PDV Reneé

Depois que eu e Charlie conversarmos muito, chorei a noite inteira. Acordei de manhã e parece que o tempo passou tão rápido, eu estava com olheiras profundas , mais uma vez estou chorando na porta do quarto da Tori para que ela fosse tomar café, e eu não esperava que ela me empurrasse da frente dela como se eu não fosse nada, e descesse as escadas com raiva , pegasse um biscoito e saísse para fora. Parece que todos aqueles dias tristes e sozinha em casa estavam voltando com muita vida
PDV Tori
Droga! Mais um dia de aula e eu estou aqui resmungando e brigando com minha mãe como sempre, e claro que eu odeio ir apé para a escola , mas eu não quero andar no carro com minha mãe nem de meu pai e fazer compania para eles ... e eu não tirei da cabeça, essa paranóia de que se eu morresse deixaria de atrapalhar essas pessoas que insistem em invadir meu mundo.
1,2,...3 entro na escola com o capuz na cabeça e em volta os olhares dos jovens curiosos em mim, entro na sala bem antes do sinal tocar e me sento fundo da classe ouvindo música, ao bater o sino tudo ocorre como sempre, só que me distraí do olhar cuidadoso e observador do professor e ele viu eu me cortando, que ótimo , gestoria na primeira aula.Eu me corto porque prefiro sentir dores exteriores.Até hoje me lembro do dia em que descobri que era adotada,e me martelo a saber pelo menos o nome dos meus pais, saber quem eles são...
Na terceira ula ,gestoria de novo porque estava ouvindo música e amanhã só entro acompanhada do meu pai... e agora? e para fechar o pacote, sou mandada mais cedo pra casa...
Na esquina eu vejo uns carros estranhos e minha mãe choranndo sentada no chão, eu entro correndo meio rouca
–Oque aconteceu? o que você fez com minha mãe? — perguntei meio desesperada, ele me olha bravo
–Por que chegou tão cedo? O que você fez dessa vez? — eu o ignorei e vi ele acenar com a cabeça, sinto uma mão dura comomármore apertando meus braços
– Chega Victória, é o melhor para todos nós, você vai para um reformatório — ele terminou e eu o olhei não acreditando no que oivi, mas então olho no canto da porta e vejo duas malas, me soltei , ajoelhei e dei um beijo na testa de minha mãe, não a deixaria sem uma despedida.Mas afirmei a mim mesma que seria a última vez que veria aqueles dois, passei pelo meu pai sem ao menos o olhar,entrei no carro dos grandalhões e vi minha casa ficando pequena aos poucos
Ao chegar naqueleacampamento gigante e cheio de jovens estranhos e muito mosquito ouço uma voz grossa e medonha falar atraz de mim
–Bem vinda novata,pode me acompanhar Victória?- eu me viro com um loiro, com os cabelos quase nos ombros, olhos verde escuro e bem alto ,cujo sorriso achei que parecia o meu...

Notas finais
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