Sangue, Amor e Poder
16 Que caminho seguir
Notas iniciais
Devo pedir desculpas por ter me ausentado, mas houve em minha vida uma série de obstáculos que me impossibilitou de está aqui fazendo o que adoro, escrevendo para vocês.
Enfim... Quero comunicá-las que algumas fics minhas ficarão inacessíveis por algum tempo, pois estou tentando betar fics que precisam de retoque.
É isso, gatas! Curtam o capítulo e me digam se gostaram do capítulo ou onde devo melhorar, ok?
Nenhum ruído fora ouvido entre a grande aglomeração enquanto Sakura ia de encontro à irmã. Aquelas pessoas tinham um grande interesse em vê-las frente a frente, a maioria acreditando fielmente que um duelo até a morte aconteceria entre elas, outras pensando sobre o que levou Lain de volta à fortaleza do homem que ela deveria odiar.
Com olhar fixo e sentimentos inabaláveis Sakura se posicionou na frente de Lain e ambas não mencionaram uma única palavra. Pouco a pouco as pessoas que assistiam a cena começaram a falar entre si, em questão de segundos o lugar se transformou em um âmbito de opiniões e palpites. De longe, também atento a tudo a sua volta, Sasuke aparentemente mantinha-se pacífico.
–Você está muito bem Sakura, ao contrário do que se comenta nos domínios Haruno. – mais uma vez a multidão se calou, e o foco voltou-se para elas. –Ouvi dizer várias coisas sobre você aqui dentro e fico feliz que a maioria delas seja apenas boatos ruins. – Lain arriscou um sorriso, mas ao vê que Sakura não compartilharia a demonstração de carisma, tornou-se séria e mais objetiva. –Sei que existem mil e uma dúvidas na sua cabeça agora a meu respeito, mas peço que confie em mim, nem que seja uma única vez.
Impulsionada pelo momento a caçula dos Haruno avançou sobre Sakura a fim de abraçá-la, mas desistiu ao perceber que os efeitos de suas palavras para com a irmã não surtiram nenhuma reação da qual ela esperava.
–Não fique aí parada me menosprezando! – gritou como sempre fazia quando queria atenção. –Não pense que foi fácil tomar a decisão de vir até você. – Sakura a observava. –Eu a perdoei depois de tudo o que aconteceu... Eu decidi esquecer o quanto você me magoou Sakura! Eu sou a única vítima aqui!
–CALE A BOCA!
O som agudo da bofetada ecoou entre todos e horrorizada Lain pós a mão no lugar agredido.
–Você é tão egoísta... – Sakura apertou os punhos firmemente e em nenhum momento deixou de encarar os olhos assustados da irmã. –Tão vazia de sentimentos... Eu olho para você e não consigo enxergar a boa pessoa que você diz ser agora. – Sakura observava os olhos semicerrados da irmã e a dificuldade que ela enfrentava ao ter que encará-la de frente. –Graças a você a honra da nossa família foi manchada e nossa reputação se tornou uma piada. Mas, você não consegue enxergar isso, não é? – Sakura riu com sarcasmo. –Não. Você estava ocupada demais consigo mesma para vê isso!
–Não tenho culpa se você resolveu bancar a heroína sozinha. Foi você que se sacrificou por todos. Eu não te forcei a fazer nada! – disse ela ainda mais alto. –Então...
–Você está certa. – Sakura a interrompeu friamente. –Eu me sacrifiquei... Eu resolvi voluntariamente assumir todos os riscos... Mas eu não fiz isso por qualquer pessoa. Eu fiz isso por você, por que sempre a considerei minha irmã. — involuntariamente ela abaixou a cabeça e novamente apertou os punhos. –Mas o que ganhei em troca senão ingratidão?
Lain mantinha-se paralisada, como se alguém estivesse perfurando seus pontos vitais. Ouvir Sakura falar duramente a fez perceber o quanto a irmã havia amadurecido e como seu coração estava fechado para ela.
