Saint Seiya Ômega: Unnoticed Saints

1 Perseguição inimiga! Surge o Cavaleiro de Urso!


Notas iniciais
Todos costumam notar apenas os feitos de Kouga e companheiros, porem existem outros Cavaleiros, também dispostos a lutar por Atena, um deles é Atla, um jovem Cavaleiro de Aço, que luta em nome de seu Pai.

Sempre que as forças do mal tentavam apoderar-se do mundo, os Cavaleiros da Esperança surgem para protegê-lo, guerreiros dos quatro cantos do mundo que vestiam as armaduras de suas constelações protetoras, assim como diziam as lendas, eles eram capazes de romper o Céu com as mãos, e abrir a Terra apenas com os pés, este guerreiros, protegem o amor e a paz da Terra, eles são os Cavaleiros de Atena.
Alguns dias antes de Marte capturar a mulher Saori Kido, a Palaestra estava alistando os Cavaleiros de Aço, guerreiros que portam armaduras mecânicas, que demonstravam um cosmo elevado, para ajudar a combater o Deus da Guerra, Marte, mas alguns rejeitavam, pois não queriam ajudar como “servos” dos Cavaleiros de Bronze, um deles era Atla, um jovem Cavaleiro de Aço, que por motivos próprios não compreendia o que faltava para se tornar um verdadeiro Cavaleiro.

–Hmpt, Armadura de Aço, nem mesmo preciso desta lata-velha para lutar.
Dizia Atla, retirando o seu elmo mecânico e se afastando dos demais cavaleiros, o mesmo podia-se notar que tinha uma boa musculatura, cabelos marrons escuros, olhos castanhos, e pele clara.

–Espere recruta, volte a formação!

Assim diziam os mentores Ban e Nachi, tentando chamar a atenção do jovem, até um grande homem de cabelos lilases surgir à frente de Atla, e apertar a cabeça do mesmo com sua mão direita, lhe dando um sermão, o homem tratava-se de Geki, o ex-cavaleiro de Urso

–Quem pensa que é para desprezar seus superiores? Acha que pode andar por ai quando bem lhe vier à cabeça? Desse jeito acabará sendo expulso, e nem mesmo terá chance aqui na Palaestra.

Atla responde, empurrando a mão de Geki da sua cabeça com uma de suas mãos.

–Como assim não terei chance? Sou tão forte quanto qualquer Cavaleiro de Bronze! Eu não deveria estar junto desses patéticos de Aço e sim com eles, os verdadeiros Cavaleiros!
Respondia Atla, apontando com a mão vaga para os Cavaleiros de Bronzes a treinar.

–Ora! Do jeito que age, nunca entenderia a verdadeira essência da força de um Cavaleiro! Enquanto lutar por motivos egoístas, uma constelação nunca será concebida a você!

Enquanto Geki dizia tais palavras, o bracelete mecânico da Armadura de Aço azul-astronauta que Atla portava, rachava-se aos poucos até o ponto de quebrar, devido a pressão a qual Geki usava enquanto segurava a mão do jovem.

–Grr, Não preciso deste lugar para me tornar forte!
Braveja Atla, recuando-se de Geki, e em seguida corre em direção aos portões da Palaestra, e passa por ele com apenas um salto.

–Espere! — Geki tenta chama-lo, como ultimo ato.

Anoitece.
Desde tal acontecimento, Atla passava a viajar, com apenas a Armadura de Aço ,guardada em um saco de pano remendado, em meio de uma violenta chuva, e o caminho pelo qual trilhava ia piorando cada vez mais, sendo que ninguém estava por perto, mas mesmo assim, Atla tinha a sensação, de estar sendo seguido.

–Que estranho.... – Pausava a fala enquanto olhava em volta
...Não deve ser nada.

Dias se passam, e Atla encontrava-se distante da Palaestra, treinando em um lugar repleto de montanhas, pelas quais frias e densas nevoas se passavam.

–Ah...ah....ah....ah, s..serei, m..mais, forte!
Atla dizia para si mesmo de maneira ofegante, enquanto subia e descia montanhas, com um grande pedregulho, carregado às costas.

–Hum?... — Atla deixa o pedregulho ao chão, por novamente sentir-se vigiado
QUEM ESTÁ AI? APAREÇA!

Grita Atla, tentando chamar a atenção do suposto alguém que achava vigia-lo, e quando podia se dar conta, um grande exército de soldados que trajavam armaduras de coloração negra e vermelha, marchavam em direção à palaestra, e alguns dos soldados que ouviram o grito do jovem, resolveram averiguar a montanha, deparando-se com o rapaz sentado a uma pedra.

