O barulho de água cessou para deixar o pequeno apartamento no mais completo silêncio. Sebastian Davies se olhou uma última vez no espelho. O cabelo castanho-claro volumoso e de mechas compridas até o fim da testa estava bagunçado para todos os lados, do jeito que gostava de usá-lo. A barba, que costumava crescer espessa e em velocidade trabalhosa de controlar, estava devidamente aparada em uma fina camada que mais parecia loira-escura.

Abriu a porta do banheiro, que dividia com os outros dois moradores da pequena república habitada por pessoas que não tinham nada a fazer e decidiram se mudar para Los Angeles por nenhum motivo específico, e saiu para o piso de madeira. O leve som dos pés molhados marcou cada passo até chegar ao primeiro dos três quartos do corredor, e também o menor deles.

Se existia uma coisa que sabia sobre aquele lugar afastado do centro da cidade, era que não se assemelhava em nada a um lar. Os caras que o haviam acolhido por uma pequena parte no aluguel barato e lhe designado a pagar a conta de luz não eram nada maus. Aaron até mesmo gostava de ouvir uma música ou outra das que compusera desde que chegara ali, havia quase um mês. Julian fingia nem sequer saber que ele era um artista, a ponto de ignorar o som do violão madrugada adentro. O problema mesmo era o ambiente.

Aquilo não tinha nada dele. Havia conseguido um edredom azul barato em uma liquidação, e a cor preferida era basicamente a única coisa que se parecia consigo ali dentro. Nem mesmo os porta-retratos na prateleira conseguiam disfarçar o quanto se sentia deslocado. Tinha em um deles uma foto com os pais e os irmãos e, em outro, a do cachorro que havia morrido dois anos antes e nunca seria substituído por outro animal de estimação. Tirando isso, suas roupas cabiam todas espremidas em um armário pequeno, do qual quase não conseguia abrir as portas sem trombar com a cama.

Tirou a toalha da cintura e se sentou no colchão para vestir a roupa. A combinação que escolhera era composta por uma calça jeans escura, a mais nova que havia adquirido, e uma camiseta polo listrada em azul-claro e azul-marinho. Por fim, decidira calçar o mais novo dos inseparáveis pares de All Star e se aquecer dentro de um agasalho preto, com zíper e capuz.

Terminava de ajeitar a gola no pescoço quando o celular vibrou mais para cima na cama. Deitou-se e esticou o corpo para alcançá-lo, então notou que tinha uma mensagem nova no chat do Facebook. Nos últimos dias, receber um “alô” virtual era algo que fazia sua adrenalina subir sem explicação, e ele sabia o quanto isso era triste. Não havia deixado um único amigo próximo em Nova York e o silêncio dos pais era um aviso de que ainda não havia sido perdoado por sair de casa para viver tão longe.

O ícone da conversa o fez arquear as sobrancelhas. Fazia três meses que ela não era atualizada. Da última vez que estivera on-line nela, a foto exibia uma cabeça coberta por gorro, além de olhos sorridentes, dos quais ele costumava tanto gostar. Agora, o mesmo homem tinha a namorada morena agarrada ao pescoço. Enquanto checava a tela para ler o que ele havia escrito, percebeu que a pouca animação que tinha para sair começava a diminuir ainda mais.

É verdade? Você foi pra Los Angeles e nem se incomodou em dar tchau?

Sebastian franziu o cenho para o texto que havia acabado de ler. Chegou a cogitar a hipótese de ter recebido uma mensagem errada, mas a coincidência seria grande demais. Não sabia de nenhum outro amigo do ex-namorado que também se mudara para lá. Na verdade, não sabia mais nada sobre o ex-namorado. Sem reação, esperou que o outro terminasse de digitar um segundo recado, que os três pontinhos que pulavam cinzas e indiscretos na janela deduravam que receberia.

Você já leu e nem vai me responder? Isso é tão sua cara!

