Same Old Love (HIATUS)
6 Uma noite especial
Notas iniciais
— Vamos para outro lugar? – Blaine perguntou, com Kurt abraçando-o com as pernas em sua volta. – Aqui não, K...
— Vamos, mas... para onde?
— Só vem comigo. – Blaine sorriu, pegando Kurt pela mão.
Os dois saíram da empresa e foram para o carro do moreno, que logo começou a dirigir. Kurt estava com a mão na coxa do Anderson, o acariciando. Tinha medo de ele simplesmente desistir da ideia e o largar sozinho novamente, não queria perdê-lo.
E é óbvio que Kurt se sentia culpado por estar traindo Sebastian, mas não é como se o mesmo já não estivesse também fazendo tal coisa, por mais errado que fosse. E ambos sabiam que a única coisa que prendia um ao outro, era suas filhas.
O moreno dirigiu por uma meia hora, mesmo sendo tarde da noite e mesmo eles tendo que acordar extremamente cedo no dia seguinte. Quando Blaine estacionou, estava parado em frente a uma casa – enorme – que tinha mais afastada do centro da cidade.
Blaine informou a Kurt que aquela casa era sua antes de ele se muda com a família para o centro da cidade por ser mais perto de seus empregos e tudo o mais. Kurt apenas assentiu, descobrindo que a casa ainda pertencia a Blaine. Quando entraram, a primeira parede encontrada foi o local onde as costas de Blaine tocaram e os lábios do castanho se juntaram aos seus de maneira fervorosa.
Andaram até o antigo quarto de hóspedes, Blaine não queria levar Kurt para o quarto onde costumava dormir com sua esposa. É claro que estar no quarto de hóspedes não diminuía o tamanho do erro que estava cometendo, mas, assim como Kurt, só não se divorciava por conta de seus filhos ainda serem pequenos.
A porta se fechou e Kurt foi grudado contra a mesma, sentindo Blaine o beijar ainda mais ardentemente do que anteriormente. As mãos do moreno percorreram o corpo do homem em sua frente, acariciando-o e o apertando sem pudor, logo entrando com as mãos pela camisa do mesmo e, em seguida, as tirando dali para desabotoar cada botão do tecido.
Os lábios de Blaine alcançaram o pescoço de Kurt, beijando-o suavemente. Kurt, cansado de ver apenas Blaine agindo, empurrou o moreno em sua frente para cima da cama, tirando a própria camisa que já estava aberta e abrindo assim sua calça e também a tirando fora. O castanho foi para cima de Blaine e sentou em seu colo, atacando seus lábios enquanto desabotoava a camisa do mesmo e a tirava fora.
Kurt empurrou Blaine mais uma vez, mas agora para ele se deitar na cama de vez e passou a distribuir beijos e mais beijos por aquele corpo que tanto estava adorando tocar, parando em sua calça e a abrindo para tirá-la fora, tendo a ajuda de Blaine para isso. Os lábios do castanho passearam pelo corpo de Blaine no caminho contrário até que suas bocas novamente se encontrassem.
As posições em cima da cama foram invertidas, com Blaine ficando por cima de Kurt e beijando seu pescoço e todo o seu corpo, o tocando como podia e o sentindo praticamente derreter-se sob seus braços. Quando despiu o castanho, quis voltar a beijar cada centímetro do mesmo, não queria mais se separar dele.
Blaine terminou de se despir e voltou para cima de Kurt, encaixando seus lábios nos dele mais uma vez.
— Eu quero você... – Kurt praticamente gemeu no ouvido de Blaine, o deixando com um sorriso ainda mais safado no rosto.
O Anderson puxou as pernas de Kurt para que o mesmo as entrelaçasse na volta de sua cintura e se inclinou sobre ele para voltar a beijá-lo. Estava nervoso, nunca tinha transado com outro homem, mas seu nervosismo passou ao encarar os olhos de Kurt. Olhos tão lindos, que o passavam uma enorme paz desde que eram crianças, desde que se conheceram.
