Salada de Frutas
4 Capítulo 04 - MORANGO
Notas iniciais
Cap. 04 – MORANGO
EDWARD – POV
- Oi Mãezinha, como foi seu dia ? – perguntei entrando na cozinha, deixando os legumes e frutas em cima da mesa, e logo beijando sua bochecha.
Os feirantes, após fechar suas bancas, tem o costume de trocar mercadorias. Essa atitude, fez com que no passado, quando Emmett e eu erámos crianças não tivéssemos passado fome.
- Estou bem meu amor, acabei de fazer um tacho de cocada para amanhã, está quentinho, quer um pouco? – perguntou sorrindo, e já colocando no potinho pra mim.
- Hummm mais é claro Dona Esme, fazem dois dias que mão sobra nada pra mim — respondi fazendo bico
- Seu manhoso! – apertou meu nariz, rindo – cadê seu irmão?
- Estou aqui velhota – disse Emmett entrando na cozinha, a girando no ar!!
-Me larga, seu moleque atrevido, como ousa chamar sua mãe de velha! – ralhou
- Mamãe, tenho 33 anos, não sou moleque – riu – e a senhora é a velhota mais gostosa do mundo, disse dando um tapa na sua bunda.
Eu segurava o riso, já sabendo o que vinha pela frente.
- Seu safado, sem vergonha, pare de bater na minha bunda – corria atrás dele pela cozinha, com a colher de pau na mão – seu atrevido, tomara que encontre uma mulher que te coloque na linha – andava em círculos pela mesa, tentando pegá-lo.
- Brincadeirinha mãe, desculpa – fazia cara de cachorro pidão.. levantando as mãos em sinal de paz.
Cara-de-pau!
- Ele já arranjou Mãe, uma mulher que vai colocar ele na linha – dedurei, e ele me olhou de cara feia.
- É mesmo? – ela sorriu se sentando na mesa – me conta tudo!
Eu gargalhei e Emmett também, quando se tratava dos filhos, dona Esme era uma fofoqueira curiosa de mão cheia.
- Bem ela é loira, Italiana e trabalha na barraca de flores da Jane – falei e ela torceu o nariz, também não gostava de Jane.
- Ela é boa pessoa filho? Tome cuidado, Jane é péssima influência – disse preocupada para Emmett.
- Não a conheço ainda Mamãe, mas a gata é brava, pensei que ela ia cortar minhas bolas com o alicate de flores, quando a chamei para sair – ele ria contando a história de mais tarde.
- Ahh Deus!.. você se apaixonou! – disse rindo, conhecia bem o filho que tem.
- Acho que sim, a loirona abalou minhas estruturas, a propósito Alice tem dicionário de Italiano? – perguntou fazendo mamãe sorrir com tristeza.
- O que foi mãe, perguntei mesmo já imaginando sua resposta. O mesmo argumento de sempre.
- Ahh meus filhos, eu fico tão triste. Se tudo tivesse ocorrido como planejado, vocês já estariam formados hoje. Você e Emmett seriam grandes advogados. Com uma carreira brilhante, e poderiam até estar casados – disse triste.
- Mamãe, para de pensar assim, já conversamos sobre isso tantas vezes – pedi chateado.
- Eu sei filho, mas é que me sinto tão triste. Ver vocês largando o curso, prestes a se formarem, para cuidar de mim, do papai e de Alice... – disse com a voz embargada.
- Mãe, nosso pai teve câncer, não foi uma situação que alguém procurou. Alice era pequena, a barraca para cuidar, como faria tudo sozinha?. Fizemos o que qualquer filho com mínimo de caráter poderia fazer, e não nos arrependemos. Nós já lhe prometemos, assim que Alice acabar seus estudos, voltaremos para terminar o curso, eu e Edward – explicou Emmett com cuidado, sabíamos como ela ficava chateada com essa história.
Que foi exatamente assim mesmo. Nada poderíamos ter feito para mudar. O importante era a saúde de Carlisle, e os estudos de Alice.