A testa se encrespou ainda mais. Ou estava ficando doido, ou ele estava controlando o status da mensagem. Passou a pensar no que dizer, se é que deveria dizer alguma coisa. Então digitou com calma e o cuidado de não soar desagradável como troco para o que ele havia acabado de insinuar.

Faz três meses que não nos falamos. Já demos tchau.

Com o rosto agora vermelho e os olhos úmidos, decidiu deixar o apartamento. Trancou a porta com a chave adornada por um pequeno chaveiro com formato da folha de maple da bandeira do Canadá e caminhou até o ponto de táxi, a três quadras dali. O celular vibrou no bolso por toda a corrida. Largou-o vibrando e preferiu brigar contra a curiosidade até chegar à casa elegante do outro lado da cidade. Aquilo, sim, assemelhava-se a um lar, mesmo para alguém como ele, que nem de perto sonhava em morar em uma mansão daquelas. Não tinha ideia de quantos quartos ela possuía e, até onde conseguia contar, eles estavam dispostos por três andares.

Deixou cinquenta e cinco dólares e um pedaço do fígado com o taxista. Aquele era um dinheiro que não podia gastar sempre, mas a aniversariante do dia era uma mulher que não podia se dar ao luxo de perder. Andou até o segurança na porta e disse o próprio nome. A sala de estar estava do mesmo jeito que vira na noite anterior, quando passara por ali para ensaiar com a dona da casa as músicas que tocariam no dia seguinte, em um restaurante chique da cidade. Melanie Ritter aproveitara a ocasião para apontar um dedo em seu nariz e intimá-lo:

— Quero muito que você venha. Eu conheço alguém que vai adorar te conhecer.

— Eu já disse que não tô pensando em conhecer ninguém. E a última coisa que eu quero é vir na sua festa pra você me jogar pra cima de um cara qualquer.

— Ele não é um cara qualquer. Por favor? Eu só vou te apresentar. Eu sei que você não vai ter nada melhor pra fazer.

Ela provavelmente estava certa. Chegaram em um consenso de que iria se ela não tentasse nenhuma gracinha. Agora, com a noite bonita, embora fria, a festa estava montada inteiramente na área externa, e as únicas luzes acesas do lado de dentro apontavam a direção exata para que os visitantes mais perdidos encontrassem seu caminho para o enorme jardim.

Em uma primeira espiada, ainda através do vidro da porta de correr, encontrou quatro garçons, um bar com dois especialistas em drinques e duas tendas. Uma delas abrigava os instrumentos da banda de um dos colegas de faculdade de Melanie, que completava vinte e um anos, e a outra protegia os pufes e sofás colocados para aconchegar os convidados de uma eventual mudança de tempo.

Convidados que, por sinal, já eram muitos. O início da festa estava marcado para meia hora antes e a quantidade de gente que havia se importado em chegar cedo para fazer bonito era grande. Se oitenta ou noventa pessoas, Sebastian não saberia dizer. Era definitivamente mais do que o número de conhecidos em que ele jamais conseguiria pensar para organizar sua própria lista de convites.

O celular vibrou outra vez enquanto andava até lá.

Uma garçonete, que recebia os recém-chegados com um mimo, fosse champanhe para os adultos ou coquetel sem álcool para as crianças, veio lhe oferecer a primeira taça. Ele parecia ser a única pessoa a andar sozinha por ali e, ao contrário das outras que pudessem eventualmente aparecer fazendo o mesmo, não tinha amigos para encontrar. Talvez a ideia só tivesse sido ruim. Talvez devesse ter ficado em casa e escutado o que o ex-namorado tinha a dizer. Decidiu que encontraria Melanie para um abraço e cairia fora.

Nos primeiros vinte minutos em que andou sem rumo para encontrá-la, não teve sucesso. Algumas pessoas pareciam sentir o mesmo e já começavam a se sentar. Sebastian logo estava fazendo igual. Deixou a taça vazia no chão e resolveu, por fim, tirar o celular do bolso. Rolou a janela para cima, para contar nove mensagens novas, sendo que as duas últimas eram de voz. Nunca conseguiria escutá-las no meio de tanto barulho.

