Salvation
49 Depois da tempestade
Notas iniciais
Mais um capitulo para vocês!!
Desculpa a demora pra vir atualizar a fic, mas ando sem tempo pra escreve-la!!
Mas como eu disse uma vez, a fic esta entrando na reta final!! É, logo ela acaba! E isso esta me deixando muito triste...
Mas enquanto isso, vamos curtir os capitulos que estão vindo!
Espero que gostem... Nesse capitulo temos a aparição de um personagem que eu amo!!
Apreciem sem moderação!!
A arrumação da casa levou o resto da madrugada, Elena fazia tudo no automático, respondia tudo no automático e nem raciocinava direito, Stefan percebeu que a namorada estava longe e assim que começou amanhecer, falou:
- Elena, acho melhor você descansar um pouco. — mas ela não deu atenção – Elena? — Stefan foi ate ela – Elena? — ele a sentou no sofá
- Oi — ela respondeu encarando o namorado
- Tudo bem? — ele acariciava os cabelos dela
- Sim, claro. — ela assentiu ainda um pouco aérea
- Acho melhor você ir descansar.
- Não vou conseguir.
- Vai sim, eu fico com você.
- Não consigo pregar os olhos, é só fecha-los para lembrar do que ouve. Não queria que a minha irmã estivesse passando tudo aquilo.
- Mas ela esta bem agora.
- Ate quando Stefan? Ate quando?
- Vamos encontrar algo para ajudá-la.
- Onde? Damon foi pra vários lugares e volto de mãos vazias.
- Tenha esperança, Mylena vai sair dessa.
- Esperança. — Elena sussurrou.
Stefan ainda insistiu que Elena fosse descansar, mas ela negou e Stefan pediu que pelo menos ela fosse tomar um banho, isso ela acabou aceitando. Elena subiu pro banho e Stefan terminou de arrumar a casa, Jeremy que tinha ido dormir, apareceu na sala com uma cara de cansado, já era sete horas da manha.
- Pensei que ir dormir mais.
- Ate tentei, mas não deu.
- Preocupado com a Mylena?
- Muito, tive pesadelos horríveis.
- Ela vai ficar bem. — era um mantra que Stefan dizia em sua mente
Jeremy assentiu e foi fazer um pouco de café, minutos depois a campainha tocou e Stefan foi atender, vendo que era Bonnie.
- Oi. — ela sorriu fraco — Desculpe a hora.
- Não, tudo bem.
- Encontraram a Mylena? — ela perguntou entrando
- Sim, encontraram. — Stefan respondeu
- Que cara é essa? Parece que nem dormiu ontem. — Bonnie comentou percebendo a cara de cansado do amigo
- E não dormir.
- Ninguém dormiu. — Elena falou descendo as escadas
- O que houve? — Bonnie perguntou preocupada.
Elena terminou de descer as escadas e foi ate a sala, sentou ao lado de Stefan e enfrente a Bonnie, Jeremy saiu da cozinha e foi ate a sala, beijou a namorada e sentou ao lado dela, Elena suspirou fundo e contou a noite conturbada de ontem. Bonnie chegou a chorar ao escutar tudo, sofria ao saber do sofrimento da amiga, se amaldiçoava por não ter ajudado antes e ate se culpava, mesmo Elena dizendo que ninguém tinha culpa.
- Em pensar que eu podia ter evitado isso. — ela comentou triste
- Ninguém podia prever isso. — Stefan disse confortando Bonnie
- Mas quando Damon me falou, eu devia ter previsto. Uma coisa nunca visto antes, só podia acabar nisso.
- Nossa esperança não acabou, vamos atrás de algo que posso ajudá-la. — Jeremy comentou depois de um tempo em silencio
- Não precisam ir muito longe. — Bonnie comentou
- Não? — os três perguntaram juntos
- Não, eu encontrei um feitiço.
- Serio? — Elena perguntou mais alegre e aliviada
- Sim, não só um como dois.
- E você vai usar os dois? — Stefan quis saber
- Não precisaria, mas depois do que soube, acho melhor sim.
- Conta-nos como são esses feitiços. — pediu Jeremy
- O primeiro é temporário, é um feitiço pra adormecer esse demônio, ate fazermos o outro.
- E por que precisa desse primeiro? — Elena perguntou mais interessada
- O outro requer muitos ingredientes que eu não tenho e que eu nem sei onde consegui-los, então acho melhor fazer o primeiro que é mais simples, para quando tivermos tudo fazermos o outro.
- Acho que vai ser melhor mesmo, assim teremos a certeza que ela não atacará novamente. — Stefan comentou apoiando a idéia de Bonnie
- E qual são esses ingredientes? — Elena perguntou
- São muitos, tenho a lista em casa, mas acho melhor nos preocuparmos com o feitiço temporário e depois vemos onde encontrar os ingredientes.
