Era um dia Feliz! Quer dizer, era seu 18º aniversário! O dia de sua MAIORIDADE! Como se isso importasse. Estava todo mundo ali. Todos os seus amigos e pessoas que ele considerava. Até o Sr. Fallen Black, amigo de seu pai e prefeito da Cidade estava na sua festa.

— Saaath! Os Doces da sua mãe estão uma DE-LÍ-CIA! – Alguém disse. Ele riu e agradeceu.

Sath se corou quando alguém comentou que ele deveria arrumar uma namorada.

— Posso falar com você um instante, filho? – Ele nem sequer percebera que o Sr. Black tinha se aproximado, tamanho silêncio no qual o fizera. Sath sorriu, fazendo várias amigas suspirarem.
— Claro, Senhor Black! Vamos lá fora um pouco, aqui está muito cheio! – O rapaz convidou, e ambos saíram para a varanda. Sentarem-se em duas cadeiras que havia por lá.
— Você sabe, filho, que em outras épocas a idade de 18 anos era um marco na vida adulta do homem. Era a idade em que se podia dirigir! – Black riu um pouco diante disso e devaneou um momento, perdido em memórias. – Bem, enfim. Eu, seu pai e o Anakin Fromreu, juntamos dinheiro e compramos pra você uma coisinha. Espero que você goste... – O Prefeito pegou uma chave, e então estendeu-a à Sath. – Está na garagem. Não pense que compramos uma chave pra você. – Brincou o homem, erguendo-se enquanto Sath fazia o mesmo. –Parabéns, meu garoto! – Disse Black, e segurou com certa firmeza o braço do rapaz.

Seus olhos se arregalaram e seu braço voou longe. Sangue da cor de ferrugem pingou no chão enquanto Black olhava da própria mão ferida para o garoto.

— Protos. – O Prefeito disse simplesmente. –Sente-se, Sath.
— Protos é o poder que fere a carne de Demônios e Vampiros... – Sath lembrou-se enquanto sentava. Franziu o cenho enquanto erguia os olhos para o amigo. – Mas o senhor não é...
— Sim, Sath. Eu sou um Demônio. Entenda, nem todos nós queremos a destruição do seu mundo. Alguns, como eu, querem simplesmente conviver nele com vocês Humanos. – o sangue coagulava rapidamente sobre o ferimento. – Mas se os outros humanos descobrirem, não vão querer me ouvir e descobrir que eu não quero a destruição de sua raça, que quero apenas viver em paz com vocês. Eles me matariam na hora, e perguntariam depois. – Suspirou longamente – Você acha que pode guardar esse segredo pra mim?

O jovem Sath ficou em silêncio por um instante, digerindo as informações. Por fim, quando ergueu novamente os olhos e fitou o Sr. Black, uma luz cintilou em seu olhar.

Que terrível, não é senhor Black? Como o senhor foi se cortar... na porta da garagem? – Perguntou, e riu. Black acompanhou-o na risada enquanto ambos levantaram e rumaram para a Garagem. A porta se abriu, revelando uma moto novinha.

— Feliz Aniversário, Sath. Que você seja muito abençoado, meu filho! – Fallen sentenciou, enquanto o rapaz dava partida na moto.

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Salvetion acordou e se deparou com Altaire ao seu lado. O jovem demônio dormia em uma cadeira, por um momento pode-se ouvir o canto de pássaros, algo que ninguém ouvia a anos, mas fora um som passageiro. Salvetion sorria para Altaire que dormia, ele havia passado a noite inteira ao seu lado. A enfermaria era iluminada pela luz do sol que atravessa os vidrais, mas mesmo assim ela ainda tinha um ar doentio e triste. O protagonista fechou os olhos com um sorriso no rosto e de leve tossiu para acordar o amigo.

— Salvetion!

— Al-Altaire? Você aqui? – ele abria aos poucos seus olhos e sua voz era fraca. Ele não era falso, apenas queria ver o que aconteceria.

— Tudo bem com você? – ele perguntava feliz por ele ter acordado e triste por ele ter lutado.

— Tudo...

Os dois se abraçaram e Altaire deitou junto com Salvetion.

— Sr. Golucki – uma voz fanha que o chamava assustou Altaire fazendo-o cair de cama.

— Merda. – os olhos de Altaire estavam arregalados. Passou a mão na roupa e rapidamente se sentou na cadeira.