Eu sei que a gente ficou sem se falar, mas é o mínimo de consideração que eu esperava de você.

E você não tá nem aí. Você sabe por quem eu fiquei sabendo? Pelo Greg, o seu vizinho. O Greg! Eu nem falo com ele! Custava me contar?

Você tá mesmo me ignorando agora? Porque, sério, eu nunca imaginei que você fosse tão infantil.

Ok. Se é assim que você quer, é assim que vai ser.

Na verdade, por que você tá me tratando como se a gente tivesse brigado? Não sei se você esqueceu, mas nós não brigamos. Me tratar assim é a coisa mais estúpida de todas.

Eu realmente esperava mais de você.

Você não vai responder? É sério isso?

Sebastian fechou os olhos, puxou com força o ar para os pulmões e fez com que ele saísse novamente em uma rajada. Deixou a cabeça deitar para trás no pufe confortável, então resolveu se levantar e encontrar um lugar tranquilo para ouvir o restante. Era a coisa mais psicótica e sem fundamento que já havia presenciado, ainda mais quando vinha do ex, o responsável pelo término do namoro. Além disso, haviam perdido contato quando ele lhe dissera que a garota por quem havia se apaixonado nem sequer podia sonhar com a ideia deles dois voltarem a conversar; qualquer “olá” seria motivo para uma crise de ciúmes. Começava a se perguntar se ela sabia que ele estava fazendo aquilo.

Encontrou o rumo do quarto de Melanie, o único que conhecia até então. Caminhou com cuidado pelo corredor mal iluminado e aproximou o rosto da porta, de onde ouviu vozes. Estava explicado. Ela não havia terminado de se arrumar. Sem coragem de atrapalhá-la para uma estupidez daquele tipo, imaginou que não teria problema se entrasse, por dois minutos, em algum lugar mais calmo.

Corredor abaixo, seguiu na direção oposta em busca da silenciosa sala de leitura, da qual havia escutado falar na véspera. A companheira de trabalho o havia convidado a ensaiar por lá quando a equipe de decoração começara a ficar barulhenta demais do lado de fora. No entanto, ele apenas decidira ir embora, sem chegar a conhecê-la. Estava certo de que os treinos haviam sido bons o suficiente.

Ao se afastar por alguns metros, escolheu uma porta que parecia segura. Testou devagar a maçaneta e colocou a cabeça para dentro. O cômodo não se parecia com o que procurava, e sim com um antigo quarto desmontado. Sabia que Melanie tinha um irmão, mas nada realmente sobre ele. Nada além de que ele tinha pôsteres do que deveriam ser todos os musicais já passados pela Broadway espalhados e caídos pelas paredes.

Fechou a porta atrás das costas e reafirmou a si mesmo que não demoraria muito. Acendeu a luz para enxergar melhor e, em seguida, rodou o primeiro áudio. O tom de voz do ex beirava ao nervosismo.

— O que você tá fazendo, que não me responde? Você foi pra Los Angeles, Seb. Los Angeles! E você acha que eu tô exagerando quando digo que você devia ter me contado? Essa era a última cidade do mundo em que eu acharia que você escolheria morar, então não briga comigo quando eu fico aqui preocupado porque tem alguma coisa errada. Olha, se foi culpa minha, se ainda tem alguma coisa te deixando chateado, volta pra cá. A gente conversa e resolve feito gente adulta.

— Gente adulta?! — Sebastian repetiu em um grito. Suspirou e deixou soar a segunda mensagem de voz, que vinha em tom mais agressivo.

