Saint seiya - A batalha do submundo
10 Capítulo 10
“A exclamação de Athena”
Nas proximidades da casa de virgem, o jardim das arvores salas gêmeas havia sido quase todo destruído pelo golpe exclamação de Athena lançado por Saga, Camus e Shura. Exceto as duas grandes arvores que se encontravam no centro do local.
Na sala de Athena, Saori, ainda com lagrimas em seus olhos, se recolhia aos seus aposentos pensando na morte de Shaka.
Na casa de escorpião, Milo se enchia de raiva e perguntava a si mesmo o quão longe poderia ir a falta de honra daqueles três renegados.
Na casa de virgem, Aiolia, Mu e os quatro cavaleiros de bronze, choravam a morte de Shaka. Com uma voz de rancor Aiolia diz:
— Shaka, sua morte não será em vão.
No jardim das arvoes salas gêmeas, os três renegados se recuperavam lentamente após utilizar tanto cosmo para tamanha técnica. Camus se comunicava com seus companheiros através de seu cosmo dizendo-lhes que, de seus cinco sentidos só lhe restava a audição. Shura diz que a ele, só restava a fala e saga diz que o que lhe restava era a visão. O renegado de gêmeos diz que aquilo não seria de todo ruim, pois enquanto estivessem juntos, seriam capazes de ver, ouvir e falar. De repente, Camus nota uma presença a mais no jardim onde estavam e pergunta a Saga quem era que ainda estava lá. Ao olhar em volta, o antigo cavaleiro de gêmeos tem uma surpresa, era Shaka e ele estava completamente intacto. Com um tom de voz de surpresa, Shura diz:
— A exclamação de Athena, que é equivalente ao big bang, deveria ter acabado com tudo por completo, eu não consigo acreditar.
Saga e Camus também se questionavam sobre que teria acontecido de errado, mas antes que pudessem fazer mais divagações, Shaka, que estava sentado na posição de flor de lótus, se levanta e começa a caminhar, causando ainda mais espanto nos três renegados. Shaka caminhava lentamente em direção as duas arvores que se encontravam naquele jardim e dizia com um voz de satisfação e felicidade, junto a um sorriso em seu rosto:
— As flores brotam e morrem, as estrelas brilham, porém, um dia se apagaram, tudo morre, a terra, o sol, a via láctea e até mesmo todo esse universo não é exceção. Comparado a isso, a vida do homem é tão breve e fugidia quanto o piscar de um olho. Nesse curto instante, os homens nascem, riem, choram, lutam, festejam, lamentam, odeiam pessoas e amam outras, pois tudo é transitório. Em seguida, todos caem no descanso eterno chamado morte.
Ao dizer isso, Shaka pega quatro, de tantas pétalas de flores que caiam sem parar naquela lugar, molha o seu dedo indicador com um pouco de sangue que saia de um de seus ferimentos e começa a escrever algo nas pétalas. Saga e os outros dois começam se perguntar o que o cavaleiro de virgem estava escrevendo naquelas pétalas e Camus cogita ser o testamento de Shaka. Shura diz que se ele já havia terminado ele iria executa-lo naquele instante e completa dizendo que seria o seu último ato de misericórdia para com Shaka. O cavaleiro de virgem, ao terminar de escrever nas pétalas, lança-as ao ar dizendo em um tom leve de voz:
— Voem com o vento, até Athena.
Shura se posicionava atrás de Shaka e se preparava para decepar sua cabeça dizendo que se ele já tivesse terminado com o que estava fazendo, ele iria mata-lo agora. Porém, o ex-cavaleiro de Gêmeos diz aos seus companheiros que aquilo era um engano e completa dizendo com os olhos cheios de lagrimas:
— Shaka já está morto.
Camus fica sem entender a situação e Saga explica dizendo que a alma de Shaka apenas voltara a aquele lugar para escrever o que eles acreditavam ser o seu testamento. A imagem de Shaka, que os três renegados estavam vendo, começa a se desintegrar deixando para trás apenas o rosário sagrado e a armadura de ouro de virgem. Shura entra em prantos e esbraveja se perguntando até quando aquilo ia ter que durar. Saga apanha o rosário de Shaka e com lagrimas em seus olhos diz:
— Shaka, por favor nos perdoe, talvez o seu sacrifico tivesse que acontecer em prol de algo maior, mas não se preocupe, nos contaremos a nossa verdade apenas para você, aqui e agora. A nossa verdade é que nós deveríamos...
