Notas iniciais
Desculpem a demora, gente!
Capítulo quentinho!
Beijocas!

Para ela era muito difícil ter de voltar para os domínios Uchiha.
Realmente não se sentia à vontade estando lá, e pensou, muitas vezes, em confessar sua antipatia pelo lugar a Sasuke. Naquela época ele já sabia disso, mas quem sabe agora, já que eles resolveram esquecer as diferenças, seria mais fácil fazê-lo entender.
Enquanto jogava a última peça de roupa dentro da mala, ela lançou um olhar a Sasuke, que estava completamente distraído ao lado da janela, concentrado na leitura do pergaminho velho.
Fechara a mala sem muita pressa, e desejou que Sasuke a olhasse. De repente ela descobriu que ficara tímida quando ele estava por perto, e sabia que isso acontecia devido o silêncio dele, da forma de ele preservar sua concentração quando algo era extremamente do seu interesse.
Ela sorriu consigo mesma, com cara de boba, acreditando que já sabia muitas coisas sobre ele.


–Quantos anos tem esse pergaminho?


Perguntou ela se aproximando dele, curiosa para saber o que estava escrito, e quando finalmente pôde visualizá-lo, decepcionou-se com os códigos.


–Deve ter uns cem ou cento e vinte anos.


–Ainda tem uma boa conservação.


–Não toque. – ele a impediu de tocar no pergaminho, e essa atitude deixou-a confusa, esperando uma explicação. –Todos os pergaminhos da família Uchiha estão protegidos de mãos humanas. Se você tocar neles provavelmente ficará presa em um tipo de feitiço ou morrerá no mesmo instante.


–Bruxaria... – sussurrou ela afastando-se do velho pergaminho. –Por que os humanos?


Finalmente ele a olhou, e pelo olhar intrigado ela deduziu que o vampiro não queria revelar o segredo.


–Seus antepassados... – começou ele ainda mantendo o foco nela. –Eles eram os únicos humanos com habilidade superior de descobrir nossos pontos fortes e fracos.


–Uh – murmurou arrependendo-se de ter feito a pergunta. –Então, eles conseguiam lê esses códigos?


–Perfeitamente.


–Como era possível?


–Algum tipo de magia.


Sakura voltou a se aproximar dele e observou os códigos novamente. –Por que eu não consigo lê?


–Você teria que saber como se quebra a proteção e, mesmo que você soubesse, iria desaprender.


–Por quê?


–Meu DNA está no seu corpo, no seu sangue – inconscientemente Sakura se constrangeu e sem deixar ser percebido por ela, Sasuke deu um sorriso de canto. –, a magia do seu povo e o feitiço dos meus antepassados entraria em confronto.


–Eles viviam mesmo em pé de guerra. – comentou enlaçando seu braço no de Sasuke. –Você seria capaz de me dizer o que está escrito aí?


–Sim, mas isso seria traição. – Sasuke deixou o pergaminho de lado e voltou-se para Sakura já abraçando sua cintura marcada pelo vestido. –Quando você for como eu, lhe contarei todos os segredos da minha família.


Ele sentiu o coração dela acelerar, e o brilho de seus belos olhos verde já não era o mesmo.


–Você não quer ser como eu, não é?


–Não é isso, eu juro! – disse observando a seriedade no rosto dele, e se amaldiçoou por deixar o nervosismo transparecer. –Eu sei que quero viver eternamente a seu lado, mas nem mesmo isso pode afastar de mim o medo.


–Não se preocupe. Eu não vou deixar que nada de ruim lhe aconteça. – ela aceitou a promessa, já sabendo que ele jamais a esqueceria. –Temos que ir.


–Ah, sim. – foi quase uma desagradável constatação, que passara despercebida aos ouvidos de Sasuke. Ela sabia que ele adorava aquele lugar, e que já fazia muitos dias que eles estavam em Tókio. Por hora não falaria com ele sobre a hospedagem na mansão assombrada, mas quando estivessem acomodados nela.


Chegaram à sala e encontraram Karin e Suigetsu ao lado dos poucos empregados da casa. Sakura quase não sabia reconhecê-lo, pois só o via em dias de agitação ou de viagem.


–Vou levar as malas. – disse Suigetsu pegando metade da bagagem, e logo os seguranças foram ajudá-lo.