O moreno encaixou seu membro em Kurt e o invadiu com calma, uma tranquilidade enorme. Beijou o homem em sua frente com um desejo que fazia com que seu corpo pegasse fogo, tanto por dentro quanto por fora, e começou a se movimentar conforme ia observando as feições do castanho sob si. Queria que aquele momento nunca acabasse, nunca se sentiu tão completo quanto naquele instante.
Kurt sentia seu corpo inteiro se conectar a Blaine de uma maneira inexplicável, queria poder dizer que se sentia de tal maneira quando estava com Sebastian, mas a verdade que talvez o amor que sentisse pelo marido não fosse o mesmo amor que sentia por Blaine. Talvez a paixão adormecida estivesse agora acordada e ainda mais forte.
Kurt levou suas mãos até as costas de Blaine, tentando puxá-lo para mais perto, querendo fundir seus corpos se fosse possível. Simplesmente o queria para sempre consigo. O amava, aquilo era de fato a única coisa que lhe importava.
Sentiu a mão de Blaine tocar seu membro e sentiu espasmos, além de arrepios por seu corpo inteiro e uma corrente elétrica passando por todo o seu corpo, dos pés à cabeça. Tentou beijar o moreno mais uma vez, mas o beijo acabou saindo bagunçado no momento em que ambos atingiram seus ápices.
Blaine deitou-se ao lado de Kurt e o encarou, não evitando que um sorriso surgisse em seu rosto. Levou sua mão até a bochecha de Kurt e o acariciou, aproximando-se lentamente e o beijando de maneira suave.
— Eu te amo. – Sussurrou o Anderson. – Acho que desde sempre.
— Eu também te amo, B. – Kurt também sussurrou, capturando os lábios de Blaine com os seus e o beijando novamente antes de os dois caírem no sono.
[...]
— O que quer, Elliot? – Sebastian perguntou um tanto quanto irritado, atirando-se de qualquer jeito no sofá da casa do moreno. – Já pedi para não me ligar caso não seja extremamente necessário.
— É um assunto extremamente necessário. – Alterou-se Elliot. – O que pensa que está fazendo se agarrando com aquele outro fotógrafo da empresa? Você não pensa, não?
— Ah, agora vai defender seu amiguinho? – Sebastian perguntou com deboche em seu tom, aproximando-se de Elliot e ficando com sua boca próxima ao ouvido dele. – Você não pensa nisso quando está gemendo o meu nome...
— Não é a isso que me refiro. – Bradou Elliot. – Você só não enxerga porque é cego demais para isso.
— E você gosta de mim mesmo assim. Sei bem que você é apaixonadinho por mim, mas se eu não amo nem meu próprio marido por que iria amar alguém como você que só serve para me satisfazer quando estou entediado e não tem mais ninguém? Você realmente pensa que é importante, não é? Mas digo uma coisa, Elliot: você não é.
— E você é um grande idiota! – Elliot gritou novamente. – Eu realmente deveria contar para Kurt o que você faz quando fica saindo de casa e diz que tem coisas para resolver. Ele gostaria de saber que o seu problema é só uma ereção no meio das pernas.
— Se você não percebeu, você afundaria junto comigo, Elliot. Ou pensa que ele iria simplesmente perdoar você? Kurt não é assim, sabe disso. – O Gilbert revirou os olhos. Se odiava por ser apaixonado por um canalha como Sebastian.
— Afundaria mesmo, mas é melhor do que continuar com isso. Estamos juntos há dois anos, Sebastian. Dois malditos anos em que eu traio meu melhor amigo e mesmo assim continuo aqui, só que eu não aguento mais o seu descaso comigo. Eu não preciso que me ame, apenas que me respeite.
Sebastian encarou o moreno em sua frente por alguns instantes, sorrindo sarcasticamente em seguida. Ele, de fato, sentia algo por Elliot, mas, como o próprio disse, ele era cego demais para perceber. E na maioria das vezes ele desejava que a única coisa que sentisse fosse vontade de transar, o problema é que a verdade adorava dar uns bons tapas em sua cara. Ele gostava de verdade de Elliot, muito mais do que gostaria de admitir.
