Saint Seiya - Uma Nova Visão - TOMO 1
4 A Chegada ao Santuário
Notas iniciais
Logo após o navio de Ikki e Shun partir, é a vez dos jovens que vão até o Santuário. De fato, por mais que eles seriam concorrentes, era um alívio ter pessoas conhecidas nessa empreitada. Depois de alguns dias de viagem, eles desatracam na Grécia, e por lá são recebidos por um jovem encapuzado, que apenas lhe pergunta seus nomes e lhes acompanhou até a entrada do Santuário. Lá chegando, Seiya, Jabu e Yan não acreditavam que a cidade de Atenas, podia abrigar um local onde as pessoas treinavam para serem cavaleiros. Atravessaram por um caminho entre um mar de rosas, logo após um pequeno vilarejo, que ao finalizar a travessia, se fechou completamente.
Mulher Misteriosa: — São vocês as crianças que vieram do Japão para tentar se tornar cavaleiros?
Era uma mulher esbelta, belos cabelos azuis, uma voz sedosa e exalava um perfume magnífico. Não puderam ver seu rosto, pois o mesmo estava coberto por uma máscara. Aparentemente ela guardava a entrada do Santuário.
Seiya e Jabu: — Sim, precisamos retornar como cavaleiros.
Yan estava aterrorizado, definitivamente ele não queria ser cavaleiro. A mulher já os alerta que o treinamento serão deveras árduos e que se passarem por aquele caminho, não haverá mais volta. Ou saem de lá cavaleiros, ou saem mortos.
Ela os leva a um rapaz extremamente forte e alto, que está dando um treinamento a alguns soldados. Ela o interrompe apresentando os três novos aspirantes, porém ele desdenha de ambos dizendo que não sobreviverão nem um só dia. Jabu e Seiya ficam irritados e desordenadamente parte para cima dele, Yan fica ao lado da mulher, parece que ele aceitou sem objeção o que o homem lhe disse. Ele também achava que não duraria nem um dia naquele lugar. O grande homem os ergue pelo colarinho de suas vestes, dizendo que vão precisar de muito mais do que isso para pensarem em se tornar um cavaleiro, mas neste momento, mesmo que não tenha passado de um simples estalo, O homem sente uma fagulha do cosmo de ambos, percebendo assim que eles têm o potencial necessário para iniciar o treinamento para cavaleiro.
ALDEBARÃ – Senhorita Afrodite, deixe esses dois aqui comigo. Não quer ficar com esse molenga aí? Você tem mais paciência com esses aprendizes mais tímidos.
AFRODITE – Hum, pode ser, já estou com alguns aprendizes mas acho dou conta de mais um? O que acha? É Yan certo? O seu nome?
YAN – Eu concordo!
Na verdade Yan concordaria com tudo que lhe dissessem naquele momento. Mas ele se sentiu protegido pelo aroma que aquela mulher exalava.
Afrodite se despede, e retorna ao seu posto com seu mais novo aprendiz. No meio do caminho se encontra com um rapaz de olhar furtivo que ao avista-la demonstra um certo ar de inquietação e ansiedade. Ao seu redor é possível observar diversas luzes azuis. Nunca teve coragem de perguntar o que era, sempre achou que cada pessoa tem o direito de ter seus segredos, e que quando elas estiverem preparadas a compartilhar, assim o farão. Todavia, sentia que esse rapaz totalmente introvertido mesmo que quisesse, nunca teria coragem de abrir seu coração e sentimentos.
Fausto – Bom Dia Srta. Afrodite! Como está? Estamos tendo ventos sudoestes, e toda vez que isso ocorre, é possível sentir o perfume de suas rosas por todo Santuário.
Afrodite: — Bom Dia Fausto! Obrigada por me alertar! Não creio que seja tão bom ter esse perfume por todo o santuário. Conheça meu novo aprendiz, Yan.
Fausto: Muito Prazer rapaz! Siga a orientação de sua tutora e será um grande cavaleiro!
Yan estava fascinado pelas luzes azuis que circulavam Fausto, mas respondeu apenas com um sorriso.
AFRODITE – Ouvi dizer que você também terá um aprendiz? O ele está?
FAUSTO – O mandaram para a minha terra Natal, a Itália. Vou lá em alguns dias para iniciar o treinamento. Infelizmente tive muito trabalho esses dias no Santuário. Mas creio que poderei dar um digno treinamento a ele.
AFRODITE – Estou certo que ele será um grande cavaleiro assim como o mestre dele, Fausto!
Fausto: — Não me chame por esse nome senhorita. Já o abandonei há algum tempo. Prefiro meu novo título, é mais adequado às minhas obrigações e desejos. Estou indo ao cemitério ver se tudo está ok. Infelizmente tivemos algumas baixas de alguns cavaleiros de bronze que foram em uma missão fora do Santuário. Preciso dar a eles o devido descanso. E você onde vai?
