Sandstorm

1 Capítulo Único


Notas iniciais
- Não é SasuSaku
??” Não é Hentai

Seria o fim dos tempos? A Senpai ficou louca?

Hoje venho aqui com uma humilde missão, a finalização de uma promessa a muito tempo feita e que com um enorme talento procrastinei e enrolei até chegarmos em 18.11 mais conhecido como o "Pan Alban's Day" - feriado em todo o continente europeu inclusive.

Enfim, tudo isso é para o meu pão de mel mais fofo desse mundo, uma das minhas melhores amigas, minha conselheira, meu apoio, meu travesseiro a distancia quando preciso chorar, minha carrasca (pq ela me xinga quando precisa) e alguém extremamente importante na minha vida.

Vamos, coloquem o chápeuzinho e vamos cantar parabéns pra Pan ♥

Miga, feliz aniversário, te amo DEMAIS - do RS até SP a pé - e quero que saiba que estarei contigo pra sempre e para tudo que precisar e contra todos que te fizerem mal.

PEGA A TUA SHIKATEMA MULHER.

~boa leitura!

A paisagem que se estendia por toda sua vista, era uma grande imensidão verde e azul, as árvores de Konoha que contrastavam com o céu azul, tão limpo e sem sinal de nenhuma nuvem, deixando a luz do sol quente alcançar toda a vila.

Da janela onde estava sentada, provavelmente amassando seu vestido no processo, conseguia ouvir as conversas dos convidados, risadas e o som dos sinos que balançavam com o vento, fechou os próprios olhos para quando este bateu-lhe no rosto, balançando o cabelo solto, algo que definitivamente não era habitual para ela. O vento de Konoha era diferente de Suna, tinha mais frescor, mais perfume… Mais leve. Mas ainda sim, suspirou pesarosa, não deveria se sentir assim, não hoje, mas não conseguia evitar… Sentia-se longe de casa, longe do forte vento do deserto, do cheiro dos rios de água salgada e das ervas cultivadas na areia.

De toda forma, não se sentia arrependida ou inclinada a mudar de ideia, de forma alguma. Mas, sentia o pedaço que a saudades já deixava em seu peito, a preocupação com seus amados, até mesmo de seu esquadrão ao qual não seria mais a comandante, medo de perder sua essência.

Sabaku no Temari, a filha do Kazekage, a Temari da areia… A irmã mais velha dos filhos da areia.

E agora futura esposa de Nara Shikamaru.

Haviam conversado diversas vezes, viram os possíveis cenários, ele se ofereceu para mudarem para Suna, ficar perto da família dela, ser correspondente de Konoha na vila de Suna, mas os dois sabiam que seria um sacrifício mais ainda, a mãe dele — viúva a poucos anos — ficaria sozinha, pois o único filho iria para longe. O jinchūrik, Naruto Uzumaki, assumiria como novo Hokage em poucas semanas e havia realizado o pedido formal para que Shikamaru ocupasse o cargo como seu braço direito, o mesmo ocupado pelo pai até seu último dia de vida.

Seu coração já muito havia se acalmado, mas nos primeiros dias ainda sentia o nervosismo que guardava para si, será que aqueles dois ficariam bem sem ela? Não importava se um era o Kazekage e o outro líder de uma divisão de elite, ainda eram seus irmãos mais novos, os que já haviam sofrido tanto e de tantas formas, sentiu o amargo sabor de quase perder os dois e foram tantas vezes que achava que jamais se esqueceria daquela sensação.

Mergulhada em seus próprios pensamentos, apenas ouviu o som da porta quando a mesma foi fechada por Nara Yoshino. A mulher sorria de forma calma, diferente da personalidade forte que a mesma mantinha e que Shikamaru já havia contado algumas histórias. Xingou-se por sequer ficar em pé, mas sentia-se cansada depois das longas horas que passou se arrumando, lembraria de agradecer mais uma vez Sakura e Ino mais tarde.

— Ora, seu vestido vai ficar amassado minha criança! — A senhora Nara colocou as mãos no próprio rosto, indo até a Sabaku. — Venha aqui, vamos arrumar você!

Temari suspirou, levantando-se, deixando que o tecido fino de seda, caísse sob seu corpo, modelando-o, sentindo-o contra sua pele enquanto sua futura sogra passava as mãos pela saia, tirando quaisquer imperfeições. Segurou uma parte do tecido entre os próprios dedos, muito leve quase não pesava, macio e delicado, tecido especialmente com fios do deserto.

— Você está belissíma, Temari. — Yoshino sorriu para ela, mostrando as rugas que marcavam o rosto. Pegou as mãos da loira entre as suas, apertando-as. — Quero que saiba que desejo que você e meu filho sejam muito felizes, que o casamento que vocês começam a construir hoje, seja tão florido como o meu e de Shikaku foi até o último dia.

— O-obrigada. — respondeu sem jeito, ainda podia ver a emoção nos olhos castanhos dela. — Ter a sua aprovação é muito importante para nós.

