Saints Future
32 Vampiro
¾ Monikee! Acorde!
¾ Esmeralda! –ela acordou sobressaltada- Onde estamos?
¾ Não faço idéia. Pode se levantar? O que houve com você?
¾ Sinto como se tivesse perdido todas as minhas forças.
¾ Aquele vampiro sugou seu cosmo! Vamos, temos que tentar sair daqui.
Ela ajudou a amiga a se levantar e a deu apoio.
¾ Ai, ai. Certo, para onde agora?
¾ Que tal pela porta?
¾ Seria um ótimo começo se ela estivesse aberta. Tentei quando você estava dormindo.
¾ A quanto tempo estamos aqui?
¾ Desde que eu acordei, a umas duas horas.
¾ Essa não!
¾ Fique tranqüila, vamos seguir por esse corredor. A propósito... –ela notou que o espectro de Ikki sumira- Deixa quieto.
¾ Aonde dá esse corredor?
¾ Não sei, preferi não ir ver pra não te deixar sozinha.
¾ Melhor... E talvez fosse melhor nós ficarmos aqui...
¾ Não mesmo. Não vamos esperar aquele quarteto sinistro voltar pra nos pegar.
¾ E adentrar em um corredor desconhecido é a melhor solução?
¾ No momento sim.
Monikee, por via das dúvidas seguiu Esmeralda.
No meio do caminho entre o Japão e o Egito, Hélios viajava a toda velocidade, seguindo o rastro de cosmo de Esmeralda por todo o caminho. Não tinha tempo para esperar os cavaleiros descobrirem mais e por isso seguia as cegas.
Chegou a um grande templo, mas perdeu o rastro. A coisa estava cada vez mais difícil e, ao olhar ao longe, ele viu uma tempestade de areia se aproximando. Teria que entrar no templo e depois procurar mais pistas, afinal, ele não era suicida.
O templo não era iluminado na entrada e ele chegou a uma encruzilhada. Em um dos caminhos tinha luz, uma estranha luz azul, mas era melhor que nada. Resolveu investigar e adentrou no corredor.
Seguiu o fogo azul que era a fonte de luz até uma sala, onde ouviu vozes.
¾ Amanhã ao meio dia, deveremos queimar a garota de cabelos negros, certo Rá?
¾ Sim, e a outra?
¾ A outra terá uma estaca fincada no coração... Isso esta ficando bom, eh eh!
¾ Isso é mau, preciso achar Esmeralda logo... –Hélios pressentiu que aquilo era algo maior do que qualquer um daqueles três na sala imaginava. Sangue e cinzas divinas não são normais, e sim muito poderosas. Lembrava-se de ter sentido esse poder quando o sangue de Poseidon tocou suas mãos.
¾ E você decorou tudo. Esta ficando menos burro, Anúbis.
¾ O mais importante é que eu dominarei o livro, e terei a energia de quem eu quiser. Depois disso vocês serão recompensados.
¾ Melhor assim, Rá. A propósito... Onde esta o Hórus?
¾ Não interessa Bastet, o importante é que nós vamos acabar com ele também!
¾ Não é assim Anúbis. Precisamos dele. Por enquanto.
¾ Exatamente. Mas não me conformo com o desperdício, ele é um excelente guerreiro... –Rá a fulminou com o olhar- Mas um traidor merece morrer, é claro.
¾ Bastet, você trancou a porta do salão de sacrifícios, não?
¾ Sim, por que?
¾ Porque temos um invasor no templo.
Hélios não podia ficar para ouvir mais. Fora descoberto, sabia o que iam fazer com as garotas, sabia onde elas estavam... Era o suficiente.
No fim do corredor, Esmeralda e Monikee sentiram o vento bater em seus rostos e se animaram.
¾ Sente isso?
¾ O que?
¾ Esse cheiro de liberdade!
¾ Ah Esmeralda, você não desanima nunca, né?
¾ Claro que não! Vamos, já estou vendo até uma luz...
¾ Espere... Isso aqui dá no deserto.
¾ E daí? É nossa chance de escapar.
¾ Tá maluca? A gente vai morrer se sair aí. Tá esquecida de que é aqui onde se encontra o pior clima da Terra? Que é aqui que se tem despejado todo o lixo nuclear a cinqüenta anos?!
¾ Então tá, eu vou voltar, dar uma faca pro tal de Rá e dizer, me mata, por favor... Ora, Monikee, acredite, ficar aqui é a pior coisa que podemos fazer.
¾ Algo me diz que o Yamato e o Hélios vão vir nos salvar...
¾ Até eles chegarem pode ser tarde pra nós, e outra, se eles não vierem, melhor para eles. Eu não vou me sentar e ficar esperando que os cavaleiros me resgatem como uma princesa indefesa. Esta na hora de alguém tomar uma atitude por aqui.
¾ Talvez essa não seja a melhor atitude para se tomar...
¾ Esquece, eu to caindo fora.
¾ Esta bem, vamos.
¾ Sabe qual é o seu problema? Você é muito submissa!
¾ Eu...
¾ Deixa pra lá, vamos sair daqui.
Ela avançou porta afora e foi seguida por uma tristissima Monikee.
Elas andaram o suficiente para perder a prisão de vista, mas a noite estava cada vez mais escura e fria e elas não tinham uma direção. Foi quando começou a tempestade.
¾ Eu disse que a gente não devia ter saído de lá!
¾ Vamos, temos que achar um abrigo...
¾ Esmeralda, nós estamos no deserto! Nós vamos morrer!
¾ Não diga isso, ficaremos bem... –mas ela teve que arrancar a manga da blusa e com ela fazer uma máscara, para tentar respirar no meio de tanta areia- O que eu to dizendo, nós vamos morrer! Vamos morrer Monikee!
Mas Monikee tinha caído, asfixiada.
Foi quando uma redoma de água as cercou.
¾ Yamy?
¾ Hórus, a seu dispor senhorita.
¾ Você! É um deles, não é mesmo? Estava nos atacando no santuário!
¾ Não! Não era minha intenção. Eu não queria...
¾ Prove.
¾ Salvei vocês não salvei?
¾ Isso não é o suficiente.
¾ Ele não tem como provar, Esmeralda. –Monikee acabara de acordar.
¾ O que quer conosco, então?
¾ Eu só quero fazer o certo... Estou aqui contra a vontade de meus companheiros e desobedecendo as ordens do supremo Rá.
¾ O certo... Monikee, venha aqui… -sussurrou no ouvido da amiga- Hélios me disse isso uma vez. Será um código para traidores ou o que?
¾ Se Hélios disse, então devemos confiar nele.
¾ Aí que tá. Hélios me disse isso e no dia seguinte quase cortou minha garganta.
¾ Hã?!
¾ Devemos confiar em quem não conhecemos?
¾ Olha, antes de você chegar aquele dia, ele disse que tava lá para nos avisar que Rá vinha me buscar. Disse pra mim fugir e aí você chegou...
¾ E ele deu à doida. Ok, vamos com ele, mas sempre com um pé atrás, certo?
¾ Decidiram me dar uma chance?
¾ Se não te dermos, o que você fará?
¾ Ficarei aqui até a tempestade de areia passar e, em seguida, deixarei vocês irem.
¾ E se te dermos?
¾ Tirarei vocês do deserto até o aeroporto mais próximo, para vocês voltarem ao seu santuário.
¾ Iremos com você.
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