–Fizemos uma vistoria na estrada antes de irmos. – Karin se pronunciou como era de costume alertar Sasuke sobre o caminho. –Há dois homens a cada cinco quilômetros, e dez estão dentro da floresta fechada.


–Previsão de chuva?


–Vamos ter que enfrentar um temporal hoje à tarde. – prontamente ela respondeu a pergunta de Sasuke, e não deixou de suspirar no final dela. Sabia que ele odiava viajar debaixo de um temporal, e às vezes ela pensava que ele era supersticioso.


Sakura deixou de lado a conversa entre eles, e apressou-se para se despedir de Aihara. A mulher já chorava como uma boba, e sem nada entender o desespero nela, Sakura abraçou-a rapidamente.


–Por que você está se desmanchando em lágrimas?Eu vou voltar, sabia?E vamos conversar o dia inteiro, para recompensar o tempo longe daqui.


–Eu acho que... – Aihara olhou de esguelha na direção de Sasuke, e respirou aliviada por ele está afundado nos preparativos da viagem. –, eu acho que a senhora ficará um bom tempo sem vir à Tókio. O Lorde não gosta de grandes cidades, e só vem aqui quando está muito tempo afastado ou quando acontecem aqueles eventos da alta sociedade que ele não pode dizer não.


–Eu vou convencê-lo a vir aqui com mais frequência. – Aihara sorriu para Sakura, acreditando em tudo o que ela lhe dizia. –E... Eu não vou deixar que pessoas inocentes, assim como você, continuem presas nessas muralhas. – o semblante de Aihara mudou, e ela quase disse a sua jovem patroa que esquecesse a vontade de libertar pessoas como ela. –Sasuke é um ser muito compreensivo, ele vai me entender.


Elas voltaram a se abraçar, e no exato momento alguns homens se posicionaram ao lado de ambas. Aihara foi puxada para trás, sendo obrigada a se afastar de Sakura. A rosada chegou a olhar para trás, na intenção de pedir a Sasuke que se livrasse daqueles brutamontes, mas vê-lo tão concentrado fez que ela esquecesse seu propósito.


–Está na hora, Sakura. – disse o vampiro despertando-a.


–Sim. – respondeu dando uma última olhada na casa iluminada, e lamentou por ter de deixá-la.

Ela atravessou a porta com a mão pressionando o peito, como se estivesse sentindo dor. Havia algo a incomodando seriamente, e a raiva vinha por ela não saber do que se tratava.



X*X*X*X*X*X



O primeiro relâmpago a assustou.
Lain correu até a janela, a fim de observar o céu escuro de grandes nuvens carregadas. Ela usava um vestido preto, de cumprimento até os joelhos, e uma bota cano longo, sem salto. O cabelo estava muito bem preso, e por cima dele ela jogou o capuz da capa preta. Olhou o relógio pela oitava ou décima vez, às vezes imaginando se ela devia mesmo ir ao encontro de Madara Uchiha.
Naquela manhã ela e Itachi se viram muito pouco, e quase nada disseram um ao outro. Ele estava muito distante, entretido com seus experimentos e os refugiados. Foi melhor assim, pois só dessa maneira ela não correu o risco de se deixar levar pela simpatia dele.


–Está na hora. – abriu a porta tendo o cuidado de não ser vista e, com toda a atenção, saiu do quarto.


As primeiras gotas d’água começaram a cair, obrigando Lain a apressar os passos. Ela chegou ao lugar indicado por Sasori, e sua reação não foi outra a não ser se surpreender ao dá de cara com Madara. Ao lado dele estava o ruivo de expressão fria, e não havia dúvida de que o Uchiha mais velho conseguia endurecer o semblante de qualquer pessoa.
A chuva caiu com toda força que lhe era possível...


–Chegue mais perto, Lain. – obedecendo-o, ela se aproximou dele. –Você está com medo de mim?


–De maneira alguma. – provavelmente ela mentiu para ele, achando que conseguiria passar uma imagem a sua altura. –Recebi o recado do seu espião, agora quero saber o porquê de eu ser sua escolhida.


Madara sorriu coçando o queixo, deixando à mostra o braço sem nenhum tipo de arranhão. Lain jurava que vira Itachi cravar as unhas ali, no entanto, não havia uma marca sequer.


