Saint Seiya: Uma Nova Era

4 Discussões em grupo. O ataque ao karaokê.


Notas iniciais
Oi, gente! Tudo bem? Espero que vocês deem muitas risadas com esse capítulo! Boa leitura :3

Àquela manhã Hayato acordou às seis horas cheio de dores no corpo. Os hematomas criados pelas pancadas de seu pai no último treinamento ainda eram bastante visíveis. Depois de saber da presença de Zouye o homem começou a cobrar cada vez mais do filho, não se importando nenhum pouco se iria machucá-lo ou não.

O Murakami empurrou as cobertas e se sentou na beira da cama observando o quarto escuro. Trajava somente uma cueca box preta, como era o costume todos os dias. Ele passou as mãos no rosto e bocejou. Era mais um dia que teria que aguentar. Rezava para não ter outra prova surpresa como na semana anterior, ou teria um ataque.

Hayato se levantou e foi se arrumar. Vestiu o uniforme do colégio Yamamoto, penteou os longos cabelos negros e os prendeu em uma trança. Foi até o banheiro escovar os dentes e correu para tomar café da manhã. Pensando bem, estava morrendo de fome. Sua mãe já estava lá preparando o café da manhã.

— Bom dia. – disse dando um beijo na bochecha da mulher enquanto pegava um bolinho de arroz e o dando uma mordida.

— Bom dia, querido. – falou a mulher. – Você está bem? Não está doendo mais?

— Só um pouco. – disse Hayato pegando o obento sobre a mesa. – Vou indo tá? Até mais.

— Não vai nem... – não deu tempo de completar a frase, o filho já estava na porta. – Esses jovens, sempre correndo.

O Murakami saiu de casa carregando sua mochila preta. Dentro da mesma havia poucas coisas, logo não estava pesada. Ele foi andando devagar até chegar a uma praça não muito longe de casa onde resolveu parar e se sentar um pouco, afinal ainda estava bem cedo. Hayato pegou o celular e havia uma mensagem no Line.

(Takeuchi Aya: Bom dia, meu amor! ♥

Um sorriso se abriu nos lábios de Hayato. A ruivinha da foto era sua namorada que morava em Hokkaido. Seu relacionamento já durava mais de um ano, porém com a volta do rapaz a sua terra natal eles estavam há algum tempo sem se ver.

(Murakami Hayato: Bom dia, minha princesa. Como você está?

(Takeuchi Aya: Morrendo de sono ;((((

(E você?

(Murakami Hayato: Estou bem. Ainda não se adaptou ao horário da nova escola? :(

(Takeuchi Aya: Ainda não :s

(E nem vou.

(Murakami Hayato: ?

(Takeuchi Aya: Meus pais decidiram que mês que vem nos mudaremos para uma cidade próxima a Tokyo!

(Murakami Hayato: O que? Sério? O.O

(Takeuchi Aya: Mais do que sério!

(Vamos poder estudar na mesma escola :3

(Murakami Hayato: Isso é ótimo.

(Takeuchi Aya: Parece que não gostou muito...

(Murakami Hayato: É claro que gostei, amor!

(Finalmente vamos poder ficar pertinho um do outro ♥

(Takeuchi Aya: Vou fingir que acredito u.u’

(Agora tenho que desligar, o professor já está reclamando.

(Murakami Hayato: Está bem.

(Boa aula ♥

Hayato bloqueou o celular e soltou um suspiro. Bem, pelo menos agora teria quem distraí-lo da presença de Zouye e isso seria ótimo. A vinda de Aya para o Colégio Yamamoto com certeza seria a melhor coisa que tinha lhe acontecido nas últimas semanas. Mas enquanto aquilo não acontecia, o rapaz se levantou e voltou a caminhar em direção a escola. Seria mais um dia naqueles.

Takashi foi levado de carro até o colégio. Se não tivesse sido assim, provavelmente não teria nem aparecido. Ele saiu cabisbaixo, trocou os sapatos e foi andando pelos corredores feito zumbi. Quando chegou a sala de aula sentou-se bem no fundo, onde teoricamente ninguém mexeria com ele, o que definitivamente não aconteceu. Quando Zouye, Yuzo e Kotaro chegaram e perceberam que o rapaz do fogo estava pior a cada dia que se passava foram lá falar com ele.