- Certo. — concordaram todos
- Vamos ate a mansão. — Elena disse se levantando e sendo seguida por todos
A ida de carro ate a mansão foi rápido, assim que chegaram, todos desceram rápido e entraram, encontrando Damon sentando na sala.
- Nossa uma comitiva na minha casa. — ele disse brincalhão — E o que a bruxa faz aqui? — seu sorriso sumiu ao ver Bonnie
- Vim ajudar. — ela respondeu sustentando o olhar agora furioso dele
- Ajudar? — perguntou com sarcasmo — Não acha que é tarde demais?
- Damon, não começa — Stefan repreendeu o irmão.
- É verdade Damon, ela esta aqui pra ajudar e já tem a solução. — Elena disse seria
E ele pensou em responder a todos, em rejeitar a ajuda de Bonnie, só que ao ouvir que ela tinha a solução e em pensar na sua Mylena voltando a ser o que era, calou a boca e aceitou a ajuda, mas seria tudo por ela, tudo por Mylena.
- Certo. — ele disse serio — Mas vou deixar bem claro aqui, só estou aceitando pela a Mylena e eu não esqueci do que você fez quando eu fui te pedir ajuda. — Damon virou as costas e foi pra cozinha
- Damon. — Elena foi atrás. — Como Mylena passou a noite? — perguntou preocupada
- Bem, dormiu a noite inteira, nem se mexeu.
- Ela ainda esta dormindo?
- Não. — todos já estavam na cozinha
- Onde ela esta?
- Saiu. — Damon disse indiferente
- Saiu? — todos perguntaram juntos
- É, por que esse espanto? — Damon não estava entendendo a pergunta de todos
- Você deixou a Mylena sair sozinha, depois de ter tido um ataque na noite anterior. — Elena dizia espumando de raiva
- Mylena acordou muito bem e disse que precisava ir num lugar.
- E que lugar? — Stefan perguntou tentando acalmar Elena
- Ela não me disse. — Elena o olhava furiosa — Parem de drama, Mylena continua sendo a Mylena, eu continuo confiando nela e logo ela aparece.
Ele voltou a dar de ombros e saiu da cozinha, todos seguiram ele, Damon subiu as escadas e no meio dela, se virou e disse:
- Se quiserem pode esperar ai na sala, eu não me importo. — e ele continuou a subir e se trancou no quarto.
Stefan encarou a todos e deu de ombros, Elena se acalmou um pouco, mas ainda achava que a saída da irmã sozinha tinha sido uma loucura e que Damon tinha sido irresponsável. Eles ficaram em silencio esperando Mylena voltar da onde ela tinha ido.
-----------X-----------
O sol entrou pela a janela despertando ao poucos Mylena, ela piscou algumas vezes e levantou a cabeça, que rodou um pouco, olhou em volta e percebeu que estava no quarto do Damon sozinha, voltou a deitar a cabeça no travesseiro macio e fechar os olhos, apurou a audição para escutar quem estava na casa. Primeiro ela ouviu a própria respiração lenta, depois ouviu o passarinhos que cantava na janela, escutou barulho de copos e por fim a respiração inconfundível de Damon, ela estava lenta e suave, como uma melodia pra os ouvidos de Mylena, percebendo que apenas seu namorado estava na casa, ela resolveu levantar e tomar um banho.
Ao chegar no banheiro percebeu que estava vestindo apenas uma calcinha e a camisa do Damon, ela olhou pro espelho a sua frente varias vezes e tentou se lembrar da noite anterior, do que tinha feito, mas toda vez que forçava a se lembrar, sua cabeça doía, então resolveu tomar banho e tentar se lembrar só depois. O banho foi bem relaxante, seu corpo que tinha acordado um pouco dolorido, ao sair do banho já não doía mais, ela se enrolou numa toalha e saiu, voltou pro quarto e encontrou Damon sentado na cama com uma bandeja na mão, onde continha um suco de laranja, pães e uma bolsa de sangue.
- Bom dia — ela sorriu e correu para beijá-lo
- Bom dia meu amor. — ele disse depois de beija-la — Dormiu bem?
- Sim, muito. — ela sentou na cama e bebeu um pouco do suco
- Que bom. — ele voltou a sorrir
Mylena comeu tudo em silencio, apenas sendo observada pelo o namorado, depois bebeu a bolsa de sangue e percebeu que Damon a olhava demais e juntando a falta de memória da noite anterior, percebeu que algo estava errado.
- O que aconteceu ontem? — ela perguntou encarando Damon que já não sorria mais
- Não se lembra de nada?
- Sempre que tento, minha cabeça dói.