— Sr. Golucki. – ela puxou a cortina que era a única privacidade do rapaz. – Ah que bom que acordou. Pelo visto o senhor Valentine lhe fez companhia.

— Valentine? Altaire Valentine. – Essa foi a primeira vez que ele escutavao sobrenome de seu amigo.

— Valentine... O colégio todo sabe que não gosto desse nome e vocês insistem em pronunciá-lo. Amor... – balançou a cabeça como se ele tivesse falado algo errado e continuou – Salvetion, estou te esperando do lado de fora.

— Valentine... – ela esperou ele sair para continuar – ...é seu namorado?

— O que?! – as bochechas do rapaz ficaram levemente coradas enquanto ele escondia seu rosto. – Eu não.

— Certo, e eu sou a mãe Ângela.

— Mãe Ângela?

— Er... ninguém. Vai, você tem que assistir suas aulas. Não pense que vai mata-lar.

...

Salvetion chegou atrasado na sala de aula, todos os alunos estavam na sala menos o professor. A penúltima mesa da fileira da direita estava vazia. Diego estava na cadeira de trás e Altaire na da frente, Amity ocupava a cadeira que ficava ao seu lado.

— Vai ficar nos olhando? É melhor sentar logo antes que, seja quem for, venha dar aula. – Amity sorria para ele como se nada tivesse acontecido.

— Amity, a besta ontem de noite você... – ele dizia enquanto se aproximava da garota.

— Sr. Golucki, o senhor já espiou na enfermaria a minha conversa, será que na minha aula poderia ter o respeito de se sentar e prestar atenção? — Era a voz da Diretora.

— Diretora. – o rapaz se virou e se assustou. Era um garoto que estava ali e não a professora.

— Haha! Veja como ele caiu feito um patinho medroso. – a voz do garoto era como a do diretor. E logo depois sua voz soava como a de Madeleine da enfermaria. – Quer receber uma advertência em comprimido? Há, pelo visto temos os queridinhos dos diretores que não recebem bronca e nem advertência.

O Jovem se referia ao quarteto, eles haviam quebrado uma regra forte do colégio e não receberam advertência ou coisa do tipo. Salvetion abaixou a cabeça enquanto se sentava. A porta da sala finalmente se abrira, era a diretora. Seus cabelos estavam mais curtos e lisos, as pontas extremamente repicadas e em camadas sobrepostas. O que mais chamava atenção era que a sua cor castanha havia sumido, agora era um loiro vivo e brilhante. Sua camiseta decotada exibia abertamente seu sutiã vermelho, seu batom rosa combinava com a cor das unhas enquanto a mini saia preta realçava as botas de couro negro.

— Crianças do meu coração. – sua voz era doce e meiga. – Vamos a nossa primeira aula do ano. – Ela olhava repetidamente ao quarteto, o que incomodava Salvetion, que desviava constantemente o olhar. – Ah, cadê o giz? Merda. Merda... – ela ria sozinha – Ai, ai, merda. – riu novamente. – Oh merda. Merda Boooa. Enfim. Ah, aqui esta o giz. Como alguns alunos sabem, serei a professora de Historia Antiga. E ai daquele aluno que me chamar de velha. – ela virou pro quadro, ficando de costas pros alunos e escondendo um sorriso sarcástico. – Senhor Güller?

— Sim? – era o mesmo jovem que mudava de voz

— Acho que é feio acusar seus colegas de coisas que você não tem conhecimento. Hoje você terá uma conversa com o Sath. – ela se virou de volta pros alunos sorrindo feliz. – Vamos a aula. Aha!.

— Que? – Salvetion ainda não compreendia que tipo de professora chega na sala de aula falando; “Oh merda, merda, merda boa.” Talvez isso não seja algo que tenha q se entender, Diah Abba nunca foi normal. Começando pela sua ninfomania. – Diah...

— Anjo. – Altaire se virou para trás. – é melhor não perguntar.

A aula continuava fluindo normal, cada aula tinha a duração de duas horas e trinta minutos. Eram longas aulas. Mas eram uma ou duas aulas por dia. A voz da Diah era algo doce de se ouvir, a medida que os alunos a escutavam, iam se sentindo melhores. Não era uma aula chata e cansativa. Ainda mais quando Diah, sem querer, soltava gemidos ou deixava seu decote maior, ou coisas básicas como mostrar a calçinha. Mas a sua marca registrada eram os seus “aha.” Um papel amassado que caiu em sua mesa vindo de Diego lhe chamou a atenção.

