Same Mistake
2 Mais uma noite sem dormir
Notas iniciais
"Olá? Tem alguém aí? Pois não consigo ouvir nenhum som. Sozinho, eu não me lembro como o mundo é, mas eu sinto falta dele. Mais uma noite que não consigo dormir, olho para a janela, olho para as estrelas, vejo como elas brilham para a lua. Então aí estamos. Eu não estou contando que me dê uma segunda chance, pois sei que cometerei o mesmo erro."
A décima sexta carta deixava tudo um pouco claro, mas eu nunca que havia encontrado pistas do autor da carta. Por algum motivo veio com "Feliz aniversário, filha. Eu ainda te amo e sempre vou amar" mas nunca questionei o porquê, poderia ter sido apenas um mal entendido. Era a unica carta que tinha apenas um paragrafo. A maioria das vezes minha mãe deixava uma foto com o verso cheio de rascunhos de musica. Desta vez eu recebi dois papeis amassados e em péssimo estado.
A carta do ano seguinte era mais leve, e mais como as outras. Isso me atormentava desde que completei 16 anos e recebi a carta.
– Claire, seu tio chegou... DEZ???
Acordei do mar da tormenta e Trish gritava do outro lado da porta, enquanto batia. Ela era escandalosamente legal, a melhor pessoa com quem eu poderia escolher morar.
– Já vou sair
Desci do mini espaço que havia entre o chão e a janela, era como um banco com uma vista maravilhosa da praia. Nunca pensei em voltar para Miami e me sentir bem, em um lugar onde só aconteceram coisas ruins, quer dizer, ao menos para mim. Abri a porta e vi um arco-íris vivo diante meus olhos, era o tal do Dezmond.
– Oi?
– Claire!
Sufocada pelo perfume e pelo aperto do ruivo alto me esquivei tão rápido mas tão suave. Ele me abraçou sem nem me conhecer por 10 segundos? posso sobreviver a isso, eu acho.
– Nossa você... é a cara da sua mãe!
Ele sorriu com entusiasmo fazendo um gesto de "grandioso" com ambas as mãos. Trish observava sorrindo no canto do corredor, mas após seus passos a escadaria ela não estava mais lá perto.
– obrigada?
Ele parecia ser... estranho.
Mas de médico e louco todo mundo tem um pouco, nada melhor que uma dose de anormalidade para esquecer a tristeza.
– O que houve mini Ally? Não esta feliz em voltar para sua cidade?
"Mini Ally" não era bem o apelido que eu esperava, mas tudo bem.
– não exatamente, Dez.
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