Salada de Frutas

42 Capítulo 42 – CALABURA


Notas iniciais
Olá Girl´s,

Vamos a feira?

Prometo algumas risadas com esses malucos... ;´)

Patty, obrigado por betar amore ♥

Boa leitura.

Capítulo 42 – CALABURA


Edward-POV



Eu me odiava. Na verdade, odiava minha maldita boca grande.



– Edward... você não vai mais falar comigo? – perguntou meu ex-irmão de pau albino.



Reformulando. Eu me odiava, odiava minha boca grande e odiava Emmett nesse momento. Por causa dele e essa sua guerrinha com minha diaba, eu estava há uma semana dormindo no chão.



Minhas costas estavam me matando.



– Caia fora, seu idiota de pau albino, não quero falar com você – resmunguei, ainda com os olhos em minha mulher muito grávida, sorrindo ao lado do padre-futuro-defunto.



Se ele colocasse as mãos novamente no braço dela, o idiota iria tomar hóstia de canudinho.



– Você que corre da belzebú porque ela tem cotoco de nariz na cara, e eu que levo a culpa? – resmungou, chutando a pedrinha do chão com o sapato.



– Foi você que passou lenço de papel pra ela com vara de pescar, Emmett – bufei, irritado, tentando ainda, a todo custo, entender a cena que havia acontecido. Só mesmo o meu irmão idiota, para se aproximar de minha diaba com uma vara de pescar tendo vários lencinhos pendurados no anzol, enquanto ela ainda chorava de joelhos na cama, depois de termos saído correndo do quarto.


– Eu estava ajudando. Você saiu correndo – deu de ombros.



– Eu estava indo buscar uma toalha úmida para limpar seu rosto – expliquei, pela centésima vez.



– Mentira! Você vomitou no banheiro que eu sei... a loira me contou – cortou, apontando o dedo na minha direção.



Era nojento. Eu amo meu morango, mas existe um limite de intimidade que todo homem pode suportar. E para mim, ranho e cotoco de nariz eram os meus.



– Não tenho culpa se estava com um pouco de nojo também – me defendi, fazendo careta ao me lembrar da cena.



– É nojento! – confirmou — meu limite é cheirar o próprio peido – comentou, como se fosse a coisa mais natural do mundo, fazendo com eu arregalasse os olhos em sua direção.



– O que? Rose tem essa mania. A enfezada peida debaixo do cobertor e faz cabana pra cheirar...



– Ela não faz isso! – acusei, desacreditado, sentindo os tremores de um riso tentando estourar por minhas entranhas.



Minha diaba iria amar escutar isso!



– Ela faz, Edward – confirmou, girando o corpo em minha direção, com um olhar de vizinha fofoqueira no rosto – a primeira vez que ela fez isso, foi logo que nos conhecemos. Eu notei Rose fazendo uma careta engraçada, e depois dar um sorrisinho tímido e logo enfiar a cabeça debaixo da coberta. Eu pensei que ela estava toda tímida e tal depois de ver Apolo, achei meio bonitinho e a segui debaixo da coberta – Emm fez uma cara apavorada, arregalando os olhos – Porra! Mano... eu juro, a câmara de gás foi inventada em homenagem a minha loira – cochichou, sacudindo a cabeça – eu quase morri de asfixia.



Eu juro que tentei, mas segurar a gargalhada foi praticamente impossível.



Depois dessa revelação, eu nem lembrava mais da dor em minhas costas.



– Shhh... seu viado – sussurrou, tentando calar minha boca com sua mão grande – as duas estão olhando pra cá – avisou, gesticulando com a cabeça na direção de Rose e Bella, que nos encaravam de longe, com uma expressão zangada no rosto.



– Ohh... meu Deus, Emmett! Como vou encarar Rosalie depois dessa revelação? Vou sempre achar que ela está com cara de constipada – gargalhei, mais uma vez.



– Isso não é engraçado, Edward – murmurou, segurando o próprio riso – entre a minha,, que peida debaixo da coberta e a sua, que tem ranho na cara, podemos dizer que escolhemos bem nossas mulheres, hein? – provocou, caindo no riso comigo.