–Vocês são Marcianos, certo? O que querem aqui? – Dizia Atla em um tom nítido e serio.

–Hum?... – Os marcianos estranhavam a tranquilidade do jovem.
...O que faz aqui, pirralho?! Vamos extermina-lo! Ataquem! — Bravejavam os soldados com suas armas, avançando rapidamente em Atla, no intuito de ataca-lo.

–Podem vir! –Braveja Atla, saltando da pedra, e avançando com uma forte investida de contra os soldados marcianos, fazendo grande parte dos presentes serem empurrados para traz.

–O que esta havendo?! – Perguntavam-se os outros marcianos ainda a marchar, ao notar o alvoroço, e resolvem averiguar, até notarem um a jovem a lutar contra outros marcianos da tropa.

–Vai pagar por isso, garoto! – Os marcianos recém-chegados começam a jogar lanças, gládios e maças, no intuito de acertar o jovem.

–Isso, são tudo que tem? – Debocha Atla rasgando a sacola de pano, e instantaneamente a Armadura de Aço de coloração azul-astronauta com detalhes vermelhos, guardado lá, se monta ao corpo do mesmo, fazendo assim as armas arremessadas pelos marcianos, surtirem efeito algum sobre o Cavaleiro.

–Você é um Cavaleiro de Aço?! Tolo! Não terá a mínima chance contra nós marcianos! – Os marcianos avançam de contra Atla de todos os lados.

–Acham que vou perder para lixos como vocês? – Atla usa um de seus braços para aparar alguns dos marcianos, e joga os mesmos contra outros.

Assim o Cavaleiro de Aço passava a lutar solitariamente contra um grande numero de marcianos, e mesmo sem saber queimar seu cosmo, conseguia abate-los apenas com seus punhos, devido sua experiência em lutas corporais, porem, mesmo Atla conseguindo manter a batalha, os marcianos não paravam de se aglomerar em volta persistir em atacar, a Armadura de Aço trajada, começava a rachar aos poucos, devido o grande numero de golpes defendidos por ela, os marcianos presentes a lutar, encontravam-se detidos ao chão por Atla, e o mesmo estava ofegante e cansado com alguns ferimentos ao corpo, mas nada grave.

– Hmpt –Atla limpa o suor de sua testa, encostando-se a montanha.
Vocês deram trabalho...

Uma forte brisa passa pro Atla, sufiente para incomoda-lo e fazer fechar seus olhos, até o som de um suave, porem nítido bater de palmas, era gerado por ali, causando a curiosidade do jovem.

–EU JÁ ESTOU DE SACO CHEIO! POR QUE NÂO APARECE DE UMA VEZ?! – Grita Atla, enfurecido.

Atla, em um estado, furioso, berrava a procura da pessoa, que tanto o incomodava, ficando totalmente distraído, e devido a isso, o mesmo é surpreendido por uma forte apunhalada às costas, de força suficiente para joga-lo ao chão, executado por um dos marcianos, dos reforços recém-chegados, que passam a circular em volta do Cavaleiro caído.

–Vamos acabar com este idiota de uma vez! Ataquem! — Os marcianos em volta, aglomeravam em ambas as mãos uma grande concentração de cosmo das trevas, e todos atiram ao mesmo tempo, a direção do jovem ainda caído.

–AAAGH! – Geme Atla ao receber o golpe que persistia a atacar, fazendo o mesmo, levitar do chão, enquanto as rajadas de cosmo das trevas prendiam seu corpo.

–Continuem! Ele logo cederá a morte!

O ataque dos marcianos persistia, contra Atla, a ponto de quebrar partes da Armadura de Aço, levando o mesmo, praticamente a inconsciência, porém, repentinamente uma voz amedrontadora, ecoava por todo local.

– Que pena, achei que o seu desejo de vingança, fosse forte o suficiente para exterminar simples marcianos, ku ku ku. – A mesma voz debochava provavelmente do ocorrido com Atla entre os marcianos.

–Mas quem... – Atla ao ouvir a voz, conscientiza-se significativamente e sussurra mesmo, ainda continuar a receber tamanho ataque.

Apos a tentativa de falar, Atla voltava a inconsciência, mas ao realizar reles piscadelas de olhos antes de perder os sentidos, ele pouco viu o céu devido a nevoa que por ali se passava, e por um instante o céu passou de azul claro para um vermelho violento, e em instantes , Atla cai ao chão sem nem mesmo saber o motivo.

