Same Old Games

9 Wake me up inside...


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PDV Liam

Eu e Gabi fomos meio que obrigados à cozinhar enquanto Zayn levava bem a sério o significado de “Turn Up The Music”. Eu olhei pra ela e perguntei:

- E então, quer fazer o quê?

- Ah, sei lá... o que tiver na geladeira do Harry.

Por sorte a mãe dele tinha descongelado uns bifes, então eu e Gabi decidimos fazer aquilo mesmo. Ela ia fazer o arroz e eu faria o resto.

Tinha um clima meio estranho entre nós dois depois... bem, depois da noite passada. Acho que tinha sido realmente muito cedo, mas tentava não pensar muito nisso. Tudo bem, eu tinha pensado nisso a noite inteira. Cheguei a realmente perder o sono só pensando no quanto tudo tinha sido tão “trágico”, mas eu mesmo tempo tão perfeito.

Enquanto preparávamos o almoço, nós fizemos algumas brincadeiras um com o outro. Eu sujei o rosto dela de farinha e ela jogou arroz no meu cabelo. Era legal passar um tempo com ela. Eu estava terminando de temperar os bifes quando ela gritou:

- Ai, droga.

Me virei pra ver. Ela tinha cortado o dedo enquanto cortava alho e agora estava sangrando. Muito.

- Hey, você precisa cuidar disso.

- Deixa, Liam – ela disse abrindo uma torneira e colocando a mão debaixo d’água – Daqui a pouco para.

- Não, isso pode infeccionar. Vem aqui.

Achei esparadrapo na gaveta de “emergências” que a mãe de Harry tinha na cozinha, peguei a mão dela que ainda sangrava um pouco e fiz um curativo.

- Você é cuidadoso demais, sabia? – ela disse sorrindo

- Só quando se trata de algo muito importante pra mim.

Peguei no queixo dela e fui chegando mais perto.

- Liam, o almoço – ela disse

Eu me virei. Os bifes estavam queimando:

- Ah, droga. – saí correndo pra apagar o fogão e Gabi ficou rindo

- É acho que acabamos – ela disse e logo depois gritou para o pessoal — Hey, o almoço está pronto.

Eles vieram correndo feito crianças do sexto ano pra chegar na cantina a tempo e pela primeira vez eu tive a visão horrorosa que a tia da cantina tem. Não recomendo a ninguém, fiquei com medo de ser pisoteado.

O almoço foi bem agradável. Eles elogiaram a comida e nós demos muita risada enquanto conversávamos. Em uma dessas risadas ocasionais, Louis acabou cuspindo refrigerante no rosto de Harry e nós rimos ainda mais.

- Ah, desculpa Harry, não foi intenção. – disse Louis segurando o riso

- LOUIS, SEU IDIOTA.

Harry se levantou, mas Louis foi mais rápido. Eles saíram correndo pela casa toda. Nós ouvimos passos no andar de cima e barulho de alguma coisa quebrando. Eu e Gabi tiramos a mesa ainda rindo, enquanto Harry finalmente alcançava Louis e o empurrava no sofá. Harry tinha pegado um ovo, só Deus sabe onde, e o quebrou no cabelo de Louis.

- HARRY.

- Bem feito, ninguém mandou cuspir refrigerante na minha cara.

- Por mim tudo bem, o sofá é seu mesmo.

O sorriso sumiu do rosto de Harry e ele disse:

- Ah, cara. Vou ter que limpar isso.

Victória e Niall se ofereceram pra lavar a louça enquanto Lous ia lavar o rosto e Harry tentava limpar os restos de ovo do sofá. Ele finalmente conseguiu:

- Então, querem assistir um filme?

PDV Louis

Bendito Harry. Tive que enfiar a cabeça debaixo do chuveiro por 10 minutos até que o cheiro de ovo saísse. Mas, fazer o que né? Ele é meu melhor amigo.

Quando finalmente voltei pra sala, eles estavam assistindo um filme. Peter Pan, ah cara eu amo esse filme. O quê? Vocês nunca tiveram infância não?

O único lugar disponível no sofá era ao lado de Marleine, então eu me sentei lá.

- Só não vai dormir de novo, hein. – eu disse lembrando do cinema

- Cala a boca, Tomlinson.

Nossa, essa era com certeza a frase favorita dela. Decidi assistir o filme em silêncio, porque por mais que eu e Mar tivéssemos nos entendido desde aquele dia na casa dela, eu nunca perdia a oportunidade de tirar uma com a cara dela.

Não trocamos uma palavra durante o filme. Ela parecia entediada e eu estava encantado. Peter Pan é minha vida, cara. Tenho certeza de que nem piscava o olho.

Encurtando a história, todo mundo dormiu, menos nós dois. Harry estava esparramado no colo de Zayn, que dormia com a cabeça encostada em Niall. Liam dormiu abraçando Gabi e o resto das meninas estavam jogadas no chão.

