Saint Seiya:Poseidon -A Guerra nos Reinos Marinhos
30 Diante de um Deus: Seiya Confronta Poseidon!
Notas iniciais

Pouco depois de conversar com Kanon no caminho para a sala do trono, Sorento chega diante do seu pilar do Atlântico Sul. Ele se surpreende com o que vê. Shaka está intacto de frente ao pilar novamente em posição de oração.
— Você não morreu? Não pode ser!
— Não morri general. Sua técnica de fato era muito poderosa, mas antes de entrar em um combate mortal contra você eu precisava verificar um cosmo que estava me perturbando. Por isso ocultei meu cosmo para conseguir deixar o local e averiguar. Esse cosmo era do outro general marina do Atlântico, o Dragão Marinho. Pude verificar que o Dragão Marinho é idêntico ao antigo cavaleiro de Ouro Saga de Gêmeos, morto em sua rebelião no Santuário de Athena. Desconfio que os dois sejam irmãos gêmeos.
Sorento arregala os olhos e olha em direção ao pilar do Atlântico Norte.
— Aquele Dragão Marinho... Descobri recentemente que se chama Kanon, mas pouco sei sobre sua origem... Realmente é algo para se averiguar, mas como você é um inimigo e está diante do meu pilar eu terei que eliminá-lo primeiro.
— Não tenho tempo para esse combate. Preciso descobrir sobre a origem dessa guerra antes de regressar ao Santuário. Com isso receba o "Tesouro do Céu."
— Han? Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh...
Sorento é atingido por uma imensa energia. Shaka abre os olhos. Sorento se sente travado. Shaka olha sério para o general.
— Agora começarei a tirar os seus sentidos. O primeiro sentido será...
— Ainda posso tocar minha flauta: "Serenata Final da Morte."
Mesmo com todo o poderoso cosmo de ataque e defesa emanado a canção de Sorento acerta diretamente o cérebro de Shaka. O Tesouro do céu começa a a ser desfeito.
— Não pode ser... Essa música parece que vai me enlouquecer... Argh...
Shaka reluta. Sorento segue tocando a flauta.
— Você é um cavaleiro poderosíssimo. Se eu não te matar acabarei morrendo aqui. Então tocarei a música final: "Clímax final da morte."
— Argh...
Uma outra canção é emitida no lugar e atrapalha a ação de Sorento.
— Mas que canção é essa que estou escutando? — Se pergunta o general.
Sorento fica surpreso e olha em direção a sala do trono do Templo de Poseidon.
— Essa é... A canção de Athena!
Shaka se aproxima de Sorento. Seus ouvidos sangram. Sorento está surpreso diante do cavaleiro de Ouro.
ATLÂNTIDA
CASTELO ATLANTIS
Anfitrite prepara o ataque fatal de seu pequeno tridente, mas a canção de Athena é escutada através do portal e a atrapalha. Ela fica atordoada. Os cavaleiros sentem forças ao escutar a bela canção da deusa da sabedoria.
— Esse cosmo... Saori! — Seiya se levanta.
— Saori, a Athena, está cantando. — Diz Shiryu também se levantando.
Anfitrite fica muito incomodada com a canção de Athena. Ela sente seu imenso cosmo.
— O cosmo de Athena é poderosíssimo. Mesmo se afogando no grande suporte principal ela consegue cantar uma bela canção e seu cosmo brilha. Eu devo logo tomar a vida dela e herdar seu imenso cosmo.
Nesse momento Marin aproveita a hesitação de Anfitrite e se atira em cima dela.
— Seiya! Shiryu. Entrem no portal que existe atrás da estátua de Poseidon e retornem ao Templo Submarino para salvar Athena!
— Marin! — Gritam Seiya e Shiryu.
Anfitrite se revolta. Ela eleva seu cosmo enquanto Marin a prende.
— Vão depressa!
— Eu estava no caminho à sala do trono de Poseidon e Shaka me pediu para vir aqui. Se você conseguiu ver o portal atrás da estátua Marin, acredito que essa estátua além de ligar os dois territórios de Poseidon também deve ter outra serventia. — Diz Seiya.
Marin prende Anfitrite com muita força. Seiya mira seu punho contra a estátua de Poseidon.
