Saint Seiya War - 1° Saga - Escuridão que devora.
2 Capítulo 1: O duro despertar, a esperança brilha?
Notas iniciais
"Será que, a esperança brilha quando necessária?"
Entrada do Santuário de Athena.
15:20, 8 de Agosto de 2046
Depois do que foi dito por seu bom amigo Ícaro, Sammael ficou pensativo durante a noite anterior inteira. O que será aquela sensação que estava sentindo fortemente desde ontem? Com certeza, coisa boa não deveria ser. . mas aquela dúvida matava-o por dentro. Ele ficaria nesse pensamento provavelmente por horas, se não fosse interrompido pelo gritar a frente da saída de sua morada de Áries. Mas quem deveria ser agora? Provavelmente, para o grito estar vindo daquele lado de sua casa, deve ser algo vindo diretamente de alguma das outras casas ou mais, vindo do Grande Mestre. Seu corpo ergue-se de onde sentava-se então, caminhando em direção ao tal grito. Claro, sempre vestindo sua armadura de ouro, afinal era isso que os cavaleiros devem fazer para mostrar respeito ao sacro solo que protegem.
▬ Poderia saber o que quer, soldado?
▬ Venho entregar uma ordem do Grande Mestre, senhor Sammael.
Depois de ficar pensando por um certo tempo, cerca de menos de um minuto, Sammael confirmou com a cabeça para o soldado, que saiu aliviado. O que será que Lucian estava fazendo? Não receber diretamente o chamado do Grande Mestre pode ser considerado um ato de traição. Sammael sabe que ele não gosta de se reunir com os cavaleiros de ouro, e com motivo. . mas mesmo assim, é a missão deles. Deixando a casa de Áries sem muita demora, a casa de Touro seria a próxima parada, se não estivesse já vazia. Aldebaran deve já estar na sala do Mestre, ele não era do tipo que gostava de se atrasar para compromissos importantes como esse. Então a casa de Gêmeos logo estava a frente do cavaleiro de Áries, que contemplava a beleza desta, e questionava-se sobre o fato de que sentia perfeitamente vir desta o bem e o mal, como se fossem unos. Adentrando esta, ele erguia sua voz, chamando pelo cavaleiro.
▬ Você está ai, Gêmeos?
▬ ...
▬ Droga, Lucian. Você está ouvindo, eu sei disso. Pode vir até aqui?
▬ ... O que quer, Sammael?
A passo de que aquela voz foi emitida de algum dos cantos da casa de Gêmeos, um brilho dourado se fazia presente próximo a Uriel. Em meio a este conhecido brilho, via-se um homem de cabelos vermelhos, trajando a dourada armadura de Gêmeos. . era Lucian, finalmente presente a seu companheiro de armas. Sua face demonstrava o quão "sem vontade" ele estava de encontrar os outros cavaleiros de ouro. Sammael sabia bem o porque, mas era o chamado que ele não poderia recusar.
▬ Sabe que, sou o primeiro a saber o seus motivos, Lucian. Mas precisa vir.
▬ Wahahah. . entender meus motivos, Sammael. .? Huh. . que seja. Eu vou me reunir com eles.
▬ Posso confiar nestas palavras?
▬ Por sua conta e risco.
Depois de um breve sorriso pela parte de Sammael, que com aquilo literalmente respondia o que Lucian perguntava, o cavaleiro de Áries deixou a casa de Gêmeos e seu cavaleiro ali, em direção ao salão do Mestre. Lucian, ainda ali, permanecia parado. . pensando, em como será quando lá estiver. "Provavelmente, ele tentará contra minha vida. Hunf, como de costume." Depois desse pensamento, Lucian também partiu em direção ao Grande Mestre, seguindo lentamente por dentre as casas acima da sua. Em tempos, era a primeira vez que ele passava ali sem nenhum mal olhar ou critica, parecia nem mesmo que o passado lhe perseguia tanto. Mas isso não tem mais razão de continuar em sua mente, não, agora era tempo de ter a mente alerta para outra coisa, principalmente ao pressentimento que igual a Sammael, lhe atormentava também. Não demorou, não. . e Lucian já estava a frente do portão da Sala do Mestre. O abrir desta porta lançou sobre ele muitos olhares, muitos mesmo.
