Sam & Cat - O Reencontro
4 Bebedeira reveladora
Notas iniciais
Em um minuto, a garota já havia saído e Cat havia voltado a chorar novamente.
É incrivel como ela chora por tudo. Ou melhor dizendo... Pela garota que eu mal conheço? Por mim?
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"Aquela garota não faz bem pra Cat." pensei. Quem choraria depois de um beijo daqueles?? E ainda por cima, a garota era LINDA *-*. Mesmo assim, suspeito dela. Talvez isso seja apenas ciúmes de uma pessoa que acha que sumi de sua vida, com outra pessoa que nunca vi, uma besteira da minha cabeça.
Uma hora eu iria precisar ir ao banheiro, não? Então... Não pude aguentar. Desde ontem de madrugada eu não ia ao banheiro e só comia salgadinhos que trouxe na mala, uma hora eu ia ter que circular pela casa. Enfim. Resolvi sair dali, dar uma volta noturna. Apenas peguei um sobretudo vintage meu e saí cuidadosamente dali, afinal, Cat tinha ido dormir e já era depois da meia noite.
Ao som de Beck, fui andando pelas ruas que eu não via a seis meses. Confesso que fazia tempo que não chorava. Vai ver a música me deu um empurrãozinho. Talvez um enorme. Talvez meu rosto estivesse sendo lavado pelas minhas próprias lágrimas. Talvez eu nunca tenha amado alguém com a mesma intensidade que amei Cat. Talvez eu ainda ame ela, talvez ela tenha encontrado a pessoa da vida dela, a metade da laranja, seu par ideal. Talvez eu esteja aqui, chorando à toa, por um motivo ridículo. Talvez minha presença aqui seja algo ridículo, talvez pelo fato de eu ter atravessado a Europa, vindo de outro país, para ver se consigo proclamar algo que poderia ser meu, ou alguma vez já foi.
Fiquei andando devagar pelas ruas monótonas da cidade, as luzes e brilhos se esfarelavam em minha visão. Eu sentia falta daquela sensação. Aquela que só sentia quando criança. Quando meu pai me levava para passear e eu chorava, achando que tudo de errado que acontecia no mundo era por minha causa.
Parei num Starbucks, comi umas coisas, usei o banheiro, depois fui embora. Fui embora rápido pois eu sabia que ali perto havia um bar.
Bebo só de vez em quando, e nem é muito. Mas dessa vez, assumo que voltei rodopiando para casa. Foi no caminho que vi. Sim, eu vi. A "Garota Misteriosa" estava num beco ali na minha frente. Estava encostada num muro, beijando uma garota. Uma garota que eu já tinha visto no colégio da Cat, uma vez que fui visitar ela depois da aula.
Então, eu estava certa! Na realidade aquele momento foi meio estranho pra mim, pois fiquei parada lá, apenas observando o gosto com o qual elas faziam aquilo.
A cena começou a ficar mais desconfortável para mim, porque no amasso entre as duas, o fogo começou a subir e as mãos começaram a descer. Resolvi simplesmente continuar andando (mas com um sorrisinho no canto da boca, claro).
Cheguei e me deitei numa cama improvisada que fiz em dois minutos, apenas feita de vários cobertores que eu tinha guardado, um em cima do outro, formando uma espécie de colchonete.
Nessa noite, fiquei observando as estrelas. Bem, pelo máximo período de tempo que eu podia aguentar.
Bananas. Bananas caramelizadas. Sim, acordei sentindo o cheiro disso, e adivinha quem estava fazendo elas? SIM! A GAROTA MISTERIOSA! E SIM, EU QUASE ATRAVESSEI AQUELE VIDRO PRA DAR UM SOCO NA CARA DAQUELA INFELIZ!
–Alice? Quem tá aí? É você, Alice? — Dizia Cat, com os cabelos bagunçados e com um moletom desejável da banda City And Colour, se espreguiçando e erguendo os braços para o alto.
–Sim, Cat, quem mais? — Respondeu a ga...
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ENTÃO QUER DIZER QUE A "GAROTA MISTERIOSA" SE CHAMA ALICE?
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–Eu preciso conversar contigo. É sério, vem cá. — Disse Alice, a chamando.
–O que foi de tão importante?? Tô ficando assustada já!
–Eu preciso te contar uma coisa.
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