— Vou derrubar essa estátua: "Meteoro de Pégaso."
A estátua vai ao chão. O Castelo Atlantis começa a tremer. Shiryu avista o portal citado por Marin.
— Veja, o portal que Marin citou.
Nesse momento Thetis se levanta e olha para os cavaleiros.
— Tanto esse portal como o portal logo aqui atrás na região do Mar Egeu levam a Fortaleza Submarina. Apenas Poseidon e Anfitrite podem usá-los. E esse atrás da estátua de Poseidon é de onde se alimenta a ligação do Templo Submarino que voltou a se erguer nesses últimos anos a Atlântida, que está voltando à superfície! Com a estátua de Poseidon destruída, essa ligação fica muito comprometida.
— Traidora! — Grita Anfitrite.
Marin começa a sangrar ainda mais. Seiya e Shiryu avançam.
— Agora sim tiramos a sustentação de Atlântida. Vamos ao Templo de Poseidon salvar Saori! — Diz Seiya.
— Isso. Vamos! — Responde Shiryu.
Os dois se aproximam do portal no meio das ruínas da estátua do deus dos mares. Anfitrite lança Marin longe e usa seu tridente contra os cavaleiros. Shiryu coloca seu escudo já partido na frente e Seiya atravessa sozinho.
— Shiryu! — Grita Seiya.
— Salve Saori Seiya... Aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
Seiya atravessa o portal. Shiryu cai no chão sangrando. Thetis está frente a frente com Anfitrite que lhe aponta seu pequeno tridente.
FORTALEZA SUBMARINA
No pilar do Atlântico Sul Sorento e Shaka estão travados escutando a bela canção de Athena.
— Essa canção de Athena mais parece uma prece... Ela está tocando o meu coração. Será o cosmo dela me alcançando em forma de melodia? — Se pergunta Sorento. — Mas que medo é esse? É o mesmo que senti quando fui buscá-la na superfície terrestre. Ele não é agressivo, mas provoca um grande temor sob o semblante tranquilo da deusa Athena.
— Sim esse é o grandioso cosmo de Athena. Sem dúvidas você o sentiu quando esteve na Terra e confrontou Aioria. — Responde Shaka.
Sorento está travado. Seiya nesse momento cai próximo ao pilares do Atlântico. Ele avista Shaka e Sorento um pouco de longe.
— O cosmo de Athena os alcançou. Shaka agora está aqui. Preciso ir até onde está Poseidon e salvar Saori!
Seiya atravessa a região e já está no caminho da sala do trono de Poseidon.
No outro pilar do Atlântico, o do Atlântico Norte, Kanon sente que o Templo de Poseidon foi invadido.
— Senti que alguém entrou no Templo de Poseidon. Porém tinha sentido um cosmo muito forte também aqui no Atlântico Norte. Fiz bem em regressar. Com certeza algum cavaleiro já está aqui nas redondezas, eles são muito insistentes.
A canção de Athena deixa Kanon perturbado.
— Que sensação estranha. Mas o que é isso? Será que esse cosmo é de Athena? Não pode ser possível!
Kanon está muito cismado. Ninguém se apresenta diante dele para confrontá-lo.
Nesse momento Seiya corre e adentra a sala do trono. Ele logo avista o trono de Poseidon ao fundo.
— Eu enfim cheguei. Esse deve ser... Poseidon!
Poseidon está de sentando em seu trono. Seiya se aproxima e o encara.
— Então você é... Poseidon!
O deus dos mares não pronuncia uma palavra. A parede atrás do trono sobe e Seiya avista o grande suporte principal.
— Então esse é o principal pilar da Fortaleza Submarina... A Saori está lá.
— Não se mova. O interior desse pilar já foi completamente inundado. Athena cantou agora a pouco, sem dúvidas foi seu último suspiro. Ela está morta. Agora se retire. Você não tem mais o que buscar aqui. — Avisa Poseidon.
— Tenho certeza que a Saori sobreviveu. Ela que sobreviveu com uma flecha do mal por doze horas no peito não iria morrer em um lugar desses. E eu estou aqui para salvá-la! — Grita Seiya.
Poseidon não se move enquanto Seiya grita. O deus dos mares mostra total tranquilidade.
