Saint seiya - A batalha do submundo
15 Capítulo 15
“Perdoado por Athena”
Na dimensão paralela, Oneiros e ícelo elevavam suas cosmo energias numa tentativa de reabrir o portal para o inferno que foi fechado por Máscara da morte. De repente, ambos sentem a chama do cosmo de Morfeu se extinguir e surpreso, Ícelo diz:
— Não acredito que um dos nossos irmãos foi derrotado. Eu vingarei sua morte. – Dizia, ao mesmo tempo em que saia do lado de Oneiros.
Antes que o deus das visões pudesse ir mais longe, o deus dos sonhos diz que não seria necessário uma ação vingativa, pois o oponente de Morfeus já viera a falecer também. Ícelo concorda e volta a sua posição elevando seu cosmo. Em pensamento, Oneiros diz a si mesmo:
— Inconscientemente eu estava prestando atenção na batalha de meu irmão Morfeu e aparentemente ele estava com tudo sob controle, sua vitória era certa até que alguém, não em sua forma física, mas sim em essência cósmica, vir ajudar seu oponente. Era alguém realmente poderoso, poderia ser a Athena? Já que a cosmo energia era forte demais para ser de um cavaleiro, mesmo que fosse do patamar dourado, mas isso seria impossível pois Athena está morta. De toda forma não importa, Morfeu morreu mas também levou consigo um cavaleiro de ouro, mesmo que tenha sido uma vergonha um filho de hypnos morrer para um cavaleiro.
Ao cessar os questionamentos a si mesmo, Oneiros volta a concentrar seu cosmo, mas direciona parte de sua concentração até as ações de Fântaso, que estava a controlar os sonhos do cavaleiro de ouro de câncer.
Nos sonhos de Máscara da morte, o mesmo estava sentado na mesa de jantar junto com sua esposa helena e seus três enteados, dois meninos e uma menina. Ao terminar seu jantar, o cavaleiro de câncer direciona a palavra as crianças lhes dizendo que já era hora de ir para a cama; as crianças dizem que ainda queriam brincar mais, mas são repreendidos por Helena, que diz que elas deveriam obedecer seu pai. Máscara da morte fica surpreso com helena dizendo que ele era o pai das crianças e logo a mulher pede desculpas. O cavaleiro de câncer abre um sorriso e diz que não havia problema, já que ele já se considerava pai daquelas crianças. Após aquela conversa, as crianças se recolhem para os seus quartos e Helena vai em direção a Máscara da morte lhe abraçando e dizendo:
— Vamos dormir também meu amor? Amanhã será outro longo dia de trabalho.
O cavaleiro de ouro concorda, mas antes que ambos fossem para o seu quarto, Máscara da morte avista uma luz vindo de dentro da mata que ficava nos arredores da casa. O cavaleiro diz a sua companheira que irá verificar o que era aquela luz e que ela poderia ir para quarto na sua frente. A mulher diz que não queria que ele se arriscasse, já que poderia ser algo perigoso, mas Máscara da morte diz para que ele não se preocupasse pois ele ficaria bem, ao mesmo tempo em que beijava sua testa e ia em direção a saída. Helena segura fortemente a mão de Máscara da morte e eleva sua voz num tom bem diferente do normal dizendo:
— EU NÃO QUERO QUE VOCÊ VÁ!
O cavaleiro de câncer se impressiona com a reação de sua companheira e a questiona sobre seu comportamento; a moça abraça Máscara da morte e com lagrimas em seus olhos, diz que ela tinha muito medo de perder ele; o cavaleiro diz que não precisava se preocupar pois ele não a deixaria nunca mais e o mesmo se impressiona com o que havia acabado de falar pois, até onde se lembrava, ele nunca havia se separado de Helena. Logo após isso, Máscara da morte sai da casa e vai em direção a luz que estava iluminando mata a dentro. Ao chegar ao local da luz, Máscara da morte nota uma mulher de joelhos, com as mãos juntas como quem está rezando, com seus olhos fechados e a mesma tinha longos cabelos em um tom de lavanda. O cavaleiro de câncer direciona a palavra a mulher lhe perguntando se ela estava bem ou se estava machucada. A moça se levanta e direciona o olhar ao cavaleiro lhe questionando:
— Realmente não se lembra de mim? Máscara da morte.
O cavaleiro fica surpreso em ouvir a tal mulher pronunciar seu nome. Logo depois, Máscara da morte questiona sobre como ela o conhecia e o que estava fazendo naquele lugar. Com um tom leve de voz a mulher lhe responde dizendo:
— Vejo que você está em uma situação um pouco diferente da de Afrodite. Não é pra menos, já que se encontra em um sonho tão bonito. Isso não importa, como sou a deusa que veneras, irei até onde me for possível para lhe salvar também. Lembre-se meu honrado cavaleiro de ouro de câncer, sou Athena.
O cavaleiro ficou completamente desnorteado após ouvir as palavras da mulher e logo cai de joelhos com suas mãos sobre sua cabeça, que estava sendo inundada por imagens que não tinha conhecimento, porem sabia que aquilo lhe era um pouco familiar. A moça vai imediatamente na direção de Máscara da morte e posiciona suas mãos sobre seu rosto ao mesmo tempo em que elevava um cosmo terno e gentil dizendo:
— O que está vivendo aqui não passa de uma ilusão, você é um dos meus honrados cavaleiros que juraram me proteger após receber uma nova vida. Você está sendo enganado por seu oponente que está brincando com sua mais profundas e preciosas memorias. Por favor, LEMBRE-SE!
O cavaleiro que até então estava agonizando, começa a se acalentar e logo depois direciona seu olhar para a moça e diz com sua voz trêmula:
— Athena? ...
