Salve-me
2 Capítulo 2 - Rosa Branca
Notas iniciais
Konohamaru rapidamente pegou a rosa branca. Junto dela, estava outra carta. Quando abriu, ficou surpreso. Não havia nada escrito. Só havia um papel em branco, junto com uma foto dele junto com Izumi. Ambos estavam sorrindo. Porém, havia algo estranho na foto: ela continha um “X” em vermelho em cima da imagem de Izumi. O que isso significava? Por que ela estava fazendo isso?
Foi então que se lembrou do dia do desastre com a família dela. Ouviu boatos de que eles escondiam algo muito valioso em sua casa. Os bandidos estavam atrás disso, com certeza. Mas, o que havia de tão valioso que custou a vida de três pessoas e a virgindade e inocência de uma? Konohamaru estava confuso. Confuso e furioso. Como puderam fazer isso?
Ele estava preocupado. Não queria que ela fizesse alguma besteira. Isso não era culpa dela. Para entender melhor o ocorrido, resolveu ir até a antiga residência da garota. Lá, com certeza encontraria a causa de toda essa tragédia.
Estava escuro e todos já estavam em suas casas. Provavelmente jantando ou se preparando para dormir. Porém, o Jounin estava em frente a entrada de uma grande casa. Apesar do tamanho, era bem simples. Tinha um ar acolhedor. Adentrou o local sem ser percebido pelas pessoas que ainda perambulavam pelas ruas. Provavelmente estavam bêbadas. Começou a olhar cada canto da casa. Olhou os quartos, banheiro, sala, cozinha. Estava quase desistindo, quando viu uma porta aberta com a luz acesa.
Isso o lembrou de alguns filmes de terror que acostumava a assistir com Naruto. Mesmo sabendo que o loiro morria de medo dessas coisas, era sempre divertido chamá-lo, só para ver a reação dele nas horas de horror.
Mas isso era real. Estava um pouco receoso de ir até a porta. E se fosse uma armadilha? Prevenido, fez um clone para ir em seu lugar. O clone abriu a porta semi-aberta e viu que estava tudo bem. Porém, ele tinha a expressão um tanto quanto horrorizada.
Konohamaru logo foi até lá e viu uma cena chocante: a cabeça da mãe, do pai e do irmão mais novo de Izumi jogadas no chão. O sangue seco cobria a maior parte do chão. Viu também partes das roupas que Izumi costumava usar espalhadas pelo cômodo. Aqueles bandidos foram realmente cruéis. Não aguentando ver aquilo, retirou-se da sala.
Enquanto caminhava para fora da casa, reparou em uma abertura na parede. Será outra coisa chocante que os bandidos fizeram? Com o pouco de coragem que lhe restava, abriu mais o buraco na parede. Lá, viu um tipo de jutsu de barreira protegendo a abertura. Conhecia muito bem esse jutsu. Essa barreira era única e exclusivamente da família de Izumi. Porém, Konohamaru conseguiu desfazê-lo, já que o pai da garota o ensinou quando mais jovem.
Desfazendo a barreira, encontrou um pergaminho bem ao fundo. Esse pergaminho tinha o símbolo da família: Uma flor de Camélia. O moreno pensou ser algo importante, então, quando saiu da casa, levou-o junto para sua casa. Não iria abri-lo, já que poderia ter uma armadilha para manter o que estava escrito em segredo.
Chegou em casa exausto. Não aguentava fazer mais nada, afinal, o dia foi intenso e cansativo. As missões eram fáceis, já que seu time era composto por Gennins ainda. Porém, parte da noite foi exaustiva por conta de tudo o que viu. Deitou-se em sua cama, encarando o pergaminho. O que quer que seja, era algo realmente valioso para a família.
Iria tentar encontrar Izumi amanhã. Por hora, encontrou um esconderijo para guardar o pergaminho e foi tomar um banho. Nem com fome estava, já que a cena que viu não saía de sua cabeça. Com isso, foi tentar dormir um pouco, pois o dia seguinte seria cheio.
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