Sebastian novamente se aproximou de Elliot, logo o puxando pelo pescoço e o beijando. A verdade é que sempre gostava de dominar seu parceiro quando o assunto era sexo, Elliot era o único que o castanho deixava que o possuísse por completo. Não tinha problemas em admitir para si mesmo que gostava da maneira que as coisas aconteciam quando ele e o moreno estavam juntos de maneira mais íntima.
A camiseta de Sebastian foi parar no chão, enquanto a camisa de Elliot era aberta botão por botão. Os dois foram se despindo enquanto se beijavam e subiam as escadas em direção ao quarto de Elliot. Ao chegarem no quarto, separaram seus corpos e o Gilbert colocou uma música para tocar, XO da cantora Beyoncé começou a ecoar no quarto e os dois rapazes se encaram e sorriram: Poderiam negar um para o outro seus sentimentos, mas a verdade é que aquela era a música deles por um motivo que nem mesmo eles entendiam.
Sebastian foi atirado na cama e sentiu Elliot vir para cima dele, tocando suavemente seu pescoço com um beijo terno, que logo alcançou também sua boca, então as coisas se tornaram mais intensas e até um pouco mais agressivas. O moreno tocou o corpo inteiro de Sebastian, chegando ao seu membro e levando sua boca ao mesmo, fazendo Sebastian delirar em sensações maravilhosas que lhe estavam sendo proporcionadas naquele instante.
Elliot movia sua boca para cima e para baixo enquanto acariciava o corpo de Sebastian, apertando sua cintura e suas coxas. O Gilbert preparou o outro enquanto ainda movia seus lábios em um ritmo agradável aos olhos do outro.
Quando Elliot separou sua boca do corpo de Sebastian e passou a novamente beijá-lo, sentiu suas costas sendo arranhadas pelo outro e aquilo apenas o excitou ainda mais, levando-o a se encaixar logo por entre as pernas do Smythe e penetrá-lo com um pouco mais de força do que esperava. Porém ambos estavam acostumados com tal agressividade e Sebastian nem mesmo se importou. Pelo contrário, o Smythe moveu seu quadril para baixo e para cima várias vezes, entrelaçando suas pernas na cintura dele e o puxando para ainda mais perto, continuando a se mexer por si só, já que Elliot não o fazia.
Sebastian empurrou Elliot e se posicionou de maneira diferente na cama, de bruços para o moreno, que tinha a bela visão daquele corpo maravilhoso. Elliot novamente o penetrou, com mais agressividade ainda, porém se movendo algumas vezes mais devagar para provocar seu parceiro.
O Gilbert apertava o corpo de Sebastian sem se preocupar se o marcaria, não estava nem aí mais, jogou tudo para o alto, inclusive sua preocupação.
Quando estava quase alcançando seu ápice, Elliot levou sua mão até o membro de Sebastian e o tomou para si, fazendo movimentos de vem e vai, acompanhando o ritmo de todo o seu corpo.
Os dois se desmancharam nos braços um do outro, gemendo alto e caindo na cama cansados.
— Eu preciso ir... – Avisou Sebastian, já levantando e catando suas roupas perdidas pelo caminho.
— Por que? Pode ficar aqui se quiser.
— Sei disso. – Sebastian sorriu de maneira sincera e beijou Elliot mais uma vez. – Só que as meninas ficaram sozinhas em casa e eu prometi a elas que não iria demorar e que iria assistir um filme com elas. Elas devem estar me esperando com as pipocas prontas.
— Tudo bem. Aproveite sua noite. – Elliot abraçou Sebastian, se surpreendendo pelo mesmo ter o beijado em forma de despedida.
Ele definitivamente estava apaixonado pelo Smythe, só odiava o fato de o mesmo ser justamente casado com seu melhor amigo.
Esperava que as coisas mudassem.
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