Sangue Frio
10 Capítulo 9
Renesmee não sabia como agir na vida pela primeira vez, tudo do qual sabia é que se sentia uma adolescente. Uma adolescente confusa e cheia de hormônios. Quando terminaram com o beijo e deram mais outros, Bella interrompeu-os dizendo que Petter sentira falta de ambos e que os chamava, depois disso a ruiva não teve tempo para o moreno, Petter pedia atenção de ambos, se não estava com Renesmee estava com Jacob e Nahuel juntos, o menino insistia em que Jacob e Nahuel se tornassem algum tipo de melhores amigos.
Bella sorria alegremente para a filha que se arrumava com esmero e nervosismo.
– Petter já foi para a escola... E então, vai contar pra ele quando?
– Contar para ele o que? – a ruiva corou.
– Sobre você e Jacob, oras... Ele vai amar quando souber, meu amor. – sorriu Bella.
– Eu não sei o que temos mamãe, ainda é cedo.
– Cedo? Filha pare de fugir, agora que você encontrou alguém que você goste...
– Mãe, ele não me pediu em namoro.
– Mas aposto que ele disse o Eu te amo.
– MÃE! Não acredito que a senhora ficou nos observando. – Renesmee disse e corou que nem uma adolescente.
– Então, vocês estão namorando querida. Vou atender esse telefone e vamos continuar essa conversa ok?
– Eu tenho trabalho senhora Cullen! – mas Bella já havia ido, mas quando retornou tinha um sorrisinho levado nos lábios.
– Mãe... Quem era?
– Vendendo algo e só... Vou arrumar a cozinha... – saiu de novo sem que Renesmee pudesse insistir no assunto.
– Eu ein... É doida.
Não demorou muito para que ela escutasse a porta do quarto dela sendo aberta.
– Mãe... Você viu aquela caneta que sempre levo dentro da bolsa? Não estou achando. – disse sem ver quem realmente entrava no quarto – Aquela vermelha... – e então sentiu mãos fortes rodearem sua cintura e o cheiro amadeirado atingir suas narinas.
– Eu não sei de qual caneta você está falando, mas aposto que Dona Bella vai saber onde está. – ronronou que nem um gato bem próximo do ouvido da ruiva que sentiu arrepiar-se toda – Bom dia, meu amor.
– Bom dia. – murmurou Renesmee se virando e sentindo as bochechas corarem violentamente com o olhar que o moreno lhe lançava.
Ele aproximou os lábios com o objetivo de um simples selinho, mas uma vez provando os lábios doces da ruiva tornou-se um prazeroso beijo de tirar o ar, pararam somente quando os pulmões não aguentavam mais.
– Vai ser sempre assim...? Digo, intenso?
Ele riu abraçando-a, sentia-se feliz como nunca esteve antes e os sentimentos que sentia por ela nunca tivera por mais ninguém.
– Vim te buscar e claro que me aproveitar um pouco de você. – ele piscou mordendo os lábios.
– Se isso é se aproveitar, sinta-se à vontade. – ela sorriu – Vamos?
– Vamos e a caneta vermelha? – ele riu.
– Bem, eu sobrevivo um dia sem ela. – disse saindo do quarto e indo até a cozinha – Dona Bella acho que você tem algo a ver com isso né? – inquiriu a ruiva assim que viu a mãe tomando suco de laranja.
– Ok, culpada! – Bella ergueu as mãos divertida – Mas só soube quando ele já estava no porteiro. – ela riu – Está indo? Também estou, tenho aula de manhã e quase me esqueci. – Bella fazia faculdade já que teve Renesmee muito nova, mal tinha acabado o ensino médio quando descobriu estar grávida.
– Quer uma carona Bells? – perguntou Jake abraçado a Renesmee.
– Não, não. Vão só vocês, ainda tenho que arrumar algumas coisas. – Renesmee sorriu sabendo que a mãe queria que os dois tivessem privacidade.
