Salém

13 Montgomery x Buckimganshire - Parte I


Notas iniciais
O primeiro capítulo que passam na ilha. Teremos um pouco de luta. No final algumas cenas passaram rápido, porque decidi que este capítulo não ultrapassasse as 3 mil palavras, e se eu detalhasse tudo seria provável que neste ultrapassaria fácil as 4 mil palavras. Enfim, desta vez eu facilitei a vida dos meus leitores com o capítulo um pouco menor. Boa leitura.

Peka, a mocinha anfíbia com cara de tubarão, pegou o celular de Fiona na intenção de ligar para uma tal Desirée. No meio do caminho foi surpreendida por um capanga, mas logo conseguiu fugir com sucesso. Longe do perigo, acolhida entre as pedras perto de uma praia deserta, a garota mexeu no celular.

Dois homens viram o colega morto, com um corte na barriga e foram verificar.

— Parece que a pessoa que fez isso está perto daquelas pedras.

— O que te faz pensar nisso?

— Pegadas.

Eles estavam prestes a se aproximar da criança quando um homem apareceu e derrubou os dois. Ele se transformou num homem tubarão e jogou os guardas.

— Papai!

— Filha. Ainda bem que você está bem. Fiquei preocupado com teu sumiço.

— Preciso ligar para a amiga da senhora Fiona. Tenho que ser rápida.

Enquanto o pai olhava ao redor, a menina conseguiu chamar o número da Desirée.

— Alô?

— Oi, moça. Sou Peka, amiga da Fiona...

— Não estou entendendo — por causa do vento na chamada.

— Eu me chamo P-E-K-A. Sou amiga da dona Fiona!

— Peka? Que diabo é isso? Seu nome é Peka?

— Sou amiga da senhora Fiona. FIONA!!

— Sim, o que quer?

— Dona, salva a gente. Invadiram a ilha. Um monte de invasores sequestraram o povo e a senhora Fiona.

— QUÊ?!!!

Eros e Afrodine levaram um susto com o grito. Desirée jamais cogitou algo assim acontecer naquela ilha.

Ainda na ilha, Cordelia Schlesinger, no seu apogeu, sorriu por ter conseguido o princípio da sua vingança perante o homem que a rejeitou. Agora assumidamente uma criminosa, herdeira do destino do seu pai, mandou prender o moreno homo canídeo que tanto crushava na época que ainda desfrutava da sua pele de pêssego. Mandou algemarem o moreno.

— Dofy! Merda, o que vai fazer com o meu cachorro?

O labrador foi levado pelos guardas até perto da agora pseudo-ruiva. Com seu gancho, ameaçou cortar a garganta do animal.

— Adoraria ver você implorando para não matar o animal. IMPLORA!!! Vai, Younnan, implora.

— Po-por favor, não... machuque meu animal...

Cordelia se aproximou dele, ficou perto do seu corpo. Deslizou a mão até a barra da calça e tentou desfivelar o cinto. O rosto de Younnan era de completo desprezo.

— Pois bem. Traga aqui esse pulguento. Odeio cachorros, talvez porque eu seja uma gatinha.

— O que vai fazer? O QUE VAI FA...

O grito do cachorro ecoou quando Cordelia rasgou o pescoço do animal, sangrando-o imediatamente. Younnan quis bater nela, mas as algemas o deixavam fraco.

— Isso vai acontecer com a sua mulher a partir de agora.

— Vamos sair daqui — ordenou Lilith.

Os guardas de Loli levaram Younnan preso na ida para a cidade.

Lilith ficou para trás, observou o corpo do animal banhado em sangue, agachou-se e tocou nele. A ferida no pescoço cicatrizou imediatamente e logo o cão foi ressucitado. A bruxa má adorava cães.

O velho Cory foi abandonado na frente da pousada. Sua sorte era não ter sido morto antes do cachorro.

O grupo que Cordelia liderava caminhou pela estrada de terra que ia diretamente para a cidade. O prisioneiro não parava de se tremer de raiva, pois seu desejo de rasgar a carne dela era grande. Entretanto, atacar agora seria perigoso demais, haja vista seria morto por Loli ou a bruxa Lilith.