— Abra – sussurrava a voz do garoto.

Preciso te mostrar uma coisa, pede pra ir pro banheiro e me espera lá, eu irei dar um jeito de sair aqui da sala de aula. É urgente não pode esperar. Beijos do seu Diego.

— Professora!

— Sim, Salvetion?

— Posso ir ao banheiro?

— Claro.

O garoto se levantou e enquanto passava pela professora continuou. – vai sair tudo, se é que me entende. – Ele estava mentindo, Diego tinha que te mostrar algo, talvez pudesse demorar, ele precisava de uma desculpa. – Tem papel no banheiro. – respondeu a professora.

O banheiro masculino do quarto andar era como todos os outros banheiros dos outros andares. Era grande e largo, e havia os boxes separados para os alunos poderem fazer suas necessidades com privacidade. Salvetion estava escorado na parede a espera de Diego, já se haviam passado dois minutos e nada, a professora não o deixaria ir ao banheiro.

— Salvetion, desculpe a demora, rápido entre no Box.

— O que você tinha para me falar? E pra que entrar no Box? Não tem ninguém aqui.

— Rápido lindo, pode chegar alguém. – Diego empurrava o jovem.

— O que era? O que aconteceu? – Ele olhava Diego fechar a porta do Box.

Diego ergueu sua mão e tocou o rosto de Salvetion, sua pele se corou. Antes que o garoto pudesse falar qualquer coisa, Diego o interrompera colocando seu indicador em seus lábios. Sua mão desceu da boca do jovem aos ombros do mesmo, aos poucos Diego o empurrava contra a parede. Salvetion era mais magro e baixo que Diego, o corpo do maior escondia totalmente ele. Diego aos poucos colava sua cintura com a cintura do inocente. Suas mãos começavam a acariciar o pequeno. Aos poucos ele inclinava sua cabeça para baixo e Salvetion ficava nas pontas dos pés. Seus lábios estavam quase se tocando. A pele branca de Diego contrastava bem com a pele um pouco morena de Salvetion. Um sorriso se sobressaltava nos lábios de Diego. Seus lábios finalmente se tocaram. Salvetion soltou um leve gemido abafado pela boca de Diego. As mãos do mais velho lhe acariciavam o rosto e o cabelo, enquanto sua cintura prensava o jovem contra a parede. Seus lábios se tocavam e suas línguas se encontravam. Salvetion gemia entre os beijos como se aquilo o machucasse, mas ao mesmo tempo desse prazer. Aquele era o primeiro beijo do rapaz. Era como se perdesse toda a sua inocência para Diego que lhe roubava delicadamente e deliciosamente. As mãos do jovem agora estavam encima de sua cabeça, seguradas por Diego que queria mais. Salvetion continuava com os olhos fechados e gemendo enquanto seu parceiro lhe beijava o queixo e de lá caminhava ate seu pescoço. Diego queria mais, ele precisava de mais. Aqueles lábios, aquele corpo, que desejara deste o nascimento de Salvetion. Aquele sangue... ele precisa do sangue.

Salvetion sentiu um frio na espinha enquanto os lábios de Diego lhe tocavam o pescoço, apenas tocava, não lhe beijava. O jovem sentiu a mão de seu amigo penetrar dentro de sua calça, atrás. Aos poucos ele sentia a mão apertar sua bunda com força, seus dedos não lhe penetravam, mas Diego excitava o rapaz com seus dedos ali dentro. Aos poucos começou a morder seu pescoço, a cada mordida mais força ele colocava. Deu um leve beijo em seu pescoço e sua língua começou a subir ao rosto do rapaz. O que para alguns poderia ser nojento para ele era prazeroso, sua língua lambia o rosto do jovem. Salvetion estava fora de si, ele apenas gemia e suspirava.

— Você é tão puro e inocente, Salvetion... Eu não posso agüentar ficar sem poder te possuir, te ter comigo. – ele mordeu sua orelha e sussurrou. – Lhe mostrar os prazeres que eu posso lhe oferecer.

— Diego... AH! – o garoto sentia o dedo do seu parceiro lhe penetrando.

— Não tenha medo. Eu te amo.

