Notas iniciais
(N/A) Olá corações! Como estão?
Sei que eu disse que não iria demorar, mas tive imprevisto! Então, sem mais delongas e espero que gostem.

- Então você quer colocar câmeras pela casa? E aonde vamos conseguir que um Juiz permita isso sem provas concretas contra o Volturi?

— Temos provas para conseguir isso sim, muitas, mas não podemos confirmar qual dos irmãos são.

— Teríamos que colocar na casa dos dois. – Jacob disse.

— Isso é o de menos, eu consigo. – disse Renesmee convicta levantando-se da cadeira da varanda da casa.

— E o Juiz?

— Conhece algum que não goste do Volturi?

— Sim, foi o mesmo que pedi para averiguar qual seria a porcentagem que poderia incriminar Aro em um possível julgamento, foram nulas.

— Se ele não gosta do Volturi é bem possível que nos ajude, e melhor ainda, que não chegue aos ouvidos dele. – disse Renesmee pensativa enquanto caminhava de um lado ao outro na pequena varanda de casa. Jacob acompanhava o caminhado da ruiva com olhos atentos.

— Dá para você parar quieta um pouco?

— Arrisque-se com o Juiz que eu pago a aparelhagem toda. – Renesmee disse o ignorando.

— Porque pagar se temos na própria delegacia? – Jacob revirou os olhos e Renesmee bufou.

— Teríamos que pedir a terceiros e isso não seria bom para nosso sigilo.

— Ok, você venceu nessa.

— Oi... – Petter saiu de casa com pijama cumprimentando Jacob – Mãe, eu vou dormir, boa noite.

— Vem cá para eu te dar um beijo de boa noite.

— Argh não mãe, to fora.

— Ok crescidinho, mas antes se apresente ao Jacob direito e depois vá dormir.

— Jacob. Jacob Black? – o garoto perguntou com os olhos brilhantes.

— Sim, porque? – Jacob perguntou intrigado.

— Você apareceu na TV no caso de uma menina desaparecida ano passado?

— É, eu cuidei desse caso sim, mas porquê?

— Cara, você é o máximo! Eu fiquei muito intrigado e tudo o mais, e era o padrasto dela que a tinha raptado!

— Sim, sim, e a mantinha em cárcere privado.

— Carcele o que?

— Cárcere privado meu amor, é quando uma pessoa é presa em um lugar. – disse Renesmee docemente.

— Ah! Mas sério, que meu pai não ouça, mas você é tipo um herói pra mim.

— Obrigada cara, mesmo. – disse Jacob sorrindo constrangido.

— Petter venha dormir! – Bella gritou de dentro de casa, o menino bufou.

— Estou indo! – gritou de volta – Tenho que ir! Boa noite.

— Hey garotão, toca aqui. – disse Jacob, os dois deram um soco de leve um na mão do outro.

— Escovou os dentes? – perguntou Renesmee antes de Petter entrar.

— É claro né mãe. – ele bufou.

— Ótimo garoto Ness... Renesmee.

— Ness? Ok, nem vou perguntar o que significa isso, e sim, ele é um ótimo garoto.

— Ele é mais parecido contigo, só os cabelos que são mais do Nahuel... – Jacob disse divagando.

— Todos falam isso. – cortou a ruiva — Mas então consegue ligar para o Juiz?

— Não está se achando muito afoita não? Vou ligar para ele. – dito isso o moreno fez o que tinha de fazer, marcou um lugar discreto para se encontrar com o juiz, assim que desligou, a ruiva o olhava apreensiva. – Está tudo certo Ness, eu vou indo.

— Obrigado Black, mas não sou nenhum mostro do lago Ness.

— Acredite também não acho que você seja um monstro, muito pelo o contrário. – ele piscou descendo a pequena escadaria da varanda.

— Hey tem um lugar seguro para, sabe, nós encontrarmos?

— Que tal minha casa? – ele disse sorrindo maliciosamente e ao mesmo tempo brincalhão.

— Não muito obrigado.