Antes que algo mais pudesse ser dito, escuta-se a voz de uma menina que gritava desesperadamente por seu pai. Após ouvir os gritos, Máscara da morte olha para trás e vê a sua enteada correndo incessantemente na sua direção. Ao chegar no cavaleiro, a menina lhe diz, com dificuldades para falar, que a casa deles estava sendo atacado e logo Máscara da morte entra em desespero. O cavaleiro olha para a mulher que estava conversando a pouco e lhe implora para que cuide de sua filha e diz que vai até a sua casa para salvar os 2 irmãos da menina e sua esposa helena, mas antes que siga adiante, a mulher segura seu braço e em um tom calmo na voz lhe diz:
— Não precisa se preocupar, não é real. O seu oponente está apenas tentando confundir você.
De forma agressiva, Máscara da morte se solta e diz para que ela parasse de falar a ele coisas estranhas pois não havia nada mais importante na vida dele do que helena e seus três enteados. O cavaleiro pede novamente a moça para que cuide da menina e segue a caminho de sua casa. Ao se aproximar mais do local, Máscara da morte vê que a casa está em chamas e rodeada por alguns homens. Sem pensar duas vezes, o cavaleiro vai até um dos homens e com a voz altamente elevada, questiona:
— Onde estão helena e os meus filhos?
Em um tom de deboche, outro dos homens que lá estavam diz:
— Ora veja, parece que encontramos o anfitrião da casa... MATEM-NO!
De repente, os homens avançam na direção de Máscara da morte, mas foi em vão, pois o cavaleiro contra-atacou e com uma força sobre natural, abateu todos eles. Após isso, Máscara da morte adentra a casa a procura de helena e os dois garotos. Sem demora, o cavaleiro avista no canto de uma parede 3 corpos mutilados, eram os corpos de helena e dos dois meninos. Após ver aquela imagem horrível, o cavaleiro entra em desespero e logo vai na direção dos corpos verificando se pelo menos ainda estavam vivos; Helena direciona a palavra a Máscara da morte dizendo em meio a soluços e tossindo quase sem parar:
— Querido... por favor... onde está a Mio?
Com o rosto inundado por lagrimas e com a voz soluçante, Máscara da morte diz que a havia deixado num lugar seguro e completa dizendo:
— Estou mais preocupado com vocês agora, preciso levar vocês a um hospital o mais rápido possível!
Helena diz que já não havia mais jeito de salva-los, os dois meninos já estavam mortos e era questão de tempo até que ela também morresse. Máscara da morte chorava e gritava sem saber o que fazer e logo é surpreendido por Helena, que lentamente levava uma faca na sua direção ao mesmo tempo em que dizia:
— Meu amor, já que não me resta mais tempo de vida, eu lhe peço que venha comigo e os meninos para o outro mundo, tenho certeza que o lugar ao qual iremos após a nossa morte será bem melhor. Eu te peço, morra conosco e assim seremos felizes todos juntos em outra existência.
Máscara da morte fica estupefato com as palavras de helena e a questiona sobre como ficaria Mio, já que todos eles estariam mortos e ela ficaria sem ninguém na vida. A mulher responde dizendo que logo a pequena também estaria junto com eles. Após tais palavras, Máscara da morte empunha a faca que lhe foi dada por Helena e lentamente a leva em direção ao seu peito, mas estava hesitando. Helena segura a cabeça de seu companheiro e a leva ao encontro da sua e lhe diz em um tom terno na voz:
— Não se preocupe querido, logo toda essa dor e esse tormento acabarão. FAÇA!
No momento em que Máscara da morte toma coragem e rapidamente leva a faca na tentativa de perfurar seu próprio coração, é impedido pela mesma mulher que estava a conversar dentro da mata, que segura na lamina da faca, interceptando sua passagem até o coração de Máscara da morte com a palma de sua mão. O cavaleiro fica impressionado ao rever tal mulher, que logo lhe direciona a palavra dizendo:
— Eu não permitirei que um de meus honrados cavaleiros morra de uma forma tão vil e covarde.
O cavaleiro questiona a mulher sobre o que ela estava fazendo e onde estava Mio. A moça lhe responde dizendo que não havia necessidade de preocupação com aquela garota, já que ela não era real e nada mais que ele estava vendo era também, com exceção dela mesma. Máscara da morte tem um ataque de raiva e avança na direção da mulher mas antes que pudesse fazer algo, a mesma segura a cabeça do cavaleiro com ambas as mãos e a pressiona de forma que não o machucasse tanto. A mulher começa a elevar uma cosmo energia extremamente poderosa ao mesmo tempo em que dizia em um tom de voz elevado:
— Máscara da morte por favor lembre-se, você é o cavaleiro de ouro protegido pela constelação de câncer, pediu-me perdão pela traição durante a revolta de Saga, recebeu uma nova vida para lutar ao meu lado na guerra santa e neste momento está sendo enganado por um sonho criado pelo seu inimigo. Por favor, ACORDE!
Máscara da morte gritava sem parar até que em um momento, os gritos cessam. O cavaleiro cai no colo de Athena e fica balbuciando palavras sem sentido. De repente, Uma voz surpreende a todos que estavam no local no que dizia:
— Parece que minha desconfiança venceu, era realmente você, a própria Athena que estava interferindo nas batalhes de meus irmãos. Quem imaginaria que estivesse rondando o mundo dos mortos agora?
Logo depois, surge uma projeção astral do corpo de Oneiros que rapidamente voa em direção a Athena e atravessa seu corpo como um fantasma. A deusa sofre com tal ação, Máscara da morte recobra a consciência e começa a gritar pelo nome de Athena. De repente, Athena desaparece do local e o cavaleiro de câncer vai ao chão apoiando-se sobre suas mãos e com lagrimas em seus olhos.