- Acho que vamos ter que limpar essa bagunça. – eu sussurrei e ela concordou

Nos levantamos devagar e começamos a tirar as coisas do caminho. Pipoca, refrigerante, chocolate...

Levamos tudo pra cozinha e eu perguntei:

- E então? O que fazemos agora?

Ela ia balançar a cabeça negativamente, mas seu rosto se iluminou e ela sorriu.

- O que foi? – perguntei

- O Harry tem chantili em casa?

- Na geladeira, por que?

Ela foi até a geladeira e tirou a lata de chantili em spray.

- O que você vai fazer?

Ela não me respondeu. Foi até Niall, que estava com o braço esticado pra fora do sofá, e colocou chantili na mão dele. Entendi imediatamente o que ela ia fazer:

- Cara, você é má. – eu ri – Tem maquiagem?

- Na bolsa.

Entreguei um batom pra ela e peguei um lápis. Desenhei bigodes nas meninas (até que elas ficaram fofas), e Marleine passou batom nos meninos. Harry rolou do sofá direito para o chão, ao lado de Natália. Ele nem acordou.

- Como consegue? – perguntei.

- Não vamos deixar essa oportunidade passar, né?

Eu não percebi o que ela ia fazer até que tivesse feito e eu tive que me controlar pra não rir. Ela pegou o batom vermelho e escreveu “BATA” na bunda do Harry.

- Olha, até eu fico tentada, viu? – ela disse se levantando

- Hey, a minha é maior. – eu disse indignado

O lápis caiu da minha mão e eu me abaixei pra pegar. Quando levantei, Marleine virou o rosto.

- Tava olhando o quê?

- Nada. Vamos acordá-los?

- Espera.

Tirei uma foto de todos eles e postei no Instagram.

- Pode ir.

Ela assoprou o rosto de Niall levemente. Funcionou do jeito que ela esperava, ele passou o chantili no rosto. Nós começamos a rir e Niall gritou:

- LOUIS.

Todos os outros acordaram sonolentos. Gabi e Liam se entreolharam:

- Liam, seu rosto – ela segurava o riso

- O seu também... – ele tentava não rir

Eles pegaram o celular, viram e gritaram:

- MAR.

- LOUIS.

Os outros riram da cara deles, mas Gabi disse:

- Vocês não estão diferentes, tá?

Eles se olharam na tela do celular e nos deram olhares assassinos. Eu e Mar só conseguíamos rir.

Niall de repente notou a calça de Harry e cutucou Zayn. Os dois riram e Zayn o chutou.

- Ai, por que você fez isso?

Niall fez o mesmo. As meninas perceberam e começaram a bater nele.

- Hey, parem com isso, o que está acontecendo? Sei que meu corpo é irrestível, mas não é pra tanto né?

Gabi riu e levou Harry pra frente da televisão desligada, onde era possível ver o reflexo.

- LOUIS, EU MATO VOCÊ.

- Não fui eu que escrevi.

Eu e Mar apenas ríamos da situação.

- VOCÊ SE APROVEITOU DE MIM ENQUANTO EU DURMIA?

Todos nós tivemos que rir, mas Letícia disse algo que não me deixou muito feliz.

- Hey, pessoal. Vocês não acham que eles também merecem uma lição?

Nós paramos de rir na hora. Meu olhar encontrou o de Marleine e nós tivemos a mesma ideia “Corra”.

Nós saímos correndo escada acima e nos trancamos no primeiro quarto que encontramos. O restante se chocava contra a porta e nós voltamos a rir.

Depois de um tempo, o corredor ficou em silêncio. Eu fiz sinal pra Marleine se aproximar a abri a porta devagar. Estava deserto.

- Vem, vamos sair daqui.

Quando fechamos a porta atrás de nós, porém, todas as outras portas do corredor se abriram e eles saíram correndo atrás de nós.

- Corre.

Segurei a mão de Marleine e nós descemos a escada correndo. Passamos pela cozinha e chegamos a dispensa. Percebi tarde demais que aquela era a única porta que fechava por fora.

- Precisamos sair daqui.

Forcei a fechadura, mas a porta não abriu. Ouvi a risada de Harry do outro lado.

- Harry, abre essa porta.

- O que vocês acham, galera? Umas duas horas aí dentro está bom?

Todos concordaram.

- Harry, abre essa porta, eu não estou brincando.

- Ah, agora você não está brincando, né? – Harry disse – Divirtam-se aí dentro. Mas, não vão muito longe, tem gente que vai comer essa comida depois.

Soquei a porta de frustração, ia ter volta.

Marleine tinha escorregado pela parede e se sentado no chão.

- Ah, que ótimo. Pelo menos tem comida. – ela pegou um pacote de bolachas e eu me sentei ao lado dela.