— Meu pudim! – disse Yuzo o abraçando, mas o Ogawara nem se mexeu.

— Bom dia, Takashi. – falou Kotaro sentando-se na mesa dele.

— Ei, não fica assim! Nossos pais vão encontrar a Nina. – disse Zouye levantando o queixo do mesmo com o indicador. – Força, Takashi!

O rapaz ficou parado observando os amigos se preocuparem com ele, não conseguia dizer nenhuma palavra. Ele não podia acreditar que alguém realmente se importava com ele e que tinha amigos de verdade, com quem poderia contar sempre que precisasse.

— Obrigado. – e ele abaixou a cabeça, as lágrimas rolando por seu rosto. – Muito obrigado mesmo...

— Não chora, pudinzinho. – disse Yuzo o sacudindo um pouco no abraço.

— Ganbatte, Takashi! – falou Zouye mostrando a mão fechada em símbolo de força.

— É, você não pode ficar triste desse jeito. Sua irmã precisa de você. – disse Kotaro por um instante se lembrando de Kouji que estava naqueles dias que ficava hiper estranho. – Hum... Que tal irmos ao karaokê hoje a noite?

— Karaokê? – perguntou Yuzo.

— É, pro Takashi se divertir um pouco e esquecer essa tristeza.

— Acho uma ótima ideia. – disse Zouye. – Podemos chamar o Junpei e os filhos do tio Hyoga, se quiserem ir. O que acha, Takashi?

— Podemos ir, eu acho...

— Acha nada. Você quer ir ou não? – perguntou Yuzo ameaçando fazendo cosquinhas no amigo.

— HAHAHAHAHAHAHA! Para, Yuzo! Tá, eu vou! Eu vou! – falou Takashi rindo e se remexendo todo.

— Acho bom mesmo. – disse Yuzo parando com as cócegas rindo.

Por volta das dez da manhã os Forjadores de Hefesto saíram para passear pela cidade. Eles andavam por uma ponte que passava por cima de um rio conversando. Quem os visse de longe pareceria somente três turistas, pessoas normais que só estão curtindo um pouco do sol de maio e as belas flores por todos os cantos.

— Esse país é muito lindo! – disse Maya com seu vestido verde florido e chapéu de palha todo chique. – Podemos ficar aqui pra sempre?

— Podemos, mas antes temos que cumprir o que viemos fazer. – disse Raj com suas calças e robe cinzentos e um lenço preto jogando no pescoço.

— Pois é, ninguém faz nada. – reclamou Dajan com seu jeans e blusa branca com as mangas enroladas.

— OLHA SÓ QUEM FALA! – gritou Maya parando de andar. – O que você fez desde que chegou aqui, Dajan? Não conseguiu nem vencer o Dragão!

— E você perdeu para uma garotinha! Fica quieta aí!

— VOCÊ É UM INÚTIL!

— CALA A BOCA!

— SAI DA MINHA FRENTE! – disse o empurrando e continuando a andar.

— Quem você acha que é para falar com os outros dessa forma? – perguntou Dajan.

— EU SOU A LÍDER DESSE GRUPO!

— A TÁ! Até parece!

— Vocês dois, parem de brigar! – disse Dajan de braços cruzados os encarando. – Maya tem razão, temos que fazer alguma coisa.

— Como? Com aquele monte de cavaleiros envolta da tal Atena é impossível! – reclamou Maya.

— Mas deve ter algum jeito, não podemos ficar parados! – disse Dajan.

— Se vira. – disse a ruiva continuando a andar pela rua sem olhar para trás.

— E você? Vai me ajudar, Raj? – perguntou o negro. – Você é muito inteligente, deve ter alguma ideia.

— Dajan – disse pondo as mãos nos bolsos. – seria bom se fizesse isso sozinho. Pelo menos para não deixar a Maya tão irritada.

— Mas...

— Meu conselho é: coma pelas bordas, vai ser mais fácil. – o indiano deu um sorriso. – Boa sorte.

E também sumiu de vista. Agora você deve estar pensando “mas Raj não fez nada, não Dajan!”. Muito pelo contrário, enquanto Maya e Dajan participavam do ataque do restaurante dos Suzuki, nosso querido indiano recolhia informações sobre Seiya e os outros que futuramente poderiam ser usadas contra eles. E “não fazer nada” é pura implicância da escocesa.