Na dimensão paralela, Ícelos questiona Oneiros se era realmente Athena que estava interferindo e o deus dos sonhos responde dizendo que sim, mas acreditava que ela não fosse mais se intrometer em luta alguma já que, se o imperador do mundo dos mortos não sabia que ela estava perambulando por seu reino, agora já deveria estar ciente.
Nos arredores da quinta prisão infernal, Estava Shaka de virgem e Saori, a deusa Athena. A mulher estava de joelhos e com suas mãos juntos como quem está a rezar e o cavaleiro de ouro estava ao seu lado, ambos estavam a elevar suas cosmo energias e estavam rodeados por espíritos que não paravam de lamuriar, eram os chamados espíritos mortos, aqueles que não encontraram o caminho do céu por não ser merecedores e se negavam a ir ao inferno, estes espíritos eram controlados por Shaka e por terem uma espécie de essência de uma forma quase nula, eram capazes de camuflar as essências do cavaleiro e da deusa. Com Uma voz em um tom de preocupação, Shaka diz a Athena:
— Senhorita Athena por favor se apresse, não acho seguro ficarmos parados por muito tempo sob o risco de sermos localizados.
E com um tom leve em sua voz, a mulher diz:
— Eu sei que é perigoso Shaka, mas não posso deixar que Máscara da morte continue preso naquele sonho criado por seu inimigo e perca sua batalha de uma forma tão covarde por parte de seus inimigos. Infelizmente Afrodite já nos deixou, porém levou consigo um dos deuses dos sonhos e lhe sou muito grata por isso. Pelo menos Máscara da morte eu irei ajudar e ele com certeza vencera aquelas três divindades.
Shaka concorda com as palavras de Athena e volta a concentrar seu cosmo. De repente, o cavaleiro é surpreendido por uma onda de cosmo negativo vindo na direção dele e de Athena. Após serem atingidos, ambos caem no chão e os espíritos que lhes rodeavam se dissipam no ar. Shaka logo vai até Athena verificando se a mesma estava bem e após a mulher recobrar sua consciência o cavaleiro lhe questiona sobre o que poderia ter acontecido; Athena diz que um dos deuses dos sonhos havia percebido sua presença cósmica tentando ajudar Máscara da morte e cortou a comunicação entre ela e o cavaleiro de ouro de câncer. Com sua voz ofegante, Athena diz:
— Eu perdi a conexão com Máscara da morte, mas tudo bem, sei que consegui faze-lo acordar daquela ilusão e tenho certeza que agora ele irá derrotar seus oponentes. Já não tenho energia suficiente para ajudar os outros cavaleiros que desceram até este inferno, tudo o que me resta agora é me dirigir até Hades enquanto rezo pelo bem estar deles.
Após as afirmações de Athena, Shaka direciona a palavra para a mesma dizendo que provavelmente Hades já havia percebido a presença deles em seu reino mas iria invocar novamente os espíritos mortos para que pudessem chegar até onde Hades estavam sem ser percebidos. Após tais palavras, Ambos são rodeados novamente pelos espíritos de antes e imediatamente seguem rumo ao local onde Hades estava.
Em Giudecca, Hades estava sentado em seu trono com Pandora ao seu lado. De repente, o imperador dos mortos fica em alerta e logo Pandora lhe questiona sobre o que estava o incomodando. Hades direciona a palavra a mulher e lhe questiona:
— Pandora, por acaso não sentiu uma cosmo energia familiar?
A moça responde dizendo que pensava ser apenas sua impressão e que não conseguia acreditar que Athena havia morrido apenas para fazer um ataque furtivo nos domínios de sua majestade. O deus dos mortos diz a Pandora para se preparar pois eles iriam fazer uma pequena surpresa a Athena e seu acompanhante, mas antes que ambos pudessem se retirar, são surpreendidos por Ikki que avança na direção de Hades dizendo que eles não iriam a lugar nenhum, ao mesmo tempo em que agarrava com ambas as mãos a gola da roupa do deus dos mortos. Pandora fica sem reação ao ver o cavaleiro e Hades direciona a palavra ao mesmo dizendo:
— Fênix? Como você conseguiu chegar aqui tão rápido? Ah, você dever ter pulado dentro do portal logo após minha passagem correto?
Sem dar atenção as palavras do deus, Ikki direciona a palavra ao mesmo com o tom de voz elevado dizendo:
— Shun eu sei que você ainda está ai, por favor recobre sua consciência e volte a lutar por Athena meu irmão, não posso acreditar que você seja a reencarnação do deus dos mortos isto só pode ser algum engano ou capricho deste maldito deus.
O deus replica as afirmações do cavaleiro de fênix dizendo:
— Não há engano algum, o cavaleiro de Andrômeda estava destinado desde o seu nascimento a ser o corpo portador de minha divina alma nesta época. A alma mais pura dentre todas, quem diria que seria um cavaleiro de Athena, quão irônico é o destino não acha?
Após ouvir o deus, Ikki se enfurece e o manda se calar ao mesmo tempo em que segurava ainda mais forte o deus. Pandora avança contra o cavaleiro na tentativa de separa-lo de sua majestade, mas Ikki a empurra dizendo para não interferir e logo depois direciona novamente a palavra ao deus dizendo:
— Se você não libertará meu irmão, eu tirarei você de dentro dele a força! – Dizia, ao mesmo tempo em que levantava sua mão direita para golpear Hades.