Antes que Saga pudesse continuar, Camus o interrompe e diz para não falar mais nada. O antigo cavaleiro de gêmeos fica sem entender no momento mas ao olhar para cima percebe que havia uma fada infernal rondando eles três. Saga se enche de raiva e esbraveja um grito de ódio.
No castelo de Hades, Pandora observava por um grande espelho, cada passo que os três renegados dourados davam pelo santuário e dizia em um tom de voz sarcástico:
— Mas que pena, eu estava curiosa para saber o que aquele rato dourado iria dizer, talvez iria revelar que nunca esteve do nosso lado, mas se esse fosse o caso de nada iria adiantar pois só lhes restam mais quatro horas de vida apenas.
Na casa de virgem, Mu, Aiolia e os cavaleiros de bronze estavam frente a frente com os três renegados que acabavam de sair do jardim das arvores salas gêmeas, o local estava em silencio até que Saga começa a andar em direção aos ali presentes. Mu, Aiolia e Seiya ficam a postos pensando que o renegado de gêmeos iria atacar, mas são repreendidos por Mu que os pede para esperar. Saga entrega o rosário sagrado a Mu e diz para cuidar bem daquele objeto em memória de Shaka. Mu, no momento em que toca no rosário, sente uma cosmo energia entranha, algo que nunca havia sentido antes. Aiolia já não quis mais se conter e pediu para que Mu se afastasse pois iria acabar com a vida daqueles três, ao mesmo tempo em que desferia rajadas de cosmo poderosas contra Saga e os outros dois, arremessando-os contra as paredes da casa de virgem. Em um tom de voz de raiva, Aiolia diz:
— Vamos levantem-se e me ataquem da mesma maneira covarde que fizeram com Shaka. Desta eu vez eu serei o seu adversário. Quero que me ataquem com a exclamação de Athena, ou será que já perderam todas as suas forças seus miseráveis.
Os três renegados falavam entre si através de seus cosmos dizendo que no estado em que eles estavam, mesmo que fossem os três ao mesmo tempo, não poderiam derrotar Aiolia que estava coberto de ódio por eles. Aiolia esbravejava, dizendo que já que eles não queriam lutar, ele iria tirar suas vidas assim mesmo e dizia em tom de raiva na voz:
— Voltem para o outro mundo e peçam perdão a Shaka. – Ao mesmo tempo em que se preparava para lançar sua técnica relâmpago de plasma.
Antes que Aiolia pudesse lançar sua técnica contra os três renegados, Mu rapidamente segura o seu punho dizendo para não o fazer. O cavaleiro de leão questiona o de áries se por acaso ele já havia perdoado a atrocidade que aqueles três traidores haviam cometido e é respondido pelo mesmo que diz:
— Aiolia, por acaso já não vê que eles já estão praticamente mortos? Eles foram atingidos por uma das técnicas mais poderosas de Shaka, o tesouro do céu, em cada um deles, só lhes resta apenas um dos cinco sentidos vitais e com muito esforço estão se mantendo de pé.
Aiolia diz a Mu que não iria mais se importar com as palavras do cavaleiro de áries e diz que se ele não iria fazer nada contra os responsáveis pela morte de Shaka, ele não seria mais um cavaleiro, sequer seria um homem. Mu pergunta ao cavaleio de leão se ele não queria reconsiderar e em um impulso de raiva Aiolia diz:
— Já chega de conversa, é hora de acertar as contas com vocês três. – Dizia ao mesmo tempo em que elevava seu cosmo e lançava seu golpe relâmpago de plasma novamente.
Feixes de luz tomam a casa de virgem, mas quando toda aquela claridade se ameniza, Aiolia e todas ali presentes puderam notar que o golpe do cavaleiro de leão fora interceptado pelas mãos de Saga que utiliza seu cosmo e diz:
— Aiolia, se a nossa missão não fosse tão importante, eu e tenho certeza que Camus e Shura também, deixaríamos que você tirasse as nossas vidas sem problema algum, porém, não podemos mais perder tempo, só nos resta apenas mais quatro horas de vida, precisamos chegar a Athena o mais rápido possível.
De repente, chega Milo de escorpião na casa de virgem e diz que se o que eles queriam era a vida de Athena, ele não deixaria ninguém passar dali e diz aos três renegados para se prepararem para morrer.
No altar de Athena, onde se encontra a grande estatua da deusa e que fica atrás da sala do grande mestre. Estava Saori, que fixamente olhava as estrelas tentando entender qual o rumo que aquela nova guerra santa tomaria. De repente, ela nota que várias pétalas de flor de cerejeira estavam caindo no lugar onde ela estava e logo percebe que eram as pétalas das arvores salas gêmeas. Com um tom de voz de tristeza, Saori diz:
— Essas pétalas são do jardim que fica próxima à casa de virgem... Shaka, o que você quer me transmitir mesmo depois da sua morte?