- Eu sinto muito orgulho de vocês, meus amores. Tenho certeza que dia serão grandes advogados, e terão mulheres incríveis.
- Mamãe. Olha!, não temos vergonha de trabalhar no mercadão de feirantes com a barraca de frutas, é honesto, dá dinheiro, e sem contar que me divirto vendo seu filho levar fora da mulherada, ou correr dos maridos enfezados – provoquei, animando a conversa.
- Emmett Cullen, não me diga, que outro marido correu atrás de você? – disse se fingindo brava.
- Claro que não mãe, esse imbecil que está falando asneira – resmungou
- Idiota – respondi rindo, fazendo-a gargalhar de nossa brincadeira de criança.
- Sabe, eu acho que a irmã de vocês está namorando – disse baixinho como se contasse um segredo
- Que é o paspalho?
- Emmett não começa com a síndrome do irmão ciumento. Alice é maior de idade, já esta mais que na hora de namorar. Ele me parece um bom rapaz.
- Você já o conhece mamãe – perguntei curioso
- Somente de longe, quando fui com seu pai buscar ela um dia desses no ensaio. É bem bonitão – piscou sorrindo
- Velha!! Tome juízo – ralhou Emmett, levando um cascudo na orelha.
- Velha é sua avó – xingou Esme
- Ela também!, se estivesse viva, teria uns duzentos anos a coroa — respondeu rindo, fazendo minha mãe gargalhar
- Oi família – disse meu pai, entrando na cozinha com Alice – como estão todos? – perguntou beijando minha mãe.
O amor deles era lindo, de dar inveja, em todos.
- Rindo das palhaçadas dos seus filhos – sorriu – e você filha, já está tudo arrumado para hoje a noite?
- Está sim mãe, só vou precisar ir mais cedo do que vocês. Alias quero aproveitar que estamos todos juntos, e fazer um comunicado, e vários pedidos – disse com cara séria.
- Claro filha, pode falar – pediu Carlisle indo para seu lado.
- Humm .. er... bem.. estou namorando, e Emmett pode desfazer essa cara de pitbull- ralhou – o nome dele é Jasper, e ele vai vir me buscar. Depois do teatro, vou apresenta-lo oficialmente á família. E por favor, por favor, não o assustem — pediu olhando de mim, para Emmett, e vice-versa.
- Não sei do que está falando – falou com Emmett com cara de paisagem
- Nem eu – sorri cínico
- Ahã!.. como se eu não conhecesse os irmãos que tenho... Papai – gemeu manhosa, sabia que ganhava tudo do velho com essa cara pidona.
- Pode deixar filha, prometo que irão se comportar – nos encarou, tentando parecer sério, mas no fundo eu sabia que adoraria participar, da sessão tortura ao tal de Jasper.
Alice assentiu, desconfiada, depois sorriu, sabia bem dos irmãos que tinha..
- Só não peguem pesado ok? – pediu tentando não sorrir.. — Emmett?
- Ok, baixinha prometo ir devagar! – disse na maior cara de pau.
Seria divertido!
Após tomarmos um delicioso café, todos foram tomar seus banhos e se arrumar. Alice já havia saído com o tal do Jasper.
- Emmett, cara o que aconteceu com sua camisa? – perguntei, horas depois quando descia as escadas, esbarrando com ele.
- A loura é atentada Edward, sério!.. Vou domar essa gata, ou não me chamo Emmett Cullen – disse vermelho de raiva, se tinha uma coisa que ele tinha ciúmes era de suas roupas. Possuía poucas, mas eram de marca, e caras. O único prazer que se permitia ter. E pelo jeito essa devia ser uma de suas caras camisas.
- O que houve, porque sua blusa branca, está vermelha? – perguntei segurando o riso.