— Ah, eu amo esta ilha. Ela se chama Tristão da Cunha. É um território britânico, então Younnan... salve a Rainha! Em vez de ser alguém forte e robusto como um lobo de pelos meio cinza, meio marrons, preferiu a mediocridade de se juntar àquela songa monga irlandesa. Abriram uma pousada com o nome Albert. Hahahaha. Que nome ridículo! Não havia nome melhor para colocar naquela placa?

— Aquele nome era do meu avô, VADIA!

Um tapa acertou no rosto de Younnan, mais dois, deixando um rosto avermelhado. Cordelia falou para ele a tratar com carinho ou cortaria a garganta da Fiona.

— Melhor segurar as pontas, Cordie-san!

— Cale-se, Loli.

— Okay, parou a brincadeira. A partir de agora eu tomarei a liderança de tudo. Você não ouse tocar naquela mulher.

A patricinha sentiu-se intimidada por Lilith e concordou.

— Espera... como assim? Por que minha mulher é importante?

— Eu preciso de sua esposa para um ritual de sacrifício. Saiba apenas disso.

Naquele momento, o homem desabou em choro. Ao vê-lo lacrimejar, Cordelia sorriu sarcasticamente.

Na cidade de Edimburgo, o caos foi generalizado. Os paraquedistas conseguiram fazer praticamente todos os moradores de reféns. Infelizmente nenhum híbrido era forte como Younnan. Também o líder deles era o poderoso Skywalker.

— Me deixa em paz.

— Como posso deixar uma beldade dessa em paz? Você é bonita. Pena que a minha chefe proibiu de tocar em ti. Você!

— Senhor?

— Amarre-a separada dos outros. Faça isso com gentileza, porque a Fiona tá grávida — tentou alisar o rosto dela, mas levou um tapa na mão.

"Como esse homem sabe o meu nome? Será que a Peka conseguiu chamar a Desirée?"

O sino da igreja foi derrubado pelos homens. Skywalker chutou o padre que o fez cair no chão.

— Chegaram.

O grupo entrou na cidade. Lilith agradeceu ao trabalho do seu subordinado.

— Eu te conheço. Vi você na convenção das bruxas — observou Fiona ainda amarrada com a corda. — Younnan!

— Segurem essa histérica — ordenou Cordelia.

Lilith pediu a Skywalker que a levasse para dentro da igreja. A bruxa colocou a grávida sentada no banco da igreja e ficou em pé no altar.

— Por favor, por que estão fazendo isso conosco?

A bruxa suspirou.

— Preciso que se sacrifique por mim. Há muito tempo, uma jovem bruxa desesperada e sem poderes invocou os demônios num ritual de magia negra para fazer um pacto. Ela queria poder de qualquer jeito. Conseguiu, mas o desejo realizado teve um preço. O demônio que deu o poder pediu em troca que todos os anos ela pudesse roubar bebês para sacrifício. De lá para cá foram centenas de vidas em troca de manter os poderes. Essa é a minha história de vida, Fiona.

— Vo-você matou... esse tanto de crianças inocentes... — ela não escondia o seu medo.

— O demônio me pediu para sacrificar um bebê ou nascituro que não fosse humano. Seu filho, Fiona, será o meu sacrifício para este ano.

Younnan escutou os gritos da sua noiva e tentou se soltar das algemas, mas era impossível. Cordelia explicou que elas eram banhadas em magia bruxa e que força bruta não era suficiente.

— POR QUE QUER MEU FILHO?!!!

— Não seja egoísta. Quer dizer que se eu escolhesse outra pessoa estaria tudo bem com você? É o reflexo da humanidade fétida: quando não é comigo tudo bem. Vamos encontrar um lugar ideal para o sacrifício, porque Papa Legba jamais irá querer a oferta num ambiente sagrado.

Um pouco longe da cidade, Zoe e Nina foram salvas por Peka e seu pai.

