Sala de Leitura
1 Capítulo I
Notas iniciais
A Biblioteca Municipal, construída pelo antigo regime da Vila, tem no acervo a maioria dos clássicos da Literatura Mundial. Naquela histórica construção, erigida numa das ruas mais movimentadas no centro, muitos estudantes, pesquisadores e amantes de boas histórias têm passado tempo de estudo, trabalho e lazer.
Da praça, onde Cris tem esperado pela amiga, ainda é possível avistar e apreciar os detalhes da arquitetura neoclássica, enriquecida pelos detalhes em art nouveau, destacando a construção entre tantas outras construídas em cada lado da praça central — movimentando a vida cultural da Vila.
Naqueles corredores, ainda recebendo a iluminação dos antigos vitrais multicor, obras de algum artista do antigo regime político, certamente muitos estudantes e pesquisadores tem caminhado durante os momentos de pesquisa, trabalho ou lazer — deduzia Cris, enquanto observa os detalhes externos do prédio.
Desde cedo, quando chegou na praça do centro, ela, sentada num dos poucos bancos da praça, tem esperado pacientemente pela amiga. Os detalhes da construção, desde então, ocupou boa parte do tempo dela. Depois de esperar por mais ou menos meia hora, ela, cansada, decide levantar-se e caminhar na direção da biblioteca.
O visual dark, combinado pelas duas amigas na noite anterior pelo whats up, foi arrumado pra manter o estilo sem chamar a atenção dos demais visitantes. As duas, aproveitando a visita, pretendiam clicar algumas fotos depois de concluir o trabalho da escola, contando sobre a vida sociocultural da vila.
Após atravessar a rua, ela, agora, sobe lentamente pelos degraus da entrada do prédio, enquanto relembra os detalhes da conversa da noite passada com a amiga. Esta lembrança a deixa de astral baixo, ao pensar na possibilidade de não tirar as fotos nesse prédio histórico, combinando com o visual escolhido pro dia.
Nos últimos degraus, antes de entrar no prédio, ela pega o celular na bolsa e visualiza a janela da conversa. Sem nova mensagem da amiga, ela aciona o modo avião, guarda novamente o telefone na bolsa e entra no prédio da biblioteca, onde programou passar a manhã desta sexta-feira, realizando a pesquisa escolar.
Sem estar na companhia da amiga, após ser liberada pela recepção, observa por alguns instantes a entrada do prédio, relembrando as inúmeras fotos vistas na página da comunidade gótica no Facebook, retratando o espaço. Impressionada pelos belos detalhes ao vivo, ela retira o telefone da bolsa e clica algumas imagens do hall.
Pelos corredores, antes de chegar na biblioteca, ela rever internamente os detalhes apreciados outrora, quando esteve sentada num dos bancos da praça. A visão interna é tão impressionante quanto, externa! Algo de artista feito para artistas, onde muitos, apreciadores das artes belas, passaram boa parte do tempo de vida.
Cris, impressionada pelas esculturas e pinturas ao longo dos corredores, iluminados pelos antigos vitrais multicor, enfim, tem o acesso liberado para entrar e explorar o interior da gigantesca Biblioteca. Ao perceber a expressão mudar na face da garota, parada entre tantas seções, uma atendente se aproxima e pergunta:
— Posso ajudar?
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