Saint Seiya: o Pólogo de Buda
1 Reencarnação
\\t\\t\\t Escutava-se um estralar, no meio de um vale, próximo a Gruta de Longmen, na Índia. O barulho vinha de um meio de transporte ultrapassado, uma carroça, com um jumento transportando duas pessoas. Primeiro avistava-se um homem, típico morador da Índia, com aquelas roupas muito estranhas. Depois, ao seu lado, um garoto que aparentava ter entre cinco e seis anos, pela sua altura. O garoto usava um manto de ceda sobre a cabeça e uma lona protegendo o seu corpo.
\\t\\t\\t Enquanto se aproximavam da Gruta de Longmen, o garoto parecia estar inquieto, tremendo as pernas constantemente. O adulto repetia varias vezes: “- Não tema mestre.”, a criança correspondia com uma risada fina e baixa.
\\t\\t\\t Quando chegaram à entrada da gruta, enxergaram uma enorme estátua de Buda. O garoto desceu da carroça de costa, virou se contra a gruta, suspirou fundo e perguntou: “-Serei eu mesmo?”, o homem com o sorriso estampado no rosto responde: “-Não tenha duvida, Shaka-sama.”. Assim partindo a rumo oposto.
\\t\\t\\t Antes de entrar na gruta, Shaka removeu o manto e a lona. Ele era um garoto de cabelo bem louro, longo e para trás, indo até a cintura. Usava um kimono branco e largo. Então começou a caminhar cautelosamente rumo ao interior da gruta. Depois de entra se posicionou no centro da caverna, onde havia uma estatua de Buda, e se sentou.
\\t\\t\\t -Buda-sama, serei eu mesmo quem irá o reencarnar? –perguntou Shaka, para a estátua.
\\t\\t\\t “Shaka, não se iluda, pois você realmente é mais do que eu esperava. Você realmente é especial.” - começou dizendo, a voz de Buda, que vinha de todos os lados. “Deixe-me te contar um coisa. Quando as pessoas passam pelo templo posso eu saber tudo sobre elas. Se elas realmente têm fé em mim, se elas têm um coração puro, livre da maldade, o que elas desejam de mim. Mas você, Shaka, você é diferente. Eu não consigo saber nada sobre você, somente que você tem um coração livre da maldade e desapego com as coisas materiais. Eu te esperei há séculos, mas agora terei eu que te mostrar algumas coisas, antes de te consagrar...”\\t
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