A mulher gato tentou provocar Younnan mais um pouco, apesar de estarem em público. Tentou passar a mão no corpo dele, mas o próprio a olhou com frieza. Cansada disso, mandou levá-lo para dentro da igreja.

— Não façam nada obsceno na casa de Deus...

— Calado, idiota. Vamos.

Dentro da igreja, Cordelia ameaçou bater na Fiona.

— Espere, Lilith. Tudo que você precisa é dela viva, não é?

— Sim.

— Se eu machucá-la um pouco sem a intenção de matar, o Papa ainda aceita?

— Claro. O bebê precisa estar vivo, não exatamente ela. Mas na natureza quando a mãe morre o bebê na barriga também morre.

Cordelia sorriu de um modo perverso. A resposta que sempre quis saber. Machucar a Fiona sem necessariamente matá-la.

...

GAIA, PALÁCIO DE NETHERLAND

As pessoas que protestavam em frente a ágora foram incineradas pelo poderoso dragão, a forma bestial de Lucie. Os guardas se esconderam para não serem queimados. O tirano não quis somente isso, queimando o bosque que ficava de frente ao palácio.

— Fujam! O novo imperador está destruindo tudo.

— Esse desgraç...

— Cale-se. Ele é o novo imperador. Se os soldads ouvirem você reclamar, poderá ser preso.

Os moradores que viviam perto do bosque saíram de suas casas quando o fogo começou a se espalhar. Um caminhão de bombeiros chegou ao local, mas deu meia volta ao ver o dragão.

Nos prédios mais ao longe, os moradores observavam a fumaça do incêndio.

— O que ele está fazendo? — indagou Vodu King.

As bolas de fogo atingiram alguns prédios. Moradores desceram e correram pelas ruas. Os carros ficaram engarrafados e o caos surgiu.

Lucie voltou para o palácio, completamente suado.

— Majestade... o que significa isso?

— Significa que estamos nos mudando.

— Como assim?

— Voltaremos para Wilhelm em Winchester e o castelo homônimo. Não tenho interesse em viver nesta ilha. Ah, você pode ir para o local do tratado e protegê-lo, não preciso mais do seu serviço de ajudante.

— E quem vai servir ao senhor?

Por trás do velho surgiram duas pessoas. A primeira era o Sniper, o orc atirador que matara o presidente; a segunda era uma mulher com cabelos bem curtos, musculosa e vestida com roupas militares.

— Não ouviu? Sai fora — disse ela.

— Vo-você é a tal Sônia? Eu pensei que havia morrido.

— Desaparecido. Sim, eu fui enviada pelos engravatados de Washington para lutar no Oriente Médio, mas desertei por lá. No entanto, isso não é da sua conta.

— Por que proteger o local do tratado? Lá já é bastante protegido!

Lucie simplesmente saiu de perto do velho feiticeiro. Os dois membros da Hunter ficaram na frente dele. A sua única opção era ir embora.

O novo imperador entrou no seu quarto. Olhou-se no espelho oval perto da cômoda. Uma figura negra surgiu do reflexo.

— Dispensou ele?

— Sim. Está tudo correndo conforme o nosso plano.

A misteriosa figura negra no reflexo, quem será?

— Vai se livrar da sua pseudo-mãe adotiva, não é?

MANSÃO RUTHERFORD, BOSTON

— Conte-me a sua última previsão.

Baron lembrou da cena em que duas pessoas surgiram para governar os dois mundos. As nações sob a nuvem de radioatividade pós-guerra nuclear, populações passando fome e pestilência. Era o verdadeiro apocalipse. Mas uma pessoa conseguia impedir a destruição, no entanto Baron não conseguia ver o seu rosto.

— Não vou dizer. Depois que a minha mãe morreu, nada faz mais sentido.

— Você gostaria de voltar a enxergar?

— Sim.

Eros imediatamente saiu do quarto dele. Na cozinha, a empregada imigrante falava em castellano.

— Você vai servir.

O íncubo arrancou os dois olhos dela. Aproveitou para se livrar do corpo ao esquartejar, incinerar e jogando os pedaços do corpo longe. Usando uma técnica bruxa, o loiro colocou o par de novos olhos e fez Baron voltar a enxergar.

