Samba
1 Capítulo 1 - Prólogo.
Notas iniciais
Eu poderia começar essa história como toda boa história de amor, contando como a mocinha e o mocinho se conheceram, se apaixonaram e até mesmo viveram felizes para sempre. Mas não foi assim que a nossa história aconteceu.
Era verão, início de verão, a temperatura estava bem alta para aquele dia mas a única coisa que eu queria era me deitar na rede da varanda da casa de Joana, minha avó, e me balançar a tarde inteira enquanto ouvia Elvis Presley tocar no velho toca fitas que, provavelmente, deveria ser mais velho do que eu. Porém eu estava lá, sentada na calçada com Julia e Gustavo, falando trivialidades enquanto a casquinha de sorvete derretia e pingava no asfalto.
— Vamos Aninha, se alegre, o verão está apenas por começar! — Disse Julia, minha melhor amiga. Julia tinha os cabelos cacheados, sardas salpicadas pelas costas e ombros e um sorriso de garota inocente que faria qualquer pessoa se derreter por ela e lhe pagar um sorvete de milho, seu favorito por sinal.
— Fale por você que irá para a praia e vai nos abandonar aqui, pobres de nós, que não vamos poder desfrutar de uma bela praia de dunas brancas e água de coco direto de coqueiros.. — Gustavo era o mais alto de nós três, e era um gênio, sabia persuadir qualquer pessoa e era ótimo em matemática, muito bom mesmo. E tinha olhos tão castanhos que, se você olhasse por muito tempo, juraria que eram da cor de café após ficar dias no sol. Ou seja, castanhos bem escuros.
— Não seja tão dramático Gus, nem é tão ruim, além do mais nós vamos poder ir ao velho fliperama jogar os jogos de novo e fazer isso por todo o verão até o fim de nossos dias na terra. — Eu dissera e logo todos estávamos rindo, como somos dramáticos.
— Como vocês são irritantes! E nem é tão legal assim ir a praia. — Disse Julia que se controlava para não rir, algo quase impossível.
E então nós rimos novamente, risadas altas de doer a barriga, porém assim que o momento passou nos entreolhamos e sorrimos.
— Você fará falta Ju. — Disse Anna.
— Eu sei, vocês não vivem sem mim.
— Aninha quanto mais tu enche a bola dela mais eu quero afogar ela em rios de sorvete.
— Que crueldade!
— Nem é. Quer coisa melhor que isso? — Questionou Gus.
~•~
E depois daquele dia eu não vi Julia por todo o verão, muito menos Gustavo que havia viajado para a casa dos avós para aproveitar as férias, e fora nesse intervalo de tempo em que meus amigos estavam fora que eu a conheci. Oh sim, ela era belíssima.
Seu nome era Ramona e se eu soubesse que uma simples garota de uma cidade praiana pudesse me causar tantos problemas eu sequer teria levantado da cama durante todo o verão.
E caso eu não tenha me apresentado prazer, sou Anna Júlia e essa é a história de como fora meu verão com Ramona.
Céus, só de falar seu nome eu entro em combustão espontânea e tenho calafrios ao mesmo tempo.
Notas finais
❤
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