Salvation

16 Salvando você


Notas iniciais
Esta ai o capitulo onde o Damon explica algumas coisas!
Apreciem sem moderações!

Mylena encarava aquela ponte e as águas que fluíam em baixo dela, e se lembrava dos momentos bons que passou ali na infância e das ruins, como o acidente que matará seu namorado e seus pais. Damon percebeu que Mylena ficará triste, mas uma hora ou outra ela teria que ir ali.

Damon segurou na mão dela e a levou em baixo da ponte, a onde podia ficar perto da água e sentados na grama, olhando a corredeira, Damon começou.

— Eu estou na cidade há certo tempo. Antes mesmo das ferias começarem, eu queria conhecer todas as pessoas dessa cidade, saber o que eles sabiam e ver se dava para voltar a viver aqui. Como eu tinha dito, eu resolvi voltar a sentir alguma coisa e nada melhor que a cidade que nasci para isso. Era noite de um domingo, quando eu resolvi sair para caçar, fui ate a cidade e não encontrei ninguém, resolvi ir ate a floresta, para ver se tinha alguém acampando, foi quando eu estava me aproximando daqui, que ouvi um barulho. Corri ate aqui para ver o que tinha acontecido e quando cheguei, vi um carro caindo da ponte e afundando. Na hora eu não sabia o que fazer, mas no fim decidi mergulhar para ver se tinha como salvar as pessoas que estavam no carro. Pra falar a verdade, eu senti algo, como se eu tivesse que salvar a pessoa e se fosse numa outra época, eu teria ignorado e ido embora, mas enfim, eu mergulhei e fui ate o carro, quando cheguei lá, você estava desacordada, então fui ate a outra pessoa, seu namorado ainda estava lúcido, eu fui arrancar a porta dele, mas ele pediu que eu te salvasse, mas para mim você estava morta, então insisti em salva-lo. Só que a porta dele estava emperrada, então fui ate seu lado e arranquei a porta e foi ai que eu vi você, uma garota tão bela, com traços marcantes e eu me encantei, eu passei minha mão pelo o seu rosto e vi que ainda estava viva, seu namorado me pediu mais uma vez que eu te salvasse e na hora fiquei dividido, mas acabei aceitando e te tirando do carro. Quando te coloquei aqui, a onde estamos sentados, eu massageei seu peito e fiz boca a boca, ate sentir sua respiração melhor, voltei para a água, tentar salvar seu namorado, mas ele já estava morto. Quando voltei para a superfície, fui ate você e vi que se ninguém aparecesse, você morreria e eu não poderia deixar isso acontecer, liguei para a emergência e em menos de cinco minutos, eles chegaram. Fiquei escondido na floresta, ate ver que você estava salva. Acompanhei sua recuperação, mas fiquei sabendo que na hora do acidente, você tinha batido com a cabeça muito forte e estava com o quadro muito delicado e que talvez você pudesse morrer, então entrei no hospital à noite e te dei meu sangue, no dia seguinte você acordou, os médicos fizeram todos os exames e concluíram que você estava bem, como se nada tivesse acontecido. E depois desse dia, eu te vigiei, segui seus passos, cuidei de você.

Mylena estava com um misto de sentimentos enquanto ouvia aquela revelação. Voltar ao dia do seu acidente não era fácil e saber que Cris escolheu a vida dela invés da sua, a machucava mais e só fazia ela se sentir mais culpada. Mylena limpou uma lagrima que caia do seu rosto e falou:

— Você salvou minha vida duas vezes. Os médicos falaram para os meus pais que eu devia ter um anjo muito bom ao meu lado e que viram dois milagres acontecerem comigo, o primeiro de eu ter conseguido sair do carro e o segundo por eu ter me curado tão rápido e ter ficado sem nenhuma seqüela.

— Você despertou algo bom em mim, algo que ninguém imaginou que eu tinha, nem eu imaginava que possuía esse sentimento. Depois de te salvar, eu fiquei tentando me convencer que fiz isso por pena, você era nova tinha muito o que viver, mas quando soube que você poderia morrer e fui lá te dar meu sangue, eu vi que não era isso. Tentei fugir desse sentimento, sai uns dias da cidade, mas voltei logo em seguida, eu precisava saber como você estava e doeu muito te ver daquele jeito, quase não vivia.

