Same to you - The Vamps
4 Capítulo Quatro
Estava inquieta em casa, já tinha chegado do trabalho e tentado assistir uma serie, mas nada fazia com que Bradley saísse dos meus pensamentos nesses últimos dias. Eu vinha o acompanhando virtualmente, não conseguia compreender o fato de ele aparecer na minha vida novamente e bagunçar tudo o que eu já tinha arrumado. Sentimentos que de alguma maneira eu tinha conseguido moldar e guardar em uma caixinha esquecida dentro de algum lugar nesse corpo. Agora parecia tudo vivo de novo.
Eu estava sinceramente muito puta.
Nessas semanas que passaram descobri que em meio à agenda de shows da banda eles iam fazer uma conexão em Nova York. Creio que veio daí essa inquietação maldita que não me deixa ficar sentada em paz vivendo minha vida normal.
Olho para o relógio e vejo que eles já devem estar chegando ao aeroporto. Quero ir até lá e gritar para Bradley o quando estou indignada com essa situação, mas meu orgulho me segura no sofá.
Depois de alguns minutos de agonia entre checar a hora e tentar pensar em outra coisa, chego à conclusão de que se eu não for até lá e falar tudo o que está trancado no meu peito vou explodir.
Pulo do sofá e tiro o pijama, pego o vestido e o casaco que atirei em cima da cama quando cheguei do trabalho e os visto. Dou graças por não ter tirado a maquiagem ainda, pego as chaves do carro e vou.
Só quando chego lá me dou conta que não sei como vou achar Bradley. A única possibilidade que vem em minha cabeça são as salas de espera VIP.
Dou uma volta perto do lugar onde eles poderiam estar e não reconheço ninguém, nenhuma maneira de fazer check in naquele lugar. Ando mais um pouco como quem não quer nada, e vejo que ao lado tem uma parte em vidro.
Vou até lá, tento espiar discretamente dentro da sala e avisto os meninos. Bradley esta amontoado em uma cadeira dormindo, de óculos escuros abafado em seu moletom. O resto dos meninos esta na mesma situação ou mexendo no celular. Começo a abanar e fazer movimentos para chamar a atenção deles, um dos seguranças do aeroporto me olha estranho. Sinto vergonha de mim neste momento, mas afasto esse pensamento me lembrando de que estou fazendo isso por minha própria sanidade.
James me encara por alguns segundos e logo me reconhece. Quando ele cutuca Bradley para acorda-lo, suspiro de alivio.
Tudo acontece muito rápido, James fez sinal para eu ir até a porta e quando me dou conta Bradley já esta me arrastando pela mão para outra sala, dessa vez uma mais reservada.
— O que você esta fazendo aqui? — Um Bradley sonolento com bochechas rosadas me encara enquanto fecha a porta.
Respiro e tento me acalmar. O que eu estava fazendo ali mesmo?
— E-e-eu — Paro e recomeço. Dessa vez sem a voz falhar. — Eu não consigo entender, Bradley. Quando eu finalmente consigo silenciar você da minha vida, você aparece e acende tudo de novo. Eu preciso entender — me aproximo dele — preciso entender por que você sempre vai embora. — Mais um passo em sua direção — Por quê? Só me da um motivo.
Brad olha dentro dos meus olhos, eu mantenho o olhar. Ele parece assustado, acho que dessa vez o peguei de surpresa.
— Por que eu não quero que você entre nesse mundo, Maya. A mídia pode ser muito cruel às vezes, não quero que você se machuque.
Eu rio e me afasto. No fim acabei ferida de qualquer jeito.
— Você sabe que isso não seria um empecilho. — Falo e sinto minha garganta apertar, mas tento afastar isso o máximo possível. Não vou chorar agora. — A gente pode enfrentar isso juntos.
Bradley me olha e vejo que ele sente a mesma dor que eu, também esta magoado. Ele suspira e eu também. Estamos com a faca e o queijo na mão, mas nenhum tem coragem de cortar. Tenho medo de sugerir algo e não conseguir cumprir, já me entreguei a esse amor antes e Bradley foi embora.
As palavras estão em minha boca, “Vamos tentar de novo!” meu coração grita, mas algo em mim trava como se fosse um mecanismo de defesa, tenho medo. Não sei se conseguiria viver sem ele novamente, sofrer tudo de novo. O que me leva a outro ponto, se não tentarmos isso aqui vai ser nosso fim. Não quero perde-lo novamente.
— Nos poderíamos tentar de novo. Devagar, com calma. — Bradley diz.
— E como posso ter certeza de que não vai acontecer de novo?
— Vamos ter que arriscar. Você vai ter que confiar em mim, Maya.
Respiro fundo e balanço a cabeça negando. — Brad....— Antes que eu termine de falar,sinto seus lábios nos meus.
Retribuo o beijo. Sei que isso soa clichê demais, mas nesse momento todas as dúvidas que ainda existiam foram sanadas. Ninguém nunca me tocou como ele, não teria outro que fosse o mesmo que Bradley. Tentar fugir disso seria perda de tempo, teria que quebrar meu orgulho e tentar de novo.
O beijo se transforma em um abraço apertado.
— Ok, vamos tentar. — Digo e me aconchego em seu abraço.
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