Ela me ofereceu as bolachas e eu aceitei.

- E então? Temos 2 horas aqui dentro, podemos fazer alguma coisa interessante.

- Como o quê?

- Como conhecer melhor um ao outro, por exemplo.

- Louis Tomlinson querendo conversar? Quem diria.

- Eu não disse conversar.

Ela arregalou os olhos e eu ri:

- É brincadeira. Mas, e então... como vão as coisas? – perguntei

- Bem. Melhor do que eu esperava na minha primeira semana em um país totalmente novo. Vocês são bem legais.

- Eu estou incluído nesse “vocês”, não é?

Ela sorriu.

- Está... mas, não fique muito feliz, é por curto período de tempo.

Eu ri. Nós ficamos em silêncio por um tempo, apenas comendo as bolachas, até que ela disse:

- Eu estava pensando sobre... sobre aquela nossa conversa no começo da semana, sobre você beber e tudo o mais. Você disse que esse Louis brincalhão era uma máscara. Por que?

Eu pensei um pouco antes de responder.

- As coisas não estão muito legais em casa. Meus pais brigam toda hora e minhas irmãs acabam pagando o preço. Meu pai é um bêbado e as vezes chegava alterado em casa. Discutia com a minha mãe e batia na gente. Então, eu saí de casa. Vim morar com Liam. Eu ía denuciá-lo pra polícia, mas minha mãe me fez prometer não contar nada. Ela disse que daria um jeito. E deu. Ele ficou preso por um tempo, mas conseguiu liberdade condicional por bom comportamento. Elas pensaram que ele tinha mudado e eu também. Naquele dia em que você me viu na praça, eu recebi uma ligação de uma das minhas irmãs. Meu pai tinha voltado a beber e tinha espancado minha mãe. Ela ficou de cama por uma semana. Ele foi preso de novo e dessa vez espero que ele passe um bom tempo lá.

Eu sentia o rancor em minha própria voz e algumas lágrimas escorreram sobre meu rosto. Eu as enxuguei com as costas da mão.

- Você não foi visitá-las? – Mar perguntou

- Não. Eu achei melhor não ir, e Lottie me pediu que eu não fosse. Se eu visse o estado da minha mãe, acho que teria vontade de arrancar meu pai da cadeia apenas para fazê-lo sofrer o mesmo que ela. E por mais irônico que isso seja, eu estaria me tornando igual à ele. Bebendo e perdendo a conciência de seus atos.

- Você precisa parar, Louis. Como você mesmo disse, não quer ficar igual à ele.

- Eu já tentei, sério, tentei mesmo. Mas, não é assim tão fácil. Eu não chego a ficar bêbado, mas é quando eu consigo pensar com mais clareza de algum modo. Eu me controlo, sei o quanto devo beber. Toda vez que eu bebo uma garrafa é pensando nele ou por causa dele. Eu fecho os olhos e me forço à acreditar que as coisas vão melhorar. E é como se a bebida me acalmasse.

Ficamos em silêncio. Eu precisava tirar esse peso de dentro de mim e fiquei feliz por ela me ouvir sem me criticar. A única pessoa que sabia disso era Harry e eu me sentia melhor por ter mais alguém com quem contar.

Ela pegou uma garrafa de água e disse:

- Bom, por enquanto é só o que temos aqui.

Eu sorri e aceitei. Estava morrendo de sede. Deixei mais algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto e peguei meu celular.

- Essa é minha família.

Mostrei uma foto de minha mãe e minhas quatro irmãs pra ela. Todas sorriam de verdade, e no canto estávamos eu e Harry. Foi o melhor Natal da minha vida.

- Você tem uma família linda, Louis.

- Elas não mereciam tudo isso.

Deixei o choro vir por inteiro agora. Era tanta dor. Eu olhava para aqueles sorrisos sinceros e tudo o que conseguia lembrar era da voz embargada de Lottie no telefone e do quanto minha mãe tevia ter chorado e sofrido nas mãos daquele canalha. Elas deviam ter tudo agora, menos um sorriso nos lábios.

Mar me puxou pra um abraço e eu me senti muito mais leve. Enterrei o rosto em seu ombro, enquanto ela passava os dedos pelos meus cabelos.

- Você também não merece.

O abraço de Marleine me reconfortou. Era como se uma grande parte da dor estivesse indo embora com as minhas lágrimas. Pela primeira vez em dias, eu me senti bem.

Mas, de repente ela parou de mexer nos meus cabelos e eu senti seus ombros ficarem tensos. Me afastei rapidamente e perguntei:

- Você está bem?

- Não.

Ela parecia ter dificuldade pra respirar. Segurava o peito em busca de ar.

- Louis, a quanto tempo estamos aqui?

- Pouco mais de meia hora, por que?

- Esse lugar tem... alguma janela?