Afrodite: — Não gosto de seu apelido. Acho que não condiz com sua personalidade. Mas enfim, se assim prefere, assim o chamarei. Estou voltando a meu posto, estou com dois aspirantes de cavaleiros, além do Yan, não posso deixá-los sozinhos por enquanto. Apesar de que eles tem um grande potencial, eu não duvidaria que em breve eles se tornarão grandes cavaleiros. Tenha uma boa tarde, “Mascara Da Morte”. – Ele não percebeu, mas ela deu um pequeno sorriso por debaixo de sua máscara, como se debochasse do nome, totalmente oposto à pessoa, que era dedicada e altruísta, e por mais que tivesse um trabalho árduo e triste, nada justificasse um nome associado à mortes e destruição.
Mascara da Morte – Boa Tarde Srta. Afrodite – Voce ainda vai ouvir falar muito de mim, pois serei o mais forte deste santuário; Pensou.
Ainda segurando os dois jovens recém-chegados pelos colarinhos Aldebarã caminha até uma clareira onde se encontra uma mulher mascarada. Ela tem cabelos longos e ruivos, é muito veloz, e está surrando alguns soldados, que eventualmente seriam seus discípulos. Está esbravejando com todos, pois estão deixando sua guarda baixa permitindo assim um ataque mortal de seu inimigo. Aldebarã joga Jabu na frente de Miro:
ALDEBARÃ – Bom dia Miro, poderia orientar mais um aspirante?
MIRO – Olá Aldebarã. Sim, posso! Mas espero que ele não seja mais um molenga como os que ele trouxe da ultima vez, mas que pela cara, acho que enganada.
Jabu em retaliação à indireta sofrida, dá um chute na canela de Miro, que o repreende o jogando para longe:
MIRO — Se pretende atacar, esteja sempre preparado para um contra ataque moleque!
Assim, Jabu aprende sua primeira lição e Miro decide aceita-lo como discípulo. Seiya pede para se colocado no chão, Aldebarã o põe, mas não antes de uma bela risada. Caminhando por mais alguns metros, agora mais próximos do que seria um pequeno abismo, se encontra um rapaz que segundo Aldebarã, é um dos mais respeitados dentro do Santuário, mas que carrega um stigma que são seus demônios. Aioria é seu nome. Ele está treinando uma moça de máscara, que possui amarrado em sua cintura um lenço branco. Seus movimentos são ao mesmo tempo suaves, porém com uma destreza sem igual, como uma ave que sobrevoa o campo à espreita de uma caça, e que ao menor descuido torna-se um predador implacável. Seu nome é Marin.
ALDEBARÃ — Aioria, lhe trouxe mais um discípulo vindo do Japão, assim como Marin! — Ela havia chegado a 1 ano e desde então treinava com Aioria,
AIORIA: Por que você quer se tornar um cavaleiro?
SEIYA: Fiz uma promessa a minha irmã, de que me tornaria forte, e que faria de tudo para reencontra-la.
AIORIA: Esse motivo é muito tolo – Diz com desdém. — Os laços fraternais são frágeis, e que podem surpreende-lo a qualquer momento caso a sua irmã tenha algum objetivo em que precise supera-lo para atingi-lo, não é possível confiar em ninguém com essa mentalidade, nem mesmo de sua família.
Seiya se enfurece por ele falar dessa forma, e o mesmo lampejo que Aldebaram sentiu, Aioria também sente, percebendo assim que provavelmente está diante de um futuro cavaleiro e o aceita como seu aprendiz. Seiya já fica junto dos dois para o início do treinamento.
ALDEBARÃ: Hahaha! Boa Sorte Seiya!
No meio do caminho se encontra com seu companheiro Shura. Juntamente com Aldebarã, Shura comanda as tropas do Santuário.
SHURA: Você acha mesmo que fez a escolha em aceitar pessoas de fora da Grécia como aspirantes?
Aldebaram: Ora Shura, se pensasse como você, nem eu e nem você teríamos chegado onde chegamos, pois eles também não somos gregos.
De fato, Aldebarã viera do Brasil, enquanto Shura veio da Espanha.
Shura: Não diga bobagens Aldebarã, nossas armaduras nos escolheram como legítimos donos e guardiões, temos o endosso pessoal do Grande Mestre!!!
Aldebarã: HAHAHAHA! Acho que no fundo você está com medo, pois seus discípulos fatalmente entrariam em rota de colisão com os discípulos de Aioria e Miro na disputa por uma armadura.
Shura desconversa, e ambos caminham até aonde os soldados rasos estão descansando e são surpreendidos por grito de Aldebaram, os repreendendo por não estarem de guarda, e neste momento Shura faz um simples movimento com a mão abrindo uma cratera onde alguns soldados caem. Shura se diverte com a situação e Aldebaram pedem para tomar cuidado para não acabar os matando.
Shura: Bando de Inúteis! Nunca serão cavaleiros!
Mentalmente, Seiya, Yan e Jabu desejam boa sorte um ao outro. Sabem que o caminho será duro, cada um tem um motivo, mas todos têm o mesmo objetivo. Se tornar um cavaleiro e retornar com a armadura para o Japão.
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