– Ok mãe, então vamos indo. – disse Renesmee beijando a mãe e abraçando-a – Obrigado. – murmurou para a mãe.
Jacob sorriu para a sogra, ambos saindo.
– Sua mãe está fazendo a segunda faculdade dela?
– Não, a primeira, ela engravidou de mim assim que terminou o ensino médio e não tínhamos condição como hoje...
– Hmm... E seu pai?
– Ele morreu em um acidente de carro quando eu tinha somente cinco anos.
– Eu sinto muito... – ele se desculpou.
– Ele me faz falta, mas Bella sempre supriu tudo... No dia dos pais, principalmente, ela deixava de trabalhar para ir na festinha da escola do Dia dos Pais e em todos os momentos. Edward, meu pai, foi um homem maravilhoso... Minha mãe era a normal, sem status, ele era rico e popular quando se conheceram ele era o maior galinha. – Renesmee riu – Minha mãe que disse, até que tiveram a aula de biologia juntos, sobre genética... – Renesmee gargalhou – Ambos descobriram ter muito em comum. Mas nada é um conto de fadas, meu avô paterno odiou quando minha mãe ficou grávida e só voltou a falar com a minha mãe quando meu pai morreu, sabe, ele nunca tinha feito nada pelo meu pai, ajuda nem nada desde que soube que ele soube de mim, nem me quis conhecer... Mas com a falta do filho, ele nós ajudava, mas minha mãe sempre não quis muito, nunca aceitou, quando aconteceu o que aconteceu, ele mexeu os pauzinhos dele, mas não tinha nada de quem foi que fez aquilo comigo, ele me liga as vezes, mas ele é um estranho para mim. Tia Rosalie e tia Alice que mantém mais o contato comigo, mas elas moram no exterior.
– Por acaso não é uma estilista chamada Alice Cullen Hale?
– Essa mesmo.
– Uou, então você tem um pouco de sangue azul.
– Não, não sou da realeza. – ela riu e prestou atenção na estrada. – Onde estamos indo?
– Você me contou seus segredos e eu tenho que contar os meus. – disse estacionando no Central Park. Andaram juntos em silêncio e sentaram em uma mesinha afastada de outras pessoas.
– Hmm então qual são seus segredos? – Renesmee disse sorrindo.
Ele suspirou sério.
– Sabe que minha mãe morreu quando eu era novo né?
– Sim, sei... Rachel me disse, vocês eram muito novos e seu pai ficou muito abalado.
– Ela te contou de que que ela morreu?
– Não, nunca... E eu não perguntaria, sei que ela era nova e vi a dor nos olhos de Rachel quando disse que sua mãe não estava mais na terra.
– É, tentamos pensar que ela está nos zelando, nos amando onde quer que esteja. – Jacob suspirou com um ar cansado – Eu era muito novo quando tudo aconteceu, meu pai mentiu, mas quando estava com dezessete ele me contou tudo o que realmente se passou... Dona Sarah era uma bela mulher, olhos negros como a noite e brilhosos como as estrelas, corpo de índia já que somos descendentes de uma tribo indígena, cabelos lisos que pareciam um véu de tão negros, ela tinha cheiros de rosas, o melhor cheiro... O de mãe. Assim como você Sarah atraia a atenção de muitos homens, ela não chegou do trabalho e nunca chegaria, ela morreu. – Jacob pausou dando suspiros longos.
– O que você... — Renesmee tentou dizer.
– Eles encontraram minha mãe em uma mata, suja e com as roupas rasgadas, foi comprovada a asfixia e... Violência sexual. Desde então tento ajudar casos assim. – Jacob disse olhando pelo céu ensolarado evitando chorar. Sentiu o abraço quente e confortador de Renesmee, nenhum dos dois precisavam de palavras naquele momento, só do silêncio e um do outro.
– Obrigado por confiar em mim. – Renesme disse dando um selinho em Jacob assim que percebeu que as emoções transtornadas haviam se acalmado.
