Salve-me

1 Capítulo 1 - Crisântemo Branco


Notas iniciais
Olá pessoal, voltei de novo! Kkkkkkk! Então, essa fic trata de um tema muito delicado. Não é qualquer um que consegue ler algo sobre suicídio. Porém, espero que vocês desfrutem da leitura, pois é uma fic que estou gostando de fazer, apesar do tema.

Um dia comum e ensolarado se estabelecia em Konoha. Com a atual paz, todos trabalhavam felizes e sem maiores problemas, já que os Gennins os resolviam como parte de suas missões. Tudo estava tranquilo, menos para uma pessoa.

Konohamaru estava em sua casa tomando café da manhã, observando a flor que encontrou na porta de sua casa, junto a uma carta. Era um Crisântemo Branco, que significa tristeza. Com receio, abriu o envelope que encontrou junto com a flor a pôs-se a ler.

“Konohamaru,

Você já sabe o significado dessa flor que enviei junto com a carta, não é? Sim, ela significa tristeza. Sinto-me estranha esses dias. Parece que a dor que sinto em meu peito não quer ir embora. Eu já fiz de tudo para tentar me livrar dessa angústia, mas nada funciona. Não quero que você me veja assim, mas queria te comunicar que, mesmo nesse estado, eu estou bem. Não irei falar minha localização também, já que saí da aldeia. Não quero dar mais trabalho à você. Só queria dizer isso. Quando eu puder, escreverei novamente. Fique bem, ok?

Izumi.”

O moreno sabia o que a amiga estava passando. Ela perdeu os pais e o irmão mais novo quando foram roubados a um mês atrás. Os bandidos não tiveram piedade. Mataram os três da forma mais cruel possível, fazendo ela assistir a tudo. Se não bastasse, ainda abusaram dela e a jogaram em um canto qualquer, como se fosse nada. Aquilo irritou o jovem ninja, que não pode fazer nada para ajudá-la. Ficou sabendo do ocorrido somente no dia seguinte, quando os boatos começaram.

Quando foi procurá-la, não a encontrou em lugar algum da aldeia. E agora, estava recebendo uma carta dela, junto com a flor que demonstra todo o sentimento guardado dentro dela. O moreno gostaria de estar por perto para ajudá-la, mas não podia. Não tinha ideia de onde ela estava.

Com isso em sua mente o dia inteiro, tentou realizar suas missões com o time 7. Sarada, perspicaz como era, percebeu que seu sensei não estava completamente focado nas missões. Boruto não notou muita coisa diferente, só percebeu que Konohamaru estava estranho, aéreo. Mitsuki permanecia com sua expressão de sempre, que ninguém sabia decifrar.

— Konohamaru-sensei, aconteceu alguma coisa? — Sarada perguntou enquanto continuavam pulando pelas árvores.

— Não se preocupe, não é nada kore. — O sensei respondeu, dando um fraco sorriso.

— Você está estranho hoje. Geralmente sempre me dá bronca por fazer as coisas sozinho, mas hoje só levei duas broncas até agora! — Boruto exclamou confuso.

— Deveria aproveitar essas pequenas chances, Boruto. — Mitsuki falou, sorrindo para o loiro.

— Estou tão acostumado a levar bronca, que está sendo difícil pra mim ficar sem levá-las. — Boruto respondeu, com uma gota de suor escorrendo por seu rosto.

— Vamos terminar a missão e encerrar por hoje, ok? — O sensei falou em tom cansado.

— Ok… — Os três responderam em conjunto.

A missão foi concluída com sucesso. Os quatro foram relatar o sucesso da missão ao Hokage. Chegando no escritório, Boruto logo fechou a cara.

— E então, como foi a missão? — O Hokage perguntou, largando sua caneta ao lado de um papel que estava assinando.

— Foi moleza! Eu poderia ter dado conta dela sozinho! — Boruto se gabava com orgulho.

— Ah é claro. Quem foi o imbecil que não conseguiu pegar o bendito coelho quando o sensei deu o sinal? Quem foi o precipitado mesmo? — Sarada retrucou visivelmente nervosa.

— Aquilo foi só um imprevisto! Nós concluímos a missão, não concluímos? — O loiro retrucou cruzando os braços.

— Olha Boruto, não faça nada que me atrase no meu caminho de me tornar Hokage, entendeu? — Sarada falou brava e saiu do escritório.

— Quem está atrapalhando que? Ah, quer saber, vou embora também. — Boruto falou fechando a porta com força.

— Ahn… — Konohamaru não sabia o que dizer. Uma gota imensa escorria por seu rosto.

— Sensei, se não temos mais nada a tratar aqui, também irei embora. — Mitsuki falou sorrindo. Logo depois saiu do cômodo.

— Eles estão dando trabalho, não é? — Naruto perguntou, sorrindo sem graça.

— Isso não é nada. Já fomos assim, não é mesmo? — Konohamaru respondeu em tom triste.

— Aconteceu alguma coisa? — Naruto questionou. Conhecia o amigo muito bem.

— Nada de tão importante. São alguns problemas que preciso resolver. Se me der licença... — O moreno fala, saindo da sala.

Ele na verdade não sabia o que fazer. Tudo era tão repentino. Izumi era sua melhor amiga. Na verdade, estava nutrindo fortes sentimentos por ela há algum tempo já. Tudo é tão frustrante. A vontade que Konohamaru tinha de encontrar os homens que fizeram essas atrocidades com ela era tanta, que nem podia pensar direito.

Resolveu então que iria procurá-la pelos arredores de Konoha. Explorou cada canto, cada árvore que conseguiu antes do anoitecer. A vila havia ficado enorme mesmo. Não conseguiu vasculhar por muito tempo.

Cansado de tudo, resolveu voltar para casa e descansar. Amanhã iria tentar novamente. Quando chegou em seu lar de descanso, encontrou mais um envelope e mais uma flor.

Notas finais
E então, o que acharam do primeiro capítulo? Ficou bom? Precisa ser melhorado? Não deixem de comentar, isso me ajuda bastante na hora de escrever e melhorar o que tiver que melhorar! Ah, estou com o capítulo dois pronto, mas só irei postá-lo amanhã, ok? ;)