– Ohh... eles não são uma beleza, padre? – zombou minha diaba, aproximando-se com a loira peidorrenta, minha mãe e o futuro padre de canudinho – Estão aqui se divertindo, enquanto nós marcamos o batizado do bebê. Aliás, padre – disse minha diaba, sorrindo diabolicamente em minha direção, colocando a mãozinha no braço do padre safado, fazendo-me rosnar – posso realizar o batismo do bebê, mesmo que ele não tenha um pai, não é? – piscou, inocentemente, em sua direção.



– Ohh... minha filha, claro que pode, a igreja não condena filhos bastardos – respondeu.



Isso fez com que um sorriso rompesse nos meus lábios e escutasse vários suspiros de surpresa ao meu redor.



Resposta errada padreco... 3,2,1 ...



– OMG! OMG! MEU FILHO NÃO É UM BASTARDO! ELE É ZEUS JÚNIOR! — gritou minha diaba, protegendo o ventre com as mãos, trazendo-me um orgulho no peito. Ela podia ser completamente maluca, mas quando se tratava de nossa cria, ela era ferozmente protetora.



Meu morango iria ser a mãe perfeita.



– Isabella... eu...- gaguejou o padre clone de galã de novela.



– Não... não... não me venha com Isabella... você chamou meu bebê de bastardo... como ousa.. – respondeu, irritada – Amor... – choramingou, andando como pata na minha direção, fazendo com que eu arqueasse a sobrancelha em sua direção, dizendo em palavras mudas “Agora eu sou seu amor, não é? Quando me fez dormir no chão eu não passava de um tarado sem coração!”.



– O que você quer Isabella? – respondi seco.



Qual é! Eu tinha que mostrar quem era o macho dessa relação. Minhas costas ainda doíam, porra!



– Ele... – apontou o padre pegador, fazendo beicinho – chamou nosso Zeuszinho de bastardo – choramingou, colando a cabeça no meu peito, o corpo de lado, porque a barriga simplesmente impedia nossa aproximação.



– Você não deixou matá-lo quando quis, morango – murmurei, abraçando seus ombros e enfiando meu nariz no seu cabelo, me derretendo em seu calor.



Tanto para ser o macho da relação.



– Você pode fazer isso agora? – pediu, fungando em meu cangote, fazendo-me estremecer levemente.



Por favor, Deus! Não deixe que tenha ranho ou cotoco em mim. Eu juro que não mato o padre em doses homeopáticas. Vai ser rápido e indolor.



– Isabella... minha filha... vamos entrar e conversar, eu tenho uma deliciosa Calabura lá na sacristia.



Che diavolo è questo maledetto prete, invio il mio amico di tacere (Mas que droga é essa padre maldito, mandando minha amiga calar a boca) – gritou a loira irritada, defendendo a amiga.



Eu sabia que ambas tinham entendido errado o que ele havia dito. Ele simplesmente havia chamado minha diaba para tomar um suco. Mas, foda-se!



Eu queria ver o padreco se ferrar.



Bem que eu podia pedir para Emmett comprar pipoca no carrinho da esquina, e notando ele sair e correr naquela direção, eu sabia que ele tinha tido a mesma idéia que a minha.



Teatro de graça!



– Não... Rosalie... eu... – ainda tentava se justificar o maluco.



Non darmi scuse. Ti faccio vedere io chi è il bastardo. Pasticci Niguém con il mio amico (Não me venha com desculpas. Vou lhe mostrar quem é o bastardo. Niguém mexe com minha amiga) – continuava rosnando, começando a retirar os sapatos e enrolar a manga da camisa, enquanto eu sentava no banco com a diaba no meu colo, que já esticava a mão em direção ao pacote de pipocas que Emmett trazia.



– Então, o que eu perdi? – perguntou, sentando-se ao nosso lado, tossindo em cima do seu próprio pacote de pipoca. Um hábito que ele havia adquirido para evitar que Bella roubasse sua comida, depois do episódio da pizza.



– Rose vai bater no padre – comentou a diaba, lambendo o sal do dedo.



– Ohh... VAI LOIRONA! – gritou Emmett, batendo o punho no ar.



– Preciso te contar algo sobre sua amiga – sussurrei no ouvido do meu morango



– você vai adorar – sorri, quando notei seus olhos brilhando.