- Porque? Porque?, vou te contar, fui buscar aquela loira folgada, como combinamos. Cheguei na casa de Jane, e a encontrei comendo spaguetti, e tomando vinho na maior folga. Perguntei porque ela ainda não estava pronta, que a gente ia se atrasar e tals. E meu, a doida começou a fazer estilingue de espaguete em mim com o garfo, e quando consegui segurar sua mão, com a outra jogou o copo de vinho na minha cabeça. – gesticulava nervoso – Caralho!, não entendia merda nenhuma do que ela falava.
Não aguentei, e caí na gargalhada me sentando no degrau para rir. A cara dele estava engraçada, e depois reparei nos fios de spaguetti, no seu cabelo.
- Isso ri mesmo seu puto! Em vez de ser solidário comigo, fica zoando da minha cara – resmungou – Olha a merda que ela fez com minha camisa preferida! – fez bico como bebê, me fazendo rir ainda mais, o zangando.
- Seu viado, pare rir, e me ajuda. Pega o laptop da Alice, e ver que merda quer dizer “Culo” – gritou me puxando em pé de volta para cima, e me jogando no quarto de Alice. – Procure essa merda, que vou tomar um banho rápido e já volto.
- EDWARD – gritou de dentro do banheiro no corredor – Ela disse “così mi cadono orso” – alguma coisa nesse sentido.
- OK.. gritei de volta e acessei a internet...
Cinco minutos depois ele aparecida na porta, com a toalha enrolada na cintura- E aí?
- Bem... primeiro ela te chamou de “vagabundo”, e depois disse “Assim me apaixono ursão” – disse rindo, vendo o seu sorriso aumentar mais ainda.
- SABIA!!. A loira tá no papo – gritou dando um soquinho ar, fazendo a toalha cair.
- PQP! EMMETT, LEVA ESSA PORRA PRA LÁ!! – gritei virando o rosto.
- Que foi mano, tá com inveja que o meu é maior que o seu?
- Vai se fuder otário!! – rosnei
- A mulherada não faz essa cara quando conhece os 25cm..- provocou..
- Nem pra mim quando conhece os meus 29cm, idiota!! – SAI FORA PORRA!! – gritei..
- Porra!! 29?
- Emmett.... – ameacei..
- Cara.. vou ter que comprar aqueles bagulhos que sugam e faz aumentar...
- EMMETT!!!
-TÁ, tá.. pronto já me cobri – resmungou – vou me trocar... 29 ..humpft – resmungou baixinho, saindo do quarto.
- Idiota!
- Imbecil.. 29 ô caralho!!
BELLA-POV
- Nossa! Bells, quer matar alguém hoje? Caraca você está linda!! – disse Jasper me girando.
- Obrigada Jazz, você também está lindo, vamos?. Ainda tem que buscar Alice não é?
- Sim tenho, você se importa de passarmos por lá antes?
- Claro não, amo Alice, além do que vou aproveitar que vamos chegar mais cedo, vou falar com o reitor.
- Hoje é sábado Bella – disse rindo – deixa o homem sossegado
- Nem pensar, quero que assine logo, minha carta de recomendação. Afinal não vou me formar um ano antes para nada. Ivi League, me aguarda- sorri lembrando da universidade.
- Louca para sair de casa não é? – perguntou triste. Jasper não iria agora. Segundo Charlie, ficaria um ano, conhecendo os negócios da família.
- Não Jazz, lógico que não sabe disso- falei o abraçando – só que quanto mais longe, menos corro o risco de ter o mesmo fim que mamãe.
- Eu sei pequena, eu te entendo – beijou minha cabeça. Não vamos falar de coisas tristes, quem sabe até lá eu não faço “general” mudar de ideia?
- Claro que sim!, vem vamos buscar sua namorada linda.
Alice estava linda, quando chegamos, e saia para fora com um lindo sorriso no rosto. Sua casa era bem modesta. Assim como o bairro. Mas exalava alegria e felicidade. Que podia ser notado nos vários vasos coloridos que enfeitavam o jardim, e bichinhos de gesso. Era lindo.
