Salada de Frutas
7 Capítulo 07 – MAÇÃ
Notas iniciais
Capítulo 07 – MAÇÃ
BELLA – POV
– Pronto Isabella! Aqui está sua carta de recomendação. E esse é o certificado de trabalho voluntário. Vai ajudar em sua entrevista. – me entregou os documentos o reitor.
–Muito Obrigado Sr. Caius – respondi feliz – Eu amo trabalhar com a área de Intercâmbio do colégio – disse sincera.
– Ah.. Isabella eu sei querida. Mas nem todos são voluntários, para ajudar as pessoas carentes. Trabalhar de graça requer força de vontade e tempo – deu tapinhas em meu ombro.
– Imagine, eu gosto. Aperfeiçoei muito meu Italiano. Aquela turma de quarta — feira á noite na igreja do padre Marcus, é muito engraçada! – sorri lembrando que eram pessoas mais velhas e engraçadas.
– Eu imagino – revirou os olhos. O padre Marcus, disse-me que a maioria está todos os domingos no confessionário – riu.
Eu até imaginava quem era! Eu gargalhei assentindo, e nos despedimos.
– Bellita – chamou Alice, assim que entrei no estacionamento – Está pronta pra comer a comida mais deliciosa da sua vida?
– Prontíssima – sorri – Na verdade, acho que sua mãe nunca mais vai me convidar. Estou morta de fome.
– Então vamos – entrelaçou seu braço no meu, e fomos em direção ao meu carro.
– Jasper também vai? – perguntei jogando a mochila no banco de trás.
– Não, seu pai ligou e pediu para ele levar alguns documentos no escritório– disse triste.
– É verdade! Nem longe meu pai dá sossego – bufei – Eu preciso passar em casa e trocar de roupa você se importa? – disse apontando para meu uniforme – Estou morrendo de calor.
– Claro que não! Vamos ter que passar no mercadão de feirantes antes também. Minha mãe pediu algumas frutas, para fazer a salada. Você se importa? – perguntava com um sorrisinho se formando no canto dos lábios e um brilho diferente no olhar.
– Alice! Porque tenho a sensação de que você está aprontando alguma coisa? – perguntei arqueando a sobrancelha, enquanto ela jogava sua mala.
– Está louca!. Juro.. Juradinho que não estou fazendo nada — cruzou os dedos na boca, em sinal de cruz.
– Sei.. sei... – fingi que acreditei.
Seguimos para casa, conversando animadamente, e cantando. Eu adorava Alice.
Sentia-me bem com sua companhia. Era umas das pessoas que sabia o quanto rica era minha família, e não se aproximou com interesse. Na verdade, poucas vezes quis vir até a nossa casa. Não se sentia bem.
– Vem vamos ao meu quarto. – chamei e subimos.
– Nossa Bella, nunca canso de dizer como é lindo seu quarto – disse como sempre admirada se sentando na cama.
– Hummm Alice, eu queria há muito tempo te dar umas coisas. Mas tenho medo que você se ofenda. E jamais quero que fique triste comigo. – falei tensa
– Claro que não. Pode falar, deixa de besteira Bella. O que é? – sorria com os olhos brilhantes.
– Espera aqui! – sorri feliz e entrei saltitante no closet. Saindo de lá com sacolas e sacolas de roupas, sapatos e bolsas. Jogando tudo em cima dela.
– É tudo seu! – falei agora temerosa. Esperando sua reação.
Alice olhava para os montes de pacotes, sacolas e depois para mim. Repetindo o processo três vezes.
– Isso tudo é meu? – sussurrou
– Sim – sussurrei de volta
– AHHHHHHHHHHHH – gritou se levantando, fazendo tudo cair no chão. Pulando em mim, quase me fazendo cair. — OH QUE MARAVILHA. OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO – gritava nos girando em circulo e pulando.
Eu sorria feliz junto com ela.
– MEGA AMIGA! MEGA CUNHADA! MEGA TUDO!! – disse nos jogando na cama, começando a abrir tudo.
E cada peça que olhava, vestia e desfilava. Ficando cada vez mais radiante, saltitando e batendo palmas.
– Vocês são loucos de me dar tudo isso – reclamou falsamente em determinado ponto.
– Alice. Cada vez que vou ao shopping, compro alguma coisa pra você. Cada vez que o Jasper vai, compra alguma coisa para você. Cada vez que vamos juntos- sorri – Compramos alguma coisa para você. Só estávamos sem coragem de entregar. Só que eu estava sem espaço pra mim no closet sabe.. – pisquei fingindo brava.