— Eu sofri muito mesmo, eu soube que o Cris tinha morrido no hospital mesmo. Quando a ambulância chegou, pensou que eu tinha me afogado, só isso, mas perceberam algo no fundo do rio e chamaram os bombeiros, foi ai que souberam que tinha sido um acidente de carro e começaram a se perguntar como eu tinha escapado e o Cris não. Pensei que minha vida estava acabada, que eu era culpada e que eu devia morrer, mas logo que soube da morte dele, eu entrei em desespero e comecei a tossir sangue, foi ai que descobriram que eu estava morrendo, tiveram que me dopar e fazer os exames assim. Acordei no dia seguinte e quando me lembrei de tudo, entrei novamente em desespero e antes que pudessem fazer algo, eu passei mal e entrei em coma. E morrer naquela hora, não parecia tão mal assim. Mas acabei acordando e sabendo que estava ótima.

— Eu ia ate a sua janela todo o dia, eu estava no dia do enterro e ate comecei a me culpar, por não poder ter ajudado o Cristian. E vendo como você ainda o amava, eu decidi esquecer o que sentia e ir embora de vez da cidade, desligar meus sentimentos e viver como eu vivia antes.

— E o que te impediu?

— A morte dos seus pais. Foi ai que eu percebi que tinha que ficar e te ajudar.

— Por que não apareceu antes?

— Meu irmão chegou no mesmo dia do acidente e ele não podia saber que eu estava na cidade. Me escondi todo esse tempo, só mantendo vigilância de longe, mas você quase não sai de casa e eu quase não te via. Por um lado foi bom, eu não vi tanto seu sofrimento, mas pelo o outro foi péssimo, eu sofria mais ainda por não poder te ajudar.

Mylena se aproximou mais de Damon e o abraçou, viu como ele estava sofrendo, por lembrar de tudo, como ela também estava. Os dois ficaram um tempo abraçados e depois se separaram.

— Chega de choro né? — Mylena disse e sorriu.

— Chega de historia triste. — Damon também sorriu

— Damon

— Oi

— Você sabe quem causou o meu acidente?

— Não sei, como eu disse cheguei na hora do carro caindo. Por quê?

— Não, é que foi estranho.

— O que?

— Eu pensei ter visto algo... Ou melhor, alguém.

— Alguém? Mas pensei que tinha sido um animal

— Foi o que disseram, quer dizer o que eu disse.

— Me conte isso.

— Eu tinha visto uma pessoa e contei isso a policia, mas ninguém acreditou e disseram que podia ter sido coisa da minha cabeça na hora do medo, então acabei dizendo que foi um animal.

— Mas o que você acha que viu?

— Uma mulher no meio da estrada, mais exatamente eu pensei ter visto a Elena parada na frente do carro.

Damon encarou Mylena com os olhos arregalados, ele levantou e passou a pensar no que ela tinha dito. Percebendo que algo que ela dissera deixara Damon perturbado, Mylena se levantou e colocando a mão em seu braço, o virou.

— Damon, tudo bem?

— Tem certeza do que você viu?

— Tenho, por quê?

— Nada. Esquece isso.

Damon beijou a cabeça de Mylena e a abraçou, mas sua mente estava rodando.

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Elena decidiu ir conversar com Stefan, ela tinha pensando muito no que sua irmã falará e ela estava certa, tinha muita coisa no mundo mais perigoso do que seu namorado e a vida era uma só e curta, para se viver fugindo e com medo das coisas.

A mansão estava em silencio, Elena baterá, mas ninguém atendeu, resolveu entrar assim mesmo. Ela andou pela a casa e chamou pelo o Stefan, mas ele e ninguem responderam, então decidiu ir embora.

Quando chegou a sua casa novamente, encontrou Damon e Mylena conversando na entrada.

— Oi cunhadinha. — Damon a cumprimentou primeiro

— Oi Damon.