–Apesar de tudo você ainda é minha irmã e eu jurei a nossos pais que eu nunca a deixaria. – Sakura respirou fundo e lentamente ergueu a cabeça; era como se ela estivesse refletindo e finalmente chegara a uma decisão. –Eu não vou lhe dá as costas, mas também não serei a mesma de antes. Se você quiser realmente minha consideração... prove que você mudou.
–Sakura....
–Escutem todos. – falou Sakura virando-se para a plateia atrás de si e ignorando o chamado da irmã. –Lain Haruno será nossa convidada a partir de hoje. – palavras de insatisfação foram proferidas entre as pessoas. -Mas, se isso for algum tipo de truque por parte dela, todos vocês, sem exceção, têm minha permissão de... matá-la.
Sakura se virou para a irmã, mantendo a expressão nula, e fora ovacionada pela multidão de vampiros que se lambiam ou mostravam suas presas a Lain.
–Providenciem um quarto sem muito conforto para minha irmã. Pode ser um dos quartos de baixo ou aqueles sem janelas. E não esqueçam de trancar a porta com chave e entrega-la a mim. Só por precaução. – depois de ditar a ordem virou-se para Sasuke e olhou-o com ternura. –Está de acordando, meu senhor?
E todos os olhares se voltaram para Sasuke, inclusive Lain que parecia não querer acreditar que ele concordaria com aquele absurdo.
–Que seja feita sua vontade. – respondeu olhando-a fixamente, e logo Sakura entendeu que ele estava no êxtase de aprovação.
–Mas...
Lain tentou chamar a atenção da irmã, mas Sakura lhe deu as costas e, ignorando-a, subiu os lances da escada. Karin se apressou em acompanha-la e ao passar por Lain parou para vê-la melhor, não resistindo ao deboche.
–Se eu já gostava um pouquinho de sua irmã antes, agora eu a adoro. – e cheia de pressa voou até o último degrau.
A multidão se dispersou em questão de segundos, ficando apenas as criadas que foram encarregadas de levar Lain a seu novo quarto, e Sasuke que logo se aproximou dela.
–Deixe-nos sozinhos. – ordenou ele despertando Lain ainda em transe.
Calmamente Sasuke se dirigiu a sua cadeira de aço e ouro, onde se sentou confortavelmente. Ficara observando Lain, sem nada dizer ou mencionar através de gestos.
–Vejo que você está surpresa.
–Estou tentando descobrir como você conseguiu manipular Sakura em pouco tempo.
Sasuke se inclinou na cadeira.
–Manipular... contra você? – indagou com ironia o que fez Lain se aproximar de onde ele estava. –Eu quero saber o que realmente você faz aqui, pois caso não se lembre, aliados do meu irmão não são bem vindos.
Seus olhos vermelhos brilharam debaixo da pouca luz, e assustada Lain recuou dois passos.
–Sim, eu estava com Itachi, mas lá não era meu lugar....
–Por que não?
–Por que eu não quero ser controlada por ninguém, ainda mais sendo um vampiro perigoso como Itachi.
–Mas você passou muito tempo com ele, e se bem me lembro você adora viver perigosamente. – atentamente ele observava cada gesto nela, até mesmo os minuciosos. –De fato eu também não sei o que você pretende fazer aqui, mas afirmo que não a pouparei se isso se tratar de um plano entre meu irmão e você. Não falo isso para preveni-la como Sakura fez, é uma ameaça incontestável.
Lain sabia que fora jogada em uma jaula e que bastava um movimento em falso para ser devorada. Mas não pensara que seu encontro seria difícil, e que Sakura seria tão dura com ela a ponto de fazê-la repensar se valeria a pena mesmo infiltrar-se ali por Madara. Simplesmente ela não poderia ignorar, mesmo se quisesse, que Sakura tem uma forte influência sobre Sasuke. Acusá-la ou desqualificá-la diante dele seria inútil, tampouco ela poderia jogar emocionalmente, pois todos ali, principalmente a irmã, descartara seu grande triunfo.
–Retire-se.
Ao ouvir a ordem de Sasuke várias mulheres vieram ao encontro de Lain e a levaram.
–Você precisa de alguma coisa? – perguntou Karin de pé a porta.
