Sanatorium.
2 Como Assim?!
Notas iniciais
Boa leitura, desculpem os erros.
Antes de qualquer investigação a policia já associou eu + faca + pessoa morto =culpada, sendo que eu tinha acabado de chegar e já tinha visto meu pai morto.
–Srtª. Lebrun você esta presa por assassinato. -Ah? Como assim, eu estava destruída por dentro e ainda me falam que eu sou assassina?
–O senhor só pode estar louco, eu amo meu pai e nunca o mataria. -Disse entre soluços.
–Não nos interessa.
Algumas semanas se passaram e eu acabei condenada a passar três anos em um sanatório, realmente agora as pessoas teriam motivos pra me chamar de monstro, eu ainda estou abalada com a morte do meu pai, na minha cabeça eu estava sofrendo, na dos outros eu estava apenas esperando uma brecha para matar outra pessoa. Parando na frente do sanatório com o carro da policia eu sai e logo senti o vento frio dilacerando minha pele, ao olhar para aquele lugar cinza que estava mais para castelo do Drácula do que para sanatório eu tive um pressentimento ruim, um lugar assim é para dar frio na espinha de qualquer um, mas não em mim, eu não estava assustada, eu estava apenas receosa, a única coisa que eu tinha que fazer era ser invisível, e não tentar arrumar confusão.
–A senhorita poderia, por favor, entrar, eu não tenho a vida toda. -O policia disse friamente. Eu dei passos largos em direção a minha nova casa, minha nova prisão, meu novo inferno. Quando eu já estava para dentro do portão o policial virou as costas e foi embora me deixando sozinha, fui à procura da 'diretoria' daquele lugar chegando lá tinha um menino de olhos castanhos pele clara, alto e com um corpo não muito magro nem muito forte, ele parecia feliz em estar lá, “Com toda a minha certeza eu garanto, aqui só existem maníacos que não ligam em ficar presos como patos em uma caixa” –Oi -O garoto feliz falou, é eu tenho mania de dar apelidos 'carinhosos" as pessoas-Meu nome é Lucas. -Ele falou para mim, Peralá por que ele falou comigo?
–Err... Oi, meu nome é Emily, Emily Lebrun, prazer te conhecer-Ele me olhou nos olhos, ele parecia ver por dentro de mim, parecia vasculhar meus pensamentos, a maioria das vezes eu acabaria descobrindo alguma coisa sinistra sobre ele com apenas um olhar, mas dessa vez foi diferente, não tinha visto absolutamente nada, então eu desviei o olhar. Logo a "diretora" veio e olhou para o garoto feli...quer dizer para o Lucas com uma cara nada surpresa.
–Olá Lucas, você já sabe oque deve me entregar. -Ele colocou em uma cestinha um celular, um estilete, e mais um monte de coisa. -E você senhorita Lebrun faça a mesma coisa. -Coloquei meu celular, afinal era a única coisa que eu tinha .-Lucas você vai ficar no mesmo quarto de sempre, e Srtª Lebrun pode ficar no quarto 101, ao lado do Lucas. -Ele olhou pra mim e falou.
–Eu te ajudo a encontrar o seu quarto. -Ele piscou pra mim, saímos e adentramos o corredor ele me mostrou o meu quarto e falou-As suas roupas já estão na gaveta, e aquela porta ali é o banheiro, qualquer coisa que precisar eu estarei no quarto ao lado, esse lugar não é tão ruim quanto parece. -Eu entrei no quarto e ele foi embora, me olhei no espelho que tinha e fiquei algum instante me olhando, eu tinha um cabelo preto e a pele bem branca meus olhos eram verdes, isso atraia muita atenção, mas não tanto quanto minha esquisitice, a única pessoa que não se importava com isso e me amava do jeito que eu era foi meu pai, meu pai morto, uma lagrima caiu, e foi como um estilete cortando minha pele limpei a lagrima com a manga da brusa e fui ver que aulas que eu tinha hoje, fui até a cômoda que tinha e abri as gavetas.
–Preto! Aqui não tem nada além de roupas pretas! Que merda de sanatório é esse?-Eu gostava de preto, na verdade era a cor que eu mais gostava, só que dentro da gaveta não tinha nada além de preto-Vocês já pensaram que nesse lugar tem gente que não é emo ou gótico viu! –Falei gritando peguei uma roupa qualquer, afinal era tudo igual e fui em direção às salas.
Fale com o autor