— Então na casa da Rachel.

— Acha que é seguro? Digo para ela?

— Bom, acho que sim. Além do mais, vou pedir para que ela não escute a nossa conversa. Até amanhã na delegacia. – então começou a andar novamente até o carro

— Hey Black.

— Oi? – ele se virou impaciente, estava cansado e amanhã teria trabalho.

A ruiva se aproximou com passos lentos até ele, pisando com pés descalços gramado e ficando frente a frente com o moreno.

— E-eu acho que nunca lhe disse, e acho que nunca é tarde demais, não é? Bom, obrigada por ter aceitado cuidar do caso. – disse sorrindo de lado.

— É meu dever, eu faço isso porque gosto.

— Mesmo assim. – a ruiva mexia as mãos nervosamente e Jacob percebeu, gostando da sensação dela estar quase que tímida ao lado dele, ele tocou os lábios rosados dela de leve e durante alguns segundos que pareceram eternidade, seus olhos grudados, mas ele sabia bem que ali não era o momento e nem a hora, ele sorriu e beijou o rosto da ruiva ternamente.

— Até mais Nessie. – e então caminhou até o carro deixando a ruiva sem reação.

— Bom dia senhorita Cullen. – disse Scott sorrindo.

— E aí o domingo foi muito cansativo sem mim?

— Sim, Leah que pirou, mas não diga que eu lhe contei isso. – ele cochichou e os dois riram.

— Seu segredo está bem guardado, além do mais ela sempre reclama, acho que vou dar uma semana de pausa para ela respirar.

— Apoio totalmente!

Renesmee sorriu e se encaminhou até a sala, onde Leah mexia no computador com uma mãe enquanto a outra pousava raivosamente a cabeça.

— Bom dia. – Renesmee disse depositando sua bolsa em um canto da sala.

— Bom dia. – resmungou Leah.

A ruiva não disse nada, escreveu algo e depois saiu da sala, voltando com um papel e jogando na mesa da morena.

— Quero que dê uma olhada nos papéis.

— Mais? – Leah disse suspirando profundamente – Depois eu olho.

— Eu preciso para agora. – disse Renesmee sorrindo misteriosamente

— Agora? Ok. – a morena começou a ler o papel e um sorriso foi brotando do rosto dela e logo sua feição estava radiante. – Duas semanas? Sério?

— Eu sei que as férias que eu lhe devo é muito mais que isso, mas por enquanto é isso que posso lhe dar.

— Eu sei disso, e agradeço muito minha amiga, eu realmente precisava de um descanso, mas algum fofoqueiro lhe disse algo não é?

— O que importa? Não era isso que você pedia.

— Vou deixar essa passar, mas aposto que foi esse menino Scott.

Renesmee riu balaçando a cabeça em negativa.

— Ele é um bom garoto.

— Mas gosta de uma fofoca...

— Eu confio nele. Mas antes que saia de férias, devo-lhe comunicar que fui convidada para ir à festa do Aro Volturi.

— Também fui, e imaginei também que ele te convidasse, mas não tive tempo de lhe telefonar. Você vai?

— Claro que vou e você?

— Vou estar lá com o Embry. – disse Leah sorrindo.

— Hm... Estou vendo que houve progresso no relacionamento.

— Que relacionamento? Curto muito Embry, mas na real, o bom é só ter um homem para nós aquecer na noite mais fria.

— Sei... Então você não sente que está flutuando pelo ar, sua barriga está cheia de borboletas, suas pernas parecem gelatinas, e-e você só consegue olhá-lo e a ninguém mais?

— Hmm... Parece que não sou eu a apaixonada aqui. Que está amando senhorita Cullen?

— E-eu fui pelo Nahuel.

— Você gaguejou! Está apaixonada.

— Quem está apaixonada? – Jacob perguntou entrando.

— A Leah pelo Embry. – respondeu Renesmee rapidamente com um nervosismo explicito.

Leah sorriu para a ruiva do tipo “Já entendi!”