— Não, você é só um ingrato mesmo. Não tem consideração nenhuma por mim e nenhum carinho pelo que a gente teve. Só que não vai dar certo em Los Angeles, nem em nenhum outro lugar. Se isso foi uma tentativa de fugir, você sabe que não vai resolver nada. E eu vou ficar aqui, feito um trouxa, esperando você querer voltar e conversar de novo, como sempre. É. Legal. Parabéns pra mim.

Ele jogou a cabeça para trás e arriscou um riso cansado. Hesitante, pressionou o dedo sobre o botão de gravação e começou, devagar:

— Eu não sei se fico mais surpreso com você parecendo ofendido por eu não estar mais em casa chorando por você, com você dizendo que eu não tenho um pingo de consideração, depois de você pegar os meus planos e dividir com a garota por quem você me trocou, ou com você se fazendo de vítima e insinuando que tá esperando por mim. Você terminou. Eu vim fazer o que quero fazer em Los Angeles, e o meu mundo não gira ao redor do seu umbigo. Eu não te devo nada, nem mesmo um tchau.

A porta se abriu quando um homem desconhecido se colocou para dentro e ameaçou dizer algo. No instante seguinte, o estranho interrompeu os passos e voltou a cerrar os lábios, antes de entortar a cabeça para o lado direito. Ficou quieto até chacoalhar um dedo e apontar para o lado de fora.

— O aniversário é da Mel e sou eu quem ganha presente?

Sebastian engoliu em seco e finalmente soltou o botão. Olhou a tela do celular para confirmar que o áudio havia sido enviado, depois voltou a erguer o rosto para o rapaz que entrara sem aviso. Levou algum tempo para entender o que havia escutado e, ainda confuso, franziu o cenho.

— Você tá falando comigo?

— Com quem mais? — O homem de cabelos castanhos e barba fechada, mas de fios aparados, deu alguns passos para dentro. Seu penteado era arrumado para trás e levemente puxado para o lado esquerdo, em um topete discreto. — Você é a única pessoa me esperando no meu quarto.

Sebastian hesitou por um instante, mas acabou agitado. Abaixou o celular e girou o rosto para os dois lados, em busca de qualquer evidência de que aquela informação fosse verdadeira. Não demorou a notar que não havia nada ali a ser encontrado, mas a imagem que pintaria do dono daquilo tudo poderia ser qualquer outra no mundo, menos a que via em sua frente. Não a de um adulto barbado, com seu quase um metro e noventa de altura, além de mais tantos centímetros de ombros. Trouxe a mão livre para a frente da boca e se pôs a andar na direção dele, a fim de passar pela porta.

— Desculpa, eu só precisava de um lugar tranquilo. Não queria invadir seu espaço.

O dono do quarto se encostou no batente com o ombro direito e esticou o outro braço até o lado oposto para tampar a saída. Mediu de cima a baixo o convidado que tinha ido parar em seu território por engano. Não que realmente considerasse aquele caixote azul como seu, mas, quando era obrigado a participar de festas de família, o que só acontecia quando o evento estava relacionado à irmã, enfiar-se ali era a melhor alternativa para estar presente. Por fim, intrometeu-se com um tom discreto saindo pelo nariz:

— Acho que você não vai encontrar um lugar tranquilo o suficiente pra essa conversa.

Sebastian levantou o olhar e parou com o corpo próximo ao filho mais velho dos Ritter. Precisou erguer o rosto, já que ele ficava ainda mais alto de perto, então crispou os lábios em uma expressão séria. Levou ainda algum tempo para entender exatamente sobre o que ele falava, mas logo sentiu as bochechas aquecerem em uma sensação desconfortável, que as pinicava.

— Você ouviu minha conversa?

— Oras, eu estava chegando no meu quarto e tinha vozes dentro dele. Eu precisei parar e escutar, é claro. — A frase veio carregada de entonação, como se tirada de um roteiro dramático, e continuou do mesmo modo. — Você nunca sabe se são pessoas prontas pra te sequestrar, só um pouco mal treinadas.