Puxou sua cabeça contra o seu peito enquanto o garoto lhe abraçava. Com força, Diego penetrava seu dedo no garoto que gemia em seus braços e o abraçava mais forte. Diego segurou os cabelos do jovem e com violência o puxava para trás, ele beijava o pescoço do garoto e lhe dava pequenas mordias. Ele não agüentava mais, ele precisava daquele sangue. Passou lentamente a língua em seus lábios e suas presas surgiram. Seus olhos agora emitiam uma luz vermelha. Passou sua língua no local onde ele se deliciaria com aquele delicioso sangue. Salvetion apenas gemia com o movimento de “vai e vem” que os dedos de Diego faziam nele.

— Não, Diego – Sua voz saia fraca e entre gemidos.

— DIEGO! – A porta do Box se abriu, era Altaire.

— Altaire!!

— Desgraçado!

O jovem deu um murro no rosto de Diego que se irritou e partiu para a briga. Salveyion estava fraco, seus olhos possuíam uma expressão vazia e vaga, fora de si. Mas logo se arregalaram quando percebeu a briga entre os dois amigos.

— Parem!

Ele gritava para os dois pararem e tentava entrar no meio. Quando ele finalmente entrou entre os dois para separá-los, Altaire lhe deu um soco no rosto.

— Salvetion... me, me, me desculpe.

— Altaire... como... – ele o olhava amedrontado.

O jovem colocou sua mão no rosto que ardia como se algo o queimasse. As lagrimas começaram a cair de seu rosto e ele saiu correndo do banheiro. Logo ao sair do banheiro deu de cara com a diretora, que lhe esperava de braços abertos para lhe abraçar.

...

— Seu rosto é tão lindo, essa queimadura vai demorar a sair. – Diah cuidava do rosto do rapaz, limpava com um pano úmido a queimadura causada pelo soco de Altaire. – O que aconteceu?

— Ah, Diego, ele... – seus olhos estavam cheios de lagrima

— Ele te beijou? Fez algo mais?

— Não, só beijou.

— Nada. Cuidado, Diego é uma boa pessoa, só que ele se descontrola um pouco. Você tem a inocência, cuide dela.

A sala da diretora era algo um tanto que estranho. Papel de parede vermelho, uma cama redonda, espelhos do teto encima da cama. Na escrivaninha se viam; chicotes, algemas, camisinhas e coisas do tipo. Sendo mais realista, parecia um motel de esquina ou um putero. Diah se sentia em casa ali. A diretora continuava cuidando do jovem e sorria carinhosamente.

— E a marca?

— Que marca?

— Sal... Tire as roupas.

...

A mulher analisava o corpo do jovem, ela lhe tocou as costas, em seu cóccix. Havia um sinal ali. Um desenho negro de um circulo com ramificações que lembravam galhos secos. No centro havia um coração que parecia estar encima de um triangulo. Algo que lembrava um pouco o heartgram.

— Existem caçadores, pessoas amaldiçoadas. Quando você matou aquela besta, você se tornou um caçador. É uma coisa que agora pode parecer estranha e sem sentido, mas nessa realidade, Salvetion, nada que te ensinaram é verdade. Você descobrira as coisas de pouco a pouco.

— Que explicação vaga.

— Desculpe-me, será vaga por agora.

...

Salvetion estava com Amity no bosque. Já havia anoitecido, e os alunos dormiam. Uma luz de forma espiral surgiu onde estavam. A coisa emitia uma luz vermelha e alaranjada.De dentro da luz saltou uma criatura, fazendo a espiral sumir. Era um animal que lembrava um gigantesco lagarto. Feito de pedras escuras e marrons. Alias, eram pedras. Rochas solidas que serviam de escudo ao seu corpo que era feito apenas de lava. Sua altura era de um metro e cinqüenta. Mas seu comprimento, comparado a Apollyon, o animal tinha mais que o dobro.

— OK!, já vi desses no inferno. Nostradamus criava salamandras, mas eu não sei matar. – Amity olhava a criatura. – não consigo proporcionar dor nela.

— Eu não sei nem qual é o meu poder.

Eles estavam praticamente mortos.

— SALVETION! – Altaire o abraçou. – Eu procurei por você em todo o colégio. – e ia o abraçando mais forte. – me desculpe, por favor, por favor, me perdoe. – ele o soltou e lhe olhou no rosto, Salvetion olhava para baixo. – Hey, levanta esse rosto. – ele o puxou para cima. – Anjo... eu... eu... – ele estava espantado com a queimadura que ele próprio havia provocado em seu amado.