–...O que houve com os... – Enquanto levantava, Atla olhava para os lados e surpreende-se ao notar o que todos os marcianos que estavam a atacar no momento, encontravam-se detidos ao chão, e assim Atla tenta se afastar dos mesmos, pouco ofegante.

–Impressionado? Ku ku — A voz novamente ecoava pelo lugar.

–Você fez isso?! Apareça! –Braveja Atla, sem saber aonde procurar.

Novamente, em meio tempo de um piscar de olhos, Atla nota a mudança de cor do Céu, de azul para vermelho em um instante, estranhamente, penas negras caiam sobre o jovem.

–Estou aqui — A mesma voz é ouvida por Atla, e quando se da conta, nota a presença de um homem trajando uma armadura negra, sentado a uma pedra a beira da montanha.

Então, revela-se a pessoa que tanto incomodava Atla, um homem de cabelos da mesma cor do sangue, e que possuía uma armadura cristalizada a rubis negros, que encobria o corpo quase completamente, e devido à cristalização, havia diversas partes pontiagudas, porem o que a destacava eram as grandes asas negras solidas, em que se podia notar o fluir de um cosmo das trevas perante as pontas.

–Quem é você?! –Pergunta Atla, apontando o dedo indicador ao opositor.

–Ku ku, olha só a que ponto eu cheguei, antes eu me apresentava apenas para pessoas fortes, e agora tenho que abrir exceções a pessoas como você.

–Grr.. – Atla cerra os dentes, enfurecido.

–Ora, ora, acalme-se, sou apenas alguém que deseja ajuda-lo, eu sou... – O homem sentado pausa a fala por um instante, fechando os olhos.
...Heilel, Anjo Rivalita das Trevas. – O mesmo diz seu nome, enquanto abre os olhos, e no mesmo instante, o Céu novamente mudou de azul para vermelho.

–Heilel...

– Sim, sim, e como pode ver, você com muito esforço conseguir lutar com alguns dos marcianos, e quanto a mim, pude derrota-los com um simples piscar de olhos.

–O que quer dizer com isso?!

–Ku ku, eu apenas quero dizer que se você deseja mais poder, para realizar sua vingança, você esta indo pelo caminho errado.

–Vingança, como ele sabe... –Pensa Atla.
–Ainda não entendi.

–Aye, como é tolo, estou querendo dizer que posso ajuda-lo em seu proposito, percebi lhe observando, como é humilhante ser um Cavaleiro de Aço, e como um ato caridoso, eu lhe ofereço poder. – Heilel estende sua mão a frente, enquanto falava.

–Poder? –Diz lembrando-se do recém-feito de Heilel.

–Sim, poder, necessita disto para vingar a morte de seu Pai, não é?

–Pai... –A imagem do Pai de Atla, aparece nitidamente aos pensamentos de Atla, e enquanto olhava para baixo, uma única lagrima escorre.

–Sim eu desejo vingar a morte de meu pai. –Atla diz, cerrando fortemente seus punhos.

–O que espera então? Venha comigo, e obtenha o poder suficiente para realiza-la!

–Mas... –Atla pausa a fala.
...meu Pai nunca desejaria que eu obtivesse poder por outros meios mais fáceis, ele queria que eu fosse forte, pelo mesmo caminho em que trilhou, meu Pai era forte por continuar lutando por Atena, não importando o que acontecia!

–Tolo, está recusando os poderes que lhe ofereço? –Diz Heilel decepcionado.

–Sim, eu não necessito da ajuda de alguém como você, para ser mais forte.

–Pois então morra, por sua escolha estupida.

Os marcianos abatidos ao chão, começavam a emanar cosmos escuros intensamente, e lentamente levantam-se, mas pareciam estar sendo manipulados, e então os mesmos voltam a atacar Atla com tudo o tem, efetuando uma poderosa rajada de cosmo das trevas no mesmo, o arremessando de contra a parede, e o deixando totalmente imóvel.

–AAAAGH! –Atla berrava de dor, enquanto as trevas consumiam totalmente seu corpo.

–Eu...não...serei...fraco...- Pensa Atla, quase inconsciente.
Eu...serei...forte...como...o...meu PAI!

Atla já estava totalmente consumido pelas trevas, e quase todos os seus sentidos estavam privados, mas, ainda sentia algo, ele sentia vontade de lutar, então um forte cosmo esverdeado emanava dentre o cosmo das trevas que envolvia Atla.