— Não adianta se alterar cavaleiro, você nem pode me tocar!
— Eu vou passar por você a força para poder resgatá-la. Receba o "Meteoro de Pégaso."
Poseidon pisca os olhos. Os meteoros voltam contra Seiya, que é lançado contra o teto e cai com violência no chão.
— Argh... Meus meteoros voltaram contra mim. Como pode?
— Eu sou um deus, humano insolente. Se você tentar agredir um deus, o golpe se voltará contra você! — Explica Poseidon.
Seiya se levanta e volta a elevar seu cosmo. Sua armadura volta a ter um brilho dourado.
— Eu vou continuar lutando sempre, tenho minha armadura para me proteger restaurada com o sangue dos cavaleiros de Ouro. Esse golpe também será pelos cavaleiros de Ouro que nos confiaram essa missão.
— Muito bem. Se a armadura é o que te motiva, eu vou te tirar essa motivação. — Poseidon pisca novamente os olhos.
A armadura de Pégaso é totalmente destruída com o ataque de Poseidon. Seiya fica transtornado.
— Mesmo com o brilho dourado minha armadura que nem havia sido danificada foi totalmente destruida... Argh... Irei morrer nesse lugar?
Seiya vai ao chão sem armadura. Poseidon o olha sem esboçar reação.
SANTUÁRIO — GRÉCIA
Milo está angustiado vendo o aumento das chuvas. Ele resolve agir.
— Eu já me sinto melhor, preciso ir até a Fortaleza Submarina!
— Milo você sabe que o Mestre Ancião nos proibiu de sair daqui. Agora já sabemos que está tudo bem com Shaka. Ele foi o único autorizado a ir até lá e pelo menos até ele voltar, e eu creio que ele irá voltar, não podemos agir por impulso. O Mestre Ancião é sábio, se ele quer nos manter aqui, existe um motivo muito forte. — Responde Mu.
Aioria respira fundo. Aldebaran coça a cabeça. Milo fica pensativo. Mu fecha os olhos e ouve o barulho da chuva.
No Coliseu do Santuário os cavaleiros de Bronze Jabu, June, Geki, Nachi, Ichi e Ban seguem elevando suas energias para impedir o transbordamento dos oceanos. Eles tentam também mandar energia positiva para os cavaleiros de Bronze presentes nos territórios de Poseidon.
ATLÂNTIDA
CASTELO ATLANTIS
Anfitrite mira seu pequeno tridente em direção a Thetis.
— Sua traidora. Pelo visto seu lado humano falou mais alto do que seu lado como criatura marinha. Receberá a punição mais pesada dos deuses dos mares agora.
— Senhora Anfitrite, por favor, me escute. Eu jamais iria trair Poseidon! — Responde Thetis.
— Cale-se, suas atitudes mostram tudo. Agora tomarei sua vida.
Anfitrite ataca a Sereia. Marin salta e ajuda Thetis a desviar. A general atlante está surpresa com a atitude da amazona. Marin pisa no chão e mira seu punho contra a esposa de Poseidon.
— "Lampejos da Águia."
Anfitrite se defende com seu pequeno tridente e devolve o golpe contra Marin. Thetis salta e as duas são atingidas.
— Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
Marin está caída. Thetis se levantou e estendeu a mão para a amazona.
— Acho que nesse momento nós duas queremos interromper essa guerra.
Marin balança a cabeça positivamente. Ela aceita a ajuda de Thetis. Quando as duas estão de pé, avistam Shiryu de frente a Anfitrite.
— Anfitrite, Atlântida não pode continuar na superfície para auxiliar no dilúvio.
— Cavaleiro você é muito atrevido. Como ousa se dirigir a mim como se eu te desse permissão? Agora morra... O que?
Shiryu se lança contra a deusa dos mares, que ergue seu pequeno tridente. Shiryu também eleva seu braço direito.
— Se eleve cosmo: "Excalibur."
O braço de Shiryu confronta o pequeno tridente de Anfitrite. A esposa de Poseidon se surpreende ao ver que Shiryu possui uma verdadeira arma em seu braço. Shiryu consegue derrubar o tridente no chão. Marin e Thetis olham com surpresa.
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