Ela sorriu feliz.
– Nossa Bella, nem sei o que dizer. É mais roupa do que já tive na minha vida toda – falava com a voz embargada.
– Hey! Nada de chorar – ralhei – E para ficar feliz. Agora vou me trocar, que meu estomago está roncando e a sogrinha do meu irmão vai achar que sou uma gulosa – ri entrando no closet.
– Em breve sua sogrinha também – riu baixo
– O quê você disse? – não havia entendido direito.
– Nada não Bellita – disfarçou.
– Estou pronta! – saí colocando a blusa xadrez por cima
– Você vai assim? – me perguntou de olhos arregalados.
– Algum problema? Estou com calor. É curto demais? – perguntei preocupada
– Bella, você já foi no mercadão? – sorriu sapeca
– Hummm não? – saiu como uma pergunta
– Óbvio que não – revirou os olhos – Você está linda. Mas vai matar os homens daquele lugar. Se bem que um especial quero ver de camarote – gargalhou cheia de segredos.
– Que seja Alice! – bufei, eu ficava irritada com fome – Vamos!
Ajudei com suas sacolas e fomos em direção ao mercadão.
EDWARD-POV
– “ MACHO QUE É MACHO PEGA MULHER FEIA; PORQUE MULHER BONITA TODO MUNDO QUER PEGAR!” – gritava Emmett, tentando me fazer sorrir.
Meu humor estava péssimo. Eu queria ver a porra do meu Morango.
– Credo Edward! Melhora essa cara. Que viado! – resmungou
– Não enche o saco! – resmunguei
– Tudo isso por causa da ...
– Se você falar punheta de novo! Quebro sua cara! – rosnei, ameaçando ele com um abacaxi.
Ele olhou pra mim vermelho segurando o riso. — Merda! – bufei me dando conta de que eu mesmo acabei falando o apelido horroroso que ele se referia a ela, desde cedo.
Eu não aguentei e gargalhei. Fazendo-o soltar o riso preso.
– “MULHER DE AMIGO MEU É QUE NEM TRAVESSEIRO: SÓ PONHO A CABEÇA” — agora foi minha vez de gritar, o provocando.
E ficamos assim, nessa provocação algumas horas.
As vendas andavam muito bem. Com nossas brincadeiras. Ou por conta de nós mesmos. Não sabíamos. Nossa barraca era sempre muito lotada. Causando inveja em alguns concorrentes.
– Paul, colocou tudo na promoção, não sei porquê não venda a mãe também – resmunguei
– Porra! E quem ia comprar aquela velha? A mulher tem bigode cara! — fez cara de nojo. Se referindo a Sue.
Caí na gargalhada.
– FIU, FIU, OH GOSTOSA!!
– EHH LÁ EM CASA!!
– PRA VOCÊ É DE GRAÇA BONECA!!
– ESSA MINHA MÃE VAI CHAMAR DE NORA!!
Começaram vários feirantes a gritar ao mesmo tempo. Emmett ficou em alerta.
Quando isso acontecia tinha mulher no pedaço.
– Mulher gostosa á vista!! – disse Emmett, pulando para fora da barraca, ficando no corredor – Vem Edward! – chamou
Em outros tempos, eu ficaria ao lado do Emmett. Os caras tinham uma mania de ficar fazendo corredor para a “Rainha” passar. Era uma cena engraçada.
Todos ficavam com alguma placa de preço nas mãos. Quando a beldade passava, levantavam anunciando o valor. O pior que já teve por aqui foi o de $0,50 cents. A Rainha atual era Tânia com $10,00.
Era uma piada machista. Mais era engraçado.
– Vem Edward! – chamou de novo.
– Hoje não Emmett. Não estou afim – neguei – Deixa sua loirona ver você fazendo isso – cutuquei.
– Hoje ela não veio. Já fui atrás dela. Jane disse que foi ver alguma coisa de intercâmbio sei lá o quê – bufou – Você tá muito broxante! – resmungou
– Vai seu fuder! – resmunguei de volta, entrando no depósito para buscar uma caixa de bananas.
– PQP! EDWARD!! – chamava do lado de fora. Ignorei.
–EDWARD!! – gritou de novo
– EDWARD CARALHO.. A ALICE....
