Sam Puckett Em Busca Do Benson Perdido
13 Ela não merece o Freddie
Notas iniciais
P.S.: Capítulo dedicado à TotalFan, que me deu essa ideia. Eu só troquei quem ficava doente!
Samantha Puckett está em seu apartamento, finalizando uma tarefa passada por seu professor de Economia. Em um passado não muito distante ela simplesmente ignoraria tal tarefa, mas hoje em dia a garota está compenetrada em terminar bem sua faculdade e conseguir algum trabalho na área de artes gráficas. Surpreendentemente, ela é uma das melhores alunas da sala.
Um fato por fim acabou ajudando Sam a melhorar suas notas. Há seis meses seus melhores amigos começaram a namorar, deixando-a com menos opções para sair e se divertir, obrigando-a a passar mais tempo estudando. Atualmente ela se limita a sair com sua nova amiga, Scarlett, uma garota ruiva de 26 anos, um pouco gordinha, mas bem de vez em quando.
Sam ainda gosta muito do Freddie, mas sua esperança em conquistá-lo está minguando. O casal 'Fade', apesar de, em inglês, significar desaparecer, esmaecer, não dá mostras de que esteja se dando mal. Ao menos, Freddie não a abandonou de vez, pelo contrário, sempre que tem um tempo livre o rapaz procura conversar com ela e com Carly. A bem da verdade, eles têm se dado muito bem. Sam apenas continua implicando com ele porque ela considera isso divertido. Eles continuam fazendo o programa, que não dá mostras de estar fraquejando.
A loira continua sem interesses românticos. Não por falta de oportunidades, pois ela é constantemente cortejada pelos rapazes da faculdade. Entretanto, e quase sempre de forma rude, ela recusa prontamente qualquer investida.
Terminada a tarefa, ela olha pela janela do apartamento. Na rua, vislumbra casais se abraçando, saindo de mãos dadas... ela reflete e chega à conclusão que talvez sua oportunidade com Freddie tenha passado. Lágrimas discretas caem de seus belos olhos azuis tão logo ela imagina como seria doce a vida caso estivesse com ele. Mas ela nem sempre é como queremos e é necessário seguir em frente.
A jovem pega seu telefone e disca o número da amiga Scarlett.
“Oi, Scar. Tá a fim de sair hoje?”
“Nossa, que milagre... o que vai te tirar de casa?”
“Ah, Scar... eu cansei de esperar, tenho de viver, certo? O nerd parece feliz, e eu preciso seguir minha vida.”
“É... talvez seja o melhor. Que acha de irmos na danceteria onde trabalha aquele seu amigo velhinho brasileiro?”
“Pode ser. Hora da Mamãe voltar à ativa.” Ela diz, tentando demonstrar confiança, sem, no entanto, consegui-lo.
--------------------------------------------------------------------
As duas amigas chegam às 22h na danceteria combinada. Sam faz questão de ir até o Zé Maria e o abraça carinhosamente. Apesar de estar cheia de ouvir suas histórias sobre sua cidade natal, Taubaté, ela gosta do senhorzinho.
As amigas se servem com bebidas e sentam ao balcão, esperando algo acontecer. Não tarda para Sam receber a atenção de um garoto loiro. Ela dispensa. Pouco depois, Scarlett é convidada por um rapaz para dançar, o que ela aceita de pronto.
Sam fica sozinha e recebe investidas de mais três rapazes, um loiro, um mulato e um ruivo. Ela rejeita cada um deles.
Até que chega um moço de cabelos e olhos castanhos, bem alto. Sam se mostra mais propensa a conversar com ele, seu nome é Brandon. Na sua mente, por mais contraditório que pareça, se for para ela esquecer o Freddie, que seja com alguém que o lembre vagamente.
Após um par de horas de conversa trocada, os dois vão à pista de dança. Ela vê sua amiga dançando ao lado e esta, ao perceber que Sam está com alguém, lhe dá um sinal de OK.
O rapaz é agradável e é bonito. Em um lugar mais reservado os dois trocam beijos; ao fim da noite, combinam de se encontrar na próxima noite e trocam números de telefones. Só o fato de ele não sugerir levá-la para outro lugar já é o suficiente para Sam sentir uma ponta de confiança nele.
No fim da noite, Scarlett e Sam estão indo para seus apartamentos:
“Gostei daquele gatinho que você pegou. Tirou as teias da sua boca...”
“Verdade, até que ele não beija mal. Você também se saiu bem, Scar. Tipo, os quatro que você pegou não eram de se jogar fora. Safadenha você, hein?”