Jacob resmungou algo do tipo “Espero que ela não se decepcione com ele” ou algo assim e sentou em sua cadeira sem perceber que a ruiva estava quase da cor dos cabelos dela.

Leah sorriu cumplice para a amiga que lhe deu a língua como uma criança birrenta e que preferia mentir ao dizer o que estava ali para todo o mundo ver.

A semana transcorreu bem, alguns crimes antigos foram descobertos, e mais nenhum estupro que levasse aos irmãos Volturi’s foi encontrado. O Juiz tinha aceitado que Jacob instalasse as câmeras, mas como já previsto teriam que instalar na casa dos irmãos e não somente de Aro, Jacob prometeu mesmo que algo assim fosse quase impossível quando se tratava de Hades, o antissocial e ladrão.

Renesmee passou uma boa parte dos dias que aproximavam a festa tentando encontrar o vestido perfeito para estar na cripta do seu mal feitor, ela tinha que demonstrar que tinha um grande apresso por ele e respeito, é claro que pensar estar na cada dele e perto dele lhe dava nojo e pavor, mas isso ela varria para debaixo de um tapete e transparência estar calma, entretanto, Jacob sabia o nervosismo dela com a aproximação da festa e sabia que nada podia fazer, a ruiva negaria que se sente mal, mas o pouco tempo que a conhecia e o ataque que ela teve fez com que ele visse o quão abalada ela estaria e sabia que estar com ela na festa seria um apoio para que ela não gritasse tudo o que sentia e não somente isso, ele sabia que toda vez ele não estaria ali para apoia-la e ela precisava de uma ajuda profissional.

— Está bom? – Renesmee disse girando com um vestido branco.

— Hurrum, eu amei. – disse Claire com a boca cheia de bolinhos. Nahuel já sabia da gravidez, invés de gritar de felicidade, ele desmaiou.

— Eu também, Jacob vai amar. – Rachel disse sorrindo maliciosamente.

— Faço das palavras da Rach, as minhas. – disse Leah sorrindo enquanto olhava um vestido. – Acho que vou de vermelho. – disse mostrando a peça.

— Lee querendo sempre causar. – disse Renesmee ignorando o que Rachel e Leah tinham dito. As três fizeram um complô para juntar o casal até então mais lindo de NY, Jacob ria das indiretas bem diretas das três e achando graça de Renesmee ficar irritada e vermelha como um pimentão, mas para o alivio de Renesmee, Jacob estava provando o terno dele em uma loja mais afastada dali.

— Ficou ótimo cunhado. – Paul disse provocando Jacob.

— Obrigado, mas seria bem agradável que me chamasse pelo nome, não acha?

Paul riu sonoramente.

— Olha aqui, estou te aturando por causa da minha irmã, por mim você nem teria vindo, mas Rachel grávida me dá medo.

— Tenho que concordar, isso que você não vu os gritos dela...

— Você está aqui porque provei desses gritos pode apostar.

Dessa vez os dois riram cumplices.

— E essa tal de Renesmei... que a Rach tanto fala?

— Renesmee. – corrigiu o moreno rapidamente com um sorriso no rosto – Ela é a delegada da delegacia onde estou.

— Ih, mas me parece mais que isso mano.

— Agora entendo porque minha irmã quis se casar com você, os dois gostam de se meter onde não são chamados. – resmungou Jacob.

— Rachel disse que ela é bonitona.

— Ela é maravilhosa, a mulher mais linda que vi... – Jacob nem mesmo se tocou o que tinha dito, mas então limpou a garganta e começou a ajeitar a gravata nervosamente.

— Porque não se declara para ela?

— É mais complicado do que imagina...

— Pode ser, mas talvez você só esteja complicando as coisas para teu lado, pelo que me disseram os Black’s nunca desistem do que querem.

— E quem disse que eu desisti? – indagou para Paul.

— Estava te procurando por todos os setores e te encontro aqui? No arquivo? – indagou a ruiva e se sentando em uma caixa. – O que lê?