Yoshino suspirou, segurando as lágrimas. — Sei que está com o coração dividido, imagino que sua ligação com seus irmãos é fortíssima, os dois estão numa pilha de nervos lá fora. — sorriu amorosa. — Mas quero que saiba que estou aqui para ajudá-la no que precisar, claro que a sogra colada no pé não é algo que ninguém quer quando se está recém casada. — riu alto. — Estarei sempre disponível quando quiser e quando se sentir confortável, sim?

Acenou, encabulada demais para formar uma resposta para a mulher, esta que antes de esperar por uma resposta, lhe abraçou carinhosamente. — Obrigada por fazer meu filho feliz.

E logo a porta já estava sendo fechada novamente, deixando-lhe sozinha, encarando o pedaço de madeira por onde a mãe de Shikamaru havia passado segundos atrás.

Suspirou, abraçando o próprio corpo, não deveria faltar muito agora e como para comprovar seu pensamento, a porta foi batida três vezes e ela deu a aprovação para que adentrassem, revelando a imagem de Gaara e Kankurou que entraram em seu quarto, a calmaria dos dois foi como um relaxante para ela.

Limpou a garganta quando os dois passaram tempo demais em silêncio a observando, recebendo um sorriso sem graça de Gaara.

— Você está… Perfeita. — Gaara disse terno. — Como uma princesa do deserto que é.

— Oh, por favor. — Negou com a cabeça.

Kankuro deu alguns passos a frente, aproximando-se dela, segurando-a pelos ombros. — Nos deixe sermos os irmãos babões hoje, sim? Nossos pais estariam orgulhosos e imensamente felizes, pense que estamos sentindo isso por eles também. — disse amável, fazendo um carinho na sua bochecha antes de se colocar ao lado de Gaara que acenava concordando com o irmão.

— Gostaríamos de entregar para você um presente, antes de levarmos você… Para o altar. — Gaara disse no tom de voz calmo como era de costume, assim como a gentileza nos olhos verdes dele, sempre que conversavam entre si. — É algo que gostaríamos que você carregasse consigo neste dia.

Kankuro entregou a Gaara uma caixa negra, o ruivo estendeu os braços na direção da irmã. Temari respirou fundo, emocionada, levantando a tampa da caixinha, deixando os lábios abrirem-se em surpresa.

O adereço para cabelo repousava sob o veludo negro, o pente dourado que era adornado por diversas flores do deserto, vermelha em suas pontas e descendo até o puro branco na parte de dentro.

— Oh vocês… — balbuciou, vendo Kankuro pegar o delicado pente e pedir para ela se virar de costas para eles. Fechou os olhos, deixando a única lágrima escapar, enquanto sentia o adorno ser colocado na parte de trás do cabelo, acima do pequeno coque.

— Sabemos que está preocupada conosco, mas estaremos bem… Com saudades, mas sempre ansiosos para nos ver novamente.

Virou-se para eles, olhando para cima, odiava chorar. — Eu odeio vocês, seus pirralhos malditos… Oh eu prometo que nos veremos! — correu para os braços deles. — Obrigada…

— Amamos você. — Gaara beijou-lhe a testa. — Está na hora agora, Shikamaru está quase fumando um maço inteiro de cigarros.

Acenou, sorrindo e sentindo-se mais calma. — Por kami, eu preciso ir me casar!

Andou ao lado dos irmãos até o final da escadaria onde uma porta os separava do jardim onde aconteceria a cerimônia. Posicionou-se no meio deles, cruzando seus braços com os dois e respirou fundo, dando sinal para que a porta fosse aberta.

Fechou os olhos brevemente, sentindo o vento que veio com a abertura da porta dupla e o som dos sinos, mais fortes ali, abriu os olhos e deu os primeiros passos, sentindo o coração dar um pulo dentro do peito e um ansiedade tomar seu corpo, enquanto os irmãos caminhavam pacientemente ao seu lado, porque demorava tanto para alcançá-lo?

Sorriu minimamente quando se aproximou, aquele maldito estava tão lindo, com as mãos dentro do bolso do terno enquanto a aguardava, como se quisesse enganá-la com uma falsa tranquilidade. Arqueou a sobrancelha para ele, quando ela e os irmãos pararam em frente ao altar e o aguardou para que viesse até ela.

Shikamaru trocou um aperto de mão entre os dois irmãos antes de estender a mão para ela, que respondeu a ação, colocando sua mão sob a dele, para então, caminharem juntos ao altar.

— Achei que ia ter que te buscar. — Shikamaru cochichou.

— Ficou com medo, hn? Achou que ia te abandonar no altar? — perguntou presunçosa.

— Do jeito que é problemática… Quase fugiu quando te pedi em casamento, é claro que pensei. — suspirou ouvindo as primeiras palavras do cerimonial budista. — Está linda.

— Tsc. — sorriu encabulada. — Você também… Sabe que agora não pode desistir, certo? Eu mato você, garoto. — resmungou, ignorando o olhar feio do cerimonialista.

Sentiu o aperto maior dele em suas mãos. — Nada me faria desistir… Agora preste atenção, estamos nos casando, senhora Nara.

Notas finais
Espero que tenha gostado my girl! ♥

AAU será atualizada nos próximos dias, não sei de nada doq a Mirys prometeu proceis viu? *corre*

Beijinho!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!