–Então, você é a irmã caçula da mulher que está com meu sobrinho. – disse observando bem o rosto da garota. –Ele falava muito sobre você, e por muitas vezes eu cheguei a pensar que Sasuke estava perdidamente apaixonado.


–Está tentando me conquistar falando mentira? – indagou rindo da cara dele. –Sasuke nunca pensou em mim como mulher...


–Ele nunca diria isso a você. Eu conheço meu sobrinho, sei tudo o que acontece na vida dele, e o que ele sente.


–Mas ele me trocou por Sakura...


–Ele fez uma bela jogada, mas, no fim, sua irmã assumiu a partida. – ele era astuto, e isso o orgulhava. Só mais algumas palavras para trazer aquela idiota para o seu lado. –Eu pedi a Sasuke que lhe conquistasse, com o único interesse de você achar a pedra lendária. Mas ele acabou se apaixonando por seus encantos e a qualquer momento tudo iria por água abaixo. Eu já estava prestes a interferir, mas, de repente, sua irmã apareceu. Não lhe ocorreu de que ela apareceu nesse momento de fragilidade entre vocês somente para confundir meu sobrinho, seu inimigo?


–Eu cheguei a pensar nisso. Achei tudo muito estranho, sendo que eles nunca tinham trocado uma palavra sequer.


–Percebe?Sua irmã tinha inveja de você, e aproveitou a situação para fisgar meu pobre sobrinho.


Lain nada disse, apenas preferiu raciocinar. Sasori lançou um olhar de cúmplice a Madara, e ele fez o mesmo.


–Qual seria o interesse de Sakura em conquistar Sasuke?


–Poder. – disse ele colocando a mão no ombro dela. –Você já imaginou sua irmã uma vampira?


–Ela seria quase invencível. – sorriu com desdém.


–Então imagino que você gostaria de pará-la, assim como eu. – Lain respirou fundo, mas nada disse. –Vou lhe dá um tempo para uma resposta...


–O que eu tenho que fazer? – perguntou surpreendendo até mesmo ela.


–O primeiro passo... – andou em volta dela e voltou a apertar seu ombro. –, temos que jogar um contra o outro.


–Parece que não será fácil.


–É mais fácil do que você pensa. – atenta Lain prestou atenção. –A primeira coisa que você tem que fazer, é fazer as pazes com sua irmã.


–Como é?


–É isso mesmo que você ouviu. Segundo: convença-a de que você precisa está com ela.


–Quer dizer que eu tenho que ir morar com Sakura?


–Exatamente. Terceiro: conquiste a lealdade de Sasuke.


–Você está pedindo o impossível.


–Haverá coisas mais complexas que isso, minha cara, mas confiarei na sua agilidade.


–E o que acontecerá quando eu conseguir fazer essas coisas?


–Se você não falhar em nenhuma dessas etapas, o resultado será melhor do que o esperado. Mas a grande cartada será minha, então não se preocupe em separá-los logo de cara, apenas leve-os até esse caminho. – ele viu que os olhos dela brilhavam. –Quando ele descartar sua irmã, você será a mulher da vida dele. Dará herdeiros a ele, e será invencível, como sua irmã pensa que será.


–Quando começo?


–Espere meu chamado. – ele segurou a mão dela, e depositou um beijo frio. -Eu ia me esquecendo de lhe dizer que Itachi precisa se apaixonar por você o mais rápido possível.


–Itachi? – indagou tentando manter a expressão pacífica.


–Conquiste-o. Eu tenho planos para ele.


Ela ficou intrigada, mas não achava que Madara faria algo de ruim com o sobrinho.


–Eu não confio em você, Madara Uchiha, mas estou disposta a me unir a você por termos os mesmos objetivos: desmascarar minha irmã. Aguardo seu chamado. – jogou o capuz na cabeça e praticamente saiu correndo.


–Mulheres... Elas não resistem à ideia de se casar e ter filhos com o homem que gosta. – ele riu alto, contagiando Sasori que sorriu de canto.


–O que o senhor pretende fazer?


–Matarei todos eles, um a um, mas abrirei exceção para Sakura Haruno. Ela esconde algo que eu sonho em possuir todos os dias. Assim que eu souber onde está a pedra, ela terá o mesmo destino que os outros.