– Foi por esse motivo e por Rachell já ter me alertado que eu abri minha mente apesar do susto e do caos que estava minha mente, foi por isso que a compreendi. – Jacob relatou.
– Como assim? Rachell sabe?
– Ela suspeitava, sempre suspeitou.
– Como?
– Sei lá, ela é muito observadora. Daria uma ótima detetive. – ambos riram.
– Então... Vamos? Já estamos bem atrasadinhos.
– Hmm... Por mim eu ficaria aqui com você, aproveitando esse dia ensolarado, te beijando muito. – Jacob disse beijando-a com fervor, o corpo de Renesmee amoleceu sendo amparada pelos braços do moreno.
– Uhum. – ela murmurou tentando se recompor – Mas precisamos ir. — disse enquanto terminava o beijo com selinhos demorados.
– Tudo bem, mas sabia que poderíamos dar uma desculpinha né?
Renesmee riu e o puxou para o carro e de mãos dadas foram até o carro e partiram para a delegacia, uma vez no ambiente de trabalho não eram mais namorados, os dois sempre se tratando profissionalmente, apesar de alguns sorrisos.
– Ai que tudo! – Leah disse ao saber que os dois estavam juntos.
Renesmee corou e Jacob riu.
– Não quero nem saber, quero ser madrinha de casamento.
– Leah não estamos noivos, estamos namorando. – disse Renesmee com uma voz sufocada. Ainda não acreditava que estava namorando depois de tanto tempo...
– Mas dá no mesmo, pois sei que vocês vão durar e vão ter uma menininha... E oh, eu preciso vê-los se beijando.
– Leh! – Jacob riu.
– Estamos em local de trabalho. – Renesmee completou – E também não é assim...
– Eu não disse para vocês se beijarem aqui, dã. Bom, vou sair com o Embry, faz tempo que não vamos à discoteca. Então eu os convido, não, eu os convoco.
– Eu nem vi meu filho hoje Léah... – Renesmee disse.
– Desculpa esfarrapada, é sério, eu ligo para Dona Bella, mas você vai. Ah se vai!
– Ok, nós vamos. – Jacob respondeu e Renesmee o olhou de soslaio – Amor... Minha sogrinha cuida bem de Petter e além do mais você tem o resto da sua vida para vê-lo, ele já tem treze anos, um pré-adolescente já.
– Ok, vocês venceram. – Renesmee disse sorrindo de lado. Jacob abriu o sorriso de sol, o sorriso Renesmee. – Mas agora vamos ao trabalho. Alguma coisa aconteceu enquanto estive fora? – a ruiva perguntou se direcionando profissionalmente para a amiga.
– Como sempre, Nova Iorque nunca para. Houve um assassinato nas proximidades de uma faculdade, a garota já foi identificada pelos pais e se chama Samanta Siero, há indícios de violência e luta corporal. O legista acredita que foi morta com predadas na cabeça repetidas vezes... – Leah fechou os olhos – Essa é uma das partes graves que aconteceu hoje.
– Sim, mais tarde passarei no IML, vou acompanhar esse caso de perto. Quem pegou o caso?
– Mike Newton.
– Ok, mande que ele venha o mais rápido possível.
O dia de Renesmee, de Jacob e de Leah foi corrido.
Renesmee passava a revisar os acontecimentos que havia perdido e os que acontecia, olhou as câmeras que estavam escondidas na casa de Aro Volturi, mas sempre com Jacob ajudando-a com tudo, ambos eram profissionais e em nenhum momento se beijaram o que deixava Leah indignada.
– Esse dia foi cansativo. – disse Renesmee enquanto se alongava – O que eu não daria para entrar em ação um pouco.
– Aí é que você cansaria. – Leah disse.
– Nem tanto, o que me cansa é estar sempre nessa sala sentada ou de um lado para o outro pelo departamento.
– Bom tempo em que éramos policiais. – Jacob concordou sorrindo.
– Entretanto, é tão bom poder mandar. – a ruiva sorriu, levantando-se na cadeira e aproximando-se do cabide pegando sua bolsa e colocando-a cuidadosamente no ombro.