— Tudo bem. Você não teve culpa. – disse o garoto saindo de seus braços e indo ate Amity.

— Salamandra neee? Esse será difícil. – Diego se aproximava de Salvetion. – Meus poderes e o de Altaire são poderes descentes do fogo, Amity não pode machucar esse bicho e meu amorzinho não sabe usar seus poderes.

— Seu amorzinho... – murmurava Altaire

— Aquilo? O que é? – Salvetion apontava para a barriga do animal, que emitia uma luz azulada.

Diego correu a uma boa distancia da salamandra e jogou duas pequenas bolinhas onde ficavam seus olhos. Explodiu. Lava começou a escorrer de onde outrora fora seus olhos. Altaire estendeu sua mão para baixo e olhou fixamente ao chão que estava por baixo de barriga do ser. Com força, como se puxasse algo, levantou sua mão. Uma espécie de gêiser de fogo brotou embaixo da salamandra fazendo seu corpo levantar e cair para trás.

A luta daquela noite fora longa, salamandra é elemento fogo, e os poderes de Altaire e Diego são descendentes do fogo. Usar seus poderes contra a salamandra era inútil. Como já falei, foi uma longa luta.

...

Os jovens já estavam fora do bosque, voltavam aos dormitórios. Salvetion retornava com Amity, afastado tanto de Altaire quanto de Diego. Ao chegar no dormitório os garotos se separaram da garota. Salvetion não falava com nem um dos dois, apenas trocou suas vestes pelo pijama e se deitou na cama. Ele não queria falar com Diego, e estava magoado com, Altaire, ele sabia que ele não havia feito aquilo por mal, mas ele não queria falar.

— Alatire? – Salvetion começou no meio da noite. – Ta acordado? – nada o respondeu – Ok.

O jovem se calou e cobriu seu rosto com o cobertor.

— Sera que posso dormir? – Altaire perguntou

— Ah, tudo bem, pode.

O jovem se assustou ao perceber que Altaire estava se deitando ao seu lado. O corpo dos dois se colaram, como se dormissem de conchinha. O mais velho o abraçava enquanto sua mão acariciava os cabelos de Salvetion. Sua boca dava pequenos beijos nos cabelos de Salvetion.

— Você me desculpa?

— Não precisa, Allt.Você não fez por mal. Eu... – ele não sabia o porquê de falar isso. – desculpa ter beijado o Diego.

— Não sou seu dono. Você pode beijar quem você gostar de ficar junto. E o Diego, é um descontrolado.

— Então deixa eu te beijar. – sussurrou Salvetion.

— Falou algo?

...

Desaparecidos

Hoje faz três dias de busca aos jovens de Syed e nada. As autoridades afirmam que os garotos foram seqüestrados. O suposto seqüestrador ainda não pediu resgate.

Os familiares estão preocupados e exigem seus filhos de volta. A policia ainda não sabe se foram seqüestros aleatórios ou se existe alguma ligação.

Já foram vinte jovens, todos entre 17 e 25 anos. Todos do sexo masculino. Hoje cedo foi atestado o desaparecimento de Melissa Turbano. Uma jovem de apenas 16 anos.

Caso você tenha visto os garotos, e/ou, a jovem, ligue para o departamento de segurança de Syed. Seus nomes e respectivas fotos estão abaixo. O jornal Nova Era agradece a sua ajuda.

— Desaparecidos. Humanos estão sendo seqüestrados em Syed. – Salvetion falava para os outros três que estavam tomando o café da manha.

— Que bom que você não esta mais lá. Não te quero correndo risco. – Altaire acariciava os cabelos do jovem como se fosse seu namorado. – Mas eu te protegeria se você tivesse lá.

— Nem precisaria. Ele pega meninos de 17 a 25.

— Você faz 17 esse ano. Eu cuido de você.

— Que lindo vocês. Já volto, quero um doce novo. – Amity se levantou e foi em direção a comida.

Diego encarava Altaire, era como se o atacasse com o olhar. Os dois pareciam se odiar. Salvetion não percebia nada, estava de olhos fechados com a cabeça escorada em Altaire que lhe acariciava. Realmente os dois pareciam que eram namorados. Amity chegou quebrando os olhares dos dois.

— O que é isso? – Salvetion esfregava seu olho. – Nunca vi antes.

