Sanatory: Revelations
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Voltei para dentro do hotel. Por mais que eu fosse ter dor de cabeça, eu precisava falar com os outros para sairmos. Quando cheguei à recepção, encontrei todos fazendo um novo círculo.
– Não vamos sair daqui assim, não dessa vez. – Eu disse.
– Tem ideia melhor? – Respondeu Konan secamente. Pelo visto, eles me odeiam.
– Que tal morrer aqui?
Quando nos viramos, vimos Naruto com a barriga toda aberta e as tripas de fora. Depois apareceram Sasuke, Itachi, Kakuzu, Gaara e Karin. Claro que ninguém ali queria lutar com eles. Adivinha quem teve que matar todo mundo e salvar o grupo? Eu mesmo!
Naruto jogou o intestino contra o grupo, mas eu saltei para o lado para não ser pego. Foi aí que Sasuke saltou para cima de mim, mas dei um tiro na cabeça dele. O próximo foi Kakuzu, que estava todo remendado. Desviei e ele acabou matando a Karin, me fazendo poupar munição. Sasuke saltou para cima de mim, mas dei dois tiros nele e ele caiu. Gaara avançou para cima de Temari, mas eu dei um jeito nele. Deu trabalho, mas matei todos os nossos atacantes.
– Você os matou. – Começou Ino.
– Já estavam mortos há quatro anos. Eles não se lembram que um dia já estivemos do mesmo lado.
– Tem razão, eles esqueceram. – Disse uma voz feminina familiar.
– Hinata! – Todos gritamos.
Hinata parecia bem, mas tinha alguma coisa errada nela. Ela jamais falaria algo de forma sombria e seu olhar tinha um brilho assassino.
– Temos um ritual a fazer não é mesmo? – Todos concordaram com Hinata, menos eu.
– Não, a saída não é essa. Não dessa vez.
– E quem disse? A sua namoradinha fantasma? – Zombou Sasori e eu revirei os olhos.
– Não sei se vocês perceberam, mas essa não é a verdadeira Hinata.
– Do que está falando?! Claro que essa é a Hinata. – Disse Temari.
– Dessa vez eu concordo com o Sai. – Valeu Shikamaru!
– Do que está falando, Shikamaru? – Perguntou Konan.
– Olhem só para ela. Está muito confiante, não gagueja, não está com medo e tem um olhar estranho. – Shikamaru, eu te adoro! Fez todo mundo cair na real.
– Talvez eu não seja a Hinata ou talvez eu seja.
Do nada, Hinata jogou uma rajada de fogo que carbonizou Ino. Quando nos recuperamos, uma aura de fogo rodeou Hinata e ela começou a nos atacar com bolas e rajadas de fogo. Eu não sei o resto, mas eu saí desviando que nem um louco. Como consegui fazer isso? Não sei, só sei que foi a maior cagada que já fiz. Enquanto ela se distraía com alguém, peguei a pistola e apontei para ela.
– Está viva. – Quando me virei, vi Alessa, ou a projeção dela. Que se dane!
– Quem está viva? – Alessa apontou para Hinata.
– O piromaníaco.
– Onde ele está? – Novamente ela apontou para Hinata e depois sumiu.
Isso foi estranho. Por que Alessa me ajudaria? Será que Kin falou com ela de novo? Será que Alessa simpatiza comigo? Será que ela está louca para se livrar do piromaníaco? Será que ela sabe que depois disso, se eu sobreviver, vou revivê-la? Para de pensar nisso! Você está prestes a ser carbonizado e fica pensando nessas coisas?! Pense em um jeito de sair daqui vivo!
Uma rajada de fogo por pouco não me pegou, só tive queimadura de 2º grau no antebraço QUE DOEU PRA CARALHO! Sorte que foi no braço em que o tive um corte feito pelo Shino, se fosse no que o Kiba enterrou as garras, eu tava fudido de vez.
– Por que fugir? Todos vocês vão morrer mesmo.
Pelo que vislumbrei do grupo, Sasori e Deidara também tinham sido mortos. Pensa Sai. Alessa (ou a projeção dela) disse que Hinata estava viva e apontou para ela quando falou no piromaníaco. Só pode haver duas hipóteses: 1ª Hinata é o piromaníaco, que é completamente absurda, pois o piromaníaco botou fogo no sanatório há 80 anos; 2ª o piromaíaco (que agora é um espírito ou um monstro) possuiu o corpo da Hinata, essa é a mais plausível. O pessoal achou armas pesadas e apontaram para ela.
– Ninguém ataca! – Todo mundo parou. – Ela está possuída. Se atacarem, atacarão Hinata também.
– E que escolha nós temos?! – Esbravejou Pain. – A não ser que alguém aqui saiba fazer um exorcismo.
Lembrei da minha conversa com Kin:
– Depois que eu morri, passei décadas procurando pelo Phoenix Down. Assim eu e Alessa poderíamos reviver, sair daqui, arrumar aglaophotis, extrair o demônio da Alessa e matá-lo. Há quatro anos, eu surpreendi o piromaníaco, que estava usando todo o Phoenix Down para reviver seu amigo e escondia o Phoenix para que nenhuma de nós o encontrasse.
– Aglaophotis?
– É uma mistura de ervas. Tem a cor vermelha e extrai qualquer entidade maligna do corpo de uma pessoa assim que toca na pele.
É isso! O aglaophotis! Se eu usá-lo, posso salvar Hinata, mas preciso de uma pequena ajuda do pessoal.
– Ninguém ataca, só não deixe com que acertem vocês.
– Ficou maluco?! – Esbravejou Temari. – Assim iremos morrer!
– Eu tenho um plano.
Ficamos desviando dos ataques o tempo inteiro. Em um desvio repentino, eu caí de bruços. Comecei a me levantar e Hinata se aproximou.
– Quem diria. Lutou tanto para acabar assim. Olhe para você, mal se aguenta em pé. Desta vez, não há escapatória!
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