▬ Enfim, temos os doze aqui.
▬ Os doze não, Grande Mestre. Um de nos morreu, graças a certo alguém.
▬ Medo de ser direto, garoto?
▬ Athos, não desejo conflito. Aliás, não permito.
▬ Perdoe-me grande mestre.
▬ Continuando. Eu os chamei aqui porque, a alguns dias atrás, aconteceu algo que chamou a atenção do santuário. Uma floresta, aos arredores de uma cidade japonesa, pegou fogo. Mas, de uma inacreditável forma, sem o toque da mão humana. Ou seja, iniciou-se do nada. E, ontem mesmo, senti uma enorme energia envolver uma cidade japonesa, Nayoro, em Hokkaido.
▬ Não é uma energia comum, não é, Grande Mestre?
▬ Você está certo, Renzo. É uma energia grande demais para ser uma pessoa, eu penso que é a energia de um deus, mas. . diferente de qualquer uma que eu tenha sentido. Quero vocês, cavaleiros de ouro, de Alerta. Um de vocês, mandarei investigar a cidade. E será você, Lucian.
▬ Lucian é realmente uma ótima opção, ele pode averiguar sem nem mesmo mostrar-se ao inimigo.
▬ Não acha que deveriamos mandar alguém mais confiável, Grande Mestre?
▬ Silêncio, Athos! Disse que, não irei aturar discussões. Lucian, o que tenho a falar com os outros não é tão importante. Por isso, desejo que vá agora para sua missão. Temo pela vida das pessoas daquele lugar, não sabemos o que pode ser feito.
▬ Parece que agora vê-me como "útil", hm? Eu irei..
▬ Tome cuidado, Lucian.
Depois de despedir-se do Grande Mestre e receber apenas um "tchau" vindo de Sammael e talvez um sorriso vindo de Alexis, que eram os únicos que nele confiavam, Lucian deixou o Salão do Grande Mestre em direção a de Gêmeos. Era uma missão que tinha deixado mesmo ele intrigado, pois se estivesse certo, poderia ser um igual ao estranho cavaleiro que apareceu no passado, que causou todo o "inferno" de sua vida. Assim que estava na casa de Gêmeos, ele decidiu não mais ficar demorando, abrindo uma entrada dimensional, por onde seu corpo passou sem problemas algum, rumo a cidade que o Grande Mestre tinha falado. Sua idéia original era já aparecer em um canto da cidade, mas algo o repeliu, fazendo ele aparecer fora dela.
Nayoro, provincia de Hokkaido, Japão.
▬ O que tiver me repelido desta forma, não é "comum". Esse cosmo que cerca a cidade é realmente absurdo, como falou o Grande Mestre. Hum. . terei primeiro que matar o dono deste cosmo, se quiser adentra-lá.
▬ ( Grito vindo do longe ) AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
▬ De onde vem esse grito?
Isso tinha mesmo preocupado Lucian, de quem era o grito que ele ouviu? Parece vir de um pequeno vilarejo que ficava a leste da cidade, algo merecido de uma "averiguação". Colocando-se a mover-se velozmente em direção ao vilarejo, o cavaleiro não demorou a chegar ao local, sendo que mesmo assim não viu ninguém que pudesse ter dado este grito. Será que foi uma armadilha? Talvez pudesse ter concluído que sim, se não tivesse visto um grupo de crianças, junto com uma garota um pouco mais velha e um homem com ela, correndo de algo que vinha a seu encalço. E o mais verídico desta história era que ele sentia um cosmo grande, ainda sim menor do que o cosmo que envolvia a cidade, vindo atrás deles. Quando um homem de estranha armadura alaranjada apareceu em seu raio de visão, não pode mais duvidar, tinha que salvar aquelas pessoas. Era seu dever, afinal.