– O que é? O que foi? – perguntou, empolgada.



– Vou poder dormir na cama de novo? – barganhei.



– Humm... você vai parar de rir de mim, e achar que sou a garota do exorcista? – fez beicinho.



– Eu não disse isso diaba, foi ele – apontei para Emmett, que não parava de provocar o padre para que Rose desse uns tabefes nele, enquanto esse se escondia atrás de minha mãe, que tentava tirar o sapato da mão da nora.



– Ok, eu deixo você dormir comigo, desde que Zeus venha junto – sussurrou, safada – estou com saudades dele — choramingou, colocando a mãozinha na minha virilha e rebolando.



– Humm... ele também está com saudades, meu morango gostoso – rosnei, cutucando sua bunda com meu pau.



– O que... o que você quer falar sobre Rose? – perguntou, gemendo baixinho, a luta da amiga e padre já esquecida por nós dois.



– Ela faz cabaninha de pum embaixo das cobertas – revelei, sabendo que, mente maldosa como era, saberia de cara do que estava falando.



– Mentiraaaaa – disse, pasma, girando tão rápido em meu colo, que tive que segurar sua cintura para não cair.



– Verdade verdadeira – respondi, sorrindo, já notando o brilho nos seus olhos. Isabella era uma fofoqueira. E quando se tratava de Emmett, ela parecia uma criança abrindo presente em noite de natal, ou cachorro vendo frango assado na máquina de padaria.



Ficava babando.



– O que mais...o que mais – pediu, animada, batendo palmas.



– Emmett disse que ela quase o asfixiou embaixo da coberta. Hitler não fica devendo nada a Rose quando se trata de câmara de gás – completei, enchendo a boca de pipoca.



– Ohh... isso é tão gostoso... é uma revelação e tanto – murmurou, revirando os olhos, como um drogado quando consegue sua próxima dose.



– VAI LOIRONA! ENSINA ESSE PADRE QUE É MELHOR FICAR CALADO DO QUE ENFRENTAR A FILHA DO CAPETA, BELZEBÚ DE COTOCO NO NARIZ – gritou o imbecil, provocando minha mulher na hora errada, gargalhando como louco.



– Tsc...tsc... hora errada, irmão... hora errada – avisei, já preparando para o ataque da minha diaba.



– VAI ROSE.... VAI PEIDORRENTA!! – gritou minha maluca, cerrando os olhos na direção do cunhado, que agora a encarava de olhos esbugalhados, completamente inerte, como uma gazela diante do leão, somente saindo do estupor quando um sapato vermelho berrante atingia sua testa.



– EMMETT – gritou Rose, correndo em sua direção.



– MALDITO BELZEBÚ – gritou, correndo para dentro da igreja, com a italiana em seu rastro.



– Eu te amo – sussurrei para minha diaba, que agora caçava os milhos que não estouraram no final do pacotinho, como se o mundo fosse um mar de rosas, e meu irmão não estivesse lutando por sua vida nesse momento.



– Eu também amo você – respondeu, sorrindo lindamente — WOW.... PUTA MERDA! – gritou de repente, dando-me um susto.



– OPA! O que foi amor... você está bem?... – perguntei, preocupado, notando ela se contorcer em meu colo – o que você tem? Está com gases também? – perguntei, ganhando um olhar mortal – Bella... você fez xixi em mim? – reclamei, contorcendo o nariz, sentindo minha calça molhada.



Isso era pior que o cotoco.



– CALA A BOCA EDWARD!... MINHA BOLSA ESTOROU! – berrou, rosnou, gritou...



Isso era muito pior do que o cotoco, o ranho e a mijada.


\"\"



Notas finais
Olá Pessoas...

Zeus Jr, está chegando... uhuuu.... algo me diz que Edward desmaiou depois da notícia, ela vai pirar um pouco nesse parto... rs

Todas as cenas que escrevo dessa FIC, eu juro...juro que gostaria de assistir alguma atuação, ou presenciar, eu iria morrer de rir...

São doidos... malucos de pedra essa família... peninha que eles em breve estarão se despedindo de nós :(

Espero que tenham se divertido lendo, como eu fiz escrevendo.

Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.