Dajan ficou andado pelas ruas o dia inteiro pensando no que fazer. Estava com muita raiva de Maya e repetia as palavras de Raj vez ou outra em forma de deboche.

— Coma pelas bordas, vai ser mais fácil. – disse se requebrando todo. Iria provar para aqueles dois que poderia fazer muito mais do que eles imaginavam.

Após a aula os jovens voltaram para casa. Tinham marcado às sete horas frente ao Love Pony Karaokê que se localizava em um bairro próximo de onde todos moravam. Zouye ficou encarregada de ligar para Thomas e Alice e convidá-los para algumas horas de diversão.

— Tadaima! – disseram ela e Yuzo quando chegaram em casa.

— Okaeri, meus queridos. – disse Shunrei, que estava sentada no sofá com Zyra adormecida no colo. – Como foi a aula hoje?

— Maravilhosa, mãe. – falou Zouye dando um beijo na testa da irmã. – Nós vamos sair daqui a pouco, tá?

— Vão para onde, posso saber?

— Vamos ao karaokê com o pessoal. – disse Yuzo.

— Hum. – disse olhando os dois. – Podem ir, mas tomem cuidado.

— Pode deixar, qualquer coisa eu defendo a Zouye. – brincou Yuzo.

— Haha! Acredito. – riu Zouye.

— Poxa, assim você acaba comigo, Zou.

Shunrei riu. Mais alguns minutos de conversa se passaram e ambos subiram para se arrumar. Quando Zouye chegou no quarto pegou o celular na mochila e digitou o número do telefone de Thomas que Takashi tinha a passado. Chamou uma vez, duas, três e finalmente o rapaz a atendeu.

— Alô? – disse o rapaz loiro.

— Oi, Thomas! Aqui é a Zouye. Tudo bem?

— Ah, oi Zouye. Tudo ótimo, e com você?

— Estou bem também. Escuta, o Takashi me passou seu número para que eu pudesse convidar você e a Alice para ir ao karaokê daqui a pouco. Querem ir?

— Hum... Deixa eu ver. Alice, está afim de ir ao karaokê?

A garota de cabelos totalmente brancos estava deitada em sua cama lendo um livro quando ouviu o irmão falar. Ela levantou o rosto e ficou parada por um momento com o olhar distante. Depois fez que não com a cabeça parecendo incomodada com alguma coisa.

— Zouye, a Alice não está querendo ir. Vamos deixar para uma próxima vez, ok?

— Está bem, Thomas. Boa noite.

— Boa noite. – o loiro desligou o telefone e se sentou na cama da irmã. – O que vai acontecer?

— Vai ter um ataque ao karaokê hoje a noite. – respondeu com a voz baixa. – Um cavaleiro...

— Droga! Por que não perguntei o nome do karaokê? – reclamou jogando uma almofada para parede.

A Suiyama abriu o armário e foi escolher uma roupa. Já fazia um tempinho que não saía com os amigos graças aos trilhões de deveres de casa que os professores passavam. Ela pegou um short jeans, uma blusa de mangas com listras brancas e cor-de-rosa e uma meia calça cheia de pintinhas e com laços. Quando ia para o banheiro tomar um bom banho percebeu que a porta estava trancada. Então bateu na porta.

— Hum... Yuzo? – arriscou. Não houve resposta.

Zouye bateu na porta novamente e então ouviu o barulho da descarga, seguido da torneira. Quando a porta se abriu Yuzo apareceu com a mão na barriga e um cheiro horrível veio com ele.

— Nossa, parece que mataram alguém aí dentro. – disse tapando o nariz. – Tá tudo bem?

— Zou, não vai dar pra ir. – disse passando a mão sobre a barriga. – O tofu do almoço não caiu bem.

Ok, agora ela teria que ir sozinha porque Yuzo estava com dor de barriga, caganeira, piriri, diarreia ou qualquer outro nome que prefira chamar. Zouye foi se arrumar rapidamente; tomou um banho, se vestiu, penteou os cabelos e os prendeu em um rabo de cavalo bem alto com um lacinho colorido e fez uma maquiagem bem simples. Por fim pegou sua roupa e desceu para a sala.

— Mãe, estou indo. – disse a garota chegando a sala.

— E o Yuzo? Não vai?

— Não, ele não está se sentindo muito bem.

— O que ele tem?