– PORRA MEU! O QUE TEM A ALICE? – gritei de dentro do depósito
–VOCÊ PRECISA VIR AQUI! A DANADA TÁ LEVANDO PLAQUINA DE $1000,00 – ele berrava
– VAI A MERDA EMMETT ! ALGUÉM TEM QUE TRABALHAR NESSA MERDA! – Eu tinha vontade de chutar o infeliz
– PORRA EDWARD! SEU MORANGO IDIOTA!! E JAMES TÁ CISCANDO NELA!! – berrava sacudindo a lona.
Meu Morango! James! O quê?
Saí rápido, com a caixa de bananas na mão, e fui ao lado de Emmett. E o que vi, fez com que soltasse a caixa, em cima do seu pé.
– AI! FILHO DA PUTA.. MINHA UNHA ENCRAVADA! VIADO.. QUE DOR!!!
– FOI MAL – gritei e saí correndo.
Meu Morango! Minha diaba, andava em círculos no meio do corredor, tampando o nariz com os dedos. Tentando escapulir de James, que a cercava.
PQP!. Que merda de roupa era aquela. Foda! Gostosa pra caralho! Porra! Pau duro essa hora? Não. Merda! Assim não vou conseguir correr..
Pensa em outra coisa Edward.
Bigode da Sue. Bigode da Sue. Bigode da Sue. Bigode da Sue.
– Hey! James! – chamei o empurrando pelo ombro – Qual é a sua com meu Morango? – rosnei
– Seu o quê? – disse sorrindo cínico
– MEU MORANGO PORRA! MINHA MULHER! TIRA A PORRA DESSAS SUAS MÃOS PODRES DE CIMA DELA. – eu queria socar o puto.
Sentia um ciúmes sem procedência. A ira me dominou. Eu nunca havia sentido isso antes.
– Edward! Solta ele – gritou Alice chamando minha atenção.
Virei meu corpo. Ainda segurando James contra a barraca. Alice me olhava nervosa, mas tinha um sorriso sacana no rosto.
Filha. Da. Puta. Ela sabia o tempo todo. Meu morango era sua amiga.
Olhei para ela. Que me olhava de olhos arregalados. De medo e reconhecimento. Era nítido em suas feições que me reconhecia do teatro. Passado o susto inicial ela sorriu tentadoramente. Fazendo meu pau soltar a vida novamente.
Não me venha com porra nenhuma de bigode seu puto! Eu quero é morango com muito chantilly.
Ele quase gritava nas minhas calças.
– Esse moço fede! – ela disse sorrindo apontando para James. PQP! Que sorriso lindo.
De Imediato me vi sorrindo de volta. Eu precisava cheirar ela. Todos meus instintos básicos se voltaram para ela. Para esse momento. Minha vontade era de rosnar como um animal. Mijar de volta dela e marcar território. Essa Diaba liberou o animal dentro de mim.
– Alice ... – chamei sem desviar meu olhar dela.
– Já sei, já sei... – jogou as mãos para o alto – Vou ajudar Emmett na barraca. Daqui a pouco a gente se vê Bella – piscou pra ela e saiu.
Soltei James, e andei em sua direção a passos lentos. Como um leão indo atacar o cordeiro.
– Oi.. – disse parando em sua frente
– Oi.. – ela sussurrou tímida. Suas bochechas corando...
– Porra!! – gemi – Não faz isso!
– Isso o quê? – corou mais
– Corar! – falei passando as costas da mão por sua bochecha
– Não posso controlar – sorriu tímida
– Então temos um problemão aqui! – falei passando agora a mão por seu pescoço e agarrando sua nuca arrepiada.
– Hummm temos...qual? – gemeu fraquinho...
– Fico com vontade de te lamber todinha.. – eu gemia agora também, cheirando seu pescoço. – Morango Porra!
Meu pau dóia na calça. Merda vai estourar o zíper.
– Pode lamber – disse colocando as mãozinhas no meu peito..
– Ahhhh diabinha!! Você veio pra acabar comigo... – rosnei..
– E o que fai fazer a respeito? – sussurrava, passando a língua no meu queixo..
– PQP!! TÁ NO INFERNO. ABRAÇA O CAPETA!! – ouvi o grito de Emmett ao longe..
– Não sou padre Diaba! Mas vou exorcizar você! A propósito; sou Edward Cullen. Seu Dono!! – rosnei atacando sua boca violentamente.
Notas finais
♥♥♥ Beijos c/ carinho.. Lyyssa
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