– E é tão bom ser capacho da minha amiga. – Leah brincou e os três riram enquanto saiam do departamento.
Leah foi em seu carro enquanto Renesmee e Jacob iam no carro dele até a discoteca. Leah já tinha ligado para Embry, seu affair que nunca passava disso, apesar de ambos gostarem um do outro.
Os três chegaram na discoteca mais antiga e mais badalada do bairro de Nova Iorque, pessoas dançavam e logo Renesmee e Jacob flutuavam em danças, energéticos e a ruiva aproveitava que não estava dirigindo então bebia bebida alcoólica se divertindo como nunca antes. Quando cansaram de dançar, sentaram-se enquanto Leah e Renesmee entravam em um papo sobre coisas de mulheres e Jacob e Embry de homens. O clima estava ótimo naquele local, mas não muito longe dali mais uma vítima iria sofrer...
A menina de cabelos loiros andava apressada pela rua, seus olhos chocolates assustados, pois sabia que estava sendo seguida, seus saltos dificultava na pequena corrida, seu olhar estava aterrorizada e ela murmurava algo desconexo. Sua vontade era de correr, mas como? Os saltos não deixavam, e além disso não se atreveria a parar um momento sequer com alguém seguindo-a. Esse foi o maior erro daquela menina. Ela tinha que ter parado, talvez tivesse mais chances ou não.
Sentiu luvas geladas pegarem-na pela cintura, um grito se formou, mas foi abafado pela luva preta, ela tentou olha-lo, mas ele a virou de costas.
– E-eu tenho dinheiro... Está-á tudo na minha bolsa. – Ela gaguejou e lágrimas saiam de seus olhos. Ele riu e ela se arrepiou de medo. Ele passou a mão na bela jovem de cabelos dourados, os cheirou e apalpou as nádegas da loira que gritou.
– Xiiiu. Se não ficar quieta vai ser pior. – ele rebateu.
– Socorro! – ela o ignorou. Um soco foi proferido.
[...]
– Olá Joan... Tenho um trabalhinho para você.
– O que manda senhor?
– Quero que desligue uma pessoa para mim. – disse pagando na foto e sorrindo – Vai ser uma pena tanto desperdício... – murmurou.
– Senhor... O senhor sabe que estou encrencado com alguns caras, não posso dar as caras desligando uma pessoa assim. – ele riu sonoramente enquanto olhava para a rua.
– Sabe que isso não é um problema para mim. E além disso posso te oferecer um bom dinheiro para que suma daqui e jamais apareça. Me entende?
– Com certeza senhor.
– Então, isso é um sim?
– Sempre chefe. – ele desligou o celular sorrindo perversamente.
[...]
– Aqui está ótimo. – Renesmee gritou por causa da música alta – Mas já bebi mais do que devia e amanhã tem trabalho.
– Ok, também vou indo. Gatinho já estou indo. – Leah disse para Embry enquanto unia-se a ele em um beijo nada comportado. Renesmee se afastou indo até Jacob e abraçando-o de lado, beijaram-se e ouviram mais palminhas da Leah que estava um pouco “alta” pela bebida.
– É melhor Embry te levar, depois você pega o carro aqui. – Renesmee sugeriu.
– Tuudo bem amigona. Tudinho bem né gatinho? – Jacob se segurava para não rir enquanto via Embry ter suas bochechas apertadas igual quando um adulto encontra uma criança fofa.
– Tem não Leeh. – ele disse revirando os olhos e sorriu logo em seguida – Vamos gatinha?
– Ok gatão. Miaaaaaaaaaaaau. – disse preguiçosamente Leah e dessa vez ninguém aguentou e todos começaram a rir.
– O que ela bebeu Embry? – Renesmee perguntou rindo.
– Bem, uma mistura, entre elas Catuaba.
– Catuaba? – Jacob perguntou intrigado.
– Sim, é uma bebida erótica. – Embry piscou. Renesmee ficou corada só de pensar.