- Vou te contar. — ele concordou triste
Mylena se ajeitou mais na cama, deixou de lado seu café da manha e passou a encarar Damon, que depois de respirar fundo contou tudo o que tinha acontecido na noite anterior, detalhe por detalhe, fazendo assim a memória de Mylena voltar aos poucos e ela se lembrar de tudo, ao fim do relato Damon percebeu que ela já tinha se lembrado, pois seus olhos encheram de lagrimas e um soluço saiu de sua garganta, ela abafou a boca e levantou da cama, se afastando e balançando a cabeça.
- Eu quase matei a minha família. — sua voz sai sofrida
- Mas nada aconteceu, você consegui se controlar.
- Não. — ela voltou a encarar Damon — Se não fosse você eu não teria conseguido. — ela correu pro braços do Damon
- Calma, passou. Tudo passou e não vai voltar. — ele acariciava seus cabelos
- Como tem tanta certeza? — ela perguntou chorando
- Por que eu estarei aqui sempre, nunca mais vou te deixar. Eu prometo. — ele afastou o rosto dela e olhou fundo em seus olhos
- Não sei o que seria da minha vida sem você. — ela lhe beijou e voltou a deitar a cabeça em seu peito
Eles ficaram um tempo assim, ate ela ter se acalmado totalmente, quando as lagrimas secaram e o pior passou, Mylena se afastou e encarou Damon.
- Preciso ir num lugar.
- Onde?
- Eu não estou escondendo nada de você, mas é um lugar onde eu preciso ir e não posso falar. — Damon encarou Mylena por um tempo e sorriu
- Pode ir. — e beijou sua testa
- Não vou fazer nada de errado. — ela sorriu fraco
- Confio em você.
Mylena sorriu mais com essa frase do Damon e trocou de roupa, saindo logo em seguida, ela pensou em pegar o carro do Damon pra ir, mas resolveu ir correndo, seria melhor, ela precisava respirar um pouco ar puro e pensar com mais clareza na noite anterior. Depois de uma bela caminhada, ela chegou ao cemitério, andou entre as lapides ate chegar a que ela queria, quando chegou à frente da lapide desejada, ajoelhou e sorriu fraco ao ver o nome e a foto.
- Oi Cris. — ela disse baixo e olhou em volta pra ver se tinha alguém — Preciso tanto de você agora, do seus conselhos e da sua sabedoria. Queria tanto entender o que esta acontecendo comigo, por que existe esse demônio dentro de mim. — ela chorava enquanto falava
- Você sabe que sempre estarei aqui pra você. — uma voz surgiu ao lado dela
- Cris? — ela levantou a cabeça e limpou as lagrimas, encarando Cristian parado ao seu lado
- Oi Myh — ele sorriu e ela se levantou
- Como...? Eu não me lembro de ter dormido — ela estava confusa
- Você não está dormindo. — ele continuava sorrindo
- Então como..? Mas..? Eu posso te ver.
- Também não sei como, mas eu te vi chorando aqui em frente ao meu tumulo e fazendo aquelas perguntas, senti uma necessidade de estar aqui, de poder te abraçar e conversar com você, quando percebi estava aqui.
- Então é real? Você esta realmente aqui?
- É o que parece. — Cris nem terminou de falar e Mylena usando sua velocidade foi ate ele, abraçando-o
- Cris. — ela choramingou
- Oh pequena, esta tudo bem. — ele acariciava seus cabelos — Vai ficar tudo bem.
- Não entendo o que esta acontecendo, me ajuda.
- Olha, eu vou-te explicar tudo o que sei. — ele afastou um pouco ela e segurando seu rosto disse
- Vamos pra outro lugar — ela se afastou completamente
- Onde? — ele perguntou e ela sorriu
Mylena usando sua velocidade correu floresta adentro, mas no meio do caminho lembrou que Cris não era um vampiro e parou, olhou pra trás pra vê se ele vinha, mas não o encontrou, quando pensou em voltar pro cemitério, ouviu uma voz a sua frente.
- Você não vem? — Mylena olhou na direção da voz e viu Cris sorrindo
- Mas como?
- Sou um espírito, tenho meus 'dons'. — ele sorriu ainda mais, contagiando ela, que voltou a correr.
Depois de um tempo e de subirem o morro, chegaram ao lugar, Mylena sorriu e Cris sorriu com ela, eles sentaram e apreciaram a vista.
- Nosso lugar.
- Sim. — ela assentiu — Nunca usamos. — disse triste
- Não importa, continua sendo nosso.
- Eu vim aqui no dia do cometa.
- Eu sei, estava aqui.
- Serio? — ela lhe encarou
- Sim, eu disse que sempre estaria com você. Lembra, te fiz uma promessa.
- Verdade. — ela deitou sua cabeça no colo dele
- Foi aqui que você o conheceu pela a primeira vez, certo?
- Errado. — ela sorriu ao primeiro erro dele
- Como assim? Eu estava aqui.