— Estou procurando casos de estupro de doze anos para cá. – respondeu sem olhá-la, a ruiva engoliu em seco, mas sorriu.

— Posso lhe ajudar?

— Tem muito o que fazer lá no escritório, e aliás tem coisas que é melhor você não ver. – ele disse agora olhando-a de um modo que Renesmee não soube interpretar.

— Eu já vi muitas coisas Black, acredite, muitas foram ruins.

— Uma criança de dez anos violentada pelo canal anal por um cabo de vassoura? Tem fotos e eu gostaria que não visse isso, para o bem do seu psicológico.

— E você? Está bem por ver isso? Eu estive com um desses monstros.

— Mas você está viva.

— Mas estive morta durante cinco anos. – Renesmee disse pegando uma pasta, Jacob parou estático, sua mente não funcionou direito pelos vários minutos que se seguiram, duvidas o rodeou, e mais o que a motivou a voltar a viver.

— Foi quando Nahuel chegou em sua vida?

— Não, Nahuel sempre esteve em minha vida desde pequena... Ele foi quem me encontrou depois do que me aconteceu, éramos somente amigos, alguns meses mais tarde ele me pediu em namoro, aquilo foi UAU, mas primeiramente eu pensei que ele só estivesse com piedade de mim, mas durante todos os cinco anos ele me apoiou, ele me entendia, sabia do meu tempo e nunca deixou de ser meu amigo, ele e Claire me apoiaram muito, eu os amo tanto. Minha amiga se sentiu culpada pelo o que aconteceu, sabe, eu estava lá na casa dela e anoiteceu rápido demais e mesmo assim eu fui com a cara e a coragem, mas acabei quebrando a cara. Ver minha mãe com a dor que ela sentiu foi a pior coisa que eu já tinha visto. Mas não, não foi por eles. – quando ela acabou a voz dela não passava de sussurro.

Jacob ficou calado, apesar de ter algumas partes no depoimento que ela dera, o que ela tinha feito era muito mais que depor, era desabafar, o moreno não sabia como agir. Abraçá-la? Não, ele não iria.

— Petter então? – ele disse depois de alguns minutos de divagações.

A ruiva assentiu com um brilho lindo nos olhos.

— Depois dessa tragédia, ele foi minha abonança, minha base para recomeçar, ele é tudo para mim, acho que toda mãe é assim.

— É, ele é um ótimo garoto.

— Falando no meu bebê, ele vai fazer anos daqui um mês e meio, vai ter uma festinha. – disse entregando o convite – E ele insistiu que você fosse.

— Eu estarei lá.

— Pensei que não iria, sabe, é uma festinha de criança.

— Eu gostei muito de Petter e ele de mim, que mal tem? Parece que está tentando me dispensar, é isso?

— Se eu tivesse fazendo isso você saberia meu bem.

— Sei... Gostei do meu bem. – disse a fuzilando.

— Hurrum. – murmurou enquanto pegava mais uma pasta – Aquela definitivamente não era. – ela torceu os lábios.

— Acho que ainda deveria ir cuidar dos casos atuais.

— Não tem tantos... Você vai me pegar que hora para irmos a casa do... Volturi?

— Sete e meia está bom para você?

— Ótimo e como está Rachel.

— Chata, e eu arriscaria um pouco também de irritante, chorona, emocional... E os gritos é o que me aterrorizam, sério. – ele arregalou os olhos fazendo com que a ruiva gargalhasse.

— Claire está comilona que só, estou vendo ela reclamar que engordou demais... E ainda tive que jogar todo chocolate, mãe de primeira viagem é triste, sempre quer comer porcarias, depois sofre com o bebê tendo cólicas a noite toda.

— Também nunca fui pai e não faço ideia do que esteja falando. – disse enquanto olhava mais uma pasta, colocando-a de lado e pegando mais outra.

