Sammael, o semideus.
3 Capítulo 1
Logo após descobrir que era um semideus, seu pai lhe arrastou para o submundo, segundo ele Sammael precisava de muito treino. Thanatos lhe disse que ele deveria ter ido para acampamento quando tinha 14 anos, porém, como ele é filho da própria morte seu pai estava com receio de mandá-lo para lá, já que o chefe dos céus costuma matar semideuses que representam ameaças segundo sua paranoia e aparentemente ser filho dele o colocava nessa categoria.
Ele não tinha sido atacado até agora pois muito dos monstros do submundo estavam sob Hades e assim sob Thanatos também, além que seu apetitoso cheiro era disfarçado pelas diversas ervas espalhadas por sua casa. Aparentemente Hades sabia sobre ele também e apoiava de todo o coração que ele o escondesse, ele fez algo assim com seus filhos.
O semideus finalmente soube como seus pais se conheceram de verdade, sua mãe quando mais nova era apaixonada pelo ocultismo e encontrou um ritual de invocação que acabou trazendo Thanatos para ela. Ele a achou interessante e você já pode imaginar onde essa história se levou e eles acabaram tendo “a conversa” para seu constrangimento.
Sammael passou 1 ano no submundo treinando com os fantasmas heroicos para sua maestria com armas e pegar algum controle em seus poderes, ele podia vir a superfície nos finais de semana para visitar sua mãe. Sim, ele tinha poderes além de ter suas asas que ele aprendeu esconder com ajuda da Névoa, graças aos deuses por isso, era horrível dormir com aquelas coisas. As asas ainda estava ali sem peso porém invisíveis e intangíveis. Seu pai se divertiu muito ao ensiná-lo a voar com elas, aparentemente deuses da morte não tinham muito o que fazer em seu tempo livre.
Ele tinha alguma coisa com a necromancia, viajar pelas sombras, umbracinese, pode criar fissuras com as chamas do Submundo para engolir criaturas vivas ou mortas e as aprisionando imediatamente no Submundo... ele tinha tantos poderes que demoraria muito para citar, porém ele tinha vários vinha com o pacote de ser filho de um deus tão antigo.
Seu treinamento só parou pois seu pai sumiu, simplesmente sumiu para seu desespero. Ele esperou por alguns dias somente para ter certeza de seu sumiço assim como de algumas almas que ele via entrando mais logo saiam sem ficar presas. Os mortos não estavam ficando mortos e mais uma vez algo nisso fazia com ele tivesse uma sensação de déjà-vu.
Sammael roeu suas unhas antes de tomar a decisão de ir no acampamento meio-sangue para buscar ajuda, ele sabia do acampamento romano porém eles fariam perguntas demais e como os gregos eram mais abertos a estranhos do que qualquer coisa.
Viajando pelas sombras Sammael saiu tropeçando próximo ao um grande pinheiro, o semideus ajeitou sua jaqueta de couro e passou as mãos nas mangás tirando a poeira das mangas. Sammael congelou quando viu que em um dos galhos do pinheiro havia uma pele, o velocino de ouro sendo protegido por um dragão adormecido.
Familiar… Tão familiar… Onde ele já viu isso antes, onde? Onde?
Semideus… Seu pai sumiu… Velocino de ouro… O acampamento meio-sangue…
Ele se lembra de seu pai comentando sobre algo parecido uma guerra acontecendo em Nova York, semideuses lutando para proteger o Olimpo, ele até pensou em ir ajudar porém seu pai lhe proibiu não querendo que ele se arriscasse sem treinamento suficiente, na época ele só havia ficado no submundo por algumas semanas.
Sammael apoia uma mão no tronco do pinheiro olhando para o acampamento vendo muitos semideuses correndo vestidos camisas laranjas insultantes. Um centauro trotando para algum lugar. E ele finalmente percebe onde está. Memórias que à 17 anos ele não prestavam atenção volta a sua mente, Percy Jackson e os Olimpianos…. Heróis do Olimpo…
Sua visão se escurece por um momento e ele tem que apoiar mais do seu peso o pinheiro. Isso explicava muitas coisas e se ele tivesse percebido antes ele poderia ter ajudado tantos, mas… as três parcas não o deixaria ir com tanta facilidade, ele tinha descoberto só agora por um motivo.
E se ele não estivesse enganado então já havia uma profecia para libertar seu pai. Percy, Hazel e Frank já estão na busca, então ele não tinha muito que se preocupar, sua interferência poderia acabar por fazer tudo dar errado então é melhor ficar de lado e observar. Talvez aliviar um pouco do trabalho de seu pai para quando ele voltar… Sammael acaricia com carinho a pulseira dourada em seu pulso, ele tinha descoberto que tinha sido um presente de Hades e que quando necessário mudaria para forma de uma foice ou uma espada dependendo de qual pedra pressionasse.
Ele olhou para o dragão adormecido com um brilho nos olhos antes de vagarosamente colocar a mão em suas costas e começar um carinho hesitante. Peleu abriu os olhos e olhou para o semideus por um momento antes de bufar soltando fumaça pelo nariz não demorando muito a voltar a dormir.
Ele se ergue olhando para o acampamento hesitante antes de tomar coragem e passar pela barreira caminhando em direção a casa grande.
Semideuses que passam por ali param para observar a nova adição, ninguém o reconhecendo. O garoto de cabelos negros cortando de forma estilosa, pele pálida e olhos negros profundos vestindo calças jeans, camisa cinza sob uma jaqueta de couro negro. Um semideus aleatório corre para chamar Quíron que logo aparece trotando para Sammael que para seus passos.
“Bem-Vindo jovem semideus!” Cumprimenta.
“Quíron.” Ele cumprimenta Sammael fazendo uma leve reverencia.
“Me desculpe, mas ainda não sei seu nome”
“Desculpe-me, sou Sammael Scott” Responde colocando as mãos nos bolsos da jaqueta.
“Qual sua idade?” Quíron pergunta.
“17 anos” Responde Sam fazendo o centauro franzir o cenho.
Os semideuses que estavam observando a interação curiosos não podem deixar de suspirar chocados, ele sobreviveu por tanto tempo aparentemente sozinho.
“O que te traz aqui, jovem?”
“Você tem alguns semideuses que querem permanecer mortos?” Ele perguntou alegremente.
“Temos alguns...” Quíron respondeu hesitante.
“Muito bom, então tenho trabalho a fazer… A gente se fala depois...” Sam se despede com um sorriso tranquilo, mas por dentro esta quase em pânico.
Acariciando sua pulseira ela muda para forma de foice que ele gira em suas mãos.
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