— Disse que o tofu do almoço não fez bem. – disse tapando o nariz. – E pelo cheiro que saiu do banheiro não fez mesmo.

— Vou dar uma olhada nele então. – disse rindo. – Juízo, Zou.

— Pode deixar.

Zouye despediu-se da mãe, fez um breve carinho nos cabelos da irmã adormecida no sofá, pôs os sapatos e finalmente saiu de casa. Eram seis e meia. Ela foi andando até o ponto de ônibus e pegou o transporte que veio rapidamente. Cerca de dez minutos depois saltou na parada frente ao karaokê onde Kotaro e Junpei já estavam a esperando.

— Oi, gente! – disse Zouye pulando para perto deles.

— ZOOOOOOU! Você tá linda! – exclamou Junpei.

— Ué, cadê o Yuzo?

— Yuzo está sentado no trono. – respondeu a garota.

— Sentado no trono? – perguntaram juntos.

— Sim, está com dor de barriga.

— Putz, mas que bosta. – brincou Kotaro. – Espera, não.

— Você é um ridículo, Kotaro. – disse Zouye rindo.

— E o rei e a rainha do gelo não quiseram vir, né? – disse Junpei. – “Aquela Alice é uma gata! Ainda me caso com ela!”

— Não, ainda devem estar se acostumando ao calor ou algo do tipo. – respondeu Zouye. – Takashi tá demorando...

— Espero que ele também não fure. – comentou Kotaro.

— Takashi não vai furar, ele não é desses. – disse Zouye.

De repente um carro preto todo chique parou frente ao karaokê. Kotaro olhou para Zouye e Junpei, mas eles nem pareciam se assustar com aquilo. O motorista saiu e abriu a porta para que Takashi pudesse sair do carro.

— Obrigado, Matsumoto. – disse gentil.

— Senhor, a que horas devo vir lhe buscar?

— Umas nove horas, ok?

— Está bem. Divirta-se. – e entrou no carro novamente, deixando o local.

— Oi, gente.

Kotaro estava de queixo no chão.

— O que foi? – perguntou o rapaz do fogo.

— E-eu sabia que você tinha dinheiro, mas com um carro desses e um chofer...

— Haha, isso. – disse passando a mão na parte detrás da cabeça.

— Você não viu nada, Kotaro. – disse Zouye.

— Verdade. – completou Junpei.

— “Ele deve ter dinheiro para ter todos os jogos do mundo! Preciso me casar com esse bofe, já!”

— Ei, cadê o Yuzo?

— Tá com caganeira. – Junpei foi bastante objetivo.

— Que m hein...

— Mas ele vai sobreviver. – completou Zouye.

— Ótimo. Vamos entrar?

Os quatro entraram no karaokê e escolheram a sala de número sete. Takashi pediu pizza e refrigerante para todos porque, afinal, ninguém era de ferro. Junpei avançou contra o microfone e escolheu uma música no karaokê. Quando menos podiam esperar ele já estava cantando lindo, belo e...

(http://www.vagalume.com.br/gloria-gaynor/i-will-survive-traducao.html)

— At first I was afraid, I was petrified,
Kept' thinkin' I could never live
Without you by my side,
But then I spent so many nights
Thinkin' how you did me wrong,
And I grew strong, and I learned how to get along... – cantava Junpei híper animado.

Takashi e Zouye começaram a rir, então Kotaro se levantou com o outro microfone e soltou a voz.

— And so you're back, from outer space,
I just walked in to find you here
With that sad look upon your face,
I should've changed that stupid lock,
I should've made you leave your key,
If I had known for just one second
You'd be back to bother me... – cantaram juntos.

Junpei abraçou Kotaro por trás e passou a mão na barriga do mesmo. O Yoshizawa deu um sorriso malicioso e girou pela sala, então começou o refrão. Zouye e Takashi se levantaram e quando menos podiam esperar estavam todos cantando e dançando de forma animada.

— Go on, now go, walk out the door,
Just turn around now, cause you're not welcome anymore,
Weren't you the one who tried to hurt me with goodbye,
Do you think I'd crumble,
Do you think I'd lay down and die,
Oh no not I, I will survive,
For as long as I know how to love
I know I'll stay alive,
I've got all my life to live;
I've got all my love to give,
And I'll survive, I will survive,
Hey, Hey!

