Notas iniciais
OOOOEEEE PESSOINHAS LINDAS! Tudu bom? VOLUME DOIS NA ÁREAAAAA ~yaaaay Ai, tô animada :3333 Resolvi postar agora porque amanhã estarei ocupada o dia todo :B (vocês nem gostaram dessa, né? -q) Vamos lá, espero que gostem! Boa leitura! ~(˘–˘~)

No domingo, Bebê e família vieram almoçar aqui, como uma espécie de despedida.

A uma da tarde, meu pai deixou minha mala e mochila no carro.

Me despedi dos bichinhos, de Ana e dos pais do Bebê, mas quando fui o abraçar, ele se afastou.

— Espera, eu vou buscar um presente pra você. — E saiu de casa com essa.

Silvia riu e eu a olhei.

— O que é? — Quis saber, curiosa.

— Não posso falar. — Sorriu, divertida.

Meu pai tirou o carro da garagem, e nada do outro voltar.

Resolvi sair pra rua, e Bebê estava conversando com meu pai, enquanto ele fechava o porta malas.

O que ele tá aprontando?

— Seu presente tá aqui. — Bebê deu uma batidinha na traseira do carro. — Mas só vai ver no terminal.

— Por que esse suspense todo?

— Porque eu quero. Vai, vamos.

Ele, os pais dele, os meus e eu entramos no carro. Ficou apertado, mas coube.

Tentei não deixar a tristeza me fazer chorar. Segurei até chegar no terminal, mas quando sai do carro, não deu mais.

Minha mãe me abraçou enquanto meu pai pegava minhas coisas. Quando o choro deu uma pausa, me soltei dela e olhei pra trás, pra acelerar eles, quando vi mais malas que não eram minhas.

Bernardo estava do lado delas, com as mãos nos bolsos da calça, e me olhou. — Parou o chororô?

— Que isso? — Olhei pro meu pai.

— É o seu presente. — Deu de ombros, sorrindo.

Não tava conseguindo raciocinar direito e só fiz uma careta de quem não tava entendendo nada.

Bebê revirou os olhos e chegou perto. Segurou meus ombros. — Sério? — questionou, inconformado.

— O quê? Isso...

— Eu sou seu presente, bobona. — Sorriu, divertido.

Paralisei. — Mas como assim? Você disse que já estava matriculado numa escola! — falei, pasma.

— Ué, eu tô. — Riu da minha cara. — Na sua.

— Não acredito! — Comecei a rir e o abracei. — Você escondeu isso de mim, seu idiota!

— Eu queria ver você chorar por mim.

Dei um tapa nele enquanto o largava.

Pois é, gente. Bernardo era aluno da San Peter agora.

Eu só acreditei pra valer quando pegamos nossos lugares no ônibus, depois de nos despedirmos dos nossos pais e guardar nossas malas.

— Escola da Bruna, me aguarde. — Cruzou os dedos atrás da cabeça, relaxando no banco.

— Você tinha me perguntado se ia conhecer a Lili. Agora vai.

— Verdade. — Sentou direito, me olhando. — Lili de sagitário. O nome dela é Lili mesmo?

— Não, é Lilian.

— Hm... Lilian de sagitário.

— Ela vai te xingar se você chamar ela assim. — Ri.

— Por quê?

— Ela fala que só gente velha chama ela assim e acha estranho quando a gente chama.

— Agora que eu vou chamar, então. — Sorriu.

— Só falta uns chifrinhos vermelhos na sua cabeça. — Balancei a cabeça, olhando pela janela.

— Também acho.

Parando pra pensar... Como será que os meninos vão reagir? A Lili pelo menos achou ele engraçado, por telefone. Mas não sei como o James e o Júlio reagiram.

E ainda tem o Yan... Ai, Deus...

Passamos a viagem falando sobre a escola, as regras, aulas, os prédios... Era bastante coisa.

Assim que chegamos no terminal, mandei mensagem pra Lili avisando que tinha chego.

Arrastamos nossas malas pro ponto, e dessa vez eu sabia qual ônibus pegar. Demorou um pouco, mas ele chegou. Subimos e pagamos.

Pouco depois descemos. Já havia uma movimentação de carros entrando e saindo da escola.