– Então acho que é uma ótima noite. Mas não faça que Leeh atrase muito.
– Não vou me atrasar amiga. – Leah respondeu enquanto abraçava a amiga – E ele acha mesmo que me embebedou. – murmurou sapeca e Renesmee riu, confidente e então se afastaram.
– Vamos gatão! – Leah disse puxando um Embry com o sorriso nos lábios.
– Ai... Ai.. Esses dois não prestam. – Renesmee e Jacob riram enquanto ambos se dirigiam ao carro e logo entraram no mesmo.
– Gostou? – Jacob perguntou enquanto ligava o carro e antes de dirigir alcançava os lábios de Renesmee em um beijo que cada vez ficava mais quente, as línguas se misturavam em um ritmo sincronizado e gostoso, o moreno puxou levemente os cabelos da ruiva enquanto ela mordiscou o lábio inferior dele com esses atos soltaram gemidos e Renesmee se afastou constrangida, Jacob suspirou e pensou “Um passo de cada vez Jacob Black” e deu a partida.
Os dias passaram entre descobrir alguns casos, ir às ruas para averiguar algumas ocorrências, e vigiar Aro Volturi.
– Cuidado com seu achocolatado para não manchar sua blusa. – Renesmee disse enquanto tomava seu café enquanto lia o jornal e os ouvidos ligados no que Bella dizia.
– Nahuel vem te buscar quando Petter? – perguntou Bella – Não pode se atrasar e muito menos eu.
– Fique tranquila mãe. Nahuel vai chegar a tempo. – Renesmee disse beijando a mãe.
– E o caso da menina foi solucionado?
– Quase, estamos com dois suspeitos.
– E quem você acha que é?
– Não posso dizer isso. Minha conduta pode estar em jogo. – brincou Renesmee.
– Estão falando da menina que foi morta perto de uma faculdade? – Petter perguntou.
– Sim amor, porquê?
– Aposto que foi o professor e não o namorado dela.
– Bom, se você acha que é, provavelmente você está certo, mas porquê?
– Não sei explicar muito bem. – Petter disse de repente se sentindo frustrado – Mas acredito que ele gostava dela ou tinha um caso... Sei lá! – ele deu de ombros enquanto enfiava mais um pedaço de bolo na boca.
– Mais cuidado Petter. – disse Renesmee olhando o relógio – Merda! Estou atrasada, e muito. – Renesmee disse correndo para escovar os dentes e logo em seguida pegando a bolsa e dando um beijo em sua mãe e em Petter.
– Filho, comporte-se na casa do seu pai e ajude a tia Claire ok?
– Ok mãe.
– Te amo bebê. – Petter revirou os olhos, mas sorriu.
– Também te amo mãe. – Renesmee abraçou Petter mais uma vez enquanto ia de encontro com seu carro, deu a partida e saiu do condomínio, colocou uma música qualquer enquanto entrava na rodovia para pegar a parte principal de Nova Iorque, acelerou mais um pouco enquanto murmurava uma música chiclete qualquer. Olhou a tempo de ver o sinal vermelho, pisou no freio, mas não teve redução na velocidade, tentou mais uma, duas, três vezes. O freio não respondia e o carro mantinha-se em alta velocidade, desviou de alguns carros escutando várias buzinas, tentou o freio novamente, sem resposta novamente. Engoliu em seco e alcançou o celular colocando-o no discagem rápida e alto falante.
“Oi meu amor, estou chegando no trabalho. Já chegou?”
– Não Jake... – Renesmee disse enquanto olhava para a pista.
“O que houve? Você parece estar tensa.”
– E estou. Os freios do meu carro não estão funcionando e eu os levei na Oficina não faz duas semanas...
“Onde você está?”
“Na rodovia, mas ela já está acabando. Vou tentar o retorno.”
“Ok... Pessoal o freio do carro de Renesmee não está funcionando!” – Renesmee pode ouvir Jacob gritar e começar um alvoroço.