▬ Cansei desse jogo de pega-pega. Melhor desistirem, todos irão mesmo morrer. HAHAHAHAHA!
▬ Nunca. Hellena, você é a mais velha. Leve as crianças para longe.
▬ Mas e você?
▬ Vá logo, não fique ai demorando.
▬ Acha mesmo que eu deixarei isso? Matarei vocês antes de dar sequer um passo.
▬ ... Será mesmo?
Enquanto Hellena abraçava as crianças que choravam de medo, uma voz vinha de trás delas, em direção ao estranho cavaleiro a frente delas. Sim, era Lucian que apareceu ali, de prontidão. O brilho da armadura de gêmeos parecia deixar aquelas crianças calmas, principalmente Hellena, que parecia "hipnotizada" pelo brilhar dela. O outro, que estava quase para matar o homem, parecia surpreso com a aparição de alguém ali para aparentemente salvar aquelas crianças. Melhor do que isso, parecia começar a rir consigo mesmo em som de deboche, visando pensar que aquele homem a sua frente morreria facilmente. Tanto que, nem mesmo apresentou-se e já lançou uma onda cosmica na direção de Lucian, que para a surpresa e desagrado do atacante, deteu-a com a mão, com simplicidade.
▬ Atacar a mim com uma força assim, deve estar desesperado, não?
▬ Ora seu, quem é você?
▬ Quem é que fala com a "comida", hm? Oh, que seja. . eu sou o cavaleiro de Gêmeos, Lucian.
▬ Então você é um dos cavaleiros do Santuário grego? Ótimo, muito bom. Eu, Oriyon de Rattah, irei arrancar sua cabeça e entregar a meu superior. HAHAHA, vou sim.
▬ Wahahaha. . . isso, espero que mantenha essa animação.
▬ Morra de uma vez, cavaleiro.
Depois que o cavaleiro de Rattah juntou seus braços, um grande brilho alaranjado era emitido de sua armadura. O homem que estava a frente dele, morreu na hora, com algo que parecia degenerar seu corpo rapidamente. . isso poderia ser um grande perigo para aquelas crianças, Lucian pensou logo em colocar-se na frente do golpe, afinal sabia que aquilo não iria afeta-lo. Mas uma estranha cosmo-energia saia do corpo da garota de cabelos longos e castanhos, protegendo aquelas crianças da morte. O próprio, foi "atingido" pela técnica de Oriyon, deixando apenas uma fumaça em torno de seu corpo. Gargalhadas rolavam solta por contra do outro, como quem amasse o fato de ter matado mais um que entrou na sua frente.
▬ Viu só? Chegou se achando, mas morreu rápido. Os cavaleiros são todos lixo. HAHAHAHAHA!
▬ Se seu objetivo era me matar, porque não usa um ataque de verdade?
▬ MAS QUE DIABOS? COMO ESTÁ VIVO?
▬ Vá para o mundo dos mortos com essa dúvida na mente. GALAXIAN EXPLOSION!
Enquanto a imagem de planetas e galáxias eram visualizadas em torno de Rattah, uma grande explosão era sentida ali. Aquele era o poder do cavaleiro de Gêmeos? Duvida-se, pois aquele que recebeu o ataque nem mesmo tinha força para ferir Lucian, porque usar todo o poder contra um oponente tão fraco? As crianças, todas sorrindo por estarem vivas, comemoravam o fato de estarem todas ali, juntas. . mesmo que idenfique-se rápido a tristeza de maioria pela morte do homem que as ajudou. A mais velha, Hellena, se aproximava de Lucian com um sorriso calmo no rosto. Por seu jeito, parecia pretender agradecer a ele por ter salvo ela e as crianças. . este que parecia não estar tão avontade com elas ali. Surpresa foi feita a ele quando, ela segurou sua mão entre as dela, com seus olhos ternos fixos nos dele.
▬ Muito obrigada por me salvar, e a essas crianças. . eu. . te conheço. .?
▬ Certamente, não. . . . . esses olhos, essa energia. . . . . . !?! Athena!?
FIM
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