- Alice seu jardim é lindo – comentei sorrindo, quando entrou no carro.
- Obrigado Bella, na verdade é a paixão de minha mãe! – disse orgulhosa.
- É lindo, adoraria conhecê-la – pedi sinceramente.
-Claro!, ela vai te amar também, podemos almoçar aqui amanhã depois do colégio, o que acha?
- Nossa vou amar!
- Então combinado – disse saltitante e seguimos para o teatro da escola.
Estava lotado. Muitos alunos, pais de alunos, professores, e convidados lotavam o auditório. A peça, “Romeu e Julieta do Mundo Moderno”, estava sendo dirigida por um diretor muito conhecido, e os ensaios de Alice e Jasper, vinham chamando a atenção.
- Gente, está lotado isso aqui – comentei pasma
- É verdade, nem imagina que seria assim, estou ficando nervosa – comentou Alice
- Fica tranquila, meu amor, você vai ser ótima – disse Jasper carinhosamente a beijando – vem vamos entrar, e se trocar, ainda dá tempo de ensaiarmos um pouco.
- Vão lá gente, nos vemos mais tarde , ah.. é “Quebrem a perna!” – desejei sorrindo e me afastando.
Encontrei o reitor, e conversamos bastante, que prometeu minha carta de indicação na próxima semana. Nós nos despedimos, e segui direto para o teatro. Faltavam dez minutos para o inicio da peça.
E foi perdida em pensamentos que trombei, com ele.
Alto, muito alto, forte, com incríveis olhos verdes e um cabelo bagunçado, chamando para o pecado. Ele, esse homem que me segurava pela cintura, enviando faíscas de eletricidade por todo meu corpo. Deixando-me estática, muda, inerte!
Acorda Isabella!! Vamos diga alguma coisa!!
- Ohh.. me desculpe!, eu não olhava para onde andava – disse com a voz baixa..
- Pode cair nos meus braços, sempre que desejar..
Que voz rouca, falando assim na minha orelha... Porra Bella! Acorda! Ele é um estranho que ainda, está segurando sua cintura.
- Com licença, me desvencilhei dos seus braços e sai correndo, teatro á dentro.
EDWARD-POV
- Vou até o banheiro e já volto! – informei meus pais e Emmett, e sai para o corredor.
Andava admirado com a elegância do lugar. Quando sinto meu corpo quase sendo jogado para trás, pelo impacto.
Olhei para baixo, para avaliar o desastrado, que por reflexo, segurei pela cintura.
Quando meu mundo parou.
Ela. Lindos olhos de chocolate, longos cílios, boca carnuda, bochechas coradas, cabelos avermelhados, e com um delicioso cheiro de morango. Morango Porra! Minha fruta preferida. Minha Tara.
- Ohh.. me desculpe!, eu não olhava para onde andava – disse com a voz baixa, encantadora
- Pode cair nos meus braços, sempre que desejar – falei sem pensar, para a deusa na minha frente.
Ficamos nos encarando, por vários minutos. Seu rosto corando lindamente, cada vez mais. E eu desejando a cada segundo lamber sua pele. Meus 29 cm. Deviam ter virado mais de 30cm, tamanha era a pressão na minha calça.
Diaba! Mexeu comigo, como mulher jamais fez, com um único olhar!!
- Com licença – pediu se desvencilhando dos meus braços, que estavam com algum tipo de descarga elétrica, e saiu correndo.
- Porra!- gemi atônito. Ainda em choque, a olhando — Filha.da.puta — gemi de novo vendo seus quadris balançado quando corria, movimentando a saia do vestido. Enviando uma boa ideia da bunda maravilhosa que tinha.
Corri para o banheiro, meu pau doía de mais. Fazendo-me demorar muito mais que apenas uma mijada básica.
- Ahhh diaba!! – rosnei chegando ao ápice rápido, como um moleque de 17anos – vou descobrir quem é você!! Seja quem for.. vai ser Minha!
Minha diaba!! Meu Morango.
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