“Está perto do retorno? Preciso que fique na rodovia, vou tentar interditá-la.”
“Estou perto, mas o carro está pegando mais velocidade. Seja rápido e me tire daqui!”
– Jacob já mandei algumas viaturas, mas está no horário de pico! Mandei um helicóptero para tentar tirá-la de lá.
“Droga!” – Renesmee explodiu pela linha telefônica.
“O que houve Renesmee?”
“Não teve como entrar! O retorno é pequeno e ele era o último.”
“Estou indo para aí.” – Jacob disse com a voz grave – Leah me arrume uma moto agora!
– Ok! – Leah correu e em alguns minutos conseguiu a bendita moto – O helicóptero já está a caminho e as viaturas já estão interditando a rodovia. – Leah dizia enquanto Jacob subia na moto – Cuidado Jake... – Leah disse com o coração na mão.
– Só vou ficar bem quando ela também estiver Leeh... – então deu a partida rapidamente enquanto a moto ganhava velocidade.
Assim que chegou na rodovia estava interditada, mas conseguiu passar pelo bloqueio, pegou velocidade enquanto seguia o helicóptero que acompanhava Renesmee.
A moto aproximou-se do carro em que Renesmee estava em alta velocidade. Jacob tentava não tremer, seus olhos lagrimejavam com o vento forte em seus olhos, já que o mesmo estava sem capacete.
– Abre a janela. – gritou próximo a porta do motorista. Renesmee o olhava abismada, tentando manter o foco na estrada.
– Jake... – o carro avançou alguns metros, o que fez Jacob acelerar mais a moto para manter a mesma distância entre os dois veículos.
– Solta a embreagem Renesmee. –
O carro é automático. – gritou de volta. Jacob pensou na possibilidade do carro ser solto. — Nessie, presta atenção no que vou falar. – Jacob desviou algumas vezes até continuar no mesmo estado em que o carro de Renesmee estava. – Sobe no banco.
– O que? – a ruiva desviou o olhar em direção ao moreno, que pedia repetitivamente para voltar o olhar na estrada.
– Sobe no banco, coloque suas pernas no banco. AGORA! Renesmee fez o que fora mandado tremendo de medo, Jacob a olhou sério, não queria passar nervosismo para sua amada, era uma situação perigosa e ele deveria pensar com calma. — Vou esticar meu braço, agarre nele. Agarre nele como se fosse Petter.
– Jake eu não posso...
–Você consegue, não vou te soltar. NO TRÊS agarre meu braço e saia do carro, entendeu?
–Sim. – falou nervosa tomando uma posição melhor.
– Ei! — chamou a ruiva. – Eu te amo. — A ruiva fechou os olhos rezando mentalmente para que o pior não acontecesse.
– UM... DOIS... VAI. — gritou Jacob esticando o braço direito. Renesmee tomou impulso e agarrou o braço de Jacob com força, o moreno tentava se equilibrar na moto enquanto tentava puxar Renesmee para fora do carro em alta velocidade. — Estou lhe segurando, saia do carro! — gritou Jacob.
– Não consigo... — a ruiva fez força para sair do carro enquanto o mesmo se movimentava.
– Ele vai tombar Nessie, sai do carro agora! — Renesmee passou o pé direito para fora da janela, e com um impulso forte tombou para cima de Jacob, que agora tinha a velocidade da moto reduzida. Por um momento de descuido a moto tombou para o lado direito caindo no canteiro central da rodovia. Felizmente o corpo da ruiva estava por cima do de Jacob, que sorria de nervosismo e agradecendo aos céus que estava com Renesmee nos braços. — Eu disse que não iria soltar. – sorriu ajudando-a levantar.
Como um baque, os dois se assustaram ao ver o carro de Renesmee capotando várias e várias vezes sobre a rodovia. As sirenes da polícia se fizeram presente, tomando um caos o lugar.
–Cristo. – bufou Renesmee apertando ainda mais o abraço de Jacob.
–Está tudo bem. Agora está tudo bem.
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