–HOOOOOOOO! -O Grito de Atla podia ser ouvido por todos, e o cosmo esverdeado manifestou-se o suficiente para repelir o cosmo maligno que o prendia.

–Hum? – Estranha Heilel, ainda sentado.

–Vou continuar lutando, com tudo o que tenho! – O cosmo emanava de Atla, enquanto falava.

Atla pela primeira vez queima seu cosmo, e enquanto todos os marcianos partiam para o ataque, estrelas repentinamente brilham ao céu, a constelação de urso parecia aclamar Atla, e assim os restos da Armadura de Aço, despedaçavam-se enquanto uma armadura de cor azul-escurecido, com alguns cristais verdes encrustados, vestia-se ao corpo de Atla, aquela seria, a Armadura de bronze da constelação de Urso.

–Esse poder.....flui pelo meu corpo – Diz Atla admirando sua Armadura.

–Grr! – Os marcianos manipulados, avançam de contra Atla.

–Hoooo! – Atla golpeia alguns marcianos, com simples punhaladas, mas demonstrou força o suficiente para arremessa-los para os ares.

Os marcianos aglomeravam-se com seus corpos sobre Atla, porem, instantes depois, o cosmo de Atla volta a queimar, e ele levanta-se carregando com ambas as mãos, os marcianos que estavam amontoados sobre ele, e os arremessa fortemente para a borda de montanha em que Heilel se encontrava sentado.

–Ku ku, Idiota! Pode conseguir derrubar simples marcianos, mas continua patético!

–Eu vou queima-lo... – Diz Atla cerrando os punhos, ainda esvaindo seu cosmo.

–Hum?

–Vou queimar o meu Cosmo, e serei tão forte como meu Pai!

–O que acha que pode fazer com esse cosmo fraco?

–HOOOOOOOOOO!
Queime agora meu Cosmo! – O cosmo de Atla queimava intensamente, a ponto de desfazer a nevoa.

Enquanto o cosmo de Atla queimava a imagem de um Urso, referente à constelação podia-se ver atrás de si.

–TEIKA SORO NO BEAR!! –Tais palavras ecoam fortemente diante de todos, e assim Atla executa um poderoso golpe com um de seus pés de contra o solo da montanha, fazendo a mesma abrir uma grande fissura entre Atla, e os opositores, e assim a grande parte rachada da montanha, é desabada, levanto junto os marcianos e Heilel sobre ela.

–Tsc. – Surge Heilel a planar com o auxilio de suas asas cristalizadas.
É um desperdício lutar por alguém que já morreu.

–Eu não estou lutando apenas por meu Pai...
A partir de agora...
Lutarei por Atena!

–Patético. –Devido já ter anoitecido, Heilel, desaparece em meio da escuridão.

Amanhece.
Atla após ter derrotado os marcianos nas montanhas, caminhava de volta a Palaestra, com uma expressão seria porem confiante ao rosto, porem estava usando um acessório diferente, logo após algumas horas, chega ao lugar, primeiramente encontrando-se com o Professor Geki.

–Idiota! Devia ter ficado!– Geki insulta Atla, enquanto lhe socava a cabeça.

–Por quê? Sentiu minha falta por acaso? –Atla debochava.

–Ora seu..! – Geki prestes a segura-lo, nota o pequeno cristal verde de forma hexágona, preso a uma ombreira de couro em Atla.
–Você foi aceito por uma constelação? Esplêndido! – Geki falava com um grande sorriso ao rosto.

–Qual a sua constelação protetora?

–Urso! – Dizia Atla, perseverante.

–Pois bem, o que ainda faz aqui?! Deixe de corpo mole e vá para junto dos Cavaleiros de Bronze! –Diz Geki, sem reagir, ao saber que o garoto era protegido por sua mesma constelação.

–Sim! –Atla corre em direção aos Cavaleiros a treinar, e tudo que fica para traz é o professor Geki a refletir.

–Urso...Ha ha... –Dizia Geki para si mesmo, com uma expressão contente ao rosto, e anda em direção ao seu posto.

A Palaestra volta a seus afazeres, e tudo continuava como estava, Cavaleiros a treinar, porem, em outro lugar do mundo, próximo aos Cinco picos de Rozan, localizava-se uma Antiga Aldeia, uma garota, parecia estar prestes a viajar dali, e estranhamente uma pequena lareira recém-acesa, por um instante, emanou chamas mais do que o normal.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.