— Legal, né? — Vi a cara dele, olhando para o primeiro prédio.

— Daora — concordou.

Entramos e ficamos na fila de alunos pra entrar na secretaria. Quando entramos, eu assinei a lista e Bebê entregou a papelada dele. A Mônica desejou boas vindas, e eu senti a nostalgia daquela frase.

Me senti ansiosa pra mostrar a escola pra ele.

Passamos pelo pequeno corredor e entramos no refeitório, que estava até que cheio apesar do horário.

Olhei ao redor, mas não vi nenhum rosto conhecido. Fomos pro jardim, e aí vi a boca do Bernardo abrir, e eu sorri, orgulhosa (?).

— Isso sim é legal — comentou, olhando ao redor.

— Vem, vou te mostrar onde eu costumo ficar.

Andamos para a pequena floresta, e vi de longe nossa mesa, já ocupada. Na mesma hora, James me viu e abriu um sorriso enorme, e Lili olhou pra trás, já levantando e correndo na minha direção.

Larguei a alça da mala e corri ao encontro dela e nos chocamos, quase caindo agarradas uma na outra.

— Ah! Que saudade! — Quase gritou.

— Nem me fala.

— Pera aí, quem é esse? — cochichou. — Não me diga que é o tal do Bernardo? — Me soltou e me olhou, impressionada.

Eu ri. — É ele sim. Vai estudar aqui.

— Bru, ele é muito gato... Oi — disse mais alto.

Virei pra trás e vi ele do meu lado.

— Olá, Lilian de sagitário — falou educadamente, sem sorrir muito.

Não consigo entender esse jeito dele.

As sobrancelhas da Lili se juntaram. — Quê?

Vi James vindo até nós e larguei os dois, e corri até ele. Pulei nele e nos abraçamos.

— A Lili me falou que você me traiu com uma almofada, viu? Tô de olho.

Ele riu. — Ah, me perdoa. Juro que não faço de novo.

— Vou pensar. — Sorri e o soltei.

— Quem é esse? — Olhou pros outros dois.

— É o Bernardo. Aquele que roubou meu celular pra falar com vocês.

— Ah, ele vai estudar aqui agora? — Andamos de volta.

— Vai sim. — Olhei pra ele, tentando ver sua reação.

— Ah, não dá. — Lili dizia. — Bernardo de capricórnio é muito grande.

— Vai ter que arranjar outra coisa, então. — Bebê disse. — Só a Bruna pode me chamar pelo apelido.

Ri. — Ah é?

— Não se acha não. — Fechou a cara pra mim. — Não pega bem ser chamado de Bebê por outras pessoas.

— Bebê? — Lili começou a rir.

— Você é...? — Olhou pro James, estendendo a mão.

— James. — James segurou e balançou a mão dele. — Prazer.

— Igualmente. Não tá faltando o... Júlio? — Lembrou.

Vi Lili e James trocando olhares rápidos.

— Ele só não chegou ainda. — James explicou. — Ele sempre chega tarde.

Olhei pra Lili, tentando ver a reação dela. — Mas... ele ainda tá bravo?

— Bom... — Olhou pro James.

— Ele ficou chamando ela de traidora toda hora. — Deu de ombros.

— Dramático. — Lili cochichou, cruzando os braços.

Que clima... — Eu vou guardar minhas coisas — anunciei.

— Pera aí. — Bebê segurou meu braço. — Pra onde eu vou?

Parei e peguei os papeis que ele estava segurando. Procurei a informação.

— Aqui... Seu quarto é o trinta e um, no terceiro andar. — Devolvi as folhas, me sentindo super manjadora. Ele me olhou com uma cara de dúvida.

— Pode deixar, Bru. — James disse quando eu ia abrir a boca. — Eu levo ele lá.

— Obrigada, James. — Sorri e comecei a andar para o dormitório, e Lili me seguiu. — Isso é tão nostálgico. Parece que faz muito mais tempo que eu estudo aqui.

— Parece mesmo. — Lili concordou, sorrindo. Então agarrou meu braço. — Estava morrendo de saudade, Bru.

— Eu também. — Encostei dela. — Faz tempo que você chegou?