— Como fez isso?

— Digamos que eu tive que me livrar de uma mucama pra fazer isso. A cor é preta, não o azul de antes.

A vista embaçada ficou nítida. Era a primeira vez que o dono da The Hunter enxergava Eros.

— Ohhhh. Você é muito bonito!

— Obrigado.

— Quer jantar aqui hoje?

Eros se arrepiou e dispensou a cortesia. Talvez se arrependerá de dar os olhos para Baron, mas preferiu isso a ter um oráculo filho da vilã mor. E descobriu que o retorno da visão tiraria o poder de médium dele por meio da própria Desirée. A bruxa só não sabia que o íncubo mataria uma pessoa inocente para isso.

...

EDIMBURGO

A caravela de madeira chegou perto da ilha por volta das tarde. Os capangas apareceram em jetskis, atirando contra a embarcação.

— Isso não é uma recepção calorosa — falou Afrodine.

— São formigas — Desirée formou uma tromba d'água e assim se livrou dos homens randômicos.

Em terra firme, ambas foram para a pousada Albert. Viram um cachorro perto do avô de Fiona.

— O senhor está bem?

— Hum... ajuda. Fiona... presa.

O recado foi dado e a mensagem entendida perfeitamente. Quem teria essa audácia? Cordelia.

— Ela não morreu?

— Eu sei, Afrodine. Tem algo estranho. Sinto a presença da Lilith aqui.

Na igreja...

Younnan implorou para não agredirem a sua esposa. Cordelia se aproveitou da situação para exigir um beijo na boca.

— Quer que eu a torture?

— Não! Eu faço. Perdão, amor.

Fiona assentiu. Apenas fechou os olhos.

O primeiro beijo foi rápido, irritando a gata. Ela o puxou pela nuca e deu um beijo de língua bem demorado. Ficou mordiscando a orelha dele e passando a sua mão na calça dele.

— Que tal um sexo oral? — desfivelou o cinto e abriu a calça jeans dele.

— Não faça isso! — exclamou ele.

— Vagabunda. Não passa de uma vagabunda que fica insistindo nisso. Não tem um pingo de vergonha na cara? Não tem amor a si mesma? Acho que você é digna de pena — disse Fiona.

Antes de abaixar a cueca dele, a patricinha se levantou e tentou esbofetear a refém. Lilith segurou a mão dela, impedindo de fazer tal coisa e ordenando que todos saíssem.

— Precisamos esperar mais um pouco — olhou para o relógio de pulso e viu marcar 15 horas. — O ritual tem que começar às 18:00.

— Se eu soubesse que o ritual precisa ser às seis horas, tinha feito aquilo com o Younnan.

— A mulher dele será sacrificada com o bebê. Depois disso é problema seu ficar com ele ou não — respondeu a bruxa.

Na pousada, as duas ajudaram o senil. Mesmo querendo salvar a todos, ainda não estava na hora. O poder sinistro de Lilith, se ameaçado, poderia matar todos na cidade.

— O que me intriga é a demora dela fazer o que veio fazer.

16:44

Um pouco mais de uma hora para começar o ritual.

— Você! É o prefeito deste fim de mundo, não é? Diga-me, há um caminho até o topo daquele vulcão?

O velho ficou calado. Sua aparência de homem bode foi obrigatoriamente revelado pelo poder da bruxa. Não teve outra escolha a não ser confirmar.

— Há uma velha cabana perto da boca do vulcão. Como ele está há setenta anos dormindo, não teve problema em construir lá. A trilha ninguém mais usa por causa da floresta densa.

— Se o problema é a floresta então vamos abrir caminho.

Todos se afastaram para trás da bruxa. As nuvens se formaram e soltaram raios. Um deles caiu sobre Lilith. Ela levitou, e nesse momento os objetos na cidade também levitaram como se não houvesse gravidade. Um grande poder telecinético fez com que ela arrancasse mais de quinhentas árvores perto do vulcão, abrindo um caminho.