Antes que o cavaleiro conseguisse executar o golpe, é interrompido por Kagaho, que voa rapidamente na direção de Ikki e lhe golpeia arremessando-o para longe do deus. O espectro de Benu direciona a palavra a Ikki lhe dizendo que jamais deixaria que ele tocasse em sequer um fio de cabelo de sua majestade e que ele iria pagar por tamanha audácia, na qual ele invadiu o local de descanso do imperador dos mortos e o importunou com suas asneiras sentimentais. Ikki se recompõe lentamente e diz que não seria impedido na tentativa de trazer seu irmão de volta; Kagaho pede para que sua majestade recue, pede que deixe aquele mero cavaleiro de bronze ao seus cuidados e diz que o protegeria sob qualquer circunstância. De repente, Ikki começa a se contorcer e dar gritos de dor caindo de joelhos no chão; Pandora e Kagaho ficam sem entender a situação do cavaleiro de fênix mas logo notam que era Hades que estava fazendo com o que o cavaleiro sentisse tamanha dor. Com um tom leve na voz, Hades diz:
— Não será necessário esforço de sua parte meu leal Kagaho, pois eu mesmo me encarregarei de destruir este inseto impertinente.
Ikki cada vez mais sentia uma dor infernal mas de repente o cavaleiro para de gritar e cai de bruços no chão. Pandora ainda podia sentir uma cosmo energia vindo de Ikki e logo ela e Kagaho são surpreendidos por um grito vindo de sua majestade. A mulher e o espectro logo vão até Hades para saber o que havia acontecido e o deus responde dizendo que não havia matado o cavaleiro de fênix porque o hospedeiro o havia impedido assim como da vez que ele tentou matar aquela mulher na mansão. Com um tom de voz trêmulo e ofegante o deus diz:
— Maldito corpo, eu já deveria ter tomado total controle dele, então porque ainda me rejeita? Seria por ser o corpo de um cavaleiro de Athena tendo assim um cosmo bastante elevado? Não, por mais que seja um cosmo forte jamais se equipararia ao meu que sou um deus. Esse esforço que ele fez para com que eu não matasse o fênix deve ter sido suas últimas forças, se bem que isto me desgastou bastante também. Kagaho, leve fênix até o cócitus, o inferno de gelo, e o jogue lá para que passe a eternidade lamentando por não ter conseguido salvar seu tão amado irmão e não ter conseguido cumprir sua missão como cavaleiro de Athena.
O espectro acata a ordem de seu senhor e pega o cavaleiro de fênix pela gola de sua armadura e começa a o arrastar para fora de Giudecca. Ao ver a cena, Pandora sente um sentimento estranho, como se estivesse com pena de Ikki e pede para que Kagaho espere; o espectro para e questiona Pandora se havia algum problema e a moça responde dizendo que não, mas com uma expressão de preocupação em seu rosto. Logo depois, Kagaho seque seu rumo arrastando Ikki consigo. Pandora questiona Hades se eles ainda iriam até Athena e o mesmo lhe responde dizendo:
— Não, deixaremos com que ela chegue até aqui e acredite que eu ainda não estou ciente de sua presença, assim ela poderá presenciar o fim de seu leal Pégaso, já que logo ele estará aqui para que eu possa pôr um fim na sua miserável existência e assim não mais me atrapalhará como fez nas demais guerras santas.
Ao dizer tais palavras, o imperador dos mortos se recolhe novamente ao seu trono e Pandora se retira do lugar com uma expressão de tristeza em seu rosto.
No sonho de Máscara da morte, o mesmo chorava sem parar até que em um momento, o choro cessa. Helena se levanta com dificuldades e vai até Máscara da morte o questionando se estava tudo bem mas logo que chega perto de seu companheiro, o mesmo lhe dá um soco que a arremessa contra a parede e logo depois avança na direção da mesma. A mulher fica surpresa com a reação do cavaleiro e lhe questiona:
— Meu amor o que está acontecendo, por que fez isso comigo?
Máscara da morte ignora as palavras ditas pela mulher e diz sussurrando:
— Você vai pagar... você vai me pagar por isso. – Dizia, ao mesmo tempo em que agarra a gola do vestido da mulher.
Helena, sem entender, pergunta novamente o que estava acontecendo ao seu companheiro que de repente lhe golpeia com um soco em seu rosto e logo depois dizendo aos berros:
— Já chega, não adianta mais tentar me enganar eu já sei que nada disso é real. Maldito deus, você vai pagar por ter me feito recordar os momentos mais preciosos e depois os mais dolorosos da minha miserável vida, como ousou brincar de se fantasiar da mulher que eu amei e os meus amados enteados que eram como meus filhos. Vou destruir sua existência. Você sentirá uma das piore dores que alguém pode sentir!
Dito isso, Máscara da morte começa a elevar seu cosmo ao máximo, e a imagem de Helena desaparece, era na realidade Fântaso disfarçado. De repente, todo o lugar onde eles estavam começa a desmoronar e Fântaso entra em desespero. Máscara da morte direciona a palavra ao deus retratista dizendo aos berros:
— Vamos ver se você é tão forte na realidade quanto nos sonhos de alguém seu covarde.
Ao dizer isso, Máscara da morte avança contra Fântaso com seus punhos cheios de cosmo e começa a espancá-lo. O deus retratista tentava se defender mas tamanha era a força do cavaleiro, que ele mal conseguia se mover.
De repente, um turbilhão de cor púrpura surge na dimensão paralela onde estavam Ícelos e Oneiros e dele sai Fântaso totalmente surrado e debilitado gritando desesperadamente pela ajuda dos seus irmãos. Logo depois, O corpo de Máscara da morte que estava caído até o momento, começa a emanar um cosmo e o mesmo rapidamente se levanta, o cavaleiro esbraveja um grito de ódio dizendo a Fântaso:
— Você já era!
Logo depois, Máscara da morte avança contra Fântaso, agarra-o pelo pescoço e esbraveja:
— Espíritos amaldiçoados, venham ao meu chamado e tomem para si a alma imunda desse desgraçado!