Sebastian passou a encarar o teto. Queria rir do que escutava. Aquilo precisava ser brincadeira, até soava como uma. Não bastasse o descompensado que tinha do outro lado do chat, ainda precisava ouvir palavras decoradas do irmão da única pessoa que conhecia na cidade. O homem era cerca de vinte centímetros maior do que ele, mas parecia mesmo só ter tamanho.

O celular vibrou outra vez. Ergueu-o na frente do rosto para ler a mensagem curta.

Isso é um cara com você? Eu sabia.

Eu sabia que você nunca faria isso sozinho.

— Eu sou Jake. — Ele se desencostou da porta e esticou a mão, enquanto descia os olhos para seu celular. — E esse cara aí parece ser um idiota.

A atenção de Sebastian demorou a se desgrudar do aparelho, até trocá-lo de mão e usar a direita para cumprimentar Jake Ritter. Esboçou um sorriso surpreso e cruzou os braços em seguida, parado ali dentro, mesmo que o outro já não impedisse sua passagem. O que escutara soava como um convite para desafiá-lo:

— Você nem conhece ele.

— Não, mas você conhece. — Jake chacoalhou a cabeça e o imitou, cruzando os braços. Apoiou-se novamente ao batente e deixou metade do espaço livre para que pudesse sair. Então, um suspiro e mais drama. — E agora eu conheço você, embora você se recuse a me dizer seu nome.

— Sebastian. — Sua resposta veio de imediato, enquanto arqueava as sobrancelhas ao notar a própria grosseria. — Sebastian Davies, desculpa. E desculpa por ter vindo parar no seu quarto. Eu já vou indo.

— Pra onde? — Jake girou nos calcanhares para acompanhá-lo assim que alcançou o corredor. Sebastian não cessou os passos, mesmo diante da pergunta, e foi acompanhado de perto, com Jake tendo o cuidado redobrado para não pisar nele, andando colado às suas costas. — Você tem amigos lá embaixo?

A insistência cômica fez Sebastian franzir o nariz para segurar um riso, que veio apenas na forma de um sorriso tão leve, que só o que apareciam eram as pontas dos caninos. O ar que eles lhe davam era infantil, de criança que poderia fazer bom proveito de um aparelho ortodôntico. Manteve a velocidade dos passos e se lançou escadas abaixo, em meio a murmúrios:

— Não, mas eu ainda preciso dar parabéns pra Mel antes de ir embora.

— Você vai embora, já? — Jake pulou degrau por degrau, ainda atrapalhado para conseguir acompanhá-lo. Suas pernas eram curtas demais perto das dele, e isso o obrigava a se concentrar para conseguir andar apenas meio passo de cada vez.

Sebastian parou de repente no meio da sala de luzes fracas e finalmente deixou que o riso divertido escapasse pela boca. Entortou a cabeça ao girar o corpo na direção de Jake, então pousou uma das mãos em seu peito, na intenção de segurá-lo longe ou apenas evitar que ele colidisse consigo.

— Por que você tá me seguindo?

Os segundos que passaram teriam sido silenciosos se a área externa já não estivesse ainda mais cheia e a música não entrasse alta pela porta de vidro. Jake parou os olhos nos de Sebastian Davies. Eram azuis como os seus, debaixo de sobrancelhas grossas, assim como as suas. Desceu-os para seu nariz, comprido e levemente empinado na ponta. E conseguiu evitar que chegassem aos lábios. Imaginou que poderia ofendê-lo. Chacoalhou a cabeça, abriu um sorriso sossegado, puxado para o canto direito, e ergueu as mãos na altura dos ombros.

Sebastian ainda esperou pela resposta, mas escorregou os dedos para longe do peito de Jake Ritter ao entender que ela não viria. Tinha acabado de perder a única companhia que poderia ter para as próximas horas e esforçou-se para não perder também o sorriso junto com ela. Assentiu com a cabeça para a resposta muda que recebera e soube que era hora de ir.