Na parte do “Hey hey” quem se empolgou mais foi Kotaro que acabou dando um beijo no pescoço de Takashi, que ficou todo vermelho e foi se esconder atrás do sofá. Claro, tudo não passava de uma brincadeira. A noite estava sendo ótima para os amigos e nada poderia estragá-la. Ou poderia?

Não muito longe dali Dajan estava totalmente irritado depois do episódio com Maya e Raj. Queria provar a eles que não era inútil, muito pelo contrário ele era o mais forte e útil dos Forjadores de Hefesto. Foi então que ele viu um grupo de jovens entrando em um karaokê e os reconheceu de longe. Dentre eles estavam a filha do dragão, que tinha derrotado Maya.

— “Ela iria ficar feliz se eu levasse a cabeça dessa pirralha em uma bandeja.” – pensou animado. – “Que eu saiba ela não consegue controlar o cosmo direito, logo não vai ser difícil esmagar aquela mosca. Mas aqueles outros podem me dar trabalho.”

E o cavaleiro negro de cabelos de dread foi atrás de sua armadura. Mas logo voltaria para completar o seu plano maléfico.

A pizza finalmente tinha chegado e Zouye, junto com seus amigos, a devoravam sem dó. Todos morriam de fome já que sua última refeição fora o almoço na escola há muitas horas atrás.

— Essa pizza está maravilhosa. – comentou Kotaro.

— Bem melhor do que as que o Tatsumi faz. – disse Takashi dando um gole no refrigerante.

— Ai, não reclama. – disse Junpei. – Eu adoraria alguém fizesse pizza pra mim sempre que quisesse. Lá em casa o máximo que eu recebo é um tapa da minha mãe, que não é fraco não.

— Ninguém mandou ter uma mãe ex-amazona. – riu Zouye.

— Nem fala...

— Amazona? Tipo dos cavaleiros que lutavam na Guerra Galáctica?

Takashi e Zouye se entreolharam.

— Nunca te contamos? – perguntou Takashi. – Nossos pais são os cavaleiros que participaram da Guerra Galáctica.

— O QUE!? – ele deu um pulo do sofá. – Vocês estão brincando, né? Não pode ser!

— É verdade, Kotaro. – disse Junpei batendo no sofá para que ele voltasse a se sentar. – Meu pai é Shun de Andrômeda.

— O meu é Shiryu de Dragão.

— Eu sou filho de Seiya de Pégasus. E os irmãos que íamos convidar hoje são filhos de Hyoga de Cisne.

— Ah, e tem meu tio, Ikki de Fênix, que foi o responsável pelo final da Guerra Galáctica.

— Genteeee! Como vocês nunca me contaram isso antes? Eu vivo vendo vídeos daquelas lutas na internet!

— Nossa, nossos pais tem fãs. – disse Zouye rindo.

De repente um estrondo foi ouvido do lado de fora da sala, como se o lugar estivesse desabando ou algo do tipo. O quarteto abriu a porta e saiu dali. O corredor estava pura poeira e as pessoas corriam de um lado para o outro aterrorizadas. O teto tinha sido destruído, assim como parte da construção. Entre a fumaça eis que surgiram três grandes figuras estranhas: um tigre, uma águia e um elefante. Mas não eram animais quaisquer. Eles eram totalmente negros.

— SAIA DAÍ, FILHA DO DRAGÃO! – gritou Dajan irritado, agora trajando a armadura, de pé sobre o elefante.

— Mas o que está...? – perguntou Kotaro.

— É ele! O cavaleiro contra quem meu pai lutou!

— Dajan de Cinzel? – perguntou Takashi.

— Sim!

— Um cavaleiro? Que máximo! – exclamou Kotaro.

Mais uma parte do telhado foi pelos ares.

— Junpei, vamos ter que lutar. – disse Takashi. – Ou esse lugar vai ser totalmente destruído.

— É, eu sei. – disse o mais velho estalando os dedos das mãos.

— Não! Vocês vão acabar se machucando! – interrompeu Zouye.

— Mas se não formos milhares de pessoas vão se machucar. – disse Junpei observando a correria. – Kotaro, cuide da Zou.

— Tá. – disse o rapaz. – “Cara, não acredito! Vou ver uma luta de cavaleiros ao vivo!”

— Vamos, Junpei!