E assim ficaram quase todo o dia, sem interrupções como se fossem velhos amigos, os dois riam, comentava de algo e foi assim que Jacob conseguiu não deixa-la nervosa com o conteúdo que tinha naquelas pastas, os arquivos eram variados, retiraram alguns dali quais pareciam mais prováveis de terem alguma conexão, mas quase não repararam no que faziam, riam uma da cara do outro, conversavam de variadas coisas e a ruiva se via cada vez mais perto daquele moreno, sabendo de histórias engraças de criança, algumas estripulias que ele soltava, e ela ria com gosto e Jacob babava por aquele sorriso que ele denominou de seu, pois Renesmee é assim para cada pessoa ela tinha um tipo de sorriso, o mais maravilhoso que ele viu nos lábios carnudos da ruiva foi o sorriso que deu para Petter, mas amava o sorriso que era para ele, como não amar o sorriso dela se já a amava? Mas nem ele próprio compreendia a imensidão do sentimento que sentia e nem mesmo a ruiva, os dois eram completos inexperiente na arte do amor, os dois só tinham uma conclusão, um sentimento nascia entre eles e era tão forte que os assustava de um modo incompreensível.

***

— Olá meu irmãozinho, parecia que até sabia... Estou fazendo lasanha. – disse andando até a cozinha.

— Obrigada Rach, mas nem vai dá, vou para uma festa.

— Por isso que está tão arrumado assim? – levantou as sobrancelhas enquanto colocava as mãos nos quadris – Quem vai com você? – perguntou já sorrindo.

O moreno rolou os olhos já rindo da inconveniência da irmã.

— Nessie. – respondeu.

— Já te avisei que qualquer dia ela lhe dará um tiro para parar de chamá-la assim. Aliás, meu Boo disse que tem alguém apaixonado... – cantarolou a última frase.

— E ele é muito linguarudo... – cantarolou Jacob.

— Ah qual é? Eu sou sua irmã, eu deveria saber as coisas primeiro que o seu cunhado, meu marido, não acha?

— Ciúmes maninha? Além do mais, você virou amiga da Renesmee e sua boca é tão grande e linguaruda.

— Olha como fala... – disse batendo a colher na cabeça dele.

— Ai! Essa doeu. – disse enquanto massageava a cabeça.

— Era para doer e como ela está?

— Bem, as investigações estão correndo bem se é isso que quer saber.

— Não irá me dizer mais nada não é?

— Para sua própria segurança.

— Ok, ok, não vou perguntar mais nada ok?

— Obrigada por entender maninha, mas mudando de assunto, vai comigo na festa do Petter?

— Petter? Filho da Renesmee? Não sei, ela não me convidou.

— Parece que ele é quem convida quem quer, não sei.

— Ele tem quantos anos? – perguntou Rachel tirando a lasanha do forno e o cheirinho se espalhando pela cozinha.

— Não sei, uns doze, onze anos, quem sabe – deu de ombros — ... Porque?

— Nada não meu querido irmão, só acho estranho ela evitar apresenta-lo aos amigos, não sei. – disse por fim.

— Depois do que aconteceu com ela, até eu teria medo de deixá-lo por aí, além do mais mexemos com criminosos e ela só quer a segurança dele.

— É, deve ser isso. Não está atrasado? – perguntou a irmã, olhando-o sorrindo.

— Está quase na hora de pegá-la. Já vou indo. – disse beijando a testa da irmã, ela ajeitou o terno preto e arrumou a gravata cinza que estava torta – Vai com Deus e juízo. – disse enquanto levava o irmão até a porta.

— Diga ao meu querido cunhado para ser menos linguarudo. – disse ao sair da casa.

— Uau, agora é querido e antes era um marginal, era isso?

— Acho que você não escutou a ironia no tom de minha voz, minha irmã. – disse mandando-lhe um beijo e entrando no automóvel.

***

— Então fez o que Petter lhe pediu, o convidou mesmo?

— Sim mamãe. – disse Renesmee virando de frente para a mãe – Porque? Acha que eu não deveria?

— Você contou para ele?

— Mãe, eu...