— Acho que uma meia hora.

Entramos no dormitório e subimos. Encontrei as chaves do quarto penduradas na fechadura, como eu havia deixado.

Destranquei e entramos. Nada tinha mudado.

Não que eu esperasse alguma mudança, foi só um mês fora.

Deixei as coisas no chão e me joguei na cama, rindo. Senti o cheirinho típico do amaciante do edredom e me senti em casa.

Senti Lili sentando na cama, e me virei, sentando e puxando o travesseiro pro colo.

— Não fica com essa cara, Lili. Agora não tem como ele fugir de você.

Ela brincou com os próprios dedos no colo. — Ele é tão dramático... Eu sei que é exagero dele, mas eu tô com medo dele nunca mais falar comigo, e eu não duvido disso.

— Se ele te ignorar, pode ter certeza que eu vou bater na cabeça dele com um caderno. — Ela sorriu. — E tenho certeza que o Bebê ajuda.

— E qual é a dele, hein? Ele é estranho, mas é legal.

— Estranho como?

— Ele tem uma cara séria, mas aí ele solta algo engraçado do nada, e você não sabe se ele tá falando sério ou não.

Eu ri. — É assim mesmo. É engraçado porque não faz nem um mês que nos encontramos, mas parece que temos anos de amizade, igual a gente. — Apontei para nós.

— Ele parece que gosta bastante de você.

— Você acha? Ele só me dá patada.

— Mas pelo pouco que vi, são brincadeiras, né?

— São sim. — Dei risada. — Acho que eu até peguei um pouco dessa mania dele.

Lili levantou uma sobrancelha e deu o sorrisinho malicioso típico dela.

***

Segui o amigo da Bruna de nome estrangeiro pelo jardim. Chegamos em um "pequeno" prédio e entramos.

— É verdade que você e a Bru são amigos de infância? — Ele perguntou.

Começamos a subir as escadas. — É sim. Crescemos juntos até os oito anos

— E vocês eram namoradinhos? — Riu.

— Eu não considero aquilo um namoro, mas é mais fácil de explicar, apesar de achar meio errado adultos incentivando crianças a andar de mãos dadas e trocar uns beijinhos.

— Como é que é? — Ele riu. — Os pais de vocês incentivavam isso?

— Ah, é aquilo "olha que bonitinho, faz de novo, filho". Pelo que eles falam, é isso.

— Espera, então... — Parou, me olhando. — Vocês deram o primeiro beijo de vocês um com o outro?

— Sim... — Estranhei. — Por quê?

Ele fez uma cara de surpresa. — Ah... nada. — Voltou a andar.

— Pera aí, como assim nada? Agora eu quero saber. Você e a Bruna já ficaram? — Ele ficou vermelho. — Você achou que ela perdeu o bv com você, é isso?

James fez uma cara de "falei demais". — Ela também achou. — Deu de ombros.

— Essa garota escondeu isso de mim? Não acredito. Ela disse que só tinha beijado aquele Yan! — falei, inconformado.

— Espera, a gente não ficou de verdade. — Levantou as mãos com as palmas pra mim. — Foi um acidente.

Abri um sorrisinho. — E com diabo alguém se beija por acidente?

***

Desdobrei algumas roupas e as coloquei no guarda-roupa, enquanto Lili arrumava meus livros nas prateleiras.

Meu celular tocou, e eu o peguei, vendo que haviam duas mensagens.

A primeira era da minha mãe, que respondi na hora. A outra...

Bebê

|Então quer dizer que você beijou o James e não me contou? ;***|

— Ai meu Deus... — sussurrei.

— Que foi? — Lili chegou perto e leu a mensagem, então começou a rir.

O que esse menino não consegue ficar sabendo?

Notas finais
AAAAAAAAAAAAA BERNARDO NA ESCOLA! Quem aí aposta cinco reais em barras de ouro que valem mais que dinheiro que ele vai causar muito? HAHAHA ai adoro ( ͡° ͜ʖ ͡°) Começamos esse novo volume com tudo! O que acharam? Aventuras nos aguardam nesse segundo semestre :B Espero que tenham gostado, meu povo! Até o próximo capítulo o/