- Eu o conheci no Grill, depois da festa de volta as aulas.
- Oh certo. — ele assentiu sorrindo — Eu perdi esse momento.
- Aqui foi onde nos conhecemos pessoalmente, onde conversamos pela a primeira vez.
Eles ficaram sorrindo por um momento, pensando num passado não tão distante, onde tudo estava tranqüilo e o perigo não era tanto, mas o sorriso não ficou por muito tempo no rosto de Mylena, logo ela se lembrou da noite passada e resolveu logo perguntar.
- Por que isso esta acontecendo comigo? — ela não precisava entrar em detalhes, Cris sabia do que ela falava.
- Você pode achar que isso é algum castigo pelo o que aconteceu comigo e com os seus pais, mas não é. E isso também não é um demônio como você diz.
- Não? — ela encarou Cris com a testa franzida
- Não, é apenas o seu alter-ego.
- Meu alter-ego?!
- É, todo mundo tem um alter-ego, alguns conseguem conviver com eles e outros nem sabe que existe. Ate antes de você se tornar vampira, seu alter-ego estava adormecido, mas estava lá e com a transformação, seu alter-ego encontrou uma maneira de acordar e conviver com você.
- Mas por que ele é assim? Por que quer matar todos?
- Você sofreu demais Mylena, passou por muitas coisas em pouco tempo. Perdeu a mim e logo em seguida os seus pais, quase perdendo sua irmã também e isso acabou te deixando frágil, machucada. O alter-ego culpa os sentimentos humanos por isso, pra ele ser humano é horrível, você fica vulnerável, frágil e fácil manipulação, seu alter-ego não gosta disso.
- Eu quase matei a minha família por que meu alter-ego não gosta de se sentir frágil?
- Isso mesmo, consegue se lembrar o que te deixava forte na noite passada?
- Sim, minha família dizendo que me amava e que sempre me amariam.
- Então, são sentimentos. Isso o enfraquece e te deixa forte, pois você acredita na humanidade e nos sentimentos, já ele não.
- Foi por isso que o Damon conseguiu me ajudar?
- Também, como você diz muitas vezes, Damon é seu porto seguro. Ele sempre te olhou da mesma forma, sempre te tratou como uma garota forte e não é humano, seu alter-ego não conseguiu combater contra ele e não foi só isso, o amor também ajudou demais. Vocês se amam do jeito que for, de como for e independente do que são. Mais uma prova que o amor de vocês é eterno.
- Tem algum jeito de acabar com esse alter-ego?
- Claro que tem.
- Como?
- Um dia você irá saber. — ele sorriu e ela fez bico
- Por que tão enigmático? Você não gosta de mim? — ela dizia com bico
- Claro que gosto, mas tudo ao seu tempo.
Mylena ficou deitada mais um tempo ali, sentindo os carinhos de Cristian e matando as saudades dele, era estanho ouvi-lo falar do amor dela com o Damon, era como se não fosse seu ex-namorado que estivesse falando, nessas horas que Mylena tinha certeza que Cris não era tão real, de que ele já tinha partido e conhecido o tão misterioso universo, que tudo o que ele falava era coisas de um plano distante, um plano onde ele vivia e onde Mylena nunca mais ia estar.
Com os olhos fechados e sentindo o vento, Mylena percebeu que o macio onde sua cabeça repousava já não estava mais lá, ela abriu os olhos e não encontrou Cris, levantou com tudo e olhou em volta, não encontrando nada.
- Cris? — ela chamou e nada — Cristian? — e nada novamente
Um barulho na floresta chamou a atenção dela, Mylena correu ate lá e não viu ninguém, começou a andar cautelosamente e sempre observando a sua volta, mas não tinha nada, apenas a mata. Quando voltou pro cemitério, achou que tivesse sonhado, que tudo não tivesse passado de um sonho, como das outras vezes, mas ao chegar em frente a lapide dele, viu uma rosa vermelha que não estava ali e era igual a que ele tinha dado a ela certa vez, Mylena pegou a rosa, cheiro e sorriu, o cheiro era o de Cristian, o cheiro que ela nunca ia esquecer e teve certeza de que nada foi sonho, ela tinha se encontrando com ele, mais uma vez.
Percebendo que tinha passado muito tempo, Mylena resolveu voltar pra mansão, Damon podia estar preocupado. A volta foi mais rápido, ela usou a floresta pra chegar lá e pode usar toda a sua velocidade, quando estava na porta dos fundos, escutou varias respiração vindo da sala e identificou como seus irmãos e Bonnie, ela respirou fundo e entrou, se preparando para o encontro.
Notas finais
O que acharam da reação do Damon? Ele está certo ou não??
Então deixem seus review comentando sbore isso e muito mais..
Ate o proximo!
Beijos'
Fale com o autor