Olhei ao redor.

- Não. Mar, você está branca feito cera, o que está acontecendo?

Ela parecia prestes a desmaiar, mas disse com esforço.

- Sou claustrofóbica.

- O QUÊ? E VOCÊ ME DIZ ISSO AGORA?

- Pânico não vai me ajudar muito, sabia?

- Ah, droga.

Me levantei e bati na porta.

- Harry, abre a porta.

- Ainda não deu seu tempo.

- A Mar está passando mal, abre a porta – eu soquei a porta.

- Dê um pouco de água pra ela que ela volta ao normal.

- ELA TEM CLAUSTROFOBIA, ABRE A DROGA DESSA PORTA! – eu chutei e porta e gritei estressado.

- Ah, meu Deus. Espera um pouco, eu vou achar a chave.

- O QUÊ? COMO ASSIM ACHAR A CHAVE?

- É que... ela estava no meu bolso um minuto atrás.

- VOCÊ PERDEU A CHAVE? – gritei desesperado

- Não... quer dizer, talvez. Calma, eu vou achar.

- ANDA LOGO.

Fui até Marleine, ela revirava os olhos e suava frio.

- Ei, aguenta firme. Você vai ficar bem. Olha pra mim.

- Eu... eu não consigo.

Os olhos dela reviravam. Ela fazia força pra se manter acordada.

- Mar, fica acordada por favor.

- Louis eu...

Ela desmaiou nos meus braços no exato momento em que Harry abria a porta. Peguei Marleine no colo e a levei pra fora.

- Saiam da frente.

Saí com ela até os jardins e a deitei na grama. Todos se amontoaram em volta, mas eu disse:

- Se afastem, ela precisa de ar.

Eles se afastaram e eu peguei a garrafa de água que ainda estava comgo. Joguei um pouco em volta do rosto dela e sussurrei:

- Vai, acorda. Acorda.

Marleine respirou fundo e abriu os olhos. A respiração dela estava acelerada, mas foi se normalizando quando ela percebeu que estava em local aberto.

- Hey, você está bem? – perguntei

Ela se levantou depressa e me abraçou pelo pescoço, parecia à beira das lágrimas.

- Obrigada, Louis. Eu... eu nem quero pensar no que teria acontecido se você não...

- Fica calma, tá? Tá tudo bem agora.

Ficamos em silêncio por um tempo e Liam disse:

- Todo mundo pra dentro. Chega de brincadeirinhas por hoje.

Eu ajudei Marleine á se levantar e nós voltamos pra sala. Dei água pra ela e a abracei.

Passamos o resto da tarde numa boa. Apenas conversando pra nos conhecermos melhor, afinal, tinha sido uma semana cheia de surpresas. À noite, Letícia decidiu que queria assistir Um Amor Pra Recordar. Nós jantamos e eu ajudei Harry com os colchões.

- Hey cara, me desculpa. – Harry disse – Se eu soubesse que ela tinha fobia, nunca teria feito aquilo.

- Relaxa, não foi culpa sua. Ela também não me contou.

Arrumamos os colchões na sala e nos arrumamos de modo que Harry dormiria no sofá e o resto no tapete, nas almofadas e nos colhões.

Me deitei no tapete, ao lado do colchão de Mar. Enquanto o filme passava ela disse.

- Hey Louis, obrigada. Você salvou minha vida hoje.

- Eu que agradeço. Por ter tirado um peso da minha.

Ela sorriu e eu segurei sua mão. Não sei exatamente o porquê, mas me senti bem com isso. Era como se eu estivesse selando o começo de uma nova amizade. Em pouco tempo, adormeci.

...

As meninas passaram a tarde de domingo na piscina de Harry, conosco. Nós nos divertimos bastante jogando vôlei e comendo churrasco. Mas, no dia seguinte tinha aula, então levei uma parte do pessoal pra casa no meu carro e Harry levou a outra metade no carro dele.

Me despedi das meninas, deixando um beijo mais demorado no rosto de Mar, como um agradecimento especial. Ela sorriu e entrou.

Eu estava prestes a entrar também, mas Harry me pegou pelo braço e disse.

- Conheço esse olhar.

- Que olhar?

- O jeito como olha pra ela. E eu vi como se preocupou quando estávamos em casa, também. Só quero que vá com calma, Louis. Vocês acabaram de se conhecer.

- Eu não quero nada com ela, Harry. Somos amigos, só isso.

- Espero que tenha certeza disso, Louis. Porque ela não é uma das líderes de torcida que você está acostumado a pegar.

Eu sorri.

- Você fala assim como se também não gostasse das líderes de torcida.

Harry sorriu.

- Tenho meus métodos. Mas é sério, Lou. Não confunda a amizade de vocês.

Dei um abraço nele e entrei, torcendo pra que Harry não estivesse certo.