria sua família que ele já estava afastado à 11 anos .

Levantei logo em seguida, abri de vez as cortinas . Estava decidida , hoje , era dia de mudanças. Não por mim mais pelo meu amado Carlos .

Ele arrumava as malas,de uma forma depressa que eu nunca vi .

Foi então que eu me dei conta que era muito cedo , olhei para o relógio da sala que apontava exatas 5 horas .

Arrastei os chinelos com cara de sono até a cozinha e fiz algumas torradas . Fui para o banheiro , escovei os dentes , lavei todo o meu rosto e .. Passei um reboco na cara , era algo importante mais não precisava de toda minha dedicação e esforço , afinal , eu vou para a Columbia . O lugar exato fica em uma localização afastada da cidade grande , eu não precisava me arrumar tanto assim .

Esperei um pouco ali diante do guarda-roupa na expectativa de que as roupas viessem até mim . Vesti um vestidinho rosa com flores verdes , eu não me importava com quanto achavam que eu era criança com essa roupa , Carlos me conhecia e isso me bastava .

Ouvi um barulho de porta malas feixando , desci correndo ao encontro dele :

– Cedo, né ?

– sim amor , tive insonia . Não consegui dormir a noite toda .

– ansioso ?

–muito !

– vamos ? Disse ele .

Olhei para o céu nublado que apontava chuva , e estava a noite ainda . (praticamente )

– e minhas malas , eu nem arrumei .

– eu arrumei para você , agora , vamos ?

– por isso vi que faltava algumas coisas . — espera . Meu celular vou buscar .

– seria este aqui ? Perguntou ele rindo e entregando o telefone .

– Vamos ??

Entramos no carro e logo começa chover , Carlos me entrega as chaves com um olhar implorando para que eu tivesse um pouco de maturidade e cuidasse das chaves . Eu virei a cabeça para a minha janela .

A chuva caia e batia no vidro enquanto eu apertava as chaves.

Passado alguns momentos eu percebi , na realidade hoje eu estava imprestavel . Estava com preguiça e sem nenhuma vontade de continuar essa viagem .

Passou mais 50 minutos e percebi que minha vida estava chatérrima . Carlos desceu a um posto para comprar alguns biscoitinhos . Eu não queria prosseguir . Ele tambem não deveria . A Mãe dele nem se quer lembrou dele , pra que isso , mais continuei calada. Na minha .

A viagem continuou e as horas só passavam, mais não rendiam, meus pensamentos vagavam entre a chuva o mato e as paredes sujas dos túneis .Elas eram desenhadas mais com sujeira , na realidade grifadas ,e nesse momento eu pensei no que eu faria da vida .

Minha mente pertubada estava sendo prejudicada pela sombra da distancia , ficar longe de Forks não me fazia bem , o alívio é que era apenas 5 dias .

Eu tentava fazer que minhas horas mizeráveis passasse normais e eu olhava as nuvens tentando descobrir os desenhos .

Nenhuma música , nem um barulho, no puro silencio eu e o Carlos não estavamos conversando e o único e absoluto barulho era o das chaves balançando em meu colo a cada vez que o carro passava num quebra molas .

Mais Carlos sorria , não sei se era felicidades ou talvez lembranças , ele olhava para frente e sorria . Eu não estragaria esse momento nunca .

E então eu adormeci .

– acorda !! Acordei assustada enquanto Carlos balançava meus ombros .

Eu olhei em volta e vi um lindo lugar , como se fosse um campo cheio de flores lagos e cachoeiras , imagem linda . Mais no meio do mato .

Então vi uma placa escrita " BOSQUE DAS ROSAS VERMELHAS " ...

Bosque ! Essa era a palavra que eu procurava para definir esse lindo lugar .

– foi aqui que eu cresci . Diz Carlos descendo as malas do carro .

– pelo menos até os 9 anos . . .