Logo, espíritos que não param de dar gritos de dor, aparecem e imediatamente avançam contra Fântaso. De repente, Máscara da morte utiliza sua técnica chamas demoníaca, na qual o cavaleiro de câncer invoca chamas do próprio inferno incinerando o deus retratista e os demais espíritos que o rodeavam. Fântaso cai em agonia e enquanto esbravejava gritos agonizantes diz:
— ele está carbonizando tanto a mim, como os espíritos que ele mesmo invocou, mesmo que eles já estivem no sofrimento eterno ele aumentou sua desgraça os fazendo sentir dor. Que espécie de monstro é você maldito cavaleiro! – Dizia, ao mesmo tempo em que gritava e se engasgava com seu próprio sangue.
Após tais palavras, os gritos de fântaso cessam e o mesmo cai ao chão totalmente sem vida, sem essência cósmica ou nada parecido, era apenas um corpo cujo a alma havia sido brutalmente carbonizada pelas chamas do cavaleiro de ouro de câncer. Ícelos, que até então apenas observava a cena, avança na direção de Máscara da morte dizendo que ele não sairia impune por ter matado um de seus irmãos ao mesmo tempo em que lançava seu punho contra o cavaleiro dourado. Máscara da morte segura o golpe de Ícelos com suas duas mãos, mas logo o deus das visões o golpeia com um chute em sua barriga, arremessando o cavaleiro de câncer para longe. Em um tom de deboche, Ícelos diz:
— O que há agora cavaleiro de ouro de câncer? Já terminou o seu showzinho? Para mim não importa se você vai se mover ou não, eu vou trucidar o seu corpo assim como fez com fântaso! – Dizia, ao mesmo tempo em que avançava novamente contra Máscara da morte.
O cavaleiro de câncer logo se recompõe e avança na direção de Ícelos. Ambos estavam cara a cara no embate de forças e Máscara da morte diz em um tom de raiva:
— Se vocês acham que meu cosmo já se esgotou apenas com aquilo que fiz ao seu irmãozinho miserável está muito enganado, eu estou apenas começando. Podem vir os dois, assim posso descarregar toda a raiva que me sobrou de uma vez só.
Ícelos se enfurece com as palavras de Máscara da morte e diz que a morte do mesmo seria pouco, pois o deus iria tortura-lo em punição por tamanha audácia e logo depois grita o nome de sua técnica:
— Gran fobia!
De repente, Máscara da morte se vê coberto por uma total escuridão mas logo se encontra em uma dimensão semelhante a que estava com os deuses dos sonhos anteriormente. O cavaleiro começa a sentir um sentimento estranho que cada vez mais crescia dentro de seu coração, era medo e o mesmo não sabia o motivo daquilo. De repente, Máscara da morte escuta uma voz ecoando por aquela dimensão no que dizia:
— Está gostando cavaleiro? Essa maravilhosa sensação de medo que estou lhe proporcionando, acredito que um dia já deve ter sentido terrível sensação, que tal se eu lhe ajudasse a se lembrar.
A sensação de medo e terror crescia cada vez mais dentro de Máscara da morte e o mesmo começa a elevar o tom de voz dizendo:
— Maldito deus, apareça e lute como homem! – Dizia, ao mesmo tempo em que lançava mais uma vez suas chamas demoníacas para todos os lados.
Ouvia-se uma gargalhada ecoando por aquela dimensão, era Ícelos, dizendo que de nada adiantaria ele lançar aquelas chamas mais uma vez pois ele sequer sabia onde o seu oponente estava. De repente, Máscara da morte nota que suas chamas estavam se voltando contra ele e começavam a queimar seu corpo e o mesmo começava a gritar em agonia. Com um tom de voz de ironia, Ícelos diz:
— Isso maldito rato dourado, sofra perante o terror de ser consumido pelas suas próprias chamas infernais.
Logo depois de tais palavras, os gritos vindos de Máscara da morte são substituídos por risadas e o deus das visões começa a se questionar sobre o que estava acontecendo. Logo é respondido por Máscara da morte que lhe diz:
— Vocês deuses dos sonhos são uns covardes, ficam sempre se escondendo atrás de suas técnicas de ilusão, se bem que essa sua habilidade foi realmente dolorosa por me faz entrar em pânico e utilizar minha técnica sem pensar e depois fazendo-a se voltar contra mim, porém, saiba de uma coisa seu desgraçado, tentar fazer alguém que controla o caminho dos mortos e que é rodeados por espíritos dos mais variados tipos sentir medo é uma piada, ou até mesmo fazer alguém como eu que já sentiu a pior dor de todas que a de perder alguém da forma mais brutal possível sentir dor física é ridículo.
Após dizer isso, Máscara da morte eleva seu cosmo ao máximo e desfaz a dimensão que Ícelos o havia posto, fazendo o mesmo aparecer novamente. Imediatamente, Máscara da morte avança contra Ícelos utilizando sua técnica Acubens, na qual ele concentra seu cosmo em suas duas pernas e em seguida aperta o inimigo entre elas, representando as pinças do caranguejo que da forma a constelação de câncer. Máscara da morte prensava cada vez mais o deus das visões entre suas pernas mas antes que conseguisse mata-lo asfixiado ou até mesmo o partindo ao meio com sua força, o inimigo eleva sua cosmo energia e esbraveja um grito, ao mesmo tempo em que força sua saída da prisão de Máscara da morte. Ícelos se debruça agarrando as pernas do cavaleiro de câncer e o arremessando para longe. Máscara da morte tenta se recompor e nota que sua perna havia sido machucada, mas mesmo assim consegue se levantar. Ícelos direciona a palavra a Máscara da morte dizendo que se ele queria um combate corpo a corpo ele iria ter e seria da forma mais brutal possível. Logo depois, o deus das visões começa a elevar seu cosmo novamente e mudar de forma. Ícelos começava a assumir a forma de uma criatura grande e monstruosa semelhante a uma manticora (mistura entre leão, morcego e escorpião) começando a avançar na direção do cavaleiro de ouro o atacando com golpes brutais de suas garras. Máscara da morte tentava se defender mas tamanha era a força da criatura que a armadura que o protegia começava a ceder aos poucos. Com um voz bestial e dominado pela raiva, Ícelos diz:
— Reaja cavaleiro de câncer, onde está toda aquela sua superioridade agora? – Dizia, ao mesmo tempo em que espancava Máscara da morte.