“Ué, a vida é pra se aproveitar! Mas foi só pra dar uns beijinhos. E você, é só por hoje ou vai tentar alguma coisa a mais?”
“A gente trocou telefones e combinou de se encontrar amanhã. Vamos ver...”
--------------------------------------------------------------------
Sam acorda na manhã do dia seguinte. Está chovendo bastante nos últimos dias, e tem feito um frio anormal para esta época do ano. Para ela, é até melhor assim, é mais gostoso dormir no frio.
Ela olha o relógio, são quase duas da tarde, e seu estômago está roncando.
Sam vai tomar um banho e logo depois prepara alguma coisa para comer.
Felizmente, não há tarefas para fazer. Ela sente vontade de conversar com Freddie, algo que não faz há alguns dias. Ela o viu no dia anterior, ao fazer o show, mas mal teve tempo para falar com ele.
Sam bate à porta do amigo. Para seu espanto, ele está com uma aparência horrível, pálido, com olheiras, olhos vermelhos...
“Freddie, o que aconteceu, tá doente?”
“Cof, cof... é, Sam...”
Ela entra no apartamento do rapaz e ouve sua história. Ele conta que ficou várias horas na noite em uma fila para comprar ingressos do show de uma banda que se apresentaria nesta noite, a mando da Jade. Estava chovendo e fazendo frio, e ele havia ficado várias horas sob esse clima, o que o fez adoecer. Freddie tossia muito, aquele tipo de tosse em que parece que a pessoa vai jogar os bofes para fora.
Sam coloca as costas da mão na testa do amigo.
“Meu Deus, Benson, você tá ardendo em febre! Você tomou alguma coisa?”
“Só vitamina C... cof cof cof”
“Isso não resolve nada... deita aí na tua cama, vou fazer um chá que minha vó me ensinou que é infalível pra dar uma aliviada nisso aí, cara...”
Freddie se deita na cama enquanto Sam procura os ingredientes para fazer o tal chá milagreiro. Pouco depois, ela entra no quarto e faz o rapaz tomar a bebida.
“Olha, toma também esse remédio pra febre, você vai se sentir melhor. Se você não melhorar, eu te levo pro pronto-socorro.”
“Obrigado, Sam...”, ele disse antes de tomar o medicamento.
“E a Jade, onde ela tá? Não devia estar cuidando de você?”
“cof cof Ela vai naquele show que eu comprei os ingressos... vai dar o meu ingresso pra uma amiga... cof cof cof”
“Mas... como?!? Você tá quase morrendo aqui!!!”
“Ah, Sam... ela é desse jeito, vou fazer o quê?”
Os dois conversam por algumas horas, e Sam fica sabendo que essa não é a primeira mancada que Jade dá com Freddie, ela aparenta se importar somente consigo própria. Sam soube, por exemplo, que Jade por várias vezes larga o Freddie sozinho para ir conversar com alguma amiga; que por diversas vezes ele fica em casa sozinho enquanto ela sai com seus amigos, que ela é mandona, entre outras informações. Todas essas novidades a irritam.
De repente, o celular da loira toca.
“Alô.”
“Oi, Samantha? Aqui é o Brandon.”
“Oi, Brandon, tudo bom?”
“Tudo, então, estou ligando pra confirmar nosso encontro de hoje...”
“Não vai dar pra ir.”
“Mas... o que aconteceu, pensei que tivéssemos nos dado bem...”
“Meu amigo tá mal e preciso cuidar dele.”
“Mas, Sam...”
“Sem mas. Lamento, Brandon. Tenha uma boa noite.” Ela desliga o celular.
“Sam, eu não quero prender você aqui, vai se divertir... cof cof cof”
“Não tô a fim de ir mesmo... eu fico aqui, não esquenta. Você é tão crianção que precisa de alguém pra te cuidar.”
Algumas horas se passam e Freddie adormece profundamente. Sam confere a temperatura do rapaz mais uma vez, e esta parecia ter abaixado consideravelmente. Carinhosamente, ela passa sua mão pela face do Freddie. Ela se abaixa e lhe dá um leve beijo nos lábios.
“Essa vadia não te merece, Freddie. E eu vou te livrar dela.”
Ela fecha a porta do quarto e se instala no sofá da sala.
Notas finais
Se eu não me engano, no próximo episódio escrevo a primeira cena que pensei quando estava planejando a continuação da última fic, quando tava pensando em colocar os personagens da Brilhante Victória. Vai ser PDV Sam e vai envolver outra personagem, e espero que seja hilário.
Até a próxima, galerinha!
Fale com o autor