Sanatory: The Silent Hill Chronicles
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Galera, desculpe pela demora, mas Sanatory: Revelations acabou bem no fim do ano e todo munda sabe que postar fic na virada de ano é uma merda. Viajei, mas consegui levar meu note para escrever essa história, mas o modem da internet só ficava no note do meu pai e a família toda queria usar. Era um inferno. Só hoje (que voltei pra casa) é que consegui postar.
DIferente das anteriores, teremos algumas inovações.
Tenham uma boa leitura.
Eu estava andando pela cidade. Uma densa névoa pairava sobre ela e cinzas caíam do céu. Aquelas ruas não me eram familiares e eu tinha a impressão de que sombras ocultas se movimentavam pela névoa. Entrei em um parque de diversões abandonado de repente o céu ficou vermelho e um demônio enorme apareceu.
Acordei tremendo e suando frio. Há muito tempo isso não acontecia e tinha certeza de o que eu tinha visto era real, e era. Eu tinha acabado de ter uma visão, não muito clara, mas era uma visão. Há muito tempo que não me sinto assim.
Deixe-me apresentar, meu nome é Tsuchi Kin, eu era paciente do Sanatório de Willow Hill, que foi queimado por um piromaníaco com intenção de sacrificar Alessa, que era como uma irmã para mim, e fazer Samael nascer, mas eu pulei do penhasco para não fazer parte desse ritual e Alessa dividiu sua alma e a escondeu em um lugar seguro, mas isso acabou amaldiçoando o local. Construíram um hotel em cima do sanatório sem saber disso e pessoas começaram a morrer até seu total abandono (se bem que esse hotel era frequentado principalmente por suicidas).
Com isso, os espíritos que morreram lá ficaram carentes e ansiavam por companhia, por isso começaram a matar todo ser vivo que entrava para isso. Há oito anos, um grupo de adolescentes foi passar as férias no hotel. Eles queriam ver se o lugar era realmente assombrado, mas graças à idiotice deles, eu conheci aquele que acabaria com o espírito do piromaníaco e me traria de volta à vida.
– Kin, está tudo bem? Você está pálida. – Sai disse se sentando na cama e me tirando dos meus devaneios.
– Acho que tive uma visão.
– Uma visão?
– Não muito precisa, mas tenho certeza de que era uma visão.
Ele me abraçou por trás como se quisesse me confortar e beijou a lateral da minha cabeça. Segurei em seus braços. Estava muito perturbada por causa da visão. Sentia que coisas ruins estavam prestes a acontecer, se ao menos a visão tivesse sido mais precisa.
Passado este incidente, Sai foi para a aula enquanto eu tomava conta da Yui. Yui possui cabelos castanhos e olhos azuis e tem 4 anos. Ela pode ter saído de mim, mas não é a minha filha.
– Olha mãe! – Apesar dela me chamar de mãe, mas acho melhor assim.
Fui ver o que era. Ela estava em frente à televisão. Foi uma luta para descobrir como é que funciona esse aparelho. Bem, morri com 20 anos, se considerar os 80 e sei lá quantos anos que fiquei morta e sem sair do Sanatório de Willow Hill, tenho mais de 100 anos e só há quatro anos que descobri a televisão. Trágico, não?
Fui ver o que era. Estava no noticiário que alguém tinha passado por todas as barreiras que as autoridades impuseram para chegar ao Hotel Dasdon, que foi construído em cima do Sanatório de Willow Hill e o prédio agora era ruína. Fiquei em choque. Mal podia acreditar no que estava acontecendo. Não consegui me manter de pé, minha visão escureceu e é tudo que eu me lembro.
Sai’s POV
Até que enfim! Essa era a última prova que faria na faculdade. Acabei a prova e tudo o que eu pensava era ir para casa e descansar um pouco. Novamente, meu futuro ex-professor Hatake Kakashi me chamou para a viagem que faríamos antes da formatura. Eu não queria ir, afinal Pain, Konan, Shikamaru, Temari e Hinata iriam também e eu estou ressentido pelo que aconteceu no Hotel Dasdon.
– Tem certeza de que não quer ir?
– Claro, professor. Eu tenho uma garotinha pequena em casa e preciso ajudar minha namorada a cuidar dela.
– Leve as duas. Muita gente vai levar sua família também.
Muita coisa mudou nesses quatro anos. Yui nasceu, não conseguimos voltar ao Hotel Dasdon, não vende Phoenix Down por aqui, Kin e eu namoramos (depois de muita luta para que ela admitisse gostar de mim e eu não consigo imaginar como seria minha vida se não a tivesse conhecido) e comecei a investir no meu diploma.
Depois dele e de outros professores encherem o meu saco para ir nessa maldita viagem, acabei cedendo. Kin ia me matar por não ter falado com ela antes, mas eu resisti o máximo que pude. Estou com um pressentimento ruim sobre esta viagem.
Cheguei em casa e vi Kin desmaiada no sofa e Yui tentando acordá-la.
– O que aconteceu?
– Eu não sei. Estávamos vendo TV e de repente mamãe passou mal e desmaiou.
– O que aconteceu? – Disse Kin despertando, para o nosso alívio.
– Você desmaiou. – Eu disse. – Como se sente?
– Estou bem. Yui, querida, por que não vai pro seu quarto brincar?
– Ok. – Yui foi para o quarto dela enquanto ficamos na sala.
– O que aconteceu? Está pálida.
– Acabei de ver no noticiário que o Hotel Dasdon está em ruínas.
– Mas como?!
– Eu não sei. Seja lá quem deve ter feito isso, sabia muito bem o que estava fazendo e quem estava procurando.
– Alessa. – Eu disse por fim. – Você suspeita da Ordem? Mesmo depois de tanto tempo?
– Só eu, você e a Ordem sabíamos que Alessa estava lá. Nós estamos aqui, seus ex companheiros desconhecem Alessa, então só sobrou a Ordem. Alguns membros já foram lá procurar por Alessa, mas as criaturas do sanatório e do hotel deram um jeito neles.
– Isso foi há quanto tempo?
– A última vez foi depois que vocês estiveram lá pela primeira vez. Eles ouviram os relatos dos seus ex companheiros , acharam que estava tudo bem e foram para lá. – Parece que essa ordem não desiste tão fácil.
– Você acha que Samael vai finalmente nascer?
– Não creio. Antes do incêndio que destruiu o sanatório, Alessa dividiu sua alma em duas, dividindo também o demônio. É preciso uni-las se quiser com que ele nasça.
– E onde está essa segunda parte da alma?
– Em um lugar seguro. – Percebi que poderia durar mil anos, mas a resposta seria a mesma.
– Sabe aquela viagem antes da formatura? Resolveram encher o meu saco de novo. – Achei melhor mudar de assunto. – Me convenceram a ir e a levar você e a Yui.
– O QUE?! Você confirmou essa viagem sem me consultar?!
– O que posso fazer? Resisti o máximo que pude.
Discutimos um pouco (que durou umas quatro horas) até que ela cedeu. Discutir com a Kin é difícil, mas aprendi ao longo de quatro anos de convivência que se você quer convencê-la, precisa ter paciência, uma boa argumentação, não gritar e usar uma armadura para o caso de algum objeto voar na sua direção.
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