— Eu sabia! Renesmee Cullen, minha filha, você tem que contar, isso não é algo que ele tenha que descobrir sozinho e principalmente no aniversário de Petter. – suspirou – Quando ele ver as velinhas e fazer a soma, ele vai descobrir, ele não terá dúvidas. – sussurrou.

— Eu sei, é difícil para mim, quer dizer eu nunca precisei contar a mais ninguém, Leah não sabe porque nunca quis vim no aniversário de Petter, e sinceramente, pensei que o Jacob faria o mesmo.

— Você mesma disse que ele parece gostar muito do Petter, ele vai entender, só tem que contar.

— Como se fosse fácil... – murmurou a ruiva.

— É fácil sim querida, você que está querendo complicar. – disse arrumando o cabelo da filha.

— Está arrumada mãe? – gritou Petter do lado de fora – O Jacob chegou! Ele está jogando videogame comigo, tudo bem?

— Tudo. Só mais uns minutos e já estou saindo. – gritou Renesmee de volta.

— Viu? Não há nada a temer.

— Ele vai reagir mal mãe, eu sei.

— No primeiro momento sim, mas tem de confiar, se ele gostar mesmo de você e de Petter como acho que gosta, ele vai entender.

— Vou tentar ok? Eu prometo.

— Bom... É um bom começo, eu acho. – disse Bella fazendo uma careta.

— Agora vamos, acho que Jacob está me esperando há mais tempo e Petter não disse nada. – disse olhando o relógio e suspirando em seguida.

— Tem certeza de que quer ir?

Renesmee deu um sorriso afetado para a mãe, mas não respondeu, a ruiva não queria ir, era a verdade, mas havia algo que a motivava a ir, a prisão dele era até mais importante do que o bem estar da ruiva, para ela é assim e além do mais ela havia prometido a Mandy, promessa feita tinha que ser cumprida.

— Está muito tempo aqui? – perguntou Renesmee.

Jacob parou o jogo, olhando o relógio e sorriu.

— Umas meia hora, mas nem vi o tempo passar. – respondeu o moreno, sorrindo ao aprovar o vestido preto longo da ruiva, em decote em V com um aro de metal no memo e uma fenda nas coxas que ia até um pouco mais em cima do meio desta – Você está... Incrível.

— Obrigada. – disse Renesmee corando – Petter porque não me disse que Jacob já estava aqui?

— Ah, você sempre demora para se arrumar quando vai em alguma festa. – o menino se defendeu.

— Então, vamos? – perguntou Jacob lhe oferendo o braço, ela aceitou, deu um beijo em Petter e na mãe e ambos saíram. Já no carro não faltou conversa, Jacob tentava relaxá-la de todas as formas, mas foi impossível não ver o pavor que se formou quando ela viu os grandes portões da Mansão, a entrada foi permitida, andaram alguns quilômetros de árvores e logo avistaram a casa, parecia um castelo de tão imensa e irreverente que era, a casa em si era maravilhosa, uma arte prima colonial, mas Renesmee não deixou de se arrepiar ao vê-la, não se enganaria por aparências.

Demoraram-se poucos minutos no carro, Jacob preparou os minis microfones e as minis câmeras por todo o terno, Renesmee não instalaria, mas o moreno não seria o único ali que faria o trabalho, quando a ruiva recebeu o convite do lugar em que seria sabia mais ou menos como a Mansão seria grande, mas se viu surpresa, era bem maior do que poderia imaginar. De onde vinha tanto dinheiro? Talvez ele não fosse só um medíocre violentador...

Ambos saíram e um manobrista veio para atendê-los, Jacob lhe entregou as chaves do carro assim que o manobrista ajudou para que Renesmee saísse do carro, subiram as escadarias e pararam em frente a imensa porta, ao lado das mesmas haviam dois seguranças.

— Preparada? – sussurrou o moreno.

— Sempre.

Notas finais
(N/A) NÃO ME MATEM! KKK Mas tinha que dar um ar de suspense nessa festa, mas o próximo capítulo terá A grande festa, mas não vão achando que irei facilitar para o nosso casal...
Grandes beijos e até mais ♥