— É algo novo no cardápio. – ela segurava o que parecia um monte de neve, uma espuma branca. – É Neve Doce. Claras em neve com açúcar por cima.

— Er... Odeio ovo.

Amity pegou uma colher e experimentou. Seu rosto expressava uma grande alegria. Aquilo era algo novo pra ela.

— Eu, DEFINITIVAMENTE, preciso, de mais. – A garota saiu correndo a procura de todos que ela pudesse pegar.

— Existe algum nome para quem é viciado em açúcar? – Salvetion a olhava

— Açucaromaniaco. – Respondeu Diego.

— Algum nome que exista. Não um inventado.

Os alunos só teriam aula de noite com o diretor Sath. Teriam o dia e a tarde de folga. Enquanto alguns alunos dormiam, outros caminhavam pelos corredores e exterior do instituto. Salvetion e Altaire estavam sentados conversando sobre tudo o que lhe viam a cabeça. Diego estava sozinho e Amity se deliciava em sua “Neve Doce.”

...

— Bom dia alunos e alunas do primeiro do Fromreu. – Sath estava com os alunos no corredor. – Desculpe-me por essa aula. Vocês teriam a aula de Botânica Aplicada no terceiro ano, mas por alguns imprevistos vocês terão no primeiro. Venham a sala da botânica.

Os alunos chegaram a uma sala iluminada por lâmpadas, os alunos retiraram seus tênis e acenderam as lâmpadas. O chão inteiro estava coberto com água, uma quantidade que cobria totalmente os pés. A sala de botânica era feita de vidrais, vidrais verdes e azuis, que lembravam cenas como o campo, fazendas, mares, e alguns guerreiros com arcos e flechas. Acima da água havia plantas, a sala era enorme, uma infinidade de plantas diferentes. Mas plantas não quer dizer flores. Eram espécimes diferentes, algumas plantas que ficavam em capsulas de vidro, fitavam os alunos, como se esperasse uma falha dos mesmos para devorá-los. O teto era feito de vidro, com lâmpadas e um aparelho que soltava água em toda a sala de horas em horas. Plantas que pareciam pequenas palmeiras enfeitavam o local.

— OK! Como podem ver nessa mesa existem materiais. Vamos à primeira aula, vocês podem encontrar coisas perigosas no caminho. Como sabem, de vez enquanto aparecem espíritos que assombram as cidades. E nossos poderes nem sempre são bons contra eles. Vamos à primeira aula. Os vampiros em missão de paz nos trouxeram a planta de Ângelus. – ele apontou a um pote de barro, com uma pequena planta de apenas duas folhas amareladas. – Essa planta tem um ótimo poder de... “exorcismo.” Vamos mostrar um exemplo, eu comprei um espírito negro esses dias.

— SATH! Espere – Diah entrou correndo na sala. – Alunos... é, ok, o papel. – ela colocou seus dedos entre os seios exibidos pelo decote e puxou um papel. – Amanha iremos à cidade de Syed, será uma recreação, e terá emoxao. Emoxao? Sath emoção é com Ç, não com X. Enfim. Não é obrigatória a viagem. Podem ir os alunos que quiserem. Amanha no salão central as sete da amanha. Aha!

A aula seguiu normal. Os garotos ficaram animados quando viram o espírito que Sath havia libertado ser completamente destruído. Eles mal podiam esperar para a prova pratica de Botânica.

...

Novamente no bosque. Novamente enfrentar uma besta. “Essa é sua nova rotina.” Altaire dava as boas vindas a Amity e Salvetion. Era uma criatura de 2metros e pouco, possuía pelos brancos e azuis, bípede, mas sua cabeça se assemelhava a de um crocodilo. Aquela luta não foi algo demorado ou difícil, na verdade apenas a força bruta dos jovens fora suficiente. Salvetion era o único que não fazia algo, ele não sabia de seus poderes. Na verdade, pra ele, ele não tinha utilidade, era um peso a mais no quarteto. Os jovens foram dormir, estavam ansiosos pelo dia seguinte. Queriam rever Syed.

Notas finais
heartgram - é tipo um pentagono, so q é um coraçao ._.
http://images2.fanpop.com/images/photos/2600000/Heartagram-him-2696700-1024-768.jpg

Desculpem a demora pra postar e pelo pessimo cap, é q ando sem tempo d+. Colegio tem aula de manha e de tarde, academia, coisa de modelo, tarefa, ai fico sem tempo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.