Na casa de virgem, Milo se preparava para atacar o grupo de renegados mas antes é questionado por Mu que o perguntava se ele por acaso havia deixado a casa de escorpião sem permissão. O cavaleiro de escorpião diz que não havia tempo para explicações e completa afirmando que com a raiva que estava sentindo daqueles três covardes, ele não iria mais se segurar. Ao dizer tais palavras, Milo lança seu golpe agulhas escarlates contra Saga, Camus e Shura que sequer tiveram tempo de desviar, pois tamanha era a velocidade dos golpes que traspassavam seus corpos. O cavaleiro de escorpião dirige a palavra aos renegados e diz que não ficaria parado depois de saber que eles haviam matado Shaka, ainda por cima de uma maneira tão covarde. Milo ainda diz que eles iriam pagar com suas próprias vidas, ao mesmo tempo em que se preparava para lançar mais de suas agulhas escarlates. O cavaleiro de escorpião dizia ao grupo de Saga que o golpe que os acabava de atingir, geralmente permitia que os inimigos escolhessem entre se render ou morrer, porém, dizia o cavaleiro de escorpião, que eles não teriam esse privilegio, pois a morte seria a única alternativa que ele daria a inimigos tão repugnantes como eles, ao mesmo tempo em que se preparava para lançar o último ponto da constelação de escorpião e ataque final da mesma, antares. Antes que Milo disparasse a antares, ele se vê rodeado por vários planetas se estilhaçando, era Saga, que lançava seu golpe explosão galáctica contra o cavaleiro de ouro de escorpião, que é atingido em cheio e é arremessado contra o teto da casa de virgem. Milo, após ser atingido pelo golpe de Saga e sem conseguir se reerguer, diz que não estava acreditando que o renegado de gêmeos ainda pudesse ter tanto cosmo guardado, mesmo após ter perdido quatro de seus cinco sentidos vitais, depois de ter sido atingido pelo golpe relâmpago de plasma de Aiolia e de ter recebido quatorze de quinze agulhas escarlates lançadas por ele. Saga, se comunicando com todos que estavam presentes naquele lugar através de seu cosmo diz:
— Eu já disse que não vamos desistir até chegar a Athena, não importa o que nos aconteça ou quem entre no nosso caminho, nada vai nos impedir.
Ao ouvir Saga, Seiya o questiona o porquê de tamanha obsessão por Athena. Aiolia diz que não consegue acreditar que consigam reunir forças por um proposito tão banal e Mu questiona em voz alta o porquê de continuarem lutando. Em um tom de voz convicto, Saga diz:
— É tudo por Athena.
De repente, Mu, Aiolia e Milo ficam surpresos ao ver a posicionamento em que os renegados estavam se colocando, estavam se posicionando para disparar uma vez mais o golpe exclamação de Athena.
No altar de Athena, estava Saori, que lamentava o motivo de Shaka ter morrido, mas depois de pensar muito sobre qual seria o motivo de uma morte tão súbita para um cavaleiro tão forte quanto ele, a Athena enxuga suas lagrimas e direciona seu olhar aos céus. Com um leve sorriso no rosto, fala para si mesma:
— Eu já entendi, Shaka... mesmo que eu não tenha comentado nada com ninguém, você conseguiu entender o meu real desejo com relação ao que está acontecendo, a guerra santa... Shaka, você entendeu tudo o que está se passando no santuário e conseguiu compreender o real motivo de tais acontecimentos.
Após tais divagações, a Athena muda a expressa tranquila em seu rosto por uma de aflição e continua murmurando seus pensamentos em voz alta dizendo:
— Mas eu não consigo entender por que você teve que morrer Shaka, se realmente entendeu o meu desejo quanto a estes acontecimentos relacionados a esta guerra santa, deveria saber que eu queria você ao meu lado... então por que? ... por que teve que morrer?
De repente, quatro pétalas de flor de cerejeiras, das quais estavam caindo no altar de Athena, posam sobre as mãos de Saori e a mesma nota que algo estava escrito nelas, era uma mensagem, deixada de Shaka para Athena, escrita com seu próprio sangue. Saori, ao pegar as pétalas, começar a ler e diz algo que soou como, Arayashiki. A Athena, ao ler a mensagem de Shaka, cai ao chão em prantos dizendo que finalmente havia entendido o real motivo da morte do cavaleiro de ouro de virgem e completa dizendo que já sabia o que ela teria que fazer a partir daquele momento. Saori levanta e começa a transmitir uma mensagem de cosmo para Shion, o antigo cavaleiro de áries.