Em um momento, o cavaleiro de câncer consegue reagir, utilizando sua mão direita para parar o golpe, a qual foi atravessada pela garra da criatura. Com a voz trêmula, Máscara da morte diz:
— Eu não vou perder pra você, que bate feito mulherzinha e por mais que esta criatura monstruosa esteja aqui na minha frente, eu sei que você ainda está ai dentro dessa ilusão realista o suficiente para me atingir com seus golpes. – Dizia, ao mesmo tempo em que soltava sua mão da garra da fera e avançava contra ela.
Ao mesmo tempo em que avançava, Máscara da morte elevava seu cosmo até que consegue destruir a ilusão da fera e golpear Ícelos, o arremessando para longe. O deus das visões ficava cada vez mais furioso mas antes que pudesse fazer qualquer movimento, Oneiros, que até então só observava o embate, resolve interferir dizendo:
— Parece que agora terei que me intrometer nessa luta, jamais pensaria que o cavaleiro de ouro de câncer fosse assim tão forte. É realmente interessante o jeito que os cavaleiros de Athena conseguem ganhar forças assim do nada não acham?
Após ouvir as palavras de Oneiros, Máscara da morte lhe diz com a voz ofegante por causa do cansaço:
— Não obtemos forças do nada, nós temos um proposito para alcançar e isso faz com que nos tornemos mais fortes além do ponto de nossos treinamentos, mas quando mechem com coisas pessoais nós somos capazes de explodir nossos próprios corpos mas também levando pro inferno nossos oponentes. Bom, pelo menos esse é o meu caso. Já que agora vocês vão se acovardar e vamos a um “dois contra um” acho que devo pelo menos mudar o cenário ao meu favor.
Após tais palavras, Máscara da morte utiliza sua técnica ondas do inferno nos dois deuses inimigos. De repente, os três se encontravam na colina do yomotsu e logo Ícelos começa a questionar dizendo:
— A passagem dos mortos? O que você acha que pode fazer contra duas divindades do mundo dos mortos nesse lugar? Ainda mais agora que meu irmão Oneiros veio me ajudar a dar cabo de você.
Logo, Oneiros dirige a palavra a seu irmão lhe dizendo:
— Em momento algum eu disse que iria lhe ajudar meu querido irmão. Para falar a verdade, você, Fântaso e, Morfeu é que vão me ajudar já que não servem mais para lutar.
Ícelos fica sem entender as afirmações de seu irmão e logo é surpreendido por suas palavras no que diziam:
— Oráculo do guardião.
De repente, o corpo de Ícelos começa a se desintegrar e o mesmo dava gritos de dor, ao mesmo tempo em que implorava ao seu irmão para que não fizesse aquilo. Sem demora, a essência cósmica de Ícelos é extraída de seu corpo e Oneiros faz o mesmo com os corpos de Fântaso e Morfeu. Após as três essências chegarem a Oneiros, o mesmo começa a absorve-las e uma grande luz de cor purpura cobre o corpo do deus dos sonhos. Máscara da morte podia sentir a cosmo energia de seu oponente se elevando em uma velocidade anormal, ao mesmo tempo que sentia as cosmo energias dos 4 deuses dos sonhos se misturando. Após a luz que cobria Oneiros se dissipar, Máscara da morte pode ver que o deus dos sonhos havia se transformado numa espécie de kimera humanoide, com partes de cada um dos 4 deuses. Com um tom de ironia, Oneiros dirige a palavra a Máscara da morte dizendo:
— Oráculo do guardião é uma técnica na qual eu posso remover a alma de algo ou alguém e manuseá-la da forma que eu bem entender, neste caso eu acabo de absorver as almas de meus irmãos. Veja cavaleiro de câncer, essa é a personificação dos sonhos, desejos, medo e descanso, ou seja, é o próprio mundo do sono encarnado. Posso lhe fazer morrer da maneira que eu preferir, seja agonizando numa realidade alternativa, ou de um jeito no qual você possa apenas descansar eternamente, ou até mesmo... sonhando com sua tão amada Helena.
Após ouvir o nome de sua amada, Máscara da morte avança contra Oneiros com seus punhos cheios de cosmo e começa a tentar golpeá-lo dizendo em um tom de ódio:
— Não se atreva a pronunciar o nome dela mais uma vez maldito deus! Eu irei destruí-lo custe o que custar.
Os golpes de Máscara da morte simplesmente não surtiam efeito e logo Oneiros explica o porquê dizendo:
— É inútil cavaleiro, eu transcendi após absorver as essências cósmicas de meus irmãos, golpes físicos não funcionarão contra mim mesmo que seu ódio cresça cada vez mais.
Depois de dizer tais palavras, Oneiros segura uma das mãos de Máscara da morte e a torce com força, logo depois arremessando o cavaleiro de ouro para longe. Oneiros direciona a palavra a novamente ao cavaleiro de câncer dizendo:
— Desista logo cavaleiro. Talvez se você me deixar te matar agora mesmo eu posso pensar em lhe dar uma morte sem dor e sonhando com Helena o que acha?
Máscara da morte se recompõe com dificuldades e logo depois esbraveja dizendo que havia ordenado seu oponente a nunca mais dizer o nome de sua amada. Com um tom de ironia o deus dos sonhos o questiona sobre o que ele poderia fazer naquele estado, pois estava a um passo de sua morte. Com um tom sarcástico, Máscara da morte diz:
— Realmente pensa que eu não posso fazer mais nada contra você Oneiros? Por que acha que eu o trouxe para a colina do yomotsu? Este lugar é a passagem que os mortos devem seguir para chegar ao mundo dos mortos, seja o inferno ou até mesmo os elísios dependendo de seus atos em vida. Neste lugar, Hades não tem controle algum, quem rege esse lugar e o protege são os cavaleiros de câncer. Aqui eu tenho total controle, tanto do ambiente como dos próprios mortos que por aqui vagam. Já que golpes físicos não adiantam contra você, vejamos se você aguenta a mais poderosa técnica dos cavaleiros da constelação de câncer.
Máscara da morte começa a elevar mais uma vez o seu cosmo e logo depois esbraveja o nome de sua mais forte habilidade:
— HECATOMBE DOS ESPÍRITOS!
Chamas infernais se alastravam por todo o lugar queimando tudo o que tocavam inclusive os mortos que iam em direção ao abismo. Os espíritos incendiados pelas chamas de máscara da morte avançavam contra Oneiros aos montes e as chamas infernais também começavam a cobrir o seu corpo. Após ver que Oneiros estava totalmente coberto pelos espíritos e pelas chamas, Máscara da morte começava a relaxar, mas de repente as chamas e os espíritos que cobriam Oneiros se dissipam num piscar de olhos e o cavaleiro de câncer fica totalmente sem reação. Com um tom de voz irônico, Oneiros diz:
— É realmente uma técnica esplêndida, mas realmente não me causou muitos danos. Por que será que isto aconteceu cavaleiro de câncer? Seria por que você se arrependeu no último segundo por usar estes pobres espíritos para me atacar? Queimando-os com essas chamas infernais e os fazendo sofrer ainda mais? Mas se for isso mesmo, não fara sentido algum pois você passou sua vida toda matando pessoas, dentre elas homens, mulheres, idosos e até mesmo crianças. – Dizia, ao mesmo tempo em que se aproximava de Máscara da morte. – Que diferença faria para um sádico como você, usar espíritos de pessoas que você provavelmente tenha matado? Cavaleiro de Athena, isso é uma piada, você não luta por sua deusa, você luta por diversão, por sangue, é por isso que você luta e é por isso que você não merece viver. Não concorda comigo Máscara da morte?
Após as palavras de Oneiros, Máscara da morte dizia para si mesmo em pensamento:
— Ele tem razão, passei minha vida toda matando gente para descarregar a raiva que sentia após perder Helena e as crianças. Tentado preencher um vazio com carnificina e sangue de quem quer que fosse. Eu não deveria nem ter me tornado um cavaleiro de Athena, fui admitido para usar a armadura de ouro de câncer por Saga que queria tomar o lugar de Athena quando estava tomado por seu lado maligno. Mesmo assim, a Athena me honrou como um de seus cavaleiros de ouro quando ganhei uma nova vida para lutar em seu nome, mas talvez isso não seja o suficiente para me redimir, causei muito sofrimento e dor a muitas pessoas, nada além da morte e tormento eterno espera alguém como eu.
Oneiros dirige a palavra a Máscara da morte lhe dizendo que se ele já havia aceitado seu destino, ele iria acabar com aquilo naquele exato momento e começa a criar uma massa de energia cósmica pronta para cair sobre Máscara da morte. No momento em que Oneiros lança a rajada de cosmo contra Máscara da morte, algo luminoso rapidamente toma a sua frente e o protege. Oneiros fica sem entender o que havia protegido o cavaleiro de câncer pois ele tinha certeza de que havia cortado a conexão entre Athena e ele. Máscara da morte também não podia imaginar o que fosse mas de repente o brilho que a luz emanava começava a diminuir e ele pode ver quem realmente era. Após olhar com atenção, o cavaleiro nota que era a alma de Helena que o havia protegido do golpe de Oneiros. Surpreso, Máscara da morte se aproximava da imagem de Helena ao mesmo tempo em que lhe perguntava como e por que o havia protegido e a moça lhe responde dizendo:
— Meu amor, mesmo não estando mais viva eu pude sentir novamente o seu amor por mim depois de muito, muito tempo. Mesmo olhando por você, eu não podia fazer nada pois você esqueceu toda a sua humanidade e o amor dentro de si. Havia se transformado numa máquina de matar controlada por desejos maldosos de outras pessoas ou até mesmos seus, mas depois que você elevou seu cosmo eu pude sentir que o homem que eu amei em vida e ainda amo mesmo após a minha morte havia voltado e estava lutando por Athena. Quando você veio para a colina do yomotsu ficou mais fácil para que eu pudesse te ver mesmo que por um instante. Vi que estava precisando de ajuda, mas não vim aqui para lhe proteger dos golpes de seu oponente, mas sim para lhe recordar que por mais que você tenha matado várias pessoas, Athena já o perdoou e o consagrou como o cavaleiro de ouro de câncer porque você se arrependeu de coração. Não precisa sofrer mais por mim e pelas crianças, estamos num lugar tão lindo, cheio de flores, animais silvestres e nos sentimos muito felizes. Por isso, Lute por Athena, por mim, pelas nossas crianças, por todas as pessoas na terra e por tudo que nela habita. E acima de tudo, saiba que eu sempre te amarei.
Após ouvir as palavras da alma de Helena, Máscara da morte cai em prantos, pede perdão a ela por todo o mal que ele havia cometido e diz que ele irá lutar e irá vencer. Oneiros se cansa de esperar e utiliza seu cosmo para dissipar a alma de Helena dizendo:
— Já chega, quanto mais pretende adiar a sua morte? Eu vou acabar com isso agora cavaleiro de câncer. – Dizia, ao mesmo tempo em que avançava contra Máscara da morte.
Máscara da morte direciona a palavra a Oneiros dizendo que ele poderia até morrer, mas com certeza o derrotaria. O deus dos sonhos começava a elevar seu cosmo dizendo para ele não ter tanta certeza de suas palavras pois após ser atingido por sua técnica já não haveria mais esperança e proclama o nome da mesma:
— Oráculo do guardião.
Máscara da morte é atingido pela técnica de Oneiros sem ao menos tentar desviar e sua alma começava a ser removida de seu corpo aos poucos. O deus dos sonhos questiona Máscara da morte sobre como estava se sentindo tendo sua alma arrancada de seu corpo e Máscara da morte lhe responde com sua voz rouca e em um tom de ironia:
— Me sinto péssimo, mas logo me sentirei ótimo vendo você sendo carbonizado pelas minhas chamas.
Após dizer isso, Máscara da morte utiliza mais uma vez sua técnica hecatombe dos espíritos e novamente as chamas tomam o lugar. Oneiros se impressiona por ele ainda conseguir utilizar sua técnica mais poderosa mesmo tendo sua alma sendo arrancada aos poucos de seu corpo e logo depois solta uma gargalhada dizendo:
— Você é realmente um sádico, ira novamente queimar os pobres espíritos para tentar me ferir, é inútil, morra seu desgraçado. – dizia, ao mesmo tempo em que levantava seus dois braços para cima e concentrava toda a sua cosmo energia.
De repente, Oneiros é surpreendido por Máscara da morte que lhe diz com a voz ofegante:
— Eu não vou precisar queimar os espíritos, não vou mais fazer quem quer que seja sofrer. Eu vou te destruir, usando minha própria alma que você começou a removê-la de mim, assim eu posso usa-la na hecatombe e acabar com você de uma vez por todas.
As chamas da hecatombe dos espíritos começavam a retroceder de volta para Máscara da morte e logo cobrindo toda sua alma. Oneiros não conseguia acreditar no que estava vendo e em um tom de surpresa diz:
— Como consegue aguentar, essas chamas devem estar te causando uma dor insuportável, como pode? Como podem ser tão persistentes e poderosos?
Em um tom de superioridade, Máscara da morte diz:
— Somos os cavaleiros de Athena, lutamos para protege-la e também o nosso mundo não deixando que deuses malignos como Hades o dominem para trazer sofrimento. Por isso, somos mais fortes que vocês. Agora eu posso ter o orgulho de dizer que também sou um dos doze mais fortes cavaleiros do exército da deusa da sabedoria e que irá acabar com você agora!
Após tais palavras, Máscara da morte utiliza suas últimas forças para lançar sua alma coberta pelas chamas infernais contra Oneiro. O deus lança uma enorme rajada de cosmo contra o golpe de Máscara da morte mas foi em vão, tamanha era a força da cosmo energia do cavaleiro de ouro de câncer que dispersou o golpe de Oneiros sem a menor dificuldade atingindo em cheio o deus dos sonhos. O impacto causa uma enorme explosão e ouvia-se também os gritos de agonia de Oneiros. Já sem forças, Máscara da morte cai de joelhos e com a voz rouca e ofegante diz:
— Consegui, eu finalmente consegui derrotá-los. Tive a ajuda de Athena, Afrodite e de minha tão amada Helena e por isso consegui derrotar os 3 deuses dos sonhos restantes. Athena, suas orações por mim foram tão fortes que fizeram com que a alma de Helena viesse até este lugar me lembrar o quão importante era a minha missão. Sei que cometi muitos pecados na minha vida, mas graças a mensagem de Helena eu pude saber que tenho o seu perdão. Não sei o que me espera após a minha morte, mas lhe agradeço Athena, por ter me mostrado que Helena e as crianças chegaram aos elísios e lá viverão a eterna paz. Sendo assim, não importa o que acontecerá comigo, mas que a minha eterna gratidão chegue até você.
Após tais palavras, Máscara da morte cai de bruços e morre com lagrimas em seus olhos e com um sorriso em seu rosto. De repente, Oneiros se levanta dos escombros que o golpe de Máscara da morte havia causado, mas o mesmo estava com o lado esquerdo de seu corpo totalmente destruído. Com um tom de voz de raiva, Oneiros diz:
— Rato dourado insolente, destruiu parte de meu divino corpo, mas isso já não tem importância pois sua morte foi em vão eu ainda estou vivo e irei sair daqui atrás dos demais cavaleiros de Athena.
Mas antes que pudesse ir a qualquer lugar, Hypnos o deus do sono e seu pai aparece na sua frente. Oneiros fica impressionado mas logo diz a seu pai que não havia necessidade de se preocupar pois os dois cavaleiros de ouro haviam sido mortos. Após ouvir Oneiros, Hypnos diz:
— É verdade, derrotaram os dois cavaleiros de ouro que estavam confrontando, mas foram totalmente humilhados por eles antes disso. Seus outros três irmãos acabaram morrendo e olhe para você, está literalmente despedaçado. Já não serve mais para nada. – Dizia ao mesmo tempo, em que colocava sua mão à frente do rosto de Oneiros explodindo-o com seu cosmo.
Em um tom de raiva Hypnos diz a si mesmo:
— Não deveriam ter subestimado os cavaleiros de ouro. Vejo que esta guerra santa será tão complicada quanto a anterior, devo informar ao meu imperador.
Após isso, Hypnos some.
Nos arredores da sétima prisão, Athena e Shaka puderam sentir o cosmo de Máscara da morte se extinguindo e logo Athena diz em um tom de tristeza:
— Eu já sabia que isso iria acontecer, mas não deixa de ser extremamente triste. outra vida se vai em meu nome, mas posso garantir-lhes meus cavaleiros, que Hades não sairá vitorioso esta guerra.
Continua no próximo capítulo:
“Coração de leão”
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