–Não, obrigada. Todas as malas estão aqui?
–Sim.
–Então é só isso mesmo. Agora vou tomar um delicioso banho, pois estou completamente exausta.
–Não era pra menos depois do show de dignidade que você deu perante todos. – Sakura olhou-a rapidamente, mas logo se concentrou no vai e vem ao banheiro. –Você colocou Lain em seu devido lugar, e fez além do esperado. Eu não sei se eu perdoaria alguém como ela e você fez isso, mas sem perder seus valores.
–Eu não a perdoei. – disse parando. –Eu sei que um dia eu vou perdoá-la, mas esse não foi o momento.
–Então o que significa tudo isso?
–No fundo eu quero muito ajuda-la, mas também quero castigá-la, e não posso fazer isso se eu for ingênua como ela. Eu sei que ela não está aqui por que sentiu minha falta... ela quer algo, e eu vou descobrir seus propósitos.
–Não a aceite aqui. – Karin fechou a porta para não ser ouvida. –Você sabe que ela não é confiável.
–Sim, você tem razão. Mas eu cansei de ficar correndo atrás da minha irmã caçula, e viver sobre a sombra dessa promessa de proteção. Eu preciso saber de verdade que eu ainda posso resgatá-la, caso contrário, vou pôr um ponto final nisso.
–E você já sabe por onde começar?
Sakura pensou na pergunta de Karin e, definitivamente, ela iria pôr seu plano em prática.
–Vou procurar Itachi Uchiha.
–Você ficou louca, é isso? – perguntou Karin falando o mais baixo possível. –Sabe o que pode acontecer se Sasuke a pegar? – praticamente ela cochichava.
–Não tem outro jeito! Lain estava com Itachi, ele deve saber o que ela planeja. Além do mais eu decidi que vou acabar com a rivalidade entre ele e Sasuke. – Karin ficou boquiaberta. –É, eu sei que é loucura, mas estou cansada de viver assim! – cochichou sem muito se controlar. –Eu já ouvi várias coisas sobre Itachi e ele não parece ser um homem ruim, no entanto esse tal de Madara...
–Você está completamente louca!
–Karin me escuta!
–Escuta você! Eu sei que você quer chegar a algum lugar com isso, mas esse não é o caminho certo.
–E onde está o caminho certo? Devo viver trancafiada aqui por que Sasuke têm um milhão de inimigos lá fora? Devo me esconder por que sou portadora de uma lenda? Tenho que dá as costas para o meu povo por que meu reino não se junta ao do homem que amo? Vou presenciar para sempre o ódio de Sasuke pelo irmão que eu nem mesmo sei se é um bom homem? Conviverei com Madara Uchiha entrando e saindo daqui sabendo que não posso confiar nele? Esse é o caminho certo?
Emocionalmente perturbada Karin encostou-se a parede, e respirou diversas vezes.
–Vocês humanos têm uma forma bem irritante de desenterrar o passado. – Sakura se sentou em uma das cadeiras. –Se você começar não poderá voltar atrás. Entenda que nesse mundo não pode haver arrependimentos.
–Você não precisa me seguir. Eu já tomei minha decisão e não voltarei atrás. – levantou-se abrupta da cadeira e da janela contemplou a vista do dia nublado. –Se eu morrer no meio do caminho... diga a todos que eu fiz o possível para libertá-los.
Karin segurou a maçaneta da porta e a abriu, mas ficara parada observando as costas de Sakura e o balançar do seu cabelo contra o vento. Pensativa ela desceu os lances da escada, e sem se dar conta chegou ao salão como se não tivesse poderes sobrenaturais.
–Karin!
Sasuke a chamou firmemente, e atordoada ela se dirigiu a ele.
–Vou voltar para Tókyo em dois dias, e não levarei Sakura comigo. Será de sua responsabilidade protegê-la aqui, se for necessário multiplique a quantidade de homens.
–Não será melhor levá-la?
–É muito imprudente viajar com ela a toda hora.
Karin praguejou a tentativa de fazer Sasuke levar a moça, prevendo que Sakura visse nessa ausência dele uma brecha de chegar a Itachi.
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