Cordelia e qualquer um ficaram abismados com tamanho poder. As árvores cubriram o céu.

— Que merda é aquela? — perguntou Afrodine.

— Lilith...

Depois veio a chuva de árvores. Centenas e centenas caíram do céu. Logo a bruxa negra parou de usar seu enorme poder, caminhou para perto de Fiona e a levitou com a psicocinese. Cordelia também levitou.

— Eu quero ficar!

— Preciso que me dê cobertura.

As três voaram, Lilith se guiou pelo caminho que fez. Subiram a montanha até a enorme boca. Uma cabana de madeira era visível.

— Merda. Essas algemas...

— Não adianta, Younnan-kun. É a segunda vez que nos encontramos. Quer ver minha identidade secreta? — a pequena Loli se transformou numa esguia e mais alta mulher hiena. Nessa forma ela era mais selvagem e vivia sorrindo.

Passava das cinco da tarde. Desirée e Afrodine chegaram na cidade. Os soldados, dezenas deles, apareceram de todos os lugares.

— Assim é melhor — Lilith deitou Fiona no chão empoeirado, amarrou seus dois braços e duas pernas. A faca ficou preparada.

Metade dos capangas foram derrotados. Uma parte foram transformados em gatinhos pela súcubo.

— Durmam! — o golpe que Desirée aplicou fazia os mais fracos dormirem por 1 hora seguida.

Uma árvore foi lançada. Afrodine cortou o tronco com o braço.

— Impressionante vindo de uma mulher — Skywalker apareceu. Sua armadura foi atualizada e agora era um exoesqueleto totalmente feito de ouro com capacete fechado e uma capa branca nas costas.

— Vai salvar a Fiona. Eu cuido dele.

Na igreja, Younnan tentou se soltar. Ficou chamando por ajuda.

Desirée libertou os moradores das cordas. Pediu para que todos fugissem na direção da pousada.

— Socorro!

— O que faz aqui? Essa algema tem magia. Sim, tem. Espere — ela enferrujou o metal e libertou seu afilhado. — Vamos salvar a Fiona.

Ambos foram pegar o caminho feito por Lilith, mas Loli impediu que Younnan passasse.

— Vai. Salve-a.

— Deixa comigo.

— Hehehe quero saber se é forte mesmo, Younnan.

Ele se transformou novamente em lobo. Desde o dia da maldição, nunca mais havia se transformado.

Na cabana, Cordelia passava o gancho pelo corpo de Fiona.

— Fique e olhe Papa Legba chegar. Ofereça em meu nome e tudo estará terminado.

— Aonde vai?

Ela deixou o recinto sem responder. Por fim, as duas primas ficaram cara a cara.

— Eu venci, Desirée. Fiona será meu futuro. Papa logo levará a sua alma e a minha estará garantida por mais um ano.

— Tem certeza que ele conseguirá?

— O que disse?

Dentro da cabana, Papa Legba surgiu da penumbra. Nesse meio tempo, Cordelia saiu para não presenciar o demônio.

— Seu filho é apetitoso — pegou a faca para abrir a barriga dela. — Aguente e logo tudo será meu.

No primeiro toque, o demônio levou um poderoso choque. Isso assustou até mesmo Cordelia.

A Lua estava cheia.

— Younnan, sabe o motivo da invasão ser hoje? É porque estamos na Lua Cheia. Sabe que eu tenho poder licantropo? Eu vou te mostrar meu verdadeiro poder.

Ao olhar para a Lua, Loli se transformou mais uma vez. Diferente de um lobisomem simples em que um humano vira, aqui era uma mulher hiena. O poder dela foi potencializado. Logo uma hiena virou lobisomem e a transformação era notável com o tamanho atual dela: 3 metros de altura.

Continua...

Notas finais
Só umas observações: Eros é aliado da Desirée, mas não é herói como Younnan ou Luuk ou vilão como Rutherford. Digamos que ele se encaixaria como anti-herói. Ele mata para um propósito maior. Lilith adora cachorros, mas ela é má pra caramba. Aquele casalzinho shipável ficará ausente por alguns capítulos. Até a próxima.