— Tudo bem Elena? — Mylena quis saber

— Sim e com você? Ta com uma cara estranha

— Eu to bem.

— Certo, vou entrar.

— Elena, espera

— O que Myh?

— Vamos à casa da Bonnie?

— Vamos.

— Certo, temos algo a fazer.

— O que?

— Stefan te contou tudo?

— Sobre bruxa?

— É.

— Sim

— Então, Bonnie vai fazer uma coisa e vamos lá para ajudar.

— Okey. Damon

— Oi

— Sabe onde esta o Stefan?

— Em casa, eu acho.

— Não ta não, eu já fui lá.

— Não sei onde ele esta, mas digo que quer conversar com ele.

Elena assentiu e entrou, Mylena se despediu de Damon e entrou também.

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Oito horas da noite, Elena e Mylena se encaminharam para a casa de Bonnie.

— Oi gente

— Oi Bonnie. — Mylena foi à primeira entrar sendo seguida de Elena

— O que iremos fazer hoje? — Elena perguntou

— Mylena não te contou?

— Achei melhor você explicar

— Certo, eu vou contatar uma bruxa morta.

— É sobre o cristal?

— Sim.

— Certo, o que temos que fazer? — Elena perguntou olhando ao redor

— Me ajudem a acender umas velas e colocar aqui na sala.

As três foram atrás das velas e começaram acendê-las, depois de apagar as luzes e sentarem em circulo, Bonnie, Mylena e Elena deram as mãos e Bonnie começou a dizer algumas palavras em outra língua. Ao final Bonnie disse:

— Emily, preciso de sua ajuda.

O silencio reinou depois disso, então novamente Bonnie falou:

— Emily, se esta me ouvindo de um sinal.

Mais silencio, só que do nada a janela abriu e um vento entrou, assustando as meninas.

— Emily, eu preciso destruir o cristal, não podemos deixar abrirem a tumba.

Mais vento entrou e do nada as velas se apagaram, a sala ficou escura. Mylena levantou e acendeu as luzes.

— Isso foi de dar medo.

— E muito. — Elena disse se levantando também

— Será que Emily ainda esta aqui? — Mylena começou a olhar para os lados, ate que algo chama sua atenção. — Bonnie, o colar estava ali na mesa quando chegamos?

— Não, ele estava na minha bolsa.

— Okey, agora estou assustada.

De repente as luzes começaram a piscar, a casa ficou fria e do nada Bonnie começou a se debater e a gritar. Mylena e Elena estavam apavoradas. Mylena correu ate Bonnie, tentando ajuda-la, mas não tinha nada que fizesse ela voltar ao normal, as luzes continuavam a piscar, o que deixava tudo mais sombrio. Bonnie parou de se debater e de gritar, Elena se aproximou mais e Mylena perguntou:

— Você esta bem Bonnie?

— Estou. — mas a voz dela estava diferente, nem parecia Bonnie ali.

— O que houve? — Elena perguntou. Mas Bonnie não respondeu, só se levantou, pegou o cristal e saiu andando, antes que chegasse à porta, Mylena parou em sua frente.

— Espera Bonnie, aonde vai?

— Preciso acabar com isso.

— Ela falou como destruir o cristal?

— Só eu posso fazer

Bonnie passou por Mylena e chegou à porta, mas quando ela abriu, um estalo soou na cabeça de Mylena e ela falou:

— Emily.

Bonnie olhou para ela e saiu. Mylena e Elena se olharam e foram atrás de Bonnie. No meio do caminho, Mylena ligou para Damon:

— Como ta na casa da Bonnie?

— Damon, Emily entrou no corpo da Bonnie e foi embora.

— A onde ela foi?

— Não sei.

— O que ela disse?

— Ela pegou o colar e disse que só ela podia acabar com aquilo.

— Eu sei para onde ela foi.

— Onde?

— Ficam em casa

— Não Damon, me diga.

— Ela foi para o velho cemitério.

— Certo, estamos indo para lá.

— Eu também.

Eles desligaram o celular e Elena correu com o carro.

Notas finais
O que acharam meninas??
Não esqueçam dos Reviews!!
Ate o proximo capitulo