E os dois saíram correndo para o lado de fora do que sobrou do karaokê. Dajan encarou a dupla e deu um sorriso maldoso.

— “Esses dois...” – pensou Dajan. – Quem são vocês? Onde está a filha do dragão?

— Meu nome é Takashi.

— Eu sou Junpei!

— E nós vamos acabar com você! – disseram juntos.

— HAHAHAHAHAHAHAHAHA! O que dois moleques como vocês podem fazer contra um Forjador de Hefesto? Entreguem logo a filha do dragão! Vou acabar com ela e entregar sua cabeça a minha parceira!

— Ele deve estar falando daquela garota que Zouye derrubou. – cochichou Takashi. Junpei fez que sim com a cabeça.

— Jamais vamos entregar Zouye a você, seu bunda suja!

— Bunda suja, Junpei? – perguntou Takashi. – Não tinha coisa melhor pra falar não?

— Ahn... Chato, bobo, feio, cara de mamão!

— Para, que isso não tá dando certo. – disse Takashi.

— Vocês são engraçados. – disse Dajan sorrindo de lado. – Pena que vão morrer! Ataquem!

O cavaleiro esticou a mão em direção a eles exibindo um pincel dourado e o tigre pulou sobre os garotos. Takashi e Junpei pularam cada um para o lado, desviando do ataque.

— “Droga, temos que pensar em alguma coisa, bem rápido.” – pensou Takashi. – Junpei! Vamos usar tudo o que aprendemos vendo anime!

— O que!?

— Controle os raios como um personagem de anime!

— Takashi, você tá brincando né?

— N-Não! – gritou enquanto desviava de uma patada do tigre. – Nunca treinamos na vida! É a única solução!

— Tá! – respondeu Junpei. – “Uma técnica de raios...”

— MEGA CHAMA! – Takashi encheu os pulmões e soltou uma grande bola de fogo igual ao Greymon, em direção ao tigre.

— CHIDORI! – a eletricidade brotou na mão direita de Junpei e ele socou o tigrão com toda a força.

— Sugoi! – dissse Kotaro. – Nunca imaginei que fosse ver um Chidori de verdade!

— “O que será que eles estão pensando?” – perguntou-se Zouye.

Ambos os ataques atingiram ao felino, mas ao invés de feri-lo algo muito estranho aconteceu. Os ataques atravessaram o animal em seu peito, onde se desfez em tinta. Junpei caiu no chão todo coberto pela substância negra e Takashi correu para acudi-lo.

— Junpei, você tá bem?

— Essa tinta... Não consigo me mexer... – disse o rapaz deitado no chão.

— JUNPEI! – gritou Zouye indo socorrê-lo, mas Kotaro a segurou pelo braço e fez que não com a cabeça.

— Junpei, você é burro! Nunca ataque algo estranho corpo-a-corpo!

— HAHAHAHAHAHAHA! Vocês dois são hilários! – gargalhou Dajan. – A tinta dos meus desenhos é feita de uma flor chamada Aconito. Uma flor lilás muito bonita que é capaz de causar paralisia dos músculos e até matar! Você teve sorte de não ter ingerido, garoto, ou já estaria morto!

— “Essa droga faz meu corpo todo formigar.” – pensou Junpei.

— Consegue se levantar? – perguntou Takashi.

— Não... Tudo depende de você agora, Takashi. – disse Junpei.

— “Droga... O que eu faço?”

— Takashi, o pincel! – disse Kotaro correndo para o lado do Ogawara.

— !?

— O pincel na mão dele controla os animais! Se você roubar da mão deles, não vai poder mais controlá-los! – completou.

— “Ele tem olhos rápidos.” – pensou o rapaz observando o amigo de óculos. – “O Kotaro... ele é diferente.”

— Eu posso te dar cobertura.

— O que? Mas você...

— Nunca subestime o poder de um gamer, gato. – disse piscando um dos olhos para Takashi.

— “Seu olhar está tão confiante.” – pensou o rapaz. – Junpei, você vai ficar bem?

— Sim, podem ir.

— Então vamos lá, Kotaro! – disse Takashi dando um soco no ar animado. Aquela batalha só estava começando.

Notas finais
Então, o que acharam? Dançaram e cantaram com o povo do karaokê? Gostaram de eu ter colocado referências de outros animes no capítulo? Deixe um comentário!