Em baixo de destroços próximos a casa de áries, Shion se ergue e começa a receber a mensagem de Athena através de seu cosmo, em sua mensagem, Saori diz em um tom de ordem:
— Shion, preciso que você venha imediatamente ao meu encontro e peço-lhe também que traga todos os meus cavaleiros que encontrar no caminho até aqui. O momento chegou, é a hora de revelar o que realmente é esta guerra e de dizer-lhes o proposito desta nossa última batalha contra o mal.
Na casa de virgem, Saga, já posicionado para realizar novamente o golpe exclamação de Athena, diz em um tom de voz de hiperatividade:
— Já desobedecemos a vontade de Athena uma vez, não a razão para hesitar em usar a exclamação de Athena novamente para alcançar o nosso objetivo... será o fim de todos, morrerão do mesmo modo que Shaka.
Ao perceberem que os renegados estavam falando sério sobre utilizarem novamente a exclamação de Athena, Shiryu e Hyoga começam a avançar na direção deles. o cavaleiro de dragão pedindo para que Shura não fizesse aquilo, para que não errasse mais uma vez em proteger Athena como foi da última vez na batalha em que eles travaram na casa de capricórnio e o cavaleiro de cisne pedia para que, seu mestre, Camus não sujasse mais ainda sua honra como cavaleiro de ouro. Porém, antes que pudessem continuar, Aiolia os interrompe ordenando-lhes que não interferissem em lutas travadas entre cavaleiros e ouro e logo depois direciona a palavra a Saga dizendo-lhe:
— Saga, não está se esquecendo de nada?
E Milo completa dizendo:
— Também somos três cavaleiros de ouro do lado de cá.
Logo seguido de Mu, que diz em um tom de ordem:
— Não temos outra alternativa, cavaleiros de ouro, tomem suas posições.
Seiya os questiona sobre o que eles estão pensando em fazer e logo percebe que os três cavaleiros dourados estavam tomando posições iguais às que Saga e os outros estavam. Hyoga diz que eles pretendiam fazer também uma exclamação de Athena. Shun pede para que ambos os lados parassem com aquilo e Shiryu diz que se as duas exclamações se chocarem seria o fim. Mu completa a afirmação de Shiryu dizendo:
— Esta técnica, é tão poderosa quanto o big bang, jamais foi visto poder maior, quando as duas se colidirem, seu poder não só duplicara ou triplicara, ele se estendera infinitamente. Quando isso acontecer, a casa de virgem, as doze casas do zodíaco e também o santuário inteiro ira ser destruído.
Após ouvir as afirmações do cavaleiro de áries, Hyoga os questiona em voz em alta, quase em gritos, dizendo:
— Então por que? ... pra que fazer isso? ... Saga, Mu... vão fazer isso apenas para se matarem entre si?
Shiryu e Shun começam a questiona-los também perguntando se aquele realmente seria caminho para acabar com toda aquela situação e Saga diz a si mesmo em pensamento:
— Se acabarmos com tudo, aqui e agora, não será mais necessário lutar para chegarmos até Athena... não, o que eu estou pensando? Não podemos morrer agora, vamos vencer mais essa luta... tudo por Athena.
Mu pede aos quatro cavaleiros de bronze que se desculpassem com Athena por eles terem que estar desobedecendo uma de suas ordens mais restritas e pede também para que eles se retirassem daquele lugar. Milo diz que aquela ação também seria em nome da vingança de Shaka e direciona a palavra aos três renegados dizendo em um tom de raiva:
— Nós vamos destruir vocês.
E Saga diz para que eles não perdessem mais tempo. Shura diz que todos já haviam falado de mais e Camus manda Aiolia e os outros oponentes se prepararem. Milo diz que os renegados estavam acabados e ao final dessa frase, ambas as partes começam a elevar seu cosmo ao infinito e em um grito de desespero, Seiya pede para que eles parassem com o que estavam prestes a fazer.
De repente, o santuário fica novamente em extremo silencio, uma leve chuva começava a cair e a única coisa que se podia ouvir eram as vozes dos seis cavaleiros de ouro que esbravejavam dizendo em total sincronia:
— EXCLAMAÇÃO DE